Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

XXXVIII - DEUS NO CORAÇÃO – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.





Acontece frequentemente aos viventes da Terra encontrarem-se em situações inteiramente imprevistas, e sobretudo indesejáveis, pelas condições e consequências que das mesmas lhes poderão advir. Tais situações decorrem invariavelmente de duas causas possíveis: uma delas poderá ser a sua programação no Alto, como fazendo parte do plano de vida a ser cumprido pelo Espírito nessa encarnação, motivada por acontecimento análogo do passado, proporcionado a outro irmão seu contemporâneo naquela existência terrena. Outra causa poderá ser proveniente de ato praticado pelo Espírito encarnado, do qual estará apenas colhendo os frutos daquilo que semeou.

Como quer que seja, as situações imprevisíveis vêm sempre acompanhadas das respectivas soluções, invariavelmente benéficas para aquele que as defronta. Benéficas, digo bem, porque uma vez transpostas, transposto foi igualmente um marco existente na vida pregressa do encarnado, desaparecendo com ele um ou mais obstáculos ao seu progresso espiritual. Se se tratar de causa originada na presente existência terrena do Espírito, terá este aprendido uma nova lição no sentido da aplicação da Lei de Causa e Efeito, sabido como é que não pode existir efeito sem causa. Semelhante lição se imprime indelevelmente na memória do Espírito encarnado, e dificilmente ou nunca mais o mesmo concordará em semear ventos para colher novas tempestades.

Observamos todos nós do Alto, tanto quanto vós outros na Terra, a trajetória de irmãos que parecem não querer conformar-se com insucessos repetidos em sua presente existência, lançando-se novamente a certo tipo de empreendimentos que os levam a novos fracassos, embora em campos diferentes. Trata-se no caso, de irmãos acompanhados de um núcleo assistencial de Espíritos pouco escrupulosos, interessados em se divertirem com os repetidos insucessos daquele de quem se aproximam, inspirando-lhe idéias de todo modo ilusórias, com as quais suas vítimas inteiramente se afinam e tratam de as pôr em prática. O resultado é infalível mais cedo ou mais tarde: o desastre moral ou financeiro, senão os dois ao mesmo tempo.

Isto sucede entretanto, por felicidade, a um número reduzido de criaturas que ainda se deixam fascinar por miragens. Examinando-se os sentimentos dessas criaturas, como os temos nós todos examinado, verificamos tratar-se de irmãos que, ou se afastaram dos postulados divinos que a todos mandam agir sempre com Deus no coração, ou então ainda os desconhecem, e por isso agem corajosa mas inadvertidamente, subestimando um possível resultado desfavorável em seus empreendimentos ou atividades.

A dedução a extrair dos numerosos fatos constatados por toda a parte é que tais criaturas necessitam de se aproximar do Senhor Jesus por meio da oração diária, de cujo hábito resultará instalar-se Deus em seu coração. E isto feito, instalado Deus no coração do homem, jamais será este inspirado por Forças do Mal, que outra coisa não fazem que tentar arrastar ao infortúnio os Espíritos encarnados que lhes derem aproximação. Claro fica por conseguinte, que a oração e a vigilância constituem poderosos elementos defensivos do ser encarnado contra as investidas do mal.

O tema que escolhi para o capitulo que tenho a honra insigne de redigir para o livro a ser em breve divulgado na Terra pelas Forças do Bem, é um tema de grande atualidade, não apenas nos tempos que correm como em todos os tempos do porvir. Dada a variedade imensurável de inteligências que baixam ao plano terrestre em busca de aprimoramento espiritual, sucede reencarnarem freqüentemente algumas que preferem observar o desenrolar da vida terrena através de prismas imperfeitos ou deformados, recolhendo a impressão enganosa de ser-lhes possível em muitos casos, aproveitar-se da sinceridade e boa fé de seus semelhantes. Convencidos disso, passam esses irmãos à elaboração de planos de enriquecimento fácil por meio de sua aplicação, cujo resultado todavia, não pode ser outro senão a decepção e o sofrimento para quantos neles acreditaram. É necessário esclarecer, igualmente, que aqueles encarnados que trouxerem Deus no coração, não serão sequer tentados a participar dos planos mirabolantes que surgirem no seu ambiente, porque o fato de trazerem Deus no coração e se encontrarem em contato diário com o Senhor Jesus, representa para todos um poderoso escudo contra toda espécie de tentações malévolas.

Existe em vossa literatura popular um conceito muito certo porque inteiramente verdadeiro, que é aquele que envolve no mesmo princípio de desonestidade tanto o autor como a vítima desse desagradável fato que designais, bem ou mal de conto de vigário. Se o autor propõe à vítima uma boa fortuna por um quase nada, esta não deixa realmente de tentar aproveitar-se duma situação momentânea, mas desonesta, para se locupletar. Ambos, evidentemente, são mal intencionados. Se, entretanto, a vítima visada trouxer Deus no coração, como aliás tem sucedido vezes sem conta, uma voz amiga lhe segredará que a transação não lhe convém por ser falsa, desonesta.

Trazer Deus no coração deve constituir, por conseguinte, a pre-ocupação maior de todos os viventes da Terra, como sói ser a de outras humanidades mais adiantadas. Com o ato diário do homem e da mulher de se porem em contato direto com Nosso Senhor Jesus, uma segurança a todos envolverá contra as práticas infelizes ou desonestas de certos companheiros de jornada terrena. Eu bem sei que todos gostaríeis de conhecer algo mais a respeito desta segurança, e eu com satisfação o abordarei neste capítulo. Sabem todos os encarnados que o ambiente que circunda o planeta é constituído de planos e sub-planos espirituais, todos eles habitados por Entidades desencarnadas, segundo o grau evolutivo de cada qual. Existem planos de grande luminosidade, iluminados por assim dizer, pelos próprios reflexos dos seus habitantes, pertencentes à categoria mais elevada da espiritualidade. Vivem e trabalham nesses planos todos os Espíritos que, por seu aprimoramento moral já mereceram neles viver, de onde irradiam para os demais e também para este plano físico, as idéias mais puras de amor e fraternidade que vão ser absorvidas pelos seus habitantes. Existem em graduações inferiores outros planos de vida espiritual habitados por Espíritos desencarnados do respectivo grau, nos quais se vive e trabalha infatigavelmente pelo bem e felicidade dos semelhantes. Mas há também sub-planos espirituais, assim designados aqueles núcleos de vida em que preponderam Entidades em grau de relativo atraso espiritual, Entidades ainda presas à materialidade que deixaram neste plano físico que é a Terra, e que outra preocupação não alimentam que não seja a de aqui voltarem o mais depressa possível, para se emaranharem novamente nas teias de procedimentos culposos ou infelizes. Não alimentando, por conseguinte, outra idéia em seus corações, estas Entidades, pela aproximação em que vivem do ambiente terreno, conseguem insinuar-se junto a outros irmãos em quem descobrem afinidades vibratórias, e passam a assisti-los a todo momento com suas idéias malsãs, induzindo-os não raro à realização de empreendimentos que vêm a redundar em verdadeiros fracassos. Estas Entidades encontram nessa prática um tipo de diversão que lhes dá prazer, qualquer que venha a ser o resultado para a vítima que escolheram. Esta se vê muitas vezes arrastada pelas chamadas ruas da amargura, visada e desmoralizada perante a opinião de seus contemporâneos, podendo tratar-se entretanto, como freqüentemente sucede, de almas boas, simples e bem intencionadas, que apenas foram vítimas de sua falta de oração e vigilância.

E sabeis, acaso, como escolhem suas vítimas, as Entidades ima-teriais às quais me venho referindo? Escolhem-nas pelo conjunto vibratório que emitem em sua vida terrena. Se uma criatura humana preocupada exclusivamente com o objeto de sua grandeza terrena, da construção de uma fortuna, emite vibrações desta natureza sem a contrapartida da sua oração e vigilância, cuja vibração luminosa traduza o seu desejo honesto de proceder em harmonia com as leis divinas, aquela vibração puramente interesseira, material, atrai e se afina com outras do plano invisível e, reunidas, chegam à elaboração de planos de grandeza material que podem ser executados com êxito a princípio, mas que, faltando-lhes a indispensável base moral, ruem fragorosamente, com danos mais ou menos graves para a coletividade.

Se, entretanto, um encarnado irradia vibrações de progresso material para a sua vida presente, mas o faz sob a influência de vibrações emanadas de um coração bondoso, iluminado pela presença de Deus que ele cultiva diariamente com grande empenho, a soma dessas vibrações constitui um escudo poderoso contra a infiltração das idéias malsãs irradiadas pelas Entidades perturbadas, e apenas as boas idéias podem ocorrer para a realização ou prosseguimento de empreendimentos honestos. Este tipo de empreendimentos, que são aqueles que se submetem ao princípio moral de não intentarem locupletar-se da boa fé dos semelhantes, embora proporcionando resultados bem mais modestos que os de outro tipo, tornam-se mil vezes mais propícios à felicidade de seus empreendedores.

Há fortunas construídas rapidamente que também podem rapidamente eclipsar-se, como as há que foram construídas ao longo de anos e anos de labor honesto e paciente que perduram, resistindo heroicamente aos vendavais adversos que agitam de tempos em tempos os fundamentos da vida terrena. Teremos no primeiro caso aquela imagem do homem que construiu sua casa sobre a areia, e que as chuvas e o vento destruíram e carregaram. No segundo caso teremos a outra imagem, a do homem que construiu sua casa sobre a rocha e esta resistiu aos temporais porque possuía sólidos alicerces.

O mundo atual ainda necessita, e muito, da repetição destas duas imagens, para manter vivo na memória física o princípio de que só o bem constrói, edifica, e ilumina para sempre. O Bem se aplica aqui como no Alto a todo tipo de vida e deve presidir a todos os atos e empreendimentos do homem. Construir com o Bem significa meditar maduramente em tudo o que desejeis empreender em vossa presente existência, o que fareis bem frutiferamente se implantardes e conservar Deus no coração. Ele vos dirá em todos os momentos se aquilo que pretendeis é justo e se da semente que pretenderdes lançar vireis a colher frutos compensadores e saborosos.

Implantai e conservai, pois, Deus no coração, e tereis solucionado todos os vossos problemas da presente existência, preparando-vos para ascender brevemente, quando os tempos chegarem, a um daqueles planos iluminados onde a felicidade de seus habitantes não pode ser traduzida pela pobre linguagem terrena.

É o que sincera e empenhadamente vos recomenda, este vosso irmão mais velho e muito afeiçoado
MAQUIAVEL

Not. biogr. — Nicolau Maquiavel —1469-1527— Estadista famoso e grande historiador florentino. Nasceu em Florença, de família modesta, tendo sido educado pelo escritor Virgílio Adriano. Dotado de inteligência invulgar, Nicolau Maquiavel galgou com brilho todos os degraus do saber, assumindo aos 29 anos a chancelaria do Conselho dos Grandes de Florença, e pouco depois o alto cargo de Secretário de Estado, o qual desempenhou durante cerca de 15 anos. Nesse cargo Maquiavel ditava toda a correspondência pública e o registro das deliberações do poder executivo de Florença. Incumbia-se da redação dos tratados e das relações diplomáticas, funções que o tornaram um dos homens mais importantes da época. Viajava freqüentemente ao estrangeiro em missões diplomáticas, várias delas junto ao rei Luis XII da França, seu grande amigo. Seu empenho consistia em assegurar a independência dos florentinos, chegando a criar milícias nacionais com esse objetivo. A entrada dos Médicis novamente em Florença, porém, com a queda do governo, proscreveu Maquiavel, que se retirou para S. Cassiano, onde escreveu várias obras, sendo a mais importante “Opusculo dei principati” (Opúsculo dos governos) em 1515, obra que o público passou a chamar O PRÍNCIPE. 

Maquiavel escreveu ainda no exílio “Tratado da arte da guerra”, “Discursos sobre Tito Lívio”, em 1516, e “Histórias florentinas”, em 1525. O Papa Leão X promulgou uma anistia por ocasião de sua elevação, beneficiando Maquiavel, a quem encarregou de fazer reconstruir as fortificações da cidade, e tomando-o como conselheiro sobre várias reformas que pretendia realizar em Florença. Maquiavel, entretanto, desencarnava dentro em pouco, suspeitando-se ter sido envenenado pelos adversários. Maquiavel foi historiador poderoso que soube unir a erudição à profundeza, e a gravidade ao encanto e ao interesse das narrativas, sendo considerado um dos maiores escritores da Itália, segundo os seus biógrafos . Foi também estadista notável e grande patriota.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

XXXVII - FORMAÇÃO MORAL DA JUVENTUDE – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.



Os acontecimentos programados para este fim de século na Terra, e que devem estar em pleno desenvolvimento quando estas linhas estiverem circulando como parte de VIDA NOVA, são de natureza a modificar em boa parte numerosos pontos que há muito necessitam de ser modificados. O crescimento da população da Terra,  exige uma série de modificações na estrutura física do planeta, a fim de que seus campos de cultura adquiram condições de alimentar os vários milhões de bocas que estarão incorporadas à população humana que puder transpor este novo ciclo de vida terrena. As modificações planificadas abrangem numerosos setores da vida terrena, não constituindo mesmo nenhum erro dizer que tudo na Terra será modificado para melhor, em relação ao que existe atualmente neste plano físico de vida. Cuidados especiais, contudo, têm sido postos no que tange à vida das crianças, no sentido, particularmente, do que diz respeito aos cinco primeiros anos de vida, para evitar o que ainda se observa por toda à parte. Verifica-se um tão grande número de fracassos em relação ao nascimento de crianças, que é verdadeiramente de estarrecer. Sabendo-se, como sabemos no Alto, quais as dificuldades que se apresentam para o mergulho de um Espírito na carne a fim de cumprir tarefa de serviço ou de aprimoramento espiritual próprio, é de estarrecer, repito, a falta de um tratamento adequado nos lares em que esses Espíritos nascem, face à fragilidade natural do organismo físico e à ausência dos necessários cuidados com que ainda se defrontam. Impõe-se, por isto, um decidido avanço na medicina terrena em relação à técnica da pediatria, para evitar o elevado número de desencarnações nos primeiros cinco anos de vida terrena, de Espíritos que em certos casos aguardaram várias dezenas de anos a sua oportunidade. A formação de novos médicos pediatras já em pleno desenvolvimento, deverá preencher a lacuna existente, e bem assim a aplicação ao caso de meios e processos muito mais eficientes do que os atualmente usados.

Sendo a reencarnação de um Espírito um dos atos mais importantes em sua vida infinita, foi o assunto largamente estudado no Alto por verdadeiros especialistas na matéria, tendo-se em vista a necessidade de preservar a vida de todas as crianças nascidas na Terra, cercando-as de cuidados especiais ao seu desenvolvimento, de maneira a reduzir a mais ínfima a percentagem dos insucessos.

Vossas estatísticas a respeito atestam por toda à parte a carência de algo que está sendo implantado na Terra já nos dias que correm. Numerosas das crianças que alegram os lares terrenos são Espíritos vindos ao mundo no desempenho dessa e de outras tarefas igualmente importantes em relação ao progresso dos vários setores da vida terrena. Cuidai delas com carinho, todos vós que merecestes do Senhor a graça de as receberdes como filhos; procurai auscultar sua verdadeira tendência, vocação ou aptidões, usando a faculdade que Nosso Senhor vos concedeu neste sentido. Evitai de toda maneira aplicar castigos físicos às vossas crianças, cujas faltas ou desobediências serão devidas mais à inconsciência dos atos que praticam do que ao propósito de desobedecerem. Todas as crianças que se encontram na Terra em todas as regiões do planeta, são Espíritos já bastante evoluídos que aceitaram ou pediram mais este mergulho na carne com a finalidade de se empenharem ao máximo no serviço divino, destinado ao aprimoramento das condições gerais da vida neste mundo em que também sois hóspedes. Um conselho aqui eu vos darei a todos vós que tendes crianças nos vossos lares, assim como àqueles que virão a tê-las no futuro. Este conselho é no sentido de as encarardes com o pensamento de que elas sejam, no seu pequeno desenvolvimento físico, Espíritos de maior ou menor envergadura que ainda se ocultam por detrás de seus rostinhos mimosos, mas que vos espreitam, ouvem e compreendem em seu patrimônio multimilenar. Tudo quanto lhes disserdes ou fizerdes, elas o aceitam igualmente, e se imprime no seu subconsciente, passando então a contribuir para o êxito ou fracasso de sua presente encarnação. Devem os pais, por conseguinte, ter sempre presente à circunstância de que a criança de tenra idade não pode formular raciocínios seguros acerca do que lhes disserdes ou fizerdes, porém isso se imprime automaticamente no subconsciente, para despertar mais tarde em sua memória.

Se, como infelizmente ainda constatamos em grande número de lares menos abastados, as crianças são por vezes admoestadas ou repelidas em suas travessuras de maneira absolutamente imprópria e por isso condenável, quantas vezes até aos gritos, essas crianças podem adquirir complexos tais de inferioridade, capazes de aniquilar de futuro as suas iniciativas construtivas. O mau hábito seguido por não pequeno número de mães especialmente, de admoestar os filhos com palavras de sentido depressivo, pelo fato delas, as mães, se encontrarem no momento irritado ou esgotado física ou moralmente, pode constituir um mal inimaginável a essa criança no decorrer de sua existência, uma espécie de peso morto que a mesma é forçada a conduzir, para seu demérito nessa nova vida. Tende muito cuidado, pois, com as palavras com que admoestardes as vossas crianças, porque podereis por esse meio contribuir para o seu fracasso.

O meu conselho é, então, no sentido de que procureis conversar com elas como se o fizésseis com pequenos alunos aos quais desejásseis ajudar a vencerem na vida. Conversando com elas, e encaminhando o assunto para o objetivo da falta cometida, fazendo-o com o pensamento voltado para o Senhor Jesus que vos observa do Alto, eu vos asseguro que tereis nesse momento a inspiração e assistência dos seus mensageiros para que vossas palavras mansas, pacíficas, calem fundo no subconsciente dos vossos filhos ou alunos. O Senhor vos recompensará generosamente a paciência, o carinho e atenção que dedicardes às crianças, como se a Ele próprio o fizésseis. Tende presente este conselho em vossas mentes, todos vós que lidardes com crianças, sabendo que elas irão reproduzir futuramente as palavras e os gestos que de vós receberam.

Em seguida desejo abordar outro assunto que a convite de Nosso Amado Jesus eu preparei para encerrar o capítulo que me coube redigir neste importante trabalho mediúnico. Desejo abordar o assunto relacionado com a educação moral da juventude, na parte que cumpre aos pais realizar. Da educação moral proporcionada no lar à juventude irá depender todo o êxito da criatura em sua nova existência. É necessário por isto, que os responsáveis pela juventude se encontrem em condições morais impecáveis, seja no lar ou no trabalho, para que seus conselhos e exemplos tenham força bastante para formar o caráter moral dos filhos ou agregados. Um jovem criado sob a influência de uma moral correta como norma em seu lar, e recebendo dos pais ou responsáveis ensinamentos capazes de contribuir decisivamente para a sua formação moral, esse jovem está devidamente preparado para enfrentar quaisquer vicissitudes que possam surgir em seu caminho, mas que serão por ele vencidas, graças à sua perfeita formação moral. Uma formação moral perfeita, adquirida na tradição e fortalecida pela observação do jovem através dos fatos ocorridos ao longo de sua trajetória, constitui o escudo mais poderoso contra a maldade do mundo, e também o grande fator da vitória contra a adversidade.

Se prestardes atenção ao que em vosso mundo se passa, e mais particularmente em vosso próprio meio, havereis de constatar que os indivíduos sobre os quais a voz pública chega a manifestar-se de maneira surpreendente, sensacional ou desprimorosa, indivíduos não raro ocupando posições de relevo que se desmoronaram, esses indivíduos se descuraram total ou parcialmente do princípio moral e enveredaram por caminhos perigosos. E como todos os caminhos perigosos conduzem, em regra, ao fracasso daqueles que os seguem, preferível é evitá-los de toda a maneira, o que se torna sempre possível quando se possui uma perfeita formação moral.

Analisemos mesmo sucintamente o que poderá levar o homem a seguir caminhos perigosos em sua vida. Comecemos esta análise pela forma eliminatória, para chegarmos à melhor conclusão. Não envereda por caminho perigoso aquele cuja moral lhe ensinou que tudo quanto desejarmos nos seja concedido com a aquiescência da Misericórdia Divina, por ser justo e razoável o que pretendemos. Procedem assim o comerciante e o industrial que estabelecem margens honestas de lucro sobre os artigos de seu comércio. Assim procedendo, estes irmãos estabeleceram uma retribuição justa e razoável pelo seu trabalho, harmonizando-se inteiramente com a mais perfeita moral. Não envereda igualmente por caminho perigoso, o profissional liberal que presta serviço técnico eficiente aos seus irmãos encarnados, mediante uma retribuição justa e razoável, que em sã consciência ele considera suficiente para viver com os seus e se manter na profissão. Essa remuneração, em tal caso, obedece à condição de moral perfeita, em vez de extorquir do semelhante uma retribuição que importaria para o mesmo num sacrifício. Uma retribuição justa, honesta, tem a virtude de impulsionar a fortuna e prosperidade do profissional que assim procede, exatamente porque, obedecendo à condição moral, recebe a aprovação e as bênçãos divinas. Não envereda igualmente por caminho perigoso o trabalhador que presta serviços limpos, honestos, em troca do salário com que se mantém e aos seus. Para que o trabalhador logre alcançar continuamente melhor retribuição pelo seu trabalho, deve munir-se de toda a sua capacidade de operar animado da melhor boa vontade para com aqueles que lhe pagam o salário, no que estará agindo com a mais perfeita moral O trabalho prestado em tais condições recebe as bênçãos divinas que o fazem desenvolver-se e prosperar. A paga assim recebida igualmente se desenvolve e prospera, promovendo esse trabalhador a situações e postos quantas vezes inesperadas. Ora bem; quais serão então os seres humanos que enveredam pelos caminhos perigosos? — perguntareis vós. São todos os encarnados que, julgando-se provavelmente mais hábeis ou mais inteligentes que os demais, armam situações aparentemente lucrativas, às quais, entretanto, faltam alicerces de perfeita moral. Situações em que o homem tido como hábil ou inteligente, vislumbre unicamente o lucro pessoal mediante certo procedimento duvidoso ou falho de base moral, que a seu ver deva produzir lucro apreciável; esse irmão encarnado estará apenas vivendo sob um teto mal seguro porque sujeito a desabar face a um temporal mais forte, e um dia efetivamente cairá sobre ele. A linguagem é figurada mas todos a compreendeis. Ela aplica-se a toda espécie de aventuras que surgem freqüentemente nos grandes centros de negócios, e, se conseguem viver e prosperar seus autores certo período de tempo, um dia sua estrutura se desgasta pela ação corrosiva da própria aventura e o teto desaba fragorosamente sobre os seus autores ou construtores.Aí tendes figurada a imagem dos caminhos perigosos a serem evitados por quantos aspiram viver vida tranqüila, material e espiritualmente, possuidores que são de convicções de perfeita moral. Mesmo na hipótese em que, por caminhos perigosos chegue alguém a construir fortuna apreciável de bens terrenos, seu reflexo no mundo espiritual é inteiramente desfavorável àquele que a construiu, em vista da precariedade de sua construção, quantas vezes até com grave prejuízo para os seus semelhantes. Disto se conclui, portanto, que um único caminho se abrirá à frente de quantos se encontram na Terra, caminho que os conduzirá à realização mais perfeita dos objetivos que cercaram sua existência presente: é o caminho em cuja construção preponderaram os sãos princípios da moral, do bem e da fraternidade humana. Fora deste caminho tudo não passará de mera ilusão; e como ilusão conduzirá seus adeptos por fim à própria desilusão, com o conseqüente arrependimento que nunca falta.

Encerro aqui minha tarefa, queridos irmãos terrenos, com os votos que faço ao Senhor Jesus pela felicidade de todos vós, e que vos afasteis dos caminhos perigosos. Apelai para Jesus quando vos sentirdes tentados a enveredar por esses caminhos, certos de que o Senhor vos conduzirá àquele que realmente vos convém. Recebei, pois, os votos que pela vossa felicidade aqui vos deixa o Espírito de RAMATÍS

Not. biogr. — Ramatís — Não se conhecem dados biográficos acerca deste Grande Espírito, por serem desconhecidos também os nomes com os quais viveu suas últimas encarnaçoes. Os dados que se seguem foram extraídos, d. v., do livro “A Vida no Planeta Marte e os Discos Voadores”, pág. 12. edição de 1955, segundo o seu médium Dr. Hercílio Maes, de Curitiba, Paraná. São os seguintes: “Ramatis informa que sua última encarnação na Terra foi no século X, tendo seu trespasse ocorrido no ano 993, na Indochina, após ter fundado e dirigido um Templo iniciático, que era frequentado por dezenas de discípulos.
“Em trabalho íntimo Ramatis já nos assinalou vários de seus antigos discípulos reencarnados no Brasil, os quais, efetivamente, estão cooperando com entusiasmo nas tarefas daqueles que o conheceram na Indochina, na Índia, no Egito ou na Grécia, e os mais afins com ele viveram, na Atlântida e Lemuria. Não temos autorização para maiores informações a seu respeito, mesmo porque ele as considera inoportunas. Em reuniões privativas, temos sabido que Ramatís vem operando, no plano astral, há muito tempo; pois conhecendo o trabalho sideral da humanidade terrena, ele se esforça para cooperar na sua evolução.
“O triângulo com a cruz que lhe pende sobre o peito é a sua insígnia de integrante da Fraternidade da Cruz e do Triângulo, ordem desconhecida para nós. Por vezes, menciona os inúmeros iniciados que passaram pelo nosso mundo pregando a Verdade em todas as latitudes do nosso orbe e acentua que Jesus de Nazareth foi o mais fiel intérprete da Mente Divina.” 

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

XXXVI - FERVOROSO APELO AOS PAIS – Livro: Vida Nova – ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.



O Senhor do mundo terreno, designado para esse espinhoso posto de serviço à humanidade pela Misericórdia Divina, emanada do Criador e Animador do Universo, está dando começo à execução de um plano de obras neste edifício terreno, a fim de proceder a uma espécie de reconstrução do que se tornou obsoleto. Mas não apenas para renovar o que se tomou obsoleto se destina o plano já em começo de execução. Há necessidade de preparar o planeta para receber em seu solo um número de habitantes bem maior do que o atual, e para isso necessário se tomou reformar sua estrutura física, por meio de processos que escapam inteiramente à capacidade de seus habitantes.

Já foi dito em capítulos anteriores que o problema alimentação é fundamental como parte do plano elaborado para a Terra, e realmente o é, considerando-se a produção atual de alimentos em toda a superfície terrena. Mas não é apenas a este problema que as obras em começo de execução visam atender. O problema alimentação está estreitamente relacionado com vários outros igualmente muito importantes, todos especificados no plano elaborado no Alto para este fim de século.

O que diz respeito, por exemplo, ao desenvolvimento mental e cultural dos homens e mulheres do futuro, foi meticulosamente estudado, para que os Espíritos em vias de reencarnar já possam encontrar na Terra as condições indispensáveis ao cumprimento de suas tarefas. Considerando-se a necessidade existente, de que, cada ser humano dos anos próximos possua condições mentais, morais e culturais de um verdadeiro apóstolo do bem, e não se desvie desse caminho, como está acontecendo nos dias que correm a numerosos jovens que decepcionam pais e Protetores espirituais com seus lamentáveis desvios — considerando-se essa necessidade, operar-se-á em todas as regiões da Terra uma série de modificações que possibilitem tal objetivo.

O ensino escolar que vem sendo ministrado aos jovens atualmente e desde séculos, peca pela falta do elemento indispensável da fé num Poder Superior ao qual o jovem saiba convictamente estar ligado, e de cuja fonte lhe advirão todos os sucessos que vier a alcançar em sua vida terrena. Este ensinamento, contudo, não deverá ser ministrado por meio de um cansativo exercício mental para decorar fórmulas religiosas, porque dessa prática muito pouco restará impresso no subconsciente dos jovens, precisamente porque o ensino lhes fora ministrado compulsoriamente.

O que acontece em virtude de semelhante prática é o que se verifica nos dias presentes, em que os alunos, após vencerem o currículo escolar, manuseando todos os tratados em que não existem alusões à fé como a maior necessidade do Espírito, alcançam o último grau da escala universitária cercados apenas de convicções materialistas. Chamarei a este tipo de ensino presentemente ministrado aos jovens, um ensino sem Deus; e de um ensino sem Deus só podem resultar idéias materialistas, inteiramente contrárias àquelas de que foram portadores os Espíritos enviados ao solo terreno.

Temos verificado no Alto muito freqüentemente, Espíritos que foram médicos se surpreenderem ao constatarem que ali continuam a viver sem o corpo físico que deixaram na Terra, quando, dizem eles, tendo pesquisado cientificamente a respeito da existência de algo mais além do corpo de seus pacientes, nada lograram constatar além da matéria. E como essa pesquisa negativa lhes tenha alimentado a convicção trazida dos bancos escolares, onde não se falava de Espírito nem de Alma a animarem os corpos humanos, esses médicos transpuseram as fronteiras do Além para aí receberem com a maior das surpresas a prova de sua própria existência terrena animando o corpo por várias dezenas de anos.

Outra tivesse sido a modalidade do ensino recebido desde o início, modalidade na qual se lhes ensinasse que o corpo por si só não tem vida, uma vez que esta pertence inteiramente ao Espírito, e mais: que a temperatura de um corpo humano é o reflexo da chama que arde no seu interior, ou seja a luz espiritual da alma que o construiu e habita, — se tal modalidade de ensino houvessem recebido esses irmãos que assim se surpreendem ao se sentirem no mundo espiritual tão vivos como quando se encontravam na Terra, decerto aí teriam alcançado mais alto grau de progresso espiritual em face desse conhecimento básico da fé.

Por esta razão é que as modificações a serem realizadas no planeta em que vos encontrais atualmente, não envolvem apenas a estrutura física. É necessário implantar condições capazes de proporcionar aos Espíritos que se preparam para reencarnar, todos os elementos de progresso para si mesmos e para o próprio planeta. Este detalhe está sendo executado desde o plano espiritual junto aos Espíritos que se preparam para descer a Terra, onde ajudarão a construir o que necessário for a este objetivo, do qual deverá resultar para todos os jovens um interesse novo, palpitante, pelas coisas de Deus, mantendo seus Espíritos em permanente contato com os Protetores invisíveis para sua maior felicidade na Terra.

Isto que eu aqui vos anuncio muito sucintamente, representa boa parte dos planos elaborados no Alto. Nele se empenham numerosas Entidades grandemente evoluídas, algumas das quais estagiaram em planetas mais adiantados a fim de observarem os processos adotados em cada um deles. Do estudo e observações realizadas durante alguns séculos por delegação do Senhor Jesus, essas Entidades elaboraram os planos a serem aplicados no vosso planeta, no que as circunstâncias permitirem realizar. Estes planos encontram-se desde muito concluídos e serão realizados a partir de agora, como preparação das modificações a serem implantadas no solo terreno.

Do Alto temos observado com bastante pesar para os nossos Espíritos, o que vem sucedendo a uma parcela da juventude atual, entre a qual se incluem Espíritos bastante evoluídos que vieram a Terra com a missão de realizarem coisas notáveis, mas que, à nossa observação parecem tê-las olvidado completamente, em face dos desregramentos em que tomam parte juntamente com elementos ainda perturbados. Desse encaminhamento só poderá resultar o fracasso de mais uma encarnação, com grave prejuízo para si e para a coletividade que pretendiam beneficiar com suas idéias e realizações.

Cabe aqui então, com o objetivo de salvar esses jovens enquanto existem possibilidades para isso, cabe aqui um fervoroso apelo a todos os pais no sentido de procurarem reconduzi-los ao caminho que vieram trilhar, o único que poderá levá-los a realização de sua missão na Terra. Este apelo é no sentido de que os pais, cujos filhos estejam enquadrados no que venho de expor, se disponham a orar por eles a Jesus, fazendo-o diariamente ao deitar, reunido o casal num só pensamento de ajuda e proteção, para que os jovens possam resistir às insinuações maléficas e se fortaleçam moralmente no sentido de suas missões. A concentração mental dos pais num pedido a Jesus em favor dos filhos que escolheram o seu lar para mais uma existência terrena, terá o efeito de um valioso impulso moral em favor daqueles filhos porventura desviados e também de impedir que se desviem do caminho do bem. Devo acrescentar aqui que uma bela recompensa aguarda no Alto os pais que na Terra assim se preocuparem com o encaminhamento dos filhos. Porque, nunca será demasiado repeti-lo, um casal de filhos de Deus que recebe em seu lar outros filhos de Deus para criar e encaminhar na vida terrena, está desempenhando uma tarefa das mais nobres e dignificantes que a Divina Providência costuma conceder àqueles nos quais confia. E da maneira pela qual se desempenharem dessa tarefa, resultarão as mais largas messes de luzes e bênçãos para seus Espíritos.

Em seguida referir-me-ei a outro detalhe das modificações a serem implantadas no solo terreno em face dos planos elaborados no Alto. Quero ocupar-me do que se refere ao campo religioso da Terra, presentemente tão dividido e subdividido, muito se parecendo — permiti-me à comparação — a uma verdadeira colcha de retalhos. As eras primitivas legaram às gerações que as sucederam um grande número de crenças e superstições que muito se ampliaram com o perpassar dos milênios, chegando-se ao estado atual da colcha de retalhos como espelho a refletir o número incontável de religiões e crenças por todo o orbe. Esse espetáculo deverá modificar-se gradualmente a partir de agora, no sentido de que, partindo os Espíritos do mesmo plano espiritual, aqui se irmanem também no mesmo pensamento religioso, sem as diferenças que hoje se verificam. Para a consecução deste objetivo, muito deverá contribuir o fato de se estar desenvolvendo por toda a parte o ascendente mediúnico em todas as criaturas humanas, do que resultará em todas elas a convicção de que a idéia espiritualista se impõe como a melhor forma de crença religiosa, se tomarmos a religião no seu verdadeiro sentido de ligação entre os dois planos, físico e espiritual, e portanto Religação. Com o desenvolvimento do ascendente mediúnico em todos os seres humanos do futuro próximo, terá cada um de experiência própria a convicção de que lhe será facultado receber diretamente de seus mentores espirituais as instruções de que possa necessitar, assim como terá ao seu alcance todas as possibilidades de se comunicar com os entes queridos que permanecerem no plano espiritual. Este fato terá, por conseguinte, o mérito de situar cada alma encarnada em seu devido lugar, recebendo diretamente do Alto quaisquer respostas às suas indagações filosóficas.

Com isto não pretendo dizer-vos que cessarão na Terra as instituições religiosas atuais, sobretudo aquelas que prestam real serviço moral e espiritual aos seus adeptos. Absolutamente. O que deverá suceder será, antes, processar-se uma seleção automática entre as mais úteis pela eficiência de seus ensinamentos, segundo o agrado de cada um. Haverá aí uma tendência para o entendimento e a fraternidade entre os seres humanos, em face do reconhecimento da grande verdade que sendo Deus um só, e Nosso Senhor Jesus o Governador da humanidade terrena, melhor será colocarem-se todos sob a égide de Jesus, Mestre e Senhor de todos nós, seus discípulos e guiados.

Os majestosos templos religiosos existentes na Terra, atestando em suas linhas históricas o reflexo da crença que lhes deu causa, deixarão de constituir-se departamentos estanques de determinada crença, para se transformarem em verdadeiros centros de irradiação espiritual de todas as raças presentes na Terra. Em determinados dias da semana ou do mês, tereis a ventura de presenciar a manifestação de Entidades espirituais que por ordem superior se apresentarão em forma visível nesses templos, e aí proporcionarão aos ouvintes os mais belos ensinamentos e conselhos espirituais para a edificação dos Espíritos presentes.

Deixarão de existir então católicos, evangélicos, israelitas, muçulmanos, budistas, e outros e outros, para se harmonizarem todos sob o luminoso facho do Espiritismo, como a verdadeira, autêntica religião dos Espíritos de passagem pela Terra.

Deixo nas linhas que venho de redigir a convite do meu amado Mestre e Senhor Jesus, matéria para as vossas meditações diárias, certos de que, tanto no que redigido fica como no que ficou nas entrelinhas, existe apenas o esboço do plano gigantesco porque imensurável, das modificações em princípios de execução no vosso jovem planeta. Vosso pensamento colherá muito maior número de informações e detalhes, se vos dispuserdes a meditar a sério no que se encontra em vias de implantação na Terra.

Com isto vos saúda mui cordial e fraternalmente aquele que passou pelo solo terreno numa de suas numerosas encarnações com o nome de
MAOMÉ

Not. biogr. — Maomé — 571-632 — (Em árabe Mohammed “o louvado”) — Fundador do Islamismo, a religião muçulmana. Nasceu em Meca, cidade da Arábia Ocidental, capital religiosa do mundo muçulmano, no ano 571 e desencarnou em Medina em junho de 632. Era filho de Abd-Allah, comerciante, e de sua mulher Amina. O pai de Maomé desencarnou pouco antes do nascimento do filho, e a mãe desencarnou pouco depois, sendo Maomé criado pelo avô paterno, Ab-el-Mottaleb. Desencarnado também o avô quando Maomé contava apenas doze anos, tomou conta dele seu tio AbuTaleb, comerciante viajante, levando-o em suas viagens pela Síria.

Despontavam por essa altura as idéias religiosas do futuro Profeta, tendo o tio consentido em sua permanência de algumas semanas na ermida de um monge cristão de nome Bahira, onde o pequeno Maomé aprendeu as primeiras noções do Cristianismo. Aos vinte e cinco anos casou-se com uma viúva rica de Meca, de nome Khadidja, quinze anos mais velha, cujos negócios Maomé passou a dirigir. Nasceram desse casamento oito filhos, quatro rapazes que morreram na infância, e quatro moças.

Profundamente preocupado com os assuntos religiosos, Maomé tentava restaurar na Arábia o culto monoteísta que os árabes supunham ser a religião de Abraão, quando, aos quarenta anos, apareceu-lhe o anjo Gabriel numa caverna onde costumava retirar-se para meditar. O anjo anunciou-lhe a sua missão. Maomé teve uma grande alegria, aumentada esta ao ver a sua missão logo aceita também por sua mulher e por alguns amigos, aos quais deu o nome de “muslin” — que confia em Deus, cujo plural passou a ser “muçulmano”.


Dedicado à conversão dos árabes ao monoteísmo, teve Maomé de sustentar acirrados debates em face da crença generalizada no politeísmo idólatra, sendo por isso muito raras as conversões. A partir do ano 621 teve Maomé de se engajar em guerras seguidas, tendo numa delas sido obrigado a abandonar Meca para se refugiar em Medina, onde foi recebido festivamente pela população. Mas as lutas continuaram até que no ano 630 o Profeta apoderou-se de Meca e destruiu-lhe os ídolos. Já havia conquistado o Egito, o império grego e a Pérsia. Maomé desencarnou aos 61 anos de idade, vitimado por febre violenta contraída quando regressava de uma peregrinação a Meca. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

XXXV - A FORTUNA IMPERECÍVEL - Livro: Vida Nova – Ditado pelas “Forças do Bem”, psicografada por Diamantino Coelho Fernandes.



Os povos que compõem a humanidade atual da Terra, diferenciados apenas pelas condições geográficas e mesológicas que os separam, são em verdade Espíritos oriundos do mesmo plano espiritual, e por isso possuidores do mesmo grau evolutivo alcançado através de encarnações anteriores, neste mesmo plano de vida. A única diferença que entre estes povos se assinala, consiste no seu grau de religiosidade, isto é, no maior ou menor sentimento de amor para com o semelhante. Nisto apenas consiste a diferenciação existente entre os atuais habitantes da Terra.

Sucede entretanto, que a diferença apontada não pode constituir nenhuma barreira ao estabelecimento de um verdadeiro espírito de fraternidade entre os filhos das várias regiões do globo terrestre, para que todos se irmanem no mesmo pensamento de devoção ao Governador da Terra, que por delegação multimilenar do Pai Celestial é Nosso Senhor Jesus, aqui nascido pela última vez na povoação de Nazareth, com o objetivo, já naquela época longínqua, de estabelecer a desejada união de pensamento nesse espírito de fraternidade.

Sabem os homens deste século o que então sucedeu ao filho de Maria de Nazareth, em resposta dos homens de então à pregação de Jesus pela harmonia de todos no mesmo sentido religioso, quando se esforçava em os convencer de que todos os homens são irmãos, por serem filhos do mesmo pai, o Pai Celestial. Seu esforço de então custou ao Senhor o sacrifício que persiste na memória de todos, não sendo necessário descrevê-lo aqui. E sabeis acaso, vós todos que tiverdes a ventura de manusear estas páginas, quem eram os homens e as mulheres que viviam na Terra à época em que Jesus desceu ao planeta para tomar um corpo de carne, com o fim de pregar a sábia doutrina da compreensão e da fraternidade? Eu vos elucidarei a respeito, dizendo-vos com perfeito conhecimento de causa que, com algumas exceções, são todos os Espíritos que na Terra se encontram presentemente em seu último ano do curso terreno, devendo em breve prestar exame final acerca do que vieram aprender neste plano de vida. Digo-vos que vos falo com conhecimento de causa porque assim é realmente, uma vez que eu próprio me inscrevia entre a humanidade de então, e tenho acompanhado bem de perto quanto até agora se registrou em relação a todos os seus elementos. Tendo tido uma ação de certo relevo na História do Cristianismo, por tê-lo aceito e pregado em circunstâncias as mais difíceis que imaginar se possa, a ponto de ter sofrido a amputação de minha cabeça como a melhor maneira que se encontrou de impedir a continuação do meu apostolado, eu venho hoje declarar de todo o coração aos homens e mulheres, que de tal sacrifício resultou a maior iluminação do meu Espírito. Apenas decepada a minha cabeça nos arredores da grande capital da Itália, senti-me instantaneamente aconchegado em macio leito de arminho, no qual fui conduzido ao plano espiritual a que meu sacrifício fazia jus. Desejo então relatar a todos os leitores deste livro, o que faço pela vez primeira, que vale a pena dedicar-se alguém ao serviço do Senhor na difusão de sua encantadora doutrina de amor ao próximo, ainda que na prévia certeza de receber dos homens como recompensa, o encarceramento por mais longo e doloroso, e até mesmo a pena que me foi imposta naquela fase tão distante de minha vida. Ajuntarei ainda, para maior esclarecimento dos leitores, que tendo vivido na Terra inúmeras encarnações anteriores, várias delas em condições bastante difíceis, foi aquela em que me dediquei para sempre ao serviço de Jesus, a em que comecei realmente a viver.

Meu coração enchia-se até então, dos sentimentos peculiares ainda hoje a muitos dos viventes humanos, abrangendo apenas o que se relaciona com a vida puramente terrena, na qual preponderam os interesses materiais, de grandeza e domínio sobre o semelhante, com lamentável desprezo pelos interesses espirituais, objeto e causa da vinda de cada um ao solo terreno. Numerosas encarnações vividas por mim até então, resultaram praticamente nulas para o meu Espírito, afeito como a grande maioria, à preocupação que a todos domina, apenas nascidos e desenvolvidos no ambiente materialista deste mundo terreno. Até que, usando eu da cultura material então adquirida, e desejoso de a demonstrar perante os meus contemporâneos, lancei-me à campanha de combate à doutrina de que fora portadora a maior figura humana de todos os milênios — Jesus de Nazareth — apresentando como argumento o fato de que um homem aparentemente despreparado como se apresentava o jovem carpinteiro de Nazareth, não teria autoridade para pregar uma doutrina que se baseava na humildade, no amor e na fé, quando as mais altas classes sociais da época rendiam sua mais destacada homenagem à cultura e à riqueza dos homens de então. Claro está que a pregação de Jesus tinha de suscitar a desaprovação, a revolta e o ódio dos potentados, como de fato sucedeu, a cuja campanha meu pobre Espírito se lançou com desenvoltura e denodo. Sobreveio, porém, para início de minha felicidade, aquele episódio inesquecível ocorrido na estrada de Damasco, episódio que todos conheceis, do qual resultou acender-se em meu Espírito a luz que fez de mim um dos mais intrépidos seguidores de Jesus, e desde então me haver dedicado pelos séculos em fora ao seu serviço.

Do que aí fica em relato sucinto, eu pretendo convencer a quantos na Terra se encontram na hora presente, que nenhum interesse puramente terreno, seja ele qual for, o de ascender aos mais altos postos de mando em seu ambiente ou região, seja o de acumular fortuna de bens perecíveis, seja enfim qual seja, nenhum interesse dessa espécie sobrepuja o verdadeiro interesse do Espírito, que é a sua maior iluminação, e esta só se consegue por meio da vivência de uma existência equilibrada entre o dever material da obtenção dos meios honestos da manutenção do corpo e a emissão de pensamentos sãos, elevados, em favor da paz e bem-estar dos semelhantes. A ninguém é concedida no mundo espiritual qualquer honraria pela aquisição que haja conseguido na Terra, dos mais altos padrões de cultura, se essa aquisição não tiver podido beneficiar a comunidade.

Nunca será demasiado insistir na grande verdade de que, sendo a humanidade constituída por um número ilimitado de indivíduos, cujo dever consiste, ou deveria consistir, em promover cada um em sua esfera o progresso da coletividade — não reconhecem as leis divinas qualquer mérito na preocupação daqueles que se empenham exclusivamente no próprio benefício. Daí a aplicação constante que todos vemos dos dispositivos da Lei de Causa e Efeito, conduzindo aqueles que apenas se preocupam consigo mesmos e se tornaram ricos, poderosos, numa encarnação, a situação contrária numa próxima existência, quantas vezes até carecente do indispensável à sua subsistência. Isto sucede tão freqüentemente e a tão grande número de almas, que verdadeiramente nos constrange, a quantos contemplamos do Alto o vosso panorama atual.

Chegou, porém, uma fase por todos os motivos ímpar na vida deste planeta, cujo transcurso impõe uma completa modificação na vida de quantos seres humanos aqui desfrutam atualmente uma nova encarnação. É que a semente lançada pelo Senhor há perto de dois milênios encontra-se em plena floração, e seus frutos devem ser colhidos. A semente lançada pelo Senhor com o enorme sacrifício que conheceis, por serdes vós todos, habitantes da Terra nos dias que passam, aqueles mesmos que subestimaram a pregação do puro e são Cristianismo, e que, mais de dois mil anos após, deveis encontrar-vos perfeitamente cientes e conscientes dos vossos deveres espirituais.

Está finda, por isto mesmo, a fase de aprendizado de que todos necessitáveis, e vos foi concedida ao longo destes mais de dois mil anos de idas e vindas a este plano de vida. E como a própria escola em que vos encontrais matriculados, necessita de reparos que a tornem capaz de abrigar novos alunos de mais adiantado curso, isto é, uma escola que vai passar deste grau de ensino primário que cursais à categoria de pré-universitária - está na dependência do vosso próprio juízo preparar-vos para ingressardes em novo curso, em companhia de quase todos os Grandes Espíritos que passaram pela Terra e aqui voltarão com a missão de promoverem o aparecimento de novos progressos à vivência humana, ou, se isto preferirdes, engajar-vos nas levas de almas que devem imigrar a planos-escolas inferiores.

Lamentável seria, meus amigos terrenos, se a última hipótese viesse a prevalecer para um ou dois que fosse, dos Espíritos atualmente encarnados, por qualquer motivo, em vez de se prepararem todos para ascender à luminosa categoria de universitários do amor e da fraternidade, juntamente com as almas que se preparam para reencarnar para a vida terrena. Estou bem certo de que não será preciso que aquele episódio que passou à história com a designação de Estrada de Damasco se repita em muitos ou alguns de vós, para que vos dediqueis também, e com todas as vossas forças morais, ao Nosso Divino Jesus que vos espera, confiante em vossa dedicação. Convencei-vos pois, de que da Terra apenas levamos as ternas e luminosas vibrações do nosso amor aos nossos irmãos encarnados, amando-os, ajudando-os e servindo-os em nome de Jesus, como se o fizéssemos aos próprios irmãos consangüíneos. Procedendo e agindo neste sentido, tendo em vista contribuir para que os mais necessitados possam amenizar dificuldades, mas fazendo-o com verdadeiro sentimento de fraternidade, estareis contribuindo em verdade para o vosso engrandecimento espiritual. Dizendo engrandecimento espiritual, desejo significar o aumento da luminosidade de cada um, cujo valor no mundo espiritual proporciona vantagens mil vezes superiores àquelas que a posse da mais vultosa moeda terrena pode proporcionar aos seus possuidores. E a diferença consiste em que a moeda terrena se desgasta pelo dispêndio ou se extingue no desperdício, enquanto que a luminosidade do Espírito representa fortuna imperecível que só tende a se ampliar, ampliando-se com ela a própria felicidade do Espírito. Vindo ao vosso plano redigir também um capítulo deste livro, o que faço desvanecido com o convite com que me distinguiu a imensa bondade de Jesus para comigo, procurei oferecer-vos um assunto absolutamente útil a todos os meus amigos terrenos, mediante cujo estudo encontrareis no que aí fica toda a sinceridade de quem muito vos ama e de longa data, desde quando palmilhamos juntos os mesmos caminhos terrenos do início do Cristianismo A iluminação que então consegui para o meu Espírito permitiu-me apreciar de um ângulo diferente daquele que então conhecia, a finalidade e a razão de se encontrarem ao mesmo tempo palmilhando idênticos caminhos, criaturas ricas, afortunadas, orgulhosas mas quantas vezes infelizes, e almas simples, humildes e afáveis, cuja aproximação e convívio tanto apreciamos. Reflete-se no campo mental dessas criaturas, tanto das orgulhosas como das simples e humildes o grau de sua iluminação espiritual: As primeiras restaram um caminho assaz longo a percorrer, ao longo do qual as urzes e os acidentes terão de retirar a camada espessa que as impede de refletir a luminosidade do diamante que possuem; enquanto as últimas, já inteiramente livres dessa camada espessa, conseguem transmitir aos outros os belos reflexos de sua luminosidade. Analisai-vos então, meus amigos terrenos, e deduzi vós mesmos qual a classe a que ora pertenceis.

Aqui me despeço de vós com grande saudade deste pequeno convívio, mas prometo estar convosco a qualquer momento em que me chameis. Deixo-vos a segurança de que no plano em que vivo, atenderei prontamente a quanto esteja ao meu alcance em vosso favor. Disponde, pois, queridos amigos terrenos, deste irmão que conheceis com o nome de PAULO DE TARSO


Not. biogr. — Paulo de Tarso — 24-66 — O Apóstolo dos Gentios, como foi cognominado em face do seu trabalho imenso na pregação do Cristianismo, após a sua conversão na estrada de Damasco, onde Jesus lhe apareceu em Espírito, nasceu em Tarso, Cecília, no ano 24 e desencarnou em Roma em 66. Naquela época, ainda com o nome de Saulo, ocupava um elevado cargo no sinédrio em Jerusalém, tendo sido incumbido de comandar a perseguição aos adeptos de Jesus de Nazaré em toda a Síria. Foi quando se dirigia a Damasco, cidade onde viviam muitos cristãos, que o Senhor lhe apareceu e lhe perguntou: “Saulo, Saulo, por que me persegues tu?” Saulo, caindo da montaria, levantou-se ferido de cegueira, mas iluminado interiormente pela Luz Divina. Jesus apareceu em seguida a Ananias, um dos seus seguidores, e lhe determinou que procurasse Saulo em Damasco e lhe aplicasse passes magnéticos na vista para recuperar a visão. Recuperado em poucos dias de tratamento, Saulo tornou-se um adepto entusiasta de Jesus de Nazaré e passou a difundir sua doutrina entre os próprios hebreus estupefatos ante a notícia da ressurreição de Jesus. Assim convertido e adotando o nome de Paulo, percorreu em companhia de Barnabé primeiramente a ilha de Chipre, a Panfília e a Galácia, onde fundou numerosas igrejas. Dono de uma grande cultura helênica e judaica, expunha aos gentios com sua palavra eloqüente os princípios fundamentais da doutrina cristã, conquistando-os de pronto para o Cristianismo nascente. 

XXXIV - ÚNICA FONTE DE SALVAMENTO - Livro: Vida Nova – Ditado pelas “Forças do Bem”, psicografada por Diamantino Coelho Fernandes



Sempre que as Forças Superiores do Universo empreendem a realização de algo que deva importar na alteração do statu quo da humanidade vivente no planeta em que esse algo deva produzir-se, aquelas Forças só o empreendem após uma longa preparação espiritual dessa humanidade, tal a atenção que lhes merece a tranqüilidade e o bem-estar do semelhante. Outra não é, por conseguinte, a atitude das Forças Superiores no caso pertinente a este planeta, em sua preparação para o início das operações transformatórias já determinadas.

Todos quantos neste momento planetário se encontram habitando corpos humanos na face da Terra, estão sendo prevenidos, despertados e advertidos para que não deixem desabar a montanha para só então se precaverem. Estão sendo advertidos os seres humanos, de que maneira? Por algum procedimento ruidoso, violento? Absolutamente. Estão sendo advertidos por meio do convite a todos endereçado pelo meigo Jesus de Nazareth, através dos seus enviados ao ambiente terreno, os quais procuram, através das mais puras expressões da linguagem humana, fazê-los cientes de que devem voltar-se sem demora para a única fonte de salvamento que existe para os habitantes da Terra, que é, sem nenhuma dúvida, a grandiosidade do coração magnânimo do Senhor Jesus. É esta a única fonte de salvamento que existe para as almas presentemente encarnadas na Terra, quer dela venham a necessitar ou não durante a fase transformatória do planeta.

Se, por algum motivo para nós desconhecido, alguns dos irmãos encarnados preferirem subestimar o que aqui lhes deixaram grafado em letras de forma, quantas Entidades Superiores vieram cooperar nesta magna campanha de salvamento dos Espíritos encarnados, se isso acontecer, só o poderemos lamentar e muito, porque as palavras constantes deste volume não possuem senão um sentido, ou seja, um único significado: alertar os corações antes que a montanha comece a desabar. Dizendo montanha, numa linguagem figurada, estaremos procurando significar o desmoronamento de algo de proporções gigantescas em vésperas de se precipitar sobre bons e maus podendo a todos soterrar, se se encontrarem desprevenidos. Quero convencer-me, porém, de que o quanto foi dito e repetido nas páginas deste volume, assim como naqueles redigidos pelo Apóstolo Thomé, já terá sido suficiente para a todos despertar. Assim sendo, volverei aqui o meu pensamento para outro setor da existência espiritual da humanidade de todos os mundos, no desejo que alimento de poder interessar a todos vós, queridos irmãos leitores. Referir-me-ei então ao que habitualmente sucede nos planos espirituais, ou seja, nos mundos habitados por Espíritos em suas vilegiaturas no Espaço, entre uma e outra encarnação. Sim, irmãos meus; cada vez que se extingue a vida de um corpo físico na Terra ou em outro mundo qualquer, o Espírito que tal corpo construiu e habitou por vários anos, pode ser considerado em vilegiatura no seu plano espiritual, por maior ou menor lapso de tempo. Pode tratar-se então de um verdadeiro descanso em face do merecimento adquirido pelo Espírito em sua vida terrena, e nesse caso ele desfruta uma autêntica vilegiatura em que são proporcionados novos e importantes conhecimentos para seu enriquecimento espiritual. Há, também, infelizmente em número assás avultado, vilegiaturas que recordam até pequenas ou grandes punições, tal haja sido o comportamento do Espírito em sua recente vida terrena. Para uns, os primeiros citados, sucede não raro que esse lapso de tempo lhes pareça demasiado exíguo, tão bela quão rápida a vilegiatura decorreu. É que o mundo espiritual é por sua natureza riquíssimo de ensinamentos para aqueles que por seu viver correto na Terra a eles fizeram jus, os quais ali se incorporam aos pelos mesmos já possuídos. Sua incorporação, isto é, a incorporação dos novos ensinamentos aos Espíritos que os mereceram, passa a constituir a fonte de novas e maiores possibilidades em sua próxima reencarnação. Ao passo que, o grande número de Espíritos que passaram pela Terra com a preocupação única de colher, mas sem semear, locupletando-se por conseguinte, da experiência e do trabalho alheios enquanto se fartaram dos prazeres materiais, esse grande número de irmãos decepciona-se apenas haja transposto a fronteira do novo mundo em que forçosamente ingressou. Não conduzindo ativo útil mas apenas passivo inútil, esses irmãos cedo se arrependem da vida que levaram, porém já estão sem remédio.

Isto sucede, entretanto, devemos reconhecê-lo com sinceridade, na grande maioria dos casos, em conseqüência da falta de preponderância das religiões terrenas sobre o indivíduo. Religiões existem, talvez em maior número do que o necessário, todas elas visando, pelo menos na aparência, à felicidade das almas encarnadas. Seja entretanto por que motivo for, a verdade é que sua religiosidade não consegue atrair as almas para o núcleo, de modo a fazer de cada uma um seguidor fiel dos princípios que pregam. Sendo os corpos por natureza impermeável às mais belas práticas religiosas, a elas se sujeitando apenas pelo domínio exercido pelos Espíritos sobre eles, aí encontramos uma das poderosas razões da rebeldia dos homens à prática dos ensinamentos religiosos pregados pelos vários credos e seitas terrenas. Que fazer então? Pouca coisa na aparência, porém muitíssimo na realidade. Partindo do princípio de que só em casos excepcionais a palavra humana consegue interessar verdadeiramente a outro ser humano, teremos que voltar nosso pensamento para outra modalidade de ensinamento ou pregação religiosa. E qual deverá ser ela? — perguntareis. É necessário voltarmos o pensamento, nós do Espaço e vós religiosos da Terra, para o ensinamento espiritual, que é o ensinamento a ser ministrado por Entidades espirituais de grande evolução, que, ou se materializarão em vossos templos, ou se manifestarão por intermédio de pessoas convenientemente preparadas para isso.

O que digo não constitui novidade em relação a algumas regiões do Oriente, onde o desenvolvimento espiritual de seus habitantes permite a manifestação visível de Instrutores espirituais que comparecem aos templos em dias e horas certos, com o fim de ministrar ensinamentos espirituais aos ouvintes. Isto acontece há muitos e muitos anos em várias localidades dos países orientais, cujo resultado se reflete no extraordinário progresso espiritual registrado nos Espíritos que ali vivem suas reencarnações. Devo acrescentar que em face da afluência de ouvintes àquelas reuniões, já se experimentou realizá-las ao ar livre na praça pública, o que vem sendo feito com sucesso. Até há pouco tempo existia aí o inconveniente da falta de audição por parte dos ouvintes mais afastados. Com o progresso, entretanto, da eletrônica, esse inconveniente desapareceu completamente. Torna-se assaz interessante observar o que sucede entre os milhares de ouvintes dessas palestras espirituais após o seu encerramento. Observa-se com satisfação o interesse neles despertado pela palavra iluminada do Instrutor, cujas idéias, transmitidas diretamente aos Espíritos e não aos ouvidos materiais, corpóreos, dos ouvintes, passam a constituir objeto de discussão e estudo durante o intervalo das reuniões, com o melhor aproveitamento para todos, que jamais esquecem o que aprenderam.

Há também, em vários lugares, outra modalidade de reuniões de estudos espirituais. Há organizações constituídas de elementos por assim dizer já iniciados, as quais promovem a materialização da Entidade instrutora pelo espaço de até duas horas, durante cujo lapso de tempo ela prossegue na transmissão verbal de suas aulas do mais alto valor filosófico-espiritual para os respectivos membros. Esta é a segunda modalidade de transmissão de ensinamentos espirituais aos ouvintes encarnados. É a da manifestação da Entidade por meio de sua materialização visível e audível, porém em recinto fechado.

Há ainda a terceira modalidade, a mais fácil de conseguir certamente em qualquer região do mundo, também de valor inapreciável pelos resultados que pode trazer para o aprimoramento espiritual dos ouvintes. Refiro-me à modalidade de incorporação do Espírito Instrutor num ser encarnado possuidor do necessário ascendente mediúnico. Esta modalidade, igualmente útil pelos ensinamentos que pode transmitir aos ouvintes de boa vontade, é sem dúvida a que poderá vir a ser utilizada pelas diversas religiões, credos e seitas existentes na Terra, com o maior aproveitamento para todos os ouvintes. Sabemos todos da existência entre os encarnados e até fazendo parte integrante do corpo de pregadores religiosos, de Espíritos de grande evolução, possuidores, por conseguinte, de belos ensinamentos a ministrar ao seu auditório. Sucede porém, que inúmeras barreiras se lhes opõem para que eles possam transmitir esses ensinamentos lealmente, sendo uma dessas barreiras a constituída pelas limitações da organização a que pertencem, a impor-lhes restrições e mais restrições, segundo os próprios interesses materiais. Podem raciocinar que o fato de ensinarem o que sabem aos seus adeptos, possa levá-los a se afastar dessas organizações e passarem a dirigir-se diretamente a Deus ou ao Senhor Jesus. Daí as limitações que podem existir em relação ao sistema religioso. Já a modalidade de ensinamentos por via mediúnica liberta-se deste inconveniente, com a vantagem de oferecer aos ouvintes a mais pura doutrina filosófico-espiritual, como nenhum ser encarnado poderá jamais interpretar. A propósito relatarei um fato verificado em certa região da Terra, do qual resultava uma afluência desusada ao templo em que o mesmo se registrava. Em certa época do ano comparecia a essa região determinada personalidade religiosa, incumbida de iluminar com sua palavra erudita uma pequena multidão de almas simples que se entregavam à prática dos mais puros deveres para com Deus durante o ano todo. Por ocasião das colheitas, apenas terminado estas e guardado o produto do trabalho santo de suas lavouras, aparecia na região, contratado de antemão, um pregador religioso cuja palavra a todos encantava. O templo tornava-se pequeno para conter a quantos desejavam ouvi-lo. Verificava-se entretanto, com o pregador, um fenômeno que muito o intrigava, e que apenas confidenciava a um colega de sua maior intimidade, Dizia então o pregador ao amigo: — Passa-se comigo um fato verdadeiramente extraordinário, todas às vezes em que vou fazer missão em ........(e citava a região). Acontece-me invariavelmente que, ditas as primeiras palavras de saudação aos fiéis presentes, apenas volto a dar conta de mim quando o sermão termina. Eu dou-me conta, é certo, de que falei, mas não consigo recordar uma palavra sequer do que disse. Fico verdadeiramente intrigado com o fato!...
No ano seguinte ficou combinado irem os dois amigos a realizar a missão do primeiro, a fim de que o segundo procurasse esclarecer o fenômeno. Foram. Iniciado o sermão constatou o amigo ter-se operado uma mudança notável, não apenas na palavra do orador, na maneira de dizer, nas imagens apresentadas, como ainda na sua fisionomia. A oração revestia-se de uma eloqüência desconhecida até então no orador pelo seu amigo presente, à qual se prendiam atentamente, empolgados, todos os ouvintes. Terminado o sermão e recolhidos os dois amigos à sua hospedagem, passaram a raciocinar a respeito. Mais uma vez o pregador confessava não ter sido dele o sermão, porquanto não recordava sequer uma palavra do que dissera. Constatava que o fato se verificava apenas naquela localidade, porque nas demais onde pregava tal não acontecia. Em busca de um possível esclarecimento, resolveram os dois fazer uma pesquisa nos registros paroquianos da terra e dirigiram-se ao templo. Aí conseguiram esclarecer o fenômeno. Um velho cura que ali vivera dezenas de anos e muito amara seus paroquianos, um Espírito que alcançara as mais elevadas regiões espirituais por seu merecimento nesse mister, aproveitava o ascendente mediúnico do emissário religioso para proferir os mais belos sermões, muito semelhantes aos que no seu tempo proferia. Os paroquianos, encantados, comentavam que daquela maneira só o Padre Eustáquio costumava pregar.

Eis aí, amigos meus, um fato que pode repetir-se indefinidamente na Terra, com a vinda de Instrutores espirituais a ajudarem vossas almas a progredir. Meditai sobre isto, é o conselho que aqui vos deixa com a bênção do Senhor Jesus, este vosso amigo que se chamou
HENRI JACQSON DURVILLE


Not. biogr. — Médico e escritor francês desencarnado neste século. Escreveu várias obras sobre magnetismo, dedicando-se também ao estudo do pensamento e sua potencialidade. Grande servidor do Senhor Jesus no Alto. Não há registro do seu nome nas enciclopédias.