Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

XLIV - O MÉTODO DA LONGEVIDADE – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.



O trabalho realizado no ambiente terreno pelos emissários de Jesus por meio da palavra falada ou escrita, teve e tem por objetivo fundamental despertar o coração dos encarnados precisamente para a ocorrência dos acontecimentos predeterminados. Esse trabalho há de ter alcançado sem dúvida o êxito esperado, em face da melhora operada no conjunto vibratório da Terra, tal como está sendo observado pelos encarregados deste serviço no Alto. Conseqüentemente à melhora do conjunto vibratório dos Espíritos ora encarnados, muito se reduziram às possibilidades de sua partida em massa para os planos do Além, visto como, tendo decidido apoiarem-se esses Espíritos na misericórdia do Senhor, aumentaram suas possibilidades de sobreviver aos acontecimentos, o que é motivo da maior alegria para todos os emissários do Senhor Jesus.

Uma observação que ainda perdura perante os servidores do Senhor no Alto, incumbidos do registro vibratório da humanidade terrena, é aquela resultante do empenho da grande maioria dos encarnados em se apegar com afinco mais aos interesses materiais, passageiros, perecíveis, relegando a segundo plano aqueles que deveriam constituir prioridade: os interesses espirituais, os únicos que podem contribuir para a verdadeira felicidade de cada um. Trabalhar, sim, é um dever que a todos se impõe, como necessidade de sua manutenção enquanto na matéria; mas um outro dever não menos importante se impõe igualmente, que é, não apenas dever, mas necessidade imprescindível de cada ser humano durante sua permanência na Terra, o dever de orar diariamente ao Senhor, a fim de que, orando, saiba o Senhor que esse filho existe e se encontra na Terra, esperando receber a necessária proteção.

Já foi abordado num dos livros do Irmão Thomé, o fato de que a oração não deve ser encarada como contribuição daquele que ora para o engrandecimento da Divindade a quem é dirigida, mas, isso sim, como uma necessidade do ser encarnado para o recebimento de quanto possa necessitar durante a sua permanência na carne. Se o indivíduo deixa de se dirigir ao Senhor ou a Deus por meio da oração diária, também denominada prece — pedido —, pode suceder que o mesmo venha a encontrar-se em certa fase de sua vivência terrena em circunstâncias porventura bastante críticas sem poder contar com a ajuda ou socorro das Forças Superiores, das quais não procurou aproximar-se. Em tais circunstâncias, o socorro ou ajuda, desde que solicitados, também virão, pela razão de que ninguém jamais apelará em vão para a Providência Divina, no caso as Forças Superiores de que falamos neste livro. Uma coisa é, porém, ver-se socorrido em meio do perigo, quando algum dano já tiver sido causado, e outra coisa muito mais agradável é ter presente, em todos os momentos essa espécie de socorro, proporcionado por elementos sempre presentes, representados pela misericórdia do Senhor resultante do hábito diário da oração.

Dir-me-eis provavelmente alguns de vós, meus estimados irmãos leitores, que conheceis alguém que não ora, que nunca orou, segundo afirma, e seus interesses prosperam, tudo lhe corre otimamente. Isto pode acontecer aos vossos olhos, porque a esse alguém interessa manifestar-se dessa maneira. O que sucede entretanto, é que a idéia da prece se encontra incrustada em seu Espírito, o qual se entrega devotadamente a ela apenas cerrados os olhos do corpo para o sono diário. O Espírito desse alguém, uma vez afastado de sua matéria densa, prostra-se e ora fervorosamente, encontrando-se mesmo entre irmãos assim, Espíritos de grande luminosidade. De sua oração constante é que resulta necessariamente a situação cômoda ou próspera do homem físico, o qual, negando embora o seu devotamento à oração, sabe e sente no íntimo que seu Espírito cumpre agradavelmente esse dever para com a Divindade.

Agora tratarei de outro assunto que reputo de grande interesse para todos os irmãos encarnados, e que muito útil lhes será quando da Terra se despedirem para regressar ao seu mundo espiritual. Tratarei então da maneira pela qual será possível a quantos se encontram na Terra prolongarem essa vivência ao máximo que puderem ou desejarem, no gozo de um estado relativo de saúde que poderá mostrar-se ótimo em algumas pessoas, e bastante regular em outras. O processo é muito fácil de praticar por não apresentar nenhuma dificuldade e consiste no seguinte: — Sabido como é ser a higiene o melhor dos bens relacionados com a vida humana, vamos começar por expor o método capaz de conduzir as pessoas à longevidade. Isto exige então, daqueles que desejarem atingi-la, habituarem-se a proceder à sua descarga intestinal todas as manhãs logo após o levantar, o que pode ser conseguido mediante o emprego de uma vontade determinada nesse sentido. Um pouco de exercício, ginástica de tronco, dos braços e das pernas, fará com que o intestino se prepare para a eliminação. Isto feito, e havendo uma autodeterminação prévia de ingressar em hábito tão salutar, o organismo corresponderá a essa determinação. O dia transcorrerá para a saúde do corpo de maneira admirável, uma vez que o organismo se encontrará livre das toxinas que foram eliminadas. Este é o primeiro passo no caminho da longevidade, inteiramente comprovado por quantos já a atingiram, tanto no presente como no passado.

O segundo passo será o estabelecimento das refeições em horas certas às quais se habituará o organismo, em vez de usar alimentar-se irregularmente como sucede a muitos seres humanos, seja por falta de tempo segundo alegam alguns, ou outras causas, sempre, porém, por falta de método em sua vida. O estabelecimento de horário regular, certo, para as refeições, leva o próprio organismo a adaptar-se a essa prática, tudo dispondo em seus órgãos e células para um metabolismo também regular, perfeito, com os melhores resultados para a saúde física. Ao contrário disto, uma alimentação em horas incertas, não apenas obriga o organismo a um trabalho acelerado em certos momentos, como a manter-se paralisado nos intervalos, resultando dessa irregularidade encontrarem-se freqüentemente subnutridas de substância as células incumbidas de manter inalterado o ritmo circulatório, com grave prejuízo para o todo. É como se privássemos de combustível o gerador principal de uma indústria, levando-o por vezes à paralisação de sua atividade geradora, obrigando o maquinário a recorrer à energia dos acumuladores. Isto feito freqüentemente pela irregularidade verificada na alimentação do gerador principal, resultará no próprio desgaste e enfraquecimento mais rápido que o previsto. Com o organismo humano sucede coisa parecida. Ao passo que uma alimentação proporcionada em horas certas, determinará o funcionamento inalterado de toda a máquina humana, e bem assim a sua maior duração.

O terceiro passo no caminho da desejada longevidade será a aquisição de hábito do repouso noturno de pelo menos sete a oito horas, que é o tempo indispensável à recuperação pelo Espírito das energias mentais despendidas durante as atividades diárias. O hábito de dormir estas sete a oito horas é de importância fundamental à manutenção da saúde e bem-estar do corpo. Se até certa altura os mais imprudentes apenas concedem de quatro a cinco horas ou menos até, para o repouso noturno, este hábito virá a custar-lhes caro nos anos de maturidade orgânica, pelo enfraquecimento irremediável de suas células. As pessoas que assim entenderem de viver, em regra não chegam a ultrapassar o meio século; e quando o atingem demonstram não raro haverem vivido muitos anos mais. Ao passo que aquelas que se dispuserem a seguir a prática aqui apontada, melhorando também o seu viver com inteira abstinência, ou o uso muito bem moderado do álcool, estas pessoas terão assegurada uma longevidade sadia, com a mente em perfeitas condições de poder empreender ou dirigir toda sorte de interesses do seu agrado.

Agora o complemento final ao alcance da longevidade saudável e tranquila. Se, adquirindo os hábitos de linhas acima, o ser encarnado se houver devotado ao uso de suas faculdades mentais para estabelecer e manter contato com as Forças Superiores do Universo personificadas pelo Senhor Jesus, havendo cultivado igualmente em sua vivência terrena o sentimento da bondade, do amor ao semelhante, da caridade e do bem, se isto tudo se houver incorporado ao patrimônio moral de um ser humano, então, amigos e leitores meus, um ser em tais circunstâncias já não será apenas um encarnado comum em busca da perfectibilidade espiritual, porque a terá então alcançado perante a Divindade, de quem passará a ser um autêntico representante na Terra. Um ser humano que haja estabelecido como norma de sua vivência terrena os princípios a que venho de me referir neste meu capítulo, terá, com grande surpresa para si próprio, alcançado com a longevidade terrena, tais e tão belos predicados, que poderá chegar a tornar-se elemento da maior utilidade para os seus contemporâneos, a quem chegará a falar em nome do próprio Senhor Jesus.

Aqui fica para todos vós meus irmãos leitores, embora a largos traços, um plano infalível de alcançardes a longevidade com saúde e alegria na vida terrena, para cuja prática eu não vejo nenhuma dificuldade. Tudo se resume no disciplinamento de vossas atividades fisiológicas diárias, em vez de vos submeterdes vós a elas no momento em que se manifestam. Vós sois os construtores e os donos do vosso corpo, que começastes a edificar desde o ventre materno. Dependendo então do tratamento que lhe derdes e dos hábitos que lhe impuserdes, ele tanto poderá durar quarenta, cinquenta, como setenta ou oitenta anos de perfeito funcionamento. Se, por conseguinte, lhe impuserdes hábitos salutares como os que venho de apontar, e vós mesmos cumprirdes a parte que vos toca, podeis ficar então certos de que chegareis a alcançar os mais belos resultados em vossa presente existência terrena. É precisamente isto o que constitui o programa de quantos obtiveram permissão de reencarnar, como vós, e que desta maneira o cumprirão inteiramente.

Dada por bem cumprida a minha tarefa, ao ser designado pelo Senhor para vos falar através deste grande livro, aqui me despeço de vós, meus estimados irmãos e amigos, e me prontifico a acorrer ao vosso chamado quando e onde possais vir a precisar deste irmão verdadeiramente dedicado,
JOSÉ DO PATROCÍNIO


Not. biogr. — José do Patrocínio — 1854-1905 — Jornalista brasileiro dos mais brilhantes. Nasceu na cidade de Campos, transportando-se para o Rio de Janeiro muito jovem ainda, onde ingressou na Escola de Medicina, não chegando a concluir o curso. Tentado pelo jornalismo, ingressou como repórter na "Gazeta de Notícias” ao lado de Ferreira de Menezes, e mais tarde na “Gazeta da Tarde”, fundada por Menezes. Nessa folha enfrentou Patrocínio os mais rudes ataques dos seus inimigos, partidários da escravatura, os quais não lhe poupavam nem a família nem a honra, a descendência, a pobreza e a cor, por ser de cor preta a sua progenitora. Patrocínio empolgava a opinião pública de todo o país com os artigos que publicava no Rio de Janeiro, tendo sido considerado o maior baluarte contra a escravidão no Brasil, a ponto de ter forçado o governo do conselheiro João Alfredo a redigir o famoso decreto da abolição da escravatura, que a princesa Isabel assinou no dia 13 de maio de 1888. Ele intensificava a propaganda abolicionista pelo jornal e em conferências públicas, fazendo um número crescente de prosélitos. Organizava a fuga de escravos em massa das fazendas, fato em que foi muito ajudado em São Paulo por Antônio Bento. No dia glorioso para o grande brasileiro, ele beijou, de joelhos, as mãos da princesa Isabel em regozijo pela assinatura da que ficou sendo chamada Lei Áurea. Por ocasião da morte de Patrocínio em 1905, o povo prestou-lhe verdadeira consagração. Uma multidão avaliada em dez mil pessoas que acompanhava o funeral, desatrelou os cavalos do coche, que foi puxado pelo povo até ao cemitério. 

XLIII - JESUS E MARIA INSTALAM-SE NA TERRA – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.



O Senhor Jesus acaba de tomar as últimas providências com vistas à Sua instalação no solo terreno por um prazo que deverá exceder à transposição dos umbrais do sec XXI, com o fim de acompanhar in loco os serviços de atendimento a todos os nossos irmãos atualmente encarnados.

Embora não me seja permitido declinar aqui o país e local exato no qual Nosso Senhor pretende armar a Sua barraca de campanha, sempre vos direi que um dos países a terem a suprema ventura de hospedar em seu solo o Senhor Jesus, será certamente este no qual vêm sendo grafados estes livros. Certamente Nosso Senhor se deslocará constantemente para outras áreas terrenas, devendo visitar outros locais nos demais continentes da Terra, onde o processo transformatório igualmente se positivará. Apenas o Senhor se fixará por mais tempo onde as condições vibratórias do ambiente se apresentem mais harmonizadas com as Forças Superiores, responsáveis pelo que irá acontecer na Terra.

Dando-vos aqui esta pequena informação, eu desejo que vos torneis elementos dos mais harmônicos naquele sentido, contribuindo com essa harmonia para a formação do ambiente desejado, no local em que viverdes. Sabendo eu de antemão que este livro, assim como os do Irmão Thomé irão circular entre todos os povos da Terra, bem poderá ser que Nosso Senhor venha a escolher o vosso ambiente, senão o vosso próprio lar para a Sua permanência demorada ou curta. Isto pode muito bem acontecer, amigos meus, pela preferência que Nosso Senhor dará aos lares solidamente constituídos para neles se hospedar em sua próxima peregrinação pela face da Terra.

Para conseguirdes estabelecer em vosso lar um ambiente realmente harmônico, não se faz necessária a aquisição seja do que for, com o objetivo de realçar a sua instalação. Absolutamente, meus estimados irmãos; o de que o Senhor necessita apenas para a sua permanência num lar terreno, é de harmonia, entendimento entre as suas colunas responsáveis, refletindo em conseqüência uma perfeita linha de ação moral em sua vida cotidiana. A presença do Senhor nos lares que visitar deverá ser conhecida através de alguns fatos a verificarem-se por essa ocasião, os quais serão facilmente verificados pelos responsáveis por esses lares.

Eu vos direi em seguida como poderá cada lar terreno adquirir as necessárias condições vibratórias para receber como hóspede o Senhor Jesus de Nazareth. O processo é muito fácil de executar. Em primeiro lugar há que instalar em cada lar terreno um sólido princípio de moral cristã, caracterizado pelo tratamento respeitoso, leal, sincero, entre as colunas ou responsável. Este tratamento inclui o uso de linguagem inteiramente sã, com a eliminação de tudo quanto não deva ser ouvido por Nosso Senhor Jesus e seus iluminados auxiliares. Com o aprimoramento da linguagem são automaticamente eliminados numerosos atos ainda tolerados pela sociedade dos vossos dias, mas que atentam contra os princípios morais que devem predominar nos lares constituídos por Espíritos já possuidores de maior ou menor grau de patrimônio espiritual. Com a observância de tais princípios, dar-se-á um conseqüente refinamento vibratório dos responsáveis por esses lares, formando-se então o ambiente desejado pelo Senhor Jesus. Os lares que já possuírem este ambiente, assim como quantos se apressarem a construí-lo, podem ter desde já a certeza de que Nosso Senhor os visitará dentro em pouco e neles permanecerá enquanto bem se sentir durante Sua próxima vinda a Terra. E quem de vós, meus estimados amigos, não desejará hospedar tão luminoso personagem? — pergunto eu. Ficai então certos, todos vós que me ledes, que vos estou referindo uma informação autêntica, quando vos declaro que Jesus de Nazareth, Ele próprio, deseja hospedar-se por algum tempo em vosso lar. Preparai-vos, pois, para o receberdes, porque a paga dessa hospedagem, não sendo embora expressa em moeda corrente do vosso país, excederá contudo à vossa expectativa mais otimista.

Dirigir-me-ei agora às minhas queridas irmãs também encarnadas, para as cientificar de outro acontecimento verdadeiramente marcante. Falo vos devidamente credenciada e plenamente autorizada por nossa querida Mãe Santíssima, como costumais designar em vosso carinhoso tratamento a Excelsa Mãe de Jesus. Venho dizer-vos então, minhas queridas irmãs encarnadas, que Nossa Senhora de Nazareth também se apresta para descer à Terra chefiando uma Grande Cruzada Feminina a secundar os trabalhos do Senhor Jesus, e pretende igualmente encontrar hospedagem no coração de todos os Espíritos viventes atualmente em corpos femininos que se dispuserem a recebê-la. Incumbiu-me Nossa Senhora de Nazareth de transmitir esta informação a todas as suas filhas terrenas, para que possa ela própria, com antecipação, planificar sua estada na Terra segundo as vibrações que possa receber dos corações femininos a partir de agora.

Pretende a Excelsa Mãe de Jesus percorrer também o solo terreno acompanhada de luminoso séquito de Entidades organizadas sob aquela Grande Cruzada Feminina para secundar, como disse, o trabalho de esclarecimento já iniciado em livros como este e também por meio do contato direto com todos os Espíritos encarnados. E devendo permanecer no solo terreno, manifestou esta Grande Entidade o desejo de encontrar hospedagem de preferência nos lares terrenos que desejarem recebê-la. Tenho instruções para dizer-vos, minhas queridas irmãs leitoras, que a visita de Nossa Senhora se fará religiosamente a todos, mas a todos os lares existentes na Terra. Sua hospedagem entretanto, dependerá exclusivamente das circunstâncias em que esses lares se encontrarem, isto é, o grau de humildade, harmonia, honestidade de atos e pensamentos, e jamais a grandeza material de cada um. Para a necessária escolha, Nossa Senhora ajuizará primordialmente o grau de bondade e de sinceridade dos corações visitados, condição essencial para que aí possa permanecer. Preparar-se, pois, cada uma de vós, minhas queridas, para receber condignamente a maior figura feminina que passou pela Terra será para vós o mesmo que receber por antecipação uma verdadeira consagração espiritual ainda na Terra.

Ainda não disse tudo, porém, minhas queridas irmãs encarnadas. Tenho algo mais a dizer-vos a respeito deste extraordinário acontecimento já muito próximo. Nossa Senhora de Nazareth deseja assinalar a sua estada na Terra e consequente hospedagem nos lares que lhe proporcionarem acolhimento, com a solução dos problemas que no momento mais preocuparem o coração de suas hospedeiras e seus familiares . Pede então que cada uma de suas filhas terrenas procure mentalizar esses problemas para que os mesmos assim se projetem no éter que circunda o planeta, e sejam então devidamente anotados. E uma vez anotados de par com a indicação da fonte emissora, serão tais problemas solucionados pelas Forças Superiores de seu luminoso séquito, previamente escolhidas para isso.

Aí está minhas queridas irmãs leitoras, o objetivo destas linhas redigidas precisamente para vos proporcionar a maior felicidade possível em vossa presente existência terrena. O resto só de vós depende. Iniciai também desde já a vossa preparação para receberdes a histórica visita de tão luminosa Entidade, cuja vinda a Terra espera ver coroada de êxito junto a todos os corações femininos. Os tempos já chegaram e os trabalhos de transformação do meio terreno já tiveram começo. Nossa Senhora deseja despertar os corações femininos para as alegrias do Alto, para o que necessitam de preparar-se tanto quanto os seus irmãos do outro sexo.

Os tempos que acabam de chegar para a Terra são únicos em toda a sua história, destinando-se, como vem sendo dito, a preparar dias melhores para a civilização que se aproxima. Se distúrbios ocorrerem em virtude dos trabalhos em andamento, eles só poderão atingir em certos casos, o veículo material; o Espírito, esse será conduzido a um estágio de vida bem melhor e mais feliz do que este que viveis na Terra. Preparai-vos pois, repito, todas vós minhas queridas irmãs, para oferecerdes à Excelsa Mãe de Jesus toda a doçura existente em vossos belos corações, recebendo em troca as mais puras vibrações do seu grande coração, e algo mais que Ela vos reserva para quando regressardes ao vosso lar espiritual.

O ambiente terreno continua infelizmente bastante perturbado em conseqüência da emissão constante de pensamentos impregnados de materialidade pela grande maioria dos seres encarnados. A soma desses pensamentos produz na atmosfera uma forte condensação enegrecida, uma espécie de nuvem inteiramente contrária a felicidade dos seres humanos. Há necessidade portanto, de tratar cada um de policiar seus próprios pensamentos, selecionando e projetando somente aqueles que possam contribuir para a felicidade e bem-estar de cada um. Eu bem sei que isto se torna difícil em muitas ocasiões, exatamente pela circunstância de estar o ambiente terreno impregnado desse tipo de pensamentos, e vós os recebeis e passais a manipular também. Nestes momentos então, nos momentos em que vos sentirdes envolvidos por certa onda de pensamentos inconvenientes ou impregnados da materialidade grosseira que predomina em vosso ambiente, lançai mão do seguinte recurso para deles vos libertardes: concentrai-vos por um momento e elevai em seguida o vosso pensamento à Excelsa Protetora dos humildes de quem vos falo neste capítulo, e vereis como um grande alívio e bem-estar imediatamente vos envolverá. Usai este processo, irmãs queridas, fazendo do mesmo a receita mágica para o vosso bem-estar.

Julgando bem cumprida a minha tarefa, uma tarefa demasiado honrosa para o meu pobre Espírito, aqui me despeço das minhas queridas irmãs terrenas, oferecendo a todas no Alto os limitados préstimos de quem se chamou
ISABEL DE PORTUGAL


Not. biogr. — Isabel de Portugal — 1503-1539 — Rainha da Espanha e Imperatriz da Alemanha. Nasceu em Lisboa em 1503, filha do rei D. Manoel e da infanta espanhola D. Maria. Possuidora de excepcionais dotes de beleza, inspirou uma paixão tão viva no imperador Carlos V da Alemanha e rei da Espanha, que este lhe deu por divisa as três Graças, sendo uma delas uma rosa, símbolo da formosura, outra um ramo de murta, símbolo do amor, e a outra uma coroa de folhas de carvalho, símbolo da fecundidade. Esta soberana, que desencarnou aos 36 anos de idade, foi um modelo de esposa e de mãe dedicada aos filhos que foram muitos. Enquanto o marido vivia empenhado em constantes conflitos armados com o soberano francês Francisco I, em busca de novas glórias guerreiras, Isabel passava o tempo em Toledo a rezar no oratório pelo êxito do marido e a cuidar dos filhos. Isabel de Portugal foi sepultada em Granada, tendo sua passagem para o Além consternado profundamente toda a nobreza e povo da Espanha e de Portugal onde era grandemente estimada. Conta-se que o Duque de Gandia, Francisco Borgia, ao ver a rainha morta no caixão, deliberou abandonar o mundo enganador para se consagrar ao serviço de Deus, recolhendo-se a um convento. 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

XLII - MOBILIZAÇÃO SOCORRISTA – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.



Havia em certa época da história do mundo terreno uma grande nação muito interessada no domínio das demais, e para conseguir semelhante objetivo empreendeu uma grande campanha de suas forças armadas, que marcharam sobre os vizinhos mais fracos. A violência dos primeiros embates coroou de êxito o empreendimento, submetendo as nações menores ao seu domínio, e transformando os habitantes em vassalos incondicionais e pacíficos dos seus interesses. A campanha militar prosseguiu durante vários anos, dando à nação conquistadora a sensação de absoluta segurança quanto ao domínio de suas irmãs mais fracas, visto como estas por si próprias nada poderiam fazer para se libertarem do jugo que lhes fora imposto pelas armas.

Os tempos decorriam sem que se pudesse prever qualquer alteração no status quo terreno. No Alto, porém, as coisas se passavam de maneira diferente. Os Dirigentes Espirituais da Terra não se mostravam conformados com a situação imposta por meio da violência, dos mais fortes sobre os mais fracos, movimentando-se as Forças Superiores no sentido não só de oporem um dique a violência, como ainda preparar as coisas para a volta da liberdade aos povos caídos sob o jugo do opressor. Examinadas foram, por conseguinte, todas as possibilidades desse objetivo, chegando-se por fim a conclusão de que somente por um movimento operado no subsolo, tal resultado seria possível, em face do poder guerreiro da nação conquistadora. Apurada meticulosamente a circunstância, ordens foram dadas aos departamentos especializados, no sentido de que preparados fossem determinados acontecimentos, destinados à transformação das condições topográficas existentes na própria capital da nação guerreira, reduzindo-lhe sensivelmente, não apenas o impulso conquistador como também as condições econômicas.

Tudo preparado com esse objetivo, apenas havia a considerar por parte das Forças Superiores, a situação individual dos seres humanos que viessem a ser atingidos em suas vidas terrenas, organizando-se então, com aquela perfeição e segurança que preside a todos os empreendimentos levados a cabo pelo Alto, um serviço especial de socorro e atendimento a todas as almas que viessem a interromper a sua encarnação em meio aos acontecimentos em vias de realização. Assim se fez, mobilizadas foram alguns milhares de Entidades socorristas, prontas a entrar em ação ao primeiro fato verificado. Não me é permitido registrar aqui o nome da nação terrena em referência, mas todos vós que passastes os olhos pela história da Terra facilmente a identificareis.

Algumas das suas cidades mais importantes miram por completo, ao abalo sofrido em conseqüência das explosões verificadas na profundidade do subsolo, causando o pânico e mortandade nas populações, arrebatando-lhes inclusive alguns de seus dirigentes.

O fato produziu, como era esperado por parte das Forças Superiores, uma mudança radical nos intuitos guerreiros em andamento, que tiveram de ser abandonados, assim como na própria economia, pois que, de nação rica e poderosa que era, viu-se transformada por completo, obrigada já então a apelar para a boa vontade e espírito de solidariedade daqueles povos que subjugara. Para concluir este relato sucinto, acrescentarei que a nação em referência, a partir de então jamais pensou sequer em tentar subjugar pela força ou não, povos pacíficos e trabalhadores a quem a Divina Providência destinou viver em pequenas frações deste pequeno mundo.

Aludi a este fato histórico para apresentar-vos uma pequena idéia do que se encontra preparado no Alto para ser realizado na Terra, também por meio de operações na profundidade do solo terreno. Conforme já estais perfeitamente esclarecidos em capítulos anteriores e nos livros do Irmão Thomé, devem ser realizadas modificações substanciais no solo terreno visando à encarnação no planeta de um número bem maior de habitantes do que os atualmente na Terra. Para que um número bem maior de habitantes aqui possa viver para estudar e progredir, há necessidade de contar com um volume de alimentos muito maior do que o atual, e para isso necessário se torna operar substanciais mudanças na topografia do solo terreno. Calculados e medidos os campos atuais de produção de alimentos no mundo, serviço que foi há muito empreendido pelos setores especializados no Alto, chegou-se a uma conclusão desfavorável quanto à sua suficiência, havendo por isso necessidade de se operarem sérias modificações topográficas.

Tais modificações devem importar em alguns setores, na demolição de montes, morros e montanhas, dando dimensões novas a numerosos vales hoje existentes, transformando-se desta maneira em campos férteis, regiões atualmente inadequadas a esse mister.

A realização destas transformações do solo terreno será acompanhada de uma nova distribuição das águas indispensáveis ao trabalho da cultura agrícola, assunto que foi também meticulosamente projetado pelos setores especializados do Alto.

Como não poderia deixar de ocorrer em face de tão profundas quanto extensas modificações a serem operadas no solo terreno, foi igualmente prevista a desencarnação em massa de almas viventes nos locais a serem beneficiados topograficamente.

E aqui reside por assim dizer, todo o objetivo da vinda ao ambiente terreno de grande número de Entidades por determinação do Senhor do Mundo, preocupado em que nem uma só se perca na imensidade do espaço cósmico quando os acontecimentos se sucederem. Deseja o Senhor do Mundo que encontre a seu lado cada alma desencarnada, uma Entidade socorrista pronta a recebê-la em seus braços e conduzí-la carinhosamente ao plano espiritual a que pertence, isenta de preocupações e sofrimentos. Esta é, sem dúvida, a parte mais cara ao Senhor do Mundo em todas as operações já em véspera de realização; salvar para o seu coração e para Deus, todos os seres humanos que vierem a ser atingidos pelos acontecimentos. O Senhor deseja que, tal como sucedeu no passado aos habitantes daquela nação castigada por suas ambições guerreiras, nenhuma alma atualmente na Terra venha a sofrer o menor abalo espiritual em face das operações transformadoras do solo terreno. Nossa vinda até vós é, pois, irmãos estimados, para dizer-vos estas coisas em letra de forma para que possais tê-las sempre presentes, e convidar a todos os terrenos da era presente a que meditem seriamente em quanto deste livro consta, como a melhor maneira de poderem receber o necessário socorro no momento psicológico.

Para os Espíritos atualmente encarnados, sobretudo para os maiores de idade, é do maior interesse cultivarem carinhosamente a idéia de que poderão ser chamados ao plano espiritual de um momento para outro. Este interesse, acreditai-me, deve superar aquele que vos é inato, de cultivar o engrandecimento do patrimônio material de cada um.

Isto porque, quantos se dedicarem seriamente ao cultivo da idéia de uma desencarnação próxima, receberão em contrapartida, elementos que muito os ajudarão na parte material de sua vida. Isto posto, apenas acrescentarei aqui uma informação a mais sobre aquelas que já conheceis através da leitura deste livro. O Senhor do Mundo acaba de enviar a Terra, distribuídas por todos os setores humanos, legiões e legiões de Entidades em condições de se tornarem conselheiros amigos para quantos emitirem pensamentos elevados e bons a respeito dos acontecimentos em véspera de começo na Terra, Entidades que antes se submeteram a uma preparação adequada no mister de socorro e salvamento dos nossos irmãos encarnados. Estas Entidades estão munidas das necessárias instruções para acompanharem de perto os pensamentos e atos dos nossos irmãos encarnados, e bem assim de os registrarem fielmente para futuro exame no Alto, quando ocorrer o regresso de cada um ao plano a que tiver feito jus. Eu me explicarei. O plano ao qual são conduzidos os Espíritos que vão desencarnando na Terra, está sempre em perfeita harmonia com o nível de suas vibrações mentais.

Assim, se um Espírito encarnado primou na Terra em cultivar pensamentos bons, sãos, elevados, em relação aos seus irmãos terrenos, esse Espírito construiu uma categoria espiritual que se reflete em sua aura e o conduzirá instintivamente a um plano de vida no Alto, onde suas vibrações se harmonizem perfeitamente com as dos demais habitantes desse plano. Da mesma maneira, aqueles que preferirem viver no solo terreno uma vida farta de gozos materiais, emitindo, em conseqüência, uma classe de pensamentos dessa categoria, a cessação da sua vivência terrena os conduzirá também instintivamente, a um plano onde as vibrações dos seus habitantes se harmonizem com as suas. E como, no Alto não existem os gozos materiais nem a possibilidade de a eles voltar no ambiente terreno, o que sucede a esta classe de Espíritos é o arrependimento amargo do precioso tempo perdido, numa encarnação que tanto lhes terá custado a conseguir.

Minha sugestão, meu conselho, meu pedido a todos os felizes leitores desta obra, é, portanto, de que todos figurem mentalmente a sua partida de regresso para a próxima semana, e tratem de se preparar desde hoje para essa viagem, assim como fariam se tivessem de empreender uma viagem autêntica a qualquer parte deste mundo em que vivem. Em tal hipótese, o que faria cada um dos leitores? Sem dúvida pensaria nessa viagem pela manhã ao levantar, pensaria nela durante os dias que a antecedessem, e seus pensamentos ao deitar todas as noites iriam igualmente para as várias coisas a providenciar a respeito da mesma. Pois, meus caros, a viagem de regresso de cada ser humano ao plano espiritual, deve ser encarada com maior carinho ainda do que aquela outra de que falei. Da viagem terrena, todos esperam regressar ao domicílio para a continuação dos seus afazeres e interesses; ao passo que a viagem de regresso é definitiva, com o abandono de quanto ficou na Terra. Eu perguntarei então, meus estimados irmãos leitores: qual das duas viagens requer melhor preparação? Aquela que empreendereis para regressar ao vosso lar, ou esta ou outra que vos conduzirá ao plano de onde viestes à Terra, onde também deixastes um lar, um lar espiritual que também é vosso?

A resposta impõe-se por si mesma. Toda a importância deve consistir, então para cada um dos viventes terrenos, em se encontrarem preparados para viajar quando o momento chegar, e só o Senhor do Mundo o conhece. Preparai-vos então, atentamente, estimados leitores e amigos. Pensai nesta viagem também pela manhã, durante o dia e à noite, purificando o quanto possível a vossa maneira de viver, os vossos pensamentos, os vossos atos e, conseqüentemente, as vossas vibrações mentais, para que, tão apuradas e purificadas elas estejam no momento da vossa partida, que possam conduzir-vos aos mais altos planos do mundo espiritual.

Com todo o empenho e maior carinho, lá vos receberá e acomodará, este vosso irmão e amigo milenar de muitas passagens pela Terra,
BARTOLOMEU DE GUSMÃO

Not. biogr. — Bartolomeu Lourenço de Gusmão — 1685-1724 —Inventor português da máquina de voar. Nasceu em Santos em 1685, irmão de Alexandre de Gusmão, que foi político e estadista português. Bartolomeu de Gusmão estudou no colégio dos jesuítas em Coimbra, onde recebeu ordens de presbítero. Começou bem cedo a notabilizar-se pelos seus sermões, em que revelou gosto apurado na linguagem e bela dicção. Foi nomeado por D. João V capelão fidalgo da casa real, quando falou a el-rei na sua “máquina aerostática” que era a sua invenção da máquina de voar. O rei interessou-se vivamente pelo invento, custeando do seu bolso as despesas de sua construção, e concedendo a Gusmão o registro do privilégio. A primeira experiência teve lugar em 1709 no pátio da Casa da Índia perante el-rei, toda a corte real e grande multidão de assistentes, tendo a máquina do padre Gusmão subido suavemente e descido pouco adiante, arrancando aplausos da grande assistência, o que lhe valeu receber do povo o apelido de “Padre voador”. A Inquisição, porém, passou a olhar o padre Gusmão como feiticeiro, só não o perseguindo desde logo devido à proteção real de que gozava. D. João V, como prêmio pelo invento, concedeu ao padre Bartolomeu de Gusmão o lugar de lente de prima de matemática da Universidade de Coimbra, e fê-lo membro da Academia real de história portuguesa.

Em 1711 el-rei encarregou o padre Gusmão de ir a Roma obter da Santa Sé o grau patriarcal para a capela real de Lisboa, o que, entretanto, ele não conseguiu. Bartolomeu de Gusmão era profundo conhecedor das línguas portuguesa, latina, francesa e italiana, conhecendo suficientemente o grego e o hebraico. Deixou várias obras publicadas, entre elas diversos sermões notáveis. Em relação ao seu invento publicou: “Descrição do novo invento aerostático ou máquina volante, do método de produzir o gás ou vapor com que esta se enche, etc.” Publicou ainda: “Vários modos de esgotar sem gente os navios que fazem água”, e a “História do bispado do Porto”, tarefa de que o incumbira D. João V, ao nomeá-lo membro da Academia real de história portuguesa.


Mais tarde, no governo do marquês do Pombal, Bartolomeu de Gusmão voltou a ser acusado de feitiçaria, tendo sua prisão decretada pelo santo ofício, mas conseguiu refugiar-se em Toledo, na Espanha, onde veio a desencarnar na pobreza em 1724. A esse Grande Espírito pertence à glória da descoberta dos balões aerostáticos, precursores da aviação atual. Os despojos do padre Bartolomeu de Gusmão e os de seu irmão Alexandre Lourenço de Gusmão, desencarnado este em 1753, também perseguido por Pombal, chegaram ao Brasil em 1966, sendo entregues à guarda do cardeal-arcebispo de São Paulo, D. Agnelo Rossi, para serem depositados no monumento erigido em Santos ao “Padre Voador”, o que foi feito. 

XLI - PLANO DE AÇÃO DIRETA – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.



O mundo terreno, cuja existência se perde na noite dos tempos, embora seja um dos mundos habitados de mais recente criação, já começou a sentir os efeitos do processo em curso, destinado a modificar grande parcela de sua estrutura atual. Um numeroso contingente de engenheiros, médicos, geólogos, químicos, e ainda de outras especialidades técnicas, encontra-se no centro deste pequeno mundo, dando o necessário andamento aos trabalhos que foram incumbidos de realizar. Provavelmente, quando o que ora escrevo estiver sendo apreciado pelos leitores deste volume, alguns fatos relacionados com o que digo, já terão sido constatados em alguns pontos da Terra.

Não me é permitido entrar em detalhes a respeito destes fatos, porque, como acontece a tudo quanto no Alto se planeja para execução no plano físico, só devem ser conhecidos nesse plano à época de sua manifestação. Detalhes que eu pudesse oferecer a respeito desses fatos, poderiam contribuir talvez para gerar nos leitores possíveis preocupações aflitivas a partir de agora, em nada contribuindo para os nossos objetivos ao redigirmos estas linhas, que são exatamente para preparar os Espíritos para alcançarem mais rápida felicidade. Por isso todos os redatores deste livro receberam instruções para ajudar os leitores a encontrarem o caminho que lhes convier para se livrarem do pior, se este pior se encontrar ao longo de seus dias terrenos.

Tenho então a grande satisfação de veicular nestas linhas, assunto do maior interesse para todos os terrenos, relacionados muito de perto com o que possam testemunhar em sua presente existência na carne, se se mantiverem devidamente atentos. Quero referir-me à maneira pela qual certos fenômenos se apresentarão aos encarnados em certas regiões da Terra, a despertar a atenção e mesmo curiosidade geral. Prepara-se no Alto uma enorme caravana de trabalhadores invisíveis que virão operar no ambiente terreno com o objetivo de despertarem os Espíritos encarnados para o que na Terra se passará. Estes trabalhadores estão sendo preparados para se apresentarem em forma visível aos seres humanos e lhes falarem em forma audível, transmitindo-lhes conselhos e sugestões acerca do que se aproxima.
Sabe-se de antemão no Alto o que tais manifestações devem produzir entre os encarnados, pelo que de inesperado elas representarão, sobretudo nos meios populacionais onde jamais se cogitou do intercâmbio com o mundo dos Espíritos. Haverá por esse motivo não pequeno número de pessoas tomadas de certo pavor ao se defrontarem com seres imateriais perfeitamente visíveis a lhes falarem, sobretudo entre aquelas cuja religião lhes vem ensinando erradamente que tudo acaba com a morte, que nada mais resta daquele que morre. Essas pessoas serão tomadas de surpresa e até de pavor em face do inesperado da manifestação, porém a assistência espiritual que as cerca, far-lhes-á compreender que não se trata absolutamente de nenhuma espécie de demônios, mas de Entidades benéficas, no desempenho de tarefas de serviço do bem, e por conseguinte amigas. Tais manifestações devem realizar-se em muitos lugares ao mesmo tempo, divulgando os mesmos conselhos amigos aos seus ouvintes, prevendo-se que bem depressa os conquistarão para a sua pregação.

Este plano foi elaborado tendo-se em vista a circunstância de estar a literatura espiritualista ainda circunscrita aos meios sociais mais desenvolvidos intelectualmente, e não chegarem os conselhos e ensinamentos divulgados às populações inferiorizadas, ou, quando isso acontece, beneficia apenas reduzido número de indivíduos. Caberá então às caravanas de trabalhadores invisíveis levar os ensinamentos necessários e urgentes às populações menos abastadas residentes em regiões desprovidas de instrutores espiritualistas, suprindo eles esta falta com sua manifestação visível a todos os presentes. Desta maneira serão realizadas reuniões públicas nas quais os mencionados trabalhadores dirigirão a palavra aos nossos irmãos encarnados, relatando-lhes de viva voz o que projetado foi em matéria de modificações na estrutura física do planeta, e bem assim quais os meios de salvamento ao alcance de cada um. O fato determinará sem dúvida uma certa exacerbação dos ânimos a princípio; será porém, de tal forma interessante e proveitoso para os ouvintes o que estes enviados têm a dizer, que todos passarão a escutá-los com particular interesse. Estes trabalhadores espirituais estão recebendo inclusive as necessárias instruções que os habilitem a atender seus ouvintes em casos de doença e outros, o que lhes granjeará de pronto a simpatia e gratidão das populações que visitarem. Este plano foi elaborado pelos Dirigentes Espirituais da Terra, com o fim de levar a todos os recantos do solo terreno os conselhos e ensinamentos que jamais lhes chegariam sem essa providência, pelas distâncias geográficas em que vivem, dos meios mais adiantados.Todos sabemos que só os médiuns videntes estão em condições de ver as Entidades imateriais, isto mesmo em certas circunstâncias. No caso a que me refiro, a faculdade da vidência será transmitida pelas próprias Entidades em forma coletiva, sempre que tiverem de operar, para que seus ouvintes possam utilizá-la durante os momentos de pregação. E como cada grupo de Entidades em ação será assistido por outras Entidades que atuarão em meio às reuniões, estas constituirão o pólo negativo junto aos circunstantes. Não decorrerá muito tempo após o inicio da circulação deste volume, para que notícias vos cheguem de várias regiões terrenas a respeito do que aqui vos deixo. Os acontecimentos estão tão próximos, e é tal a necessidade de dar conhecimento a todos os encarnados acerca do que lhes cumpre fazer, que Nosso Senhor resolveu pôr em prática o plano acima, o qual nós temos designado de ação direta, para que não fique um só encarnado sem receber os necessários avisos, sobre a melhor forma de se pôr a salvo do que vier a ocorrer.

Em seguida eu tratarei de outro assunto também estreitamente relacionado com o próximo regresso ao mundo espiritual de grande número de encarnados, em conseqüência, igualmente, das operações em curso para transformação da estrutura física da Terra. Dizendo isto que aí está, não pretendo fazer crer que uma transformação geral se operará neste pequeno mundo, mas algo nesse sentido deverá ocorrer em certas áreas, conforme escreveram outras Entidades que me precederam. Eu me ocuparei então do que diz respeito especificamente ao processo da desencarnação daqueles que estiverem determinados a desencarnar em meio aos acontecimentos porvindouros, e também àqueles que, tendo concluído o período de sua encarnação devem partir proximamente deste plano físico em direção à sua morada espiritual. A este respeito, inclusive, também tereis encontrado as melhores instruções em diversos capítulos anteriores, redigidos por Grandes Luminares da espiritualidade. Eu acrescentarei então, um detalhe que se revelará de maior importância para todos, que é o seguinte: ao pressentirem os encarnados que o seu momento chegou ou se aproxima, pressentimento este que brota do próprio coração, procure cada qual emitir um pensamento de amor em direção a Nosso Senhor e Mestre Jesus, em vez de, como freqüentemente sucede, emitirem os encarnados pensamentos de grande aflição que só contribuem para perturbar o campo mental do Espírito, perturbando-lhe em conseqüência todas as faculdades. Emitindo o encarnado um pensamento de amor em direção a Jesus, estará emitindo ao mesmo tempo um pedido de ajuda espiritual que lhe chegará prontamente, sejam quais forem as circunstâncias. Assim ajudado espiritualmente, se o seu momento houver realmente chegado, o resultado infalível será o encarnado sentir-se imediatamente envolvido por forças espirituais de grande poder que o conduzirão, livre de sofrimento, ao local que lhe estiver destinado, onde encontrará também o amor de Nosso Amado Jesus, num ambiente de paz e felicidade.

Poderá verificar-se em tais circunstâncias que o momento de desencarnar ainda não seja aquele, e então, a emissão de um pensamento como o que o encarnado tiver emitido, terá servido para afastar o perigo e prosseguir por algum tempo ainda na face da Terra. Se todas as pessoas que se encontrarem no limiar de sua desencarnação por motivo de enfermidade, rápida ou prolongada, decidirem dirigir a Jesus Nosso Senhor um pensamento de amor em que ponham toda a ternura do seu coração, bem depressa verificarão a imensa fortuna espiritual que esse gesto lhes trouxe. A explicação do fenômeno é bem fácil de dar. Sendo Jesus um só e a humanidade encarnada composta de alguns bilhões de almas como sabeis, por melhor organizado o plano de atendimento espiritual a todos os terrenos, e o é, realmente, sua eficiência se torna mais rápida e positiva nos casos em que alguém apela individualmente, do que quando incumbe aos dirigentes do plano descobrirem na imensidade do solo terreno, quem dela esteja necessitando.

Vou dar-vos a propósito uma imagem bastante pobre, é certo, porém capaz de elucidar melhor o meu pensamento. Figurai-vos à janela do vosso edifício contemplando pequena multidão que se desloca ao longo da avenida, rua ou praça fronteira. Vosso olhar envolve facilmente milhares de pessoas que se deslocam, sem que atenteis particularmente em qualquer delas. Pela distância que separa-vos, ouvis apenas o ruído volumoso de suas vozes e de seus passos. Se, entretanto, do meio dessa pequena multidão alguma das pessoas necessitar que a vejais, ela olhará para vós e até vos chamará pelo nome, ao que qualquer de vós instintivamente atenderá de pronto, assim se correspondendo. Sem o gesto de vos olhar e chamar, talvez não tivésseis descoberto a pessoa amiga em meio à multidão, ignorando assim sua passagem pela vossa residência.

O caso em relação ao Senhor Jesus é muitíssimo mais complexo, como é fácil de ver. Se, por conseguinte, o ser humano apela para Jesus enviando-lhe um pensamento do mais puro amor, pensamento que traduza o estado presente de ansiedade e ajuda, podeis ficar absolutamente seguros estimados irmãos leitores, de que toda a ajuda necessária imediatamente se positivará para tranqüilidade e felicidade daqueles que a invocarem por esse meio —um pensamento do mais puro amor a Jesus.

Creio ter sido bastante útil a todos os meus irmãos leitores, com o que fui convidado a dizer nestas linhas que aí ficam. Estudai-as e aplicai o processo ainda em vossas vidas presentes, porque muito tereis caminhado em direção à meta da vossa felicidade — o Sagrado Coração de Nosso Senhor Jesus.

Julgando bem cumprida a minha tarefa, aqui me despeço de vós deixando-vos a segurança da minha amizade e dos meus fracos préstimos, se algum dia necessitardes de ocupar o vosso irmão e amigo dedicado
SEBASTIÃO, MÁRTIR

Not. biogr. — Sebastião, Mártir — 250/6-288 — Um dos mártires do Cristianismo. Nasceu em Narbona, França, no ano 250 ou 256 e desencarnou em Roma em 288. Aos dezoito anos Sebastião alistou-se no exército romano, sendo nomeado pelo imperador Deocleciano chefe dos seus pretorianos. Sebastião era filho de pais cristãos, foi batizado em criança e alimentava a sua fé, que ele se empenhava em transmitir aos seus companheiros. O Papa S. Caio (283-296) concedeu-lhe por isso o título de “Defensor da Igreja”. Uma denúncia levada ao imperador Deocleciano, de que havia um cristão no seu exército, irritou o monarca que, à vista da sua confissão, mandou conduzi-lo aos arredores e transpassá-lo por flechas, o que foi feito, tendo sido abandonado por morto. Todavia, uma senhora que passava, ao ver que o jovem ainda respirava, retirou-o dali e tratou-lhe as feridas, restituindo-o à saúde. Sebastião, contudo, desejoso de testemunhar a sua fé cristã, foi colocar-se na passagem do imperador para lhe censurar a crueldade de que fora vítima, a qual, entretanto — afirmara ele ao imperador — em nada diminuíra a sua crença no Cristianismo Redentor. O imperador, encolerizado por mais essa demonstração do jovem ex-oficial, mandou vergastá-lo até à morte.


O corpo de Sebastião desapareceu por algum tempo, mas foi encontrado pelos cristãos que o sepultaram na catacumba que recebeu o seu glorioso nome. Foi posteriormente transportado para a basílica elevada em sua honra próximo da porta Capena. Sebastião, Mártir é padroeiro da Cidade do Rio de Janeiro, sendo festejado a 20 de janeiro, data em que também se comemora a fundação da Cidade. 

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

XL - COMUNIDADE ESPIRITUAL FEMININA – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.





Às mulheres que se encontram presentemente vivendo mais uma vida terrena, está destinado um papel dos mais relevantes no encaminhamento das almas para Deus, por intermédio de Nosso Senhor Jesus de Nazareth. Efetivamente, à mulher tem sido reservado em todos os tempos um papel decisivo na vida terrena, pela influência que tem podido exercer sobre os elementos do outro sexo.

Se vos dispuserdes a percorrer os fatos da História havereis de encontrar em todos eles, desde os menos aos mais importantes, a influência da mulher, algumas vezes como causa e incentivadora de sérias contendas, outras vezes como elemento mediador por excelência, no sentido de pôr fim a outros muitos acontecimentos registrados pelos historiadores. É que à mulher foram concedidos em todos os tempos, como o são ainda no presente, poderes especiais em relação à vida terrena, os quais ela pode utilizar segundo o grau espiritual em que se encontra. Nos tempos que correm, esses poderes estão sendo invocados pelas Forças Superiores em favor da compreensão e encaminhamento das almas que lhe estão próximas ou subordinadas, segundo os conselhos e ensinamentos trazidos a Terra pelos mensageiros do Senhor.

A Excelsa Comunidade Espiritual de almas que viveram na Terra em corpos femininos, vem-se reunindo regularmente no Alto para estudar os meios mais adequados de fazer sentir as mulheres presentemente na Terra, que o seu concurso foi julgado indispensável na era presente, junto aos irmãos encarnados, seus maridos, filhos, aparentados e conhecidos, para que todos abram coração e ouvidos a esta série de conselhos e ensinamentos que estão sendo divulgados na Terra.

Cabe, evidentemente, à mulher, uma grande responsabilidade em relação ao encaminhamento dos homens para Deus por intermédio de Jesus, Nosso Mestre e Senhor. Isto é o que ficou decidido nas reuniões realizadas no Alto pela Comunidade Espiritual Feminina sob a orientação daquele Grande Espírito que mereceu a graça imensa de ser Mãe de Jesus, Espírito muito justamente venerado por todos os corações sensíveis da Terra e milhões de Espíritos viventes no Espaço. Decidido foi lançar-se um apelo fervoroso a todos os corações femininos presentemente na Terra no sentido de que assumam desde agora a liderança dos seus irmãos do sexo masculino, e os conduzam com a doçura que lhes é própria, para o coração amantíssimo do Senhor Jesus, mas que o façam já, a partir deste momento, porque a menor delonga pode ser fatal àqueles que devam partir inesperadamente, de um momento para outro.

Aqui fica então o apelo que fui incumbida de trazer às minhas queridas irmãs terrenas, habitantes de todas as regiões do Globo, o que faço por delegação especial daquele Grande Espírito de que falei, empenhado como está em coadjuvar os esforços do Senhor Jesus por intermédio dos mensageiros que vos falaram antes de mim, e daqueles que desempenham tarefas invisíveis no meio terreno. Todas as mulheres podem e devem cooperar eficientemente nesta Grande Cruzada de Esclarecimento e de várias maneiras. Uma delas será por meio da leitura das páginas deste livro, e bem assim dos dois outros do nosso estimado Irmão Thomé, e procurando fazer que seus familiares os leiam também. Procedendo à leitura atenta destes livros, as mulheres tratarão de comentar com os seus familiares o conteúdo dos mesmos, para que o verdadeiro sentido venha a ser perfeitamente assimilado por todos.

E como não se trata, evidentemente, de fazer decorar os conselhos do Senhor, mas de os pôr em prática, tratarão as mulheres de os reforçar e desdobrar em palavras suas para que todos as compreendam e pratiquem. Não se trata aqui de ensinar algo para ser decorado pelos viventes da Terra  mas de aconselhar a todos que se previnam a tempo de se encontrarem preparados para o que possa acontecer no meio terreno.

Outra maneira de as mulheres poderem cooperar com os mensageiros do Senhor, será por meio da fundação de associações, núcleos, agremiações destinadas à reunião semanal do maior número de senhoras e moças, durante as quais se debaterão, não apenas os presentes conselhos, como também a melhor maneira de os levar ao conhecimento de quantos não tenham podido conhecê-los nos próprios livros. Assim organizadas associativamente, as senhoras e moças estabelecerão planos de visita aos centros populosos menos afortunados, fazendo-o, por exemplo, aos domingos, e aí procurarão despertar a atenção das populações para o sentido de quanto Nosso Amado Jesus tem mandado escrever na Terra. Devo assegurar a todas as almas femininas que se dispuserem a executar este ou plano semelhante, que Entidades de grande evolução estarão presentes, não só às suas reuniões deliberativas, como também em todos os lugares onde quer que vão divulgar os conselhos e ensinamentos do Senhor.

O que desejo deixar perfeitamente claro, para que nenhuma dúvida possa surgir, é que não se trata aqui de convocar irmãs filiadas a esta ou àquela confissão religiosa. Absolutamente, minhas queridas irmãs. Aqui trata-se exclusivamente de evitar que Espíritos atualmente encarnados, pertençam a que religião pertencerem, num dado momento possam vir a encontrar-se em dificuldades muito sérias por falta da necessária orientação espiritual. Não há, por conseguinte, que procurar identificar seres humanos pela sua crença religiosa, porque nas circunstâncias esperadas, todos devem ser encaminhados para Jesus, Nosso Amado Mestre e Senhor, desejoso de atrair para o seu grande coração todos os filhos presentemente encarnados.

Para uma compreensão melhor do meu pensamento, figurai uma enorme multidão de almas desejosas de seguir para determinada cidade, seja por necessidade ou devoção. Nessa multidão enorme devem estar criaturas adeptas ou seguidoras de diversos credos religiosos; no momento, porém, em que deliberaram fazer esta viagem ou passeio, numa única coisa elas deverão ter pensado: a condução. E tendo assim decidido, a nenhuma daquelas almas ocorreu o fato de que sendo a condução a mesma para todas, não realizariam por isso o seu desejo. Figuremos então um grande trem repleto de passageiros a caminho do mesmo objetivo. A nenhuma daquelas almas terá ocorrido à idéia de desistir do passeio ou viagem, só porque nele tomariam parte irmãos de crença diversa da sua. Um único era então o objetivo de todas: locomover se até ao local desejado. Em lá chegando, continuaria cada qual com sua crença, como até então, mas o fato é que todas chegavam ao fim da viagem.

No caso presente trata-se muito semelhantemente. O objetivo da viagem de todas as almas presentemente na Terra, outro não pode ser senão o coração magnânimo do Senhor Jesus, que a todas espera receber a seu tempo. E o Senhor Jesus não especifica se o filho que a Ele se dirige foi na Terra adepto desta ou daquela crença religiosa, ou se, como ainda se encontram alguns, a nenhuma crença se filiou. Para Nosso Senhor existe apenas uma condição para que possa um Espírito regressado da Terra, d’Ele aproximar-se e ser por Ele recebido: é ter limpo de maldades o coração, e haver emitido desde a Terra aquela vibração amorosa característica das almas que sabem usar o recurso maravilhoso da prece. Haveis de pasmar muitas de vós ao vos encontrardes algum dia no Alto e lá constatardes a harmonia vibratória de Espíritos que foram adeptos na sua vida terrena dos diversos credos religiosos. Chegados de regresso ao seu plano espiritual, verificaram que a única religião que todos ali professamos é a do Amor aos nossos semelhantes, estejam eles ainda encarnados na Terra, ou vivendo a vida feliz de Espíritos livres no Espaço.

Nenhuma outra religião lá existe, precisamente porque, sendo o Amor ao próximo à base e a chave de todas as religiões, todas as almas se irmanam nessa religião maravilhosa, por ser ela também a religião pregada desde milênios por aquele Espírito verdadeiramente Superior e Perfeito que é o Nosso Amado Jesus, de quem sou a mais pequenina servidora. Designada por Nossa Senhora para vir ao vosso meio juntar minha palavra descolorida e pobre à de quantas Entidades luminosas me precederam, eu desejo falar diretamente ao Espírito de cada uma de vós, minhas estimadas irmãs, para nele implantar esta idéia, de que vos cabe talvez o papel mais importante, no encaminhamento de vossos irmãos, maridos e filhos, pela única estrada que conduz diretamente as almas ao coração amantíssimo do Nosso Amado Jesus, que é o hábito de a Ele se dirigirem diariamente através da prece. Falai nisto aos vossos irmãos, qualquer que seja o grau de parentesco que a eles vos liguem; falai isto às vossas próprias irmãs porventura desconhecedoras deste livro e dos já citados; agremiai-vos sem demora para estudardes, debaterdes e até desenvolverdes estes conselhos, na certeza que aqui vos dou de que, sempre que assim vos reunirdes, vários emissários de Jesus e de Nossa Senhora estarão presentes, para colher e esclarecer os vossos pensamentos; locomovei-vos até aos locais onde vossa palavra possa ser ouvida em nome do Senhor, porque lá estarão igualmente luminosos auxiliares espirituais, para influírem junto aos ouvintes, na aceitação e prática de quanto lhes ensinardes. Assim procedendo, minhas estimadas irmãs, estareis cumprindo uma vez mais o grande e brilhante papel que as Forças Superiores do Universo sempre confiaram à sensibilidade e pureza do coração feminino, e tantas vezes cumprido em circunstâncias diversas.

Atendei, pois, irmãs queridas, ao apelo que vos trago e aqui fica exarado nestas linhas descoloridas, repito, porque nos dias que correm, já não resta mais tempo para apurarmos os primores do estilo ao nos dirigirmos à sensibilidade dos vossos corações. A urgência exigida pelo aceleramento dos tempos que se aproximam, não nos permite recorrer aos florilégios do idioma, quando o que urgente se faz é bater de rijo em todas as portas, a fim de despertarmos a todos sem mais delongas, para que se levantem e caminhem apressadamente para Jesus, acomodando-se nesse trem imaginário que está prestes a partir, e outro não haverá tão cedo ou nunca mais. Irmãs queridas: procurai entender estas minhas palavras que vos são dirigidas de todo o meu coração, e não devem ficar esquecidas. Despertai, pois, vós todas que as ouvirdes; repeti-as de coração também às vossas amigas e conhecidas, mas sobretudo aos vossos maridos e filhos que porventura as desconheçam.

Nossa Senhora, a Santa Mãe de Jesus, incumbiu-me desta honrosa tarefa e eu sentir-me-ei particularmente feliz se bem me houver desempenhado da mesma junto aos vossos corações. Prometo-vos em troca, minhas queridas, receber-vos algum dia no Alto, e fazer-me à intermediária dos vossos mais justos anseios junto àquele Grande Espírito que a vós me enviou.

Aqui encerro minha tarefa, abraçando carinhosamente cada uma de vós que me ouvirdes, e oferecendo no Alto os limitados préstimos desta vossa irmã
TERESA DE JESUS

Not. biogr. — Teresa de Jesus é a mesma Entidade que assina o capítulo XXIV, em cujas n. b. se descreve a cura miraculosa de muitas pessoas que tiveram o rosto deformado em conseqüência da peste violenta que assolou a Espanha. Conhecida da população a cura extraordinária operada por Soror Teresa, as estradas que levavam ao seu convento logo se encheram de pessoas em busca do remédio milagroso, que ela própria ministrava. O resultado foi completo, granjeando-lhe a admiração e a gratidão do povo, que passou a considerá-la Santa.A Igreja mandou investigar a fundo o fenômeno, e apelidou-a de “Virgem Seráfica". Os papas, por exceção única, concederam a Soror Teresa o título de “Doutora”, e a Espanha tomou-a por sua padroeira juntamente com S.Thiago.

Muitos outros fatos extraordinários se verificaram na vida de Santa Teresa. Ela empreendeu certa vez pequena excursão a uma aldeia muito pobre situada ao pé de uma montanha fazendo-se acompanhar, como sempre, de algumas das suas monjas, com o fim de levar alimentos e roupas aos filhos dos habitantes da aldeia. A região era muito seca por não existirem nascentes próximas, cujas águas pudessem molhar as terras em volta. Santa Teresa resolveu subir a montanha com sua pequena comitiva, seguida de alguns moradores da aldeia, e ali se sentou sobre uma laje formada pela junção de duas rochas. Inesperadamente caiu em êxtase, ouvindo a voz espiritual sua conhecida, que lhe disse: “põe aqui o teu dedo”, indicando a junção das duas rochas. A Santa obedeceu e no mesmo instante um belo jato d’água surgiu do meio das rochas, para espanto e alegria dos habitantes da pequena aldeia que a acompanhavam no passeio. Desde então a água continuou a jorrar da pedra formando pequeno córrego e tornando produtivas as terras circunvizinhas.

Santa Teresa deixou várias obras publicadas dentre elas a sua própria Vida, e a “História das fundações”, sobre a direção dos conventos. A Academia espanhola considera os escritos de Santa Teresa como os mais belos monumentos da língua castelhana. Há nas obras de Santa Teresa esta máxima que se tornou famosa: “Nada te perturbe, nada te espante, Deus só basta.” Santa Teresa foi canonizada em 1622, sendo a sua festa fixada a 15 de outubro. Edições completas das suas obras foram publicadas em Madri em 1877 e 1881. As obras poéticas foram traduzidas em português pela marquesa de Alorna.