Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

XXX - “O POUCO COM DEUS É MUITO” - Livro: Vida Nova – Ditado pelas “Forças do Bem”, psicografada por Diamantino Coelho Fernandes.





O Senhor do Mundo terreno que é o Senhor Jesus de Nazareth, está profundamente preocupado com todos os seus guiados aqui encarnados neste fim de ciclo, pelo desejo único que alimenta de poder conduzir a todos, a seu tempo, aos planos a que pertencem, com o mínimo de sofrimento moral ou material, em face da ação em curso para operar no solo terreno as transformações necessárias.

Estas transformações, nunca serão de mais repeti-lo, não foram improvisadas no Alto em face da maneira de viver dos Espíritos presentemente encarnados na Terra. Elas obedecem a planos elaborados com alguns milênios decorridos, tendo sido decididas desde quando ficou estabelecida a promoção do mundo terreno a categoria de mundo espiritualizado, no qual possam encarnar e viver Espíritos de grande evolução. Poderá parecer a alguns dos atuais viventes na Terra, que a vinda ao solo terreno de Espíritos já bastante evoluídos, possa considerar-se uma provável regressão à carne, de quem tenha alcançado todos os méritos possíveis em suas passadas existências. Eu explicarei então que assim não é, uma vez que a vida dos Espíritos não é absolutamente uma vida contemplativa, porém uma vida de ação constante, através da qual vão contribuindo com a sua parcela para o incremento do progresso coletivo. O que talvez muitos estudiosos da evolução espiritual ainda não tenham tido oportunidade de saber é que, quanto mais avançam os Espíritos na senda do progresso evolutivo, maiores responsabilidades assumem perante o Pai Celestial, a quem tratam de servir sempre melhor. Desta maneira, todos quantos passaram pela Terra em vidas e vidas de aprendizado, e alcançaram o máximo de experiência que aqui podiam alcançar, foram seguindo outros caminhos abertos à sua frente, ao longo dos quais novas e bem maiores experiências puderam adquirir.

Paralisado no Alto a ninguém é dado ficar, mormente àqueles que se entregaram, por assim dizer, de corpo e alma aos serviços do Nosso Amado Jesus, que é de todos os Grandes Espíritos aquele que mais trabalha, em face de suas maiores responsabilidades. Nosso Senhor Jesus nos fornece, a todos nós que o servimos devotadamente, um exemplo sublime de trabalho na sua permanente dedicação ao bem-estar de todos os seus guiados terrenos da presente, como de todas as gerações passadas. 

O trabalho espiritual, aliás, representa para todos nós, possuidores de certa luminosidade, a nossa maior alegria, tão grata nos é a todos a missão de nos dedicarmos por nossa vez ao bem-estar e ao progresso de todos vós, queridos irmãos nossos, que vos encontrais ocasionalmente na Terra. Este fato, porém, o de vos encontrardes presentemente movimentando um invólucro carnal para aqui poderdes viver, não significa de modo algum qualquer grau de inferioridade a muitos de nós que viemos falar-vos através destas páginas. Absolutamente, irmãos e amigos queridos. Estou autorizado a dizer-vos que na Terra se encontram atualmente e em todas as idades, Espíritos de grande luminosidade em missão de serviço divino, embora disto não possam muitos deles recordar-se. Como não existe nenhuma indicação exterior que possa identificar a maior ou menor categoria do Espírito encarnado, porque a matéria bastante grosseira o impede, sua presença, contudo, pode manifestar-se através de atitudes, procedimentos e outras, não sendo difícil às pessoas experientes identificar esses Espíritos. Poderei deixar convosco uma regra, mediante a qual, qualquer de vós poderá identificar entre as pessoas de seu conhecimento a presença de Espíritos já bastante evoluídos, e por isso possuidores de grande luminosidade. Esta regra pode ser apresentada da seguinte maneira: toda vez que entre as pessoas de vossas relações encontrardes alguma que se demonstre verdadeira amiga dos princípios de justiça para com o semelhante, interferindo ou agindo sempre que necessário em favor daqueles que a seu ver estiverem com a razão, mas o faça de modo persuasivo e jamais pela violência, nessa criatura existe, evidentemente, um Espírito bom, evoluído, luminoso, destes que reencarnaram exatamente para se tornarem mediadores entre os nossos irmãos terrenos.

Há, porém, outros casos a identificarem a presença de Espíritos evoluídos entre os encarnados. São, dentre outras, as pessoas que se privam, não raro, de certas regalias, para poderem proporcionar ajuda a seus irmãos menos afortunados, concedendo-lhes por vezes mais do que o supérfluo para lhes minorar a situação. Estas pessoas, nós os desencarnados as identificamos prontamente como enviadas do Senhor a Terra em missão de serviço divino, e assim agem por impulso interno que as leva a servir, ou mesmo a socorrer o semelhante com o que puderem, na certeza de que o pouco com Deus é muito e jamais lhes fará falta. Mas ainda posso referir uma outra classe dessas pessoas dedicadas ao semelhante, dentre inúmeras que poderia citar. 

Esta classe todos vós já a identificastes mais de uma vez. É uma classe de pessoas que se sentem movidas por sentimento estranho, sempre que à sua roda sucedem casos de socorro urgente, em casos de doença ou acidentes com terceiros, que elas podem conhecer ou não. Em casos tais, podereis ver esta classe de pessoas a agir, a tomar providências em favor do necessitado, a custear seja o que for de urgência no sentido de lhes minorar o sofrimento, ou de sua remoção para onde possam receber o tratamento ou assistência de que careçam. Estas pessoas estão desempenhando apenas uma missão que trouxeram, e o fazem sempre com o esquecimento de si mesmas, objetivando apenas a assistência, o socorro ou o bem-estar do próximo. Todos vós haveis de recordar algum caso em que a disposição e eficiência de algum irmão nestas condições, tenha despertado a vossa simpatia e até admiração. Aí se encontra, por conseguinte, encarnado, um Espírito de Luz sob a aparência humilde da pessoa humana, que é, em verdade, um emissário do Senhor Jesus.

Ao contrário disto, deveis ter observado a roda de curiosos que sempre se forma em torno de algum acidentado na via pública, simplesmente para observar, para contemplar o espetáculo do sofrimento alheio, mas simplesmente para isso, sem qualquer idéia ou disposição de intervir para prestar assistência. Estes irmãos, a grande maioria, não devem ser criticados por essa atitude. São Espíritos mais novos, ainda falhos de experiência, são, mesmo, permiti-me a comparação, botões de rosa em processo de crescimento, nos quais ainda se não desenvolveu a célula do perfume, a qual terá de aguardar alguns dias de sol para se manifestar com o descolar das pétalas. Estes irmãos, pela sua atitude meramente contemplativa, também necessitam de mais algumas encarnações — novos dias de sol — para que os seus belos sentimentos de amor ao semelhante possam neles despertar.

Vedes pelo que aí fica, irmãos queridos, que a população atual da Terra, assim como a de todos os tempos decorridos, está mesclada de Espíritos de diversas categorias, produto de suas experiências passadas. Uns manifestam prontamente sua disposição de servir e ajudar o semelhante, sem que isto dependa de qualquer esforço para assim procederem. Esse belo sentimento de ajudar e servir é inato em seus corações, e se desperta ao primeiro choque emocional produzido pelo sofrimento ou necessidade premente do semelhante. Esses Espíritos podem ser comparados à chama que se encontra materializada na cabeça de um fósforo. Friccionando-a no atrito da lixa que vem na caixa, ela se apresenta viva, forte, para o que for necessário. O atrito no caso, a despertar a luz espiritual envolvida pela matéria que cerca os Espíritos encarnados, é o sentimento de solidariedade humana já bastante desenvolvido em seus corações, e assim se desperta com a mesma rapidez do riscar de um fósforo da imagem precedente.

Isto posto, meus queridos irmãos, entre quem eu conseguirei identificar uma verdadeira multidão de fósforos espirituais, permiti-me a comparação, peço-vos a vossa atenção para o que acabo de descrever, esforçando-vos vós todos no sentido de que Nosso Senhor Jesus possa identificar em breve, somente missionários seus em quantos Espíritos se encontram encarnados na atualidade.

Isto, quero bem frisar, não visa exclusivamente ao objetivo de proporcionar alegria ao Senhor Jesus; visa muito mais do que isso, proporcionar felicidade a quantos assim procederem, felicidade que se iniciará na presente existência e se completará por ocasião do vosso regresso ao mundo espiritual a que pertenceis.

Eu bem sei que uma tal disposição não se improvisa, porque deve partir da existência de sentimentos que se vão formando ao longo de muitas encarnações, assim como o médico, o engenheiro, o advogado e todos os portadores do grau universitário se prepararam devidamente para obtê-lo. Se, porém, incutirdes em vosso belo coração o desejo de vos tomardes também emissários do Senhor Jesus na Terra, e cultivardes este desejo com amor, vereis que o panorama atual da vida terrena se modifica para vós, perdendo lentamente aquele aspecto anterior de lutas e provações desnecessárias, para se transformar num panorama de aprendizado espiritual para todos os viventes, cumprindo cada qual a sua tarefa: uns a trouxeram um pouco mais difícil do que outros, porque estes já desempenharam em vidas anteriores a sua parte mais árdua. E aqueles que aqui se encontram vencendo obstáculos bem mais fáceis de vencer, darão então sua ajuda, sempre que puderem, aos irmãos que dela necessitem, na certeza que aqui lhes dou de que o farão igualmente em seu próprio benefício. Esta lei de ajuda é também uma lei divina, que tanto beneficia a quem recebe como a quem dá. E aqui se explica o fundamento daquele conceito milenar que conheceis, de que quem dá na Terra aos pobres empresta a Deus no Céu. A razão é exatamente a que acabo de expor. Dando na Terra aos necessitados — os pobres — o homem está praticando uma verdadeira obra de misericórdia, da qual decorre um benefício igual para si mesmo, que se traduz em luminosidade para o Espírito. Ao regressar a seu tempo ao seu lar espiritual, aquele que houver praticado a misericórdia — a caridade mesma — para com o seu semelhante, surpreender-se-á com a recompensa que lhe reservou o Senhor, abrangendo capital e juros bem acrescentados.

Quem dá na Terra aos pobres
empresta a Deus no Céu

Praticai este belo preceito, irmãos queridos, enriquecendo-vos de intensas luzes espirituais através de sua prática. Assim vos pede para o vosso próprio progresso, este irmão e amigo que deixou na Terra o humilde nome de
DOSTOIEVSKY

Not. biogr. — Fédor Mikhailovitch Dostoievsky — 1821-1881 — Romancista -russo dos mais apreciados, com repercussão internacional. Diplomado engenheiro pela Universidade de Petrogrado em 1843, Dostoievsky serviu um ano no Exército, consagrando-se depois inteiramente às lides literárias. Seu primeiro romance, “Pobre homem”, alcançou enorme sucesso. Publicou a seguir “Noites brancas” com êxito igual ao primeiro. Formava-se por essa época certa agitação democrática por parte da mocidade russa, objetivando a emancipação do camponês e a liberdade de consciência. Dostoievsky integrou-se nesse movimento, sendo preso e condenado ao fuzilamento, tendo, porém, a pena sido comutada em quatro anos de trabalhos forçados na Sibéria. Esse fato e a doença abateram grandemente os entusiasmos literários da juventude do notável romancista, levando-o a tomar-se de um grande misticismo, preconizando a idéia da regeneração do mundo pela difusão da doutrina de Cristo.

As obras publicadas nesta segunda fase da vida de Dostoievsky, eram lidas com avidez pelo seu mundo de leitores em repetidas edições. Dentre elas destacam-se: “Casa dos mortos”, inspirada na prisão que sofreu, e a seguir “Crime e castigo”, publicada em 1865, traduzida em quase todos os idiomas. Outras obras sucederam a estas e com tal sucesso, que fizeram de Dostoievsky um dos maiores escritores do seu tempo. Diz a crônica da época que os seus funerais foram grandiosos, desusados, para um simples escritor. Um decreto imperial conferiu uma pensão anual de 5.000 rublos à sua viúva, e ordem para que os seus quatro filhos fossem educados à custa do Tesouro nacional.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

XXIX - O IMPORTANTE PAPEL DA MULHER - Livro: Vida Nova – Ditado pelas “Forças do Bem”, psicografada por Diamantino Coelho Fernandes.





Os homens que constituem a humanidade, assim como as mulheres a quem foram confiadas missões relevantes, sejam como esposas, mães e educadoras das gerações que despontam na Terra, têm todos uma série de importantes deveres a cumprir perante Jesus Nosso Senhor. Cada um de per si tem à sua frente obrigações e deveres inerentes à sua condição atual de Espíritos encarnados, os quais estão neste mundo a gritar-lhes ao coração pelo seu cumprimento. Homens que conseguiram edificar situações de prosperidade na Terra através de vários anos de incessante labor, com o único propósito de se tornarem ricos, poderosos, muitos deles olvidando por completo deveres espirituais impostergáveis, necessitam de estabelecer agora uma certa pausa na maneira de pensar e agir, a fim de se examinar detidamente.

Necessitam, homens e mulheres da Terra, de se examinarem em consciência, para verificar se não terão olvidado aquele compromisso que assumiram ao reencarnar, de se tomarem na presente encarnação uma espécie de novos mensageiros do Senhor, a pregarem a sublimidade do amor aos semelhantes como objetivo de sua própria evolução.

Bem sabe o Senhor Jesus que o meio terreno se encontra pejado de seduções a envolverem as almas, mesmo as mais experientes, conduzindo-as freqüentemente à prática de atos e atitudes que muito podem contribuir para a sua estagnação. Essas seduções, porém, não foram instituídas pela Divindade ao planificar as condições da vida humana na face da Terra. Foram instituídas essas variadas espécies de seduções pelo próprio homem, no desejo de atender às solicitações do instinto, quase sempre incompatíveis com os sentimentos do Espírito. Cabe entretanto aos homens a tarefa que Deus abençoará, de modificar a partir de agora tudo quanto em sua sã consciência lhes parecer contrário aos princípios que regem a vida moral na Terra, para que os prejuízos atuais não venham a transferir-se aos viventes da próxima geração.

Desejo frisar aqui que a grande maioria dos seres humanos dos dias que correm, é constituída de almas já bastante evoluídas em muitas existências vividas na Terra, tendo-lhes sido concedida a presente encarnação com o objetivo especial de ajudarem a preparação do ambiente terreno e caminho para os mais novos, e seguirem eles mesmos por ele.

Há necessidade, pois, em primeiro lugar, de muita harmonia nos lares, primordialmente entre o casal e depois entre pais e filhos. Para isso devem os pais proceder a uma séria revisão de sua maneira de viver e de conviver, considerando neste ponto o compromisso assumido no Alto com o Senhor Jesus, de aqui edificarem lares dignos de serem visitados pelo Senhor sem nenhum constrangimento. Foi isto feito, porventura? Responderei eu que sim, num determinado número de lares onde o amor e a fé se implantaram no coração dos cônjuges. Isto tem sido constatado pelo próprio Senhor Jesus na visita que vem fazendo a todos os lares da Terra, precisamente para poder aquilatar do cumprimento ou não das promessas feitas no Alto. Lares existem, infelizmente, e em grande número, onde o amor e a fé não conseguiram estabelecer-se, prevalecendo a desarmonia, o desentendimento, e mesmo o desrespeito mútuo entre as suas colunas, dos quais não consegue o Senhor sequer aproximar-se.

Disto resulta inevitavelmente um notável prejuízo para todos, tanto para o casal que assim vive, como para os seus descendentes que esperavam encontrar na Terra um ambiente tranqüilo, espiritualizado, onde pudessem desenvolver a formação de seus veículos físicos e prepararem o Espírito para o cumprimento de sua própria missão. Porque, não haja dúvidas: todos quantos presentemente se encontram encarnados na Terra são Espíritos missionários, tendo cada qual a sua tarefa a desempenhar.

Falarei a seguir do papel que incumbe à mulher desempenhar. Compete à mulher em qualquer setor em que se encontre, talvez o papel mais importante do momento que passa. A Natureza conferiu-lhe uma certa ascendência sobre o homem, que eu designarei aqui como sendo a ascendência do coração. Trata-se de uma espécie de graça concedida pela Divindade à mulher na Terra, mediante a qual possui muito mais desenvolvida que o homem, a faculdade de implantar a harmonia em tudo em quanto deseje intervir. No lar é sempre a mulher a autoridade sublime a impor-se pela brandura, pelo amor e pela fé, forças estas capazes de edificar a felicidade máxima onde quer que tentem edificá-la. Se ao homem incumbe por natureza a construção e a manutenção do lar pelo seu trabalho honrado, à mulher reservou a Divindade o poder de ligar pelo amor e a bondade os corações que o habitam. Como resultado duma atuação da mulher em tais condições, têm o Senhor descansado horas bastante agradáveis em muitos lares terrenos, na peregrinação que vem realizando desde o início da segunda metade do século XX.

Infelizmente porém, também têm o Senhor deparado lares dos quais ausentou-se por completo a autoridade dos responsáveis, existindo aí uma situação de tal modo confusa, que os próprios Protetores espirituais consideram irremediável e altamente prejudicial aos Espíritos que neles encarnaram.

Em numerosos desses lares foi verificado que o chefe da família, dominado por certos hábitos que se tornaram vícios, ou deixa de comparecer à refeição da noite, ou, quando raramente o faz, logo se ausenta para regressar horas tardas, invariavelmente abatido e até irado pelo insucesso colhido na sua distração dessa noite.

Outros regressam sob os efeitos do álcool em maior ou menor grau, mas sempre indispostos, fáceis de irar-se a qualquer fala sensata da esposa. Esta, de tão penalizada de sua própria existência, torna-se algumas vezes heroína perante as Forças Superiores, se consegue carregar a cruz que recebeu nessa existência.

E quanto aos filhos? Estes Espíritos que necessitavam de maior harmonia e entendimento de seus maiores para poderem desempenhar suas próprias tarefas, abatem-se, entristecem e estiolam não raro energias de que necessitavam em sua vida, quando não se desviam também do caminho reto, ante o triste exemplo do pai. Desta maneira têm muitos Espíritos de escol deixado de executar tarefas na Terra a que no Alto se haviam proposto, com grave dano para si mesmos. A Justiça Divina é, porém, tão sábia e perfeita, que sabe bem responsabilizar os culpados de certos fracassos, no caso os responsáveis pelos lares nos quais a desarmonia e a incorreção humana impediram o sucesso de seus descendentes. A mulher-esposa incumbe, por conseguinte, o papel de se tornar a representante material das Forças Superiores, empregando suas melhores energias e a suavidade máxima do coração, no sentido de imprimir ao lar o mais perfeito entendimento entre o seu e o coração do marido, como também entre aqueles que a Providência lhe confiou para receber e encaminhar na Terra, de cujo êxito participará como mãe amorosa e sua encaminhadora terrena. 

Ocorrem sempre circunstâncias em que todas as recomendações acima parecem falhar em face de atos que podem positivar-se algumas vezes. À mulher-esposa, entretanto, como à mulher-mãe, abrem-se todavia portas por onde a inspiração e o socorro podem chegar, e chegam realmente, visto não ocorrerem na Terra circunstâncias desconhecidas nem imprevistas pelas Forças Superiores que presidem a vida terrena.

Numa circunstância, portanto, em que a mulher-esposa como à mulher-mãe escasseiem forças espirituais ou elementos materiais para manter ou implantar no lar de seu reinado a indispensável harmonia e entendimento, para que o amor e a fé ali se instalem ou permaneçam; para que isso aconteça, tem essa categorizada representante das Forças do Bem na Terra, unicamente que se recolher à intimidade de um local que lhe pareça mais adequado e abrir o seu coração a Nosso Senhor Jesus, confiando-lhe a solução do problema em causa. Fazei isto, mães esposas que vos deparardes com situações por vezes superiores as vossas próprias forças. Recolhei-vos ao local mais santo do vosso lar, vosso dormitório, por exemplo, e após uma prece sincera do vosso coração, rogai ao Senhor que Ele próprio se incumba de restabelecer, implantar ou manter a harmonia, o entendimento, o equilíbrio que devem reinar no vosso lar, e vereis com alegria como o Senhor Jesus ouviu e atendeu prontamente o vosso pedido.

Convencei-vos, vós todas que viestes a Terra com a santa missão de esposa e mãe, de que trouxestes bem resguardada no âmago do coração uma faculdade sublime, que é a de ter vossos rogos em favor da paz, da harmonia e do entendimento, ouvidos e prontamente atendidos pelo Senhor Jesus. Quando a Providência Divina conferiu à mulher a luminosa missão de trazer a Terra os Espíritos do Senhor através da maternidade, conferiu-lhe paralelamente, entre outras, a faculdade de se tornar quando necessário, o fator da paz, da harmonia e do amor entre os semelhantes, e isto tem acontecido em todos os tempos a inúmeras figuras de mulher que passaram à história.

Sucede algumas vezes que o pedido venha a ser feito por alguma esposa ou mãe de quem se tenham ausentado aquelas condições que podem tornar sublime na Terra a personalidade feminina. Sucede, por vezes, que a maldade que ainda se espalha pela superfície terrena, tenha reduzido a autoridade de certas criaturas para se dirigirem ao Senhor, em face de algumas incorreções que porventura afetem a pureza do seu viver. Eu vos afirmo, porém, minhas filhas, que não obstante, os vossos rogos ao Senhor, sempre que conduzidos nas asas da prece sincera do vosso coração, e que não visem jamais o que possa prejudicar a outrem, vossos rogos serão invariavelmente ouvidos e prontamente atendidos.

Eis o que me propus vir dizer a todos os homens e mulheres do momento que passa, atendendo com o coração em festa ao convite recebido do Nosso Amado Jesus. Escolhi um assunto que suponho não ter sido tratado ainda pelos Grandes Espíritos que vos falaram antes de mim, assunto este de cujo estudo e aproveitamento uma nova e imensa felicidade poderá resultar para os leitores e leitoras deste grande livro, talvez único na história da Terra.

Se entenderdes, vós todos que estas páginas compulsardes, de reforçar vossos rogos ao Senhor com um pensamento de auxílio ao autor deste capítulo, eu aqui me comprometo a colaborar na solução dos vossos problemas com a necessária permissão do Senhor. Aqui encerro pois este trabalho, uma tarefa que vim desempenhar com grande alegria por ser da maior utilidade para todos. Utilizai então, sempre que precisardes, os préstimos do vosso irmão e amigo
FREI HORNHAUSEN

Not. biogr. — Um religioso que viveu na Alemanha há mais de quatro séculos. Não há registro do seu nome nas enciclopédias. Foi um grande servidor do Senhor Jesus que se distinguiu pela sua sinceridade e humildade.

XXVIII - LEI KÁRMICA — FATOR EDUCATIVO - Livro: Vida Nova – Ditado pelas “Forças do Bem”, psicografada por Diamantino Coelho Fernandes.





A Terra vem sentindo em sua estrutura física os primeiros sinais de um breve processo transformatório, como primeiro passo de sua preparação para receber em seu solo almas que se preparam para aqui reencarnarem algumas das quais, diga-se de passagem, já se encontram vivendo seus primeiros anos de vida terrena.

O que os viventes de hoje necessitam de gravar em seu coração, para que nesse sentido passem a dirigir seus passos ao longo dos dias, meses ou anos que ainda tiverem de viver na Terra em sua fase presente, é que daqui apenas conduzirão consigo como produto de sua presente existência terrena, os bons atos, os bons pensamentos porventura irradiados em favor de outrem, e, principalmente, a luz que desses atos e pensamentos tenha resultado para a iluminação de seus Espíritos. Embora isto tenha sido dito em palavras diferentes através das páginas deste e dos livros do apóstolo Thomé, de mais não será que eu insista no assunto, considerado no Alto como absolutamente necessário ao conhecimento dos Espíritos que se encontram encarnados neste mundo de Deus. Nosso Senhor Jesus vem de se instalar Ele próprio no solo terreno, para melhor orientar os trabalhos cuja grandiosidade, pelo número de trabalhadores que reúne, requer a presença do Senhor o mais próximo possível dos locais de trabalho. Ele aqui se encontra a partir do ano em que este livro está sendo redigido, (*) acompanhado de elevado número de Entidades altamente evoluídas, quer como conselheiros e assistentes, quer como emissários enviados às outras regiões do planeta. Se, por conseguinte, todos vós que aqui vos encontrais encarnados na hora que passa, vos dispuserdes a considerar o fato do próprio Senhor ter tido necessidade de se instalar no solo terreno para orientar os trabalhos que aqui se executam, se isto considerardes calmamente, podereis melhor avaliar o que de importante esses trabalhos devem representar para todos.
(*) 1965/1966.

Repetirei a propósito, aquela imagem do bom Irmão Thomé, a imagem do velho casarão, apresentada em seu livro As Forças do Bem que corre mundo, levando a primeira advertência a todos os habitantes da Terra. O velho casarão outro não é senão o próprio planeta que necessita de ser reconstruído, a fim de poder agasalhar uma população algumas vezes maior do que a atual. E como não seja possível reconstruir sem demolir o todo ou parte da construção existente, aí se apresenta a necessidade de mexer na estrutura a fim de preparar o novo edifício. É precisamente o que já se está procedendo: trabalhadores do Senhor iniciaram a colocação das primeiras cargas de dinamite na profundidade necessária, para que o efeito se processe na superfície, nos locais predeterminados. Conclui-se, por conseguinte, que os trabalhos foram iniciados em vários setores, e não tardarão a se manifestar na superfície. Bem avisados sereis, então, todos vós que, gravando este fato em vosso coração, trateis de vos preparar para a viagem de regresso ao vosso plano espiritual, o que poderá demorar ainda para alguns, mas poderá positivar-se inesperadamente para outros, para muitos talvez.

Se o homem — e também a mulher — se dispuserem a meditar seriamente no que lhes vem sendo comunicado por determinação do Senhor, chegarão facilmente à conclusão de que, o que realmente lhes deve interessar não é a posse de maior ou menor fortuna em bens patrimoniais reunidos ao longo de sua presente existência, sabem Deus e Jesus com quantos sacrifícios o terão feito. Isto tudo, bens, títulos, moeda e o que mais for, em nada os podem ajudar na vida espiritual porque nada disso chega a produzir luz para o Espírito. Sendo matéria e apenas matéria, terá de permanecer na superfície terrena desde o momento em que seu construtor ou beneficiário alçar vôo em direção ao plano espiritual através do fenômeno da morte. Devo mencionar entretanto, uma circunstância em que a posse de certo volume de bens terrenos pode contribuir eficientemente para a iluminação do Espírito. Citarei o exemplo do industrial ou negociante que ofereceram trabalho remunerado a certo número de trabalhadores que dele retiraram o sustento e a educação dos seus dependentes. Esta circunstância, quando verificada na Terra, em que se oferece uma remuneração justa pelo trabalho prestado, é capaz de elevar a quantos a realizam, à sua maior ascensão espiritual. O espírito de justiça com que souberam retribuir os serviços recebidos, vale para as Forças Superiores que presidem os trabalhos na Terra, como excelente contribuição para o progresso espiritual dos irmãos trabalhadores, refletindo-se de modo notável na iluminação dos industriais que assim houverem procedido.

Há também, meus amigos terrenos, o reverso da medalha, como sucede aliás em todos os setores da vida. Há os casos em que, infelizmente, industriais e outros empregadores se esmeram em receber de seus colaboradores o máximo que estes lhes podem dar em trabalho e até em saúde, retribuindo-os de maneira iníqua, na ilusão de assim enriquecerem mais rapidamente. Aos que desta maneira se conduzem — e tantos casos poderiam ser aqui mencionados — o reverso da medalha também se lhes apresenta, neste mundo ou no outro, em circunstâncias as mais lamentáveis. Espíritos que na Terra armazenaram grandes fortunas à custa do esforço alheio mal remunerado, são vistos em grande número no Alto, tentando penitenciar-se dessa falta, sinceramente arrependidos. Para eles, no entanto, a oração no plano em que se encontram, constitui apenas um lenitivo, porque somente um novo mergulho na carne, durante o qual possam reparar o mal, será fator decisivo para a sua redenção. Espíritos Superiores visitam periodicamente os núcleos espirituais em que vivem esses desencarnados, esmagados ao peso de suas reminiscências terrenas, e recitam-lhes ternamente aquele sábio princípio da Lei Kármica que nos ensina que:

Aquele que mata, será morto
Aquele que fere, será ferido
Aquele que engana, será enganado
Aquele que furta, será furtado
Aquele que trai, será traído
Aquele que explora, será explorado

e por aí afora, prescrevendo pena sempre idêntica à ação cometida. No dia, pois, em que em vossas praças públicas e nos lugares mais freqüentados, puderem ser vistos estes princípios, para que todos os leiam e tenham sempre presentes na memória, a partir desse dia diminuirão os delitos de toda a ordem que tanto prejudicam a felicidade e o bem-estar dos nossos irmãos terrenos.

Eu vos sugeriria mesmo, estimados irmãos leitores, a idéia de afixardes cartazes com estes princípios por toda à parte onde possam ser vistos e lidos atentamente, como excelente contribuição para a implantação da harmonia e felicidade na Terra. Será isto difícil? Parece-me que não. Tantos cartazes vistosos e artísticos se encontram afixados hoje em dia em tantos logradouros públicos, oferecendo vossos produtos, que um cartaz visando à educação espiritual dos nossos irmãos encarnados, somente poderia ser recebido com o maior agrado. Deixo aqui a idéia para os administradores terrenos, a qual poderá ser aproveitada igualmente com os melhores resultados pelos industriais e outro empregadores em suas dependências, para edificação dos seus trabalhadores.

Sendo ainda bastante reduzido na Terra o grau de cultura espiritual, mormente nas classes trabalhadoras menos favorecidas, um esclarecimento que se lhes proporcione acerca dos princípios regidos pela lei kármica, que é a Lei de Causa e Efeito será, não apenas bem recebido por todos, como contribuirá seguramente para reduzir ao mínimo as infrações que tanto prejudicam autores e vítimas.

Meus caros irmãos que possuís indústrias, lojas, instalações co-merciais ou de outro gênero; administradores da coisa pública que tendes ao vosso mando maior ou menor número de irmãos servidores; determinai a afixação de belos cartazes ostentando os princípios acima e outros igualmente justos, nos locais apropriados, e de certo colhereis como primeiro resultado um maior rendimento do trabalho, com real vantagem para a administração, seguido imediatamente da redução de certas infrações que tanto prejudicam a evolução espiritual dos seres humanos. Fazei isto irmãos administradores, e Nosso Senhor vos agradecerá comovido, essa esplêndida contribuição para a educação espiritual da geração presente na Terra.

Vindo redigir também o meu capítulo de VIDA NOVA a convite do meu amado Jesus, escolhi um assunto que no meu entender poderá ajudar um pouco a eliminação da maioria das infrações morais da atualidade, cometidas em conseqüência exclusiva da ignorância de certas leis por parte do público de nível social inferior. Reparai que a quase totalidade das infrações de ordem criminal, tais como o roubo, o assassínio e outras mais, pode ser atribuída com razão ao baixo grau educacional dos indivíduos. Na sociedade propriamente dita, tais infrações ou não existem ou serão mínimas, exatamente em face do grau mais elevado de educação e conhecimentos que nela se registram. Benditos serão, pois, quantos por esta ou forma semelhante, se dispuseram a acender nos irmãos menos preparados que são a grande maioria da população atual da Terra, a lâmpada do conhecimento das Leis Divinas, entre estas como da maior urgência para todos, a de Causa e Efeito.

Considerando bem cumprida a tarefa que vim desempenhar entre vós, prometo ajudar do Alto, do meu setor de trabalho, quantos se decidirem pela minha sugestão, para levar seus nomes ao Divino Mestre, que anseia por encontrar entre os seus guiados terrenos, servidores dedicados ao esclarecimento de seus irmãos encarnados. Aqui se despede e vos abraça a todos, estimados leitores, aquele que tanto se empenhou em servir ao Senhor com o nome de
RICHELIEU (Cardeal)

Not. biogr. — Armando João du Plessis, Duque de Richelieu — 1585-1642 — Cardeal e político francês dos mais notáveis por sua grande inteligência, energia e habilidade. Foi ministro de Luís XIII até à morte, mostrando-se bastante severo no encaminhamento e defesa dos interesses do Estado. Enfrentou e venceu quantas revoltas armadas se levantaram contra o governo, chefiadas por elementos poderosos da nobreza, tendo aplicado aos chefes vencidos castigos desencorajadores. Foi deputado do clero aos Estados Gerais em 1614, sendo escolhido orador da sua Ordem. Nomeado capelão da jovem rainha Anna de Áustria, esposa de Luís XIII, conselheiro de Estado e secretário principal da rainha mãe, Richelieu depressa se familiarizou com os negócios políticos, sendo nomeado secretário de Estado em 1616. Da sua atuação nesse alto posto conseguiu, entre muitas outras vitórias políticas, a reconciliação com o Vaticano, sendo por isso distinguido com o barrete cardinalício em 1622.

Richelieu lutou muito, no interior e no exterior, porém, segundo declarou pouco antes de desencarnar, “sempre contra inimigos do Estado, porque ele próprio nunca os tivera”. Uma de suas grandes preocupações no governo foi acabar com a mania dos duelos, que em menos de vinte anos dizimou mais de quatro mil fidalgos. Neste sentido mandou executar o conde Montemorency-Bouteville, que, desrespeitando as suas determinações, batera-se em pleno meio-dia na Praça Real. Como administrador e político foi dos mais notáveis que a França conheceu. A política externa, contudo, foi a grande glória do cardeal Richelieu.