Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sexta-feira, 30 de junho de 2017

CAPÍTULO L – Livro: Corolarium – ditado pelo Espírito de Maria de Nazareth ao médium Diamantino Coelho Fernandes. Minha resolução de vir também à Terra mereceu a aprovação do Senhor. — Vossos mais úteis momentos. — O mundo invisível ou Mundo Divino. — Objetivo primordial da reencarnação. — Estuda-se no Alto novo conceito sobre reencarnações.




A minha determinação de vir ao ambiente terreno com a finalidade de ditar um livro de conselhos e ensinamentos destinados a ajudar as almas encarnadas no seu progresso espiritual, mereceu a inteira aprovação do Senhor Jesus, empenhado como está no esclarecimento de todos os seres humanos. Preocupada eu própria com o que possa vir a acontecer às minhas queridas filhas e filhos terrenos, no decorrer dos acontecimentos em perspectiva, eu tomei a resolução de vir também à Terra para aqui deixar enfeixados em livro, os conselhos e ensinamentos que eu julgo da maior utilidade para todos.

Uma vez transcorridos os fatos anunciados, e concluídas as operações transformatórias do planeta, estes conselhos e ensinamentos manterão a sua grande utilidade para as almas que vierem chegando do Alto, sabido como é que muito poucas delas conseguem recordar na carne o que aprenderam na espiritualidade. Por tal motivo é que eu considero este livro atualizado para quantos se dispuserem a estudá-lo. Isto porque os ensinamentos aqui enfeixados serão sempre novos e oportunos, uma vez que as circunstâncias não mudam no mundo espiritual, onde toda a vida obedece às leis divinas, sábias e eternas.

Gostaria de poder penetrar no âmago de todas as almas encarnadas neste pequeno mundo de Deus, e lá inscrever o quanto pudesse ajudá-las no cumprimento de suas tarefas, sem que seus pensamentos se desviassem um minuto sequer dos verdadeiros objetivos que trouxeram à Terra. Nenhuma de vós, minhas almas queridas, desceu ao solo terreno para aqui se distrair com as coisas peculiares a este plano de vida material. Deveis capacitar-vos de que todas trouxestes um belo programa de vida a ser cumprido durante a vossa permanência na carne, programa por vós próprias elaborado e aprovado pelas Forças Superiores que dirigem a vida na Terra. Há necessariamente tempo para tudo. Há tempo de trabalhar, tempo para descansar, e tempo para orar. O corpo físico, sendo como é um instrumento construído para servir de veículo ao Espírito, necessita de grandes cuidados, é verdade, durante sua atividade diurna, e do indispensável repouso ao fim de cada dia de trabalho. É pois necessário dar ao corpo todos os cuidados, a fim de prolongar ao máximo a sua utilização pelo Espírito. Terminado, então, o período de trabalho diurno e o repouso do fim do dia, eis que se apresenta para à alma — ao Espírito — o período mais interessante da sua vivência no corpo, que é aquele destinado à manutenção do seu contato com as Forças Superiores, sem o qual toda a vida terrena decorrerá de certo modo improdutiva para a alma encarnada. Os momentos em que as almas encarnadas se mantiverem em ligação mental com o Mundo Divino por meio da oração, podem ser considerados como os mais úteis da sua vida terrena. É nesses momentos que as almas recebem do plano espiritual ou Mundo Divino os eflúvios indispensáveis à conservação da saúde e fortaleza de sua matéria, embora muitas almas encarnadas ainda o ignorem. A ligação estabelecida diariamente com as Forças Superiores nos momentos de oração atrai dos planos superiores uma corrente fluídica que se irradia por todo o organismo físico da alma que ora, eliminando do mesmo um sem-número de elementos nele acumulados durante o dia, inteiramente contrários à saúde e bem estar. A corrente fluídica assim atraída dos planos superiores atinge o organismo em forma de chuveiro fluídico, sendo perfeitamente visível aos portadores da vidência espiritual, principalmente no estado de penumbra. Mas não penseis que exista nos planos superiores algum depósito de fluidos desta espécie, minhas queridas; absolutamente. A corrente fluídica mais ou menos intensa é produzida pelas próprias vibrações da prece quando realizada com verdadeira concentração e fervor pela alma que ora. Uma prece assim pronunciada produz no campo mental da alma uma condensação fluídica, a qual a seguir se derrama sobre a própria alma, com estes dois resultados: aumenta a intensidade luminosa da alma e beneficia-lhe o organismo físico, conservando-o limpo dos miasmas invisíveis de que está inundado o mundo terreno. Vede, pois, almas queridas, que quando recomendamos insistentemente o hábito da prece diária ao Senhor, nós visamos também outros importantes resultados, como acabais de ver. Se eu vos disser, então, que os vossos mais úteis momentos vividos na Terra são aqueles em que vos entregais à prece, estarei dizendo-vos uma grande verdade, porque realmente assim é. Por meio da prece solucionareis os problemas mais complexos que porventura defrontardes na vida, e mantereis saudável o vosso corpo. Será preciso dizer mais? Eu creio que não, minhas queridas.

A seguir vamos conversar um pouco sobre o mundo invisível ou Mundo Divino, que é a verdadeira morada de todas as almas. Sim; a verdadeira morada das almas é o Mundo Divino com todos os seus planos de vida mais e menos evoluídos, segundo a categoria das almas que neles moram. Residindo nesses planos em caráter permanente, as almas vêm à Terra periodicamente, assim como as crianças que deixam temporariamente os lares para se internarem nos colégios da Terra. Concluído o período letivo, ei-las que retornam aos lares para o necessário repouso, tal como sucede às almas encarnadas ao regressarem da Terra. A diferença consiste apenas na duração do período letivo das almas encarnadas. Enquanto as crianças regressam aos lares ao fim de apenas poucos meses de estudo, para novamente voltarem ao colégio, as almas têm um período certo de estudo que corresponde ao período de sua encarnação. Felizes serão por conseguinte, aquelas que se empenharem na aquisição do maior volume de conhecimentos nesse período, na certeza de que um outro lhes será bem difícil de alcançar antes que muitos e muitos anos tenham decorrido. O aproveitamento das almas em cada uma de suas vindas à Terra em corpo físico verifica-se muito facilmente pela sua luminosidade espiritual, ao regressarem da Terra. Essa luminosidade, como sabeis, decorre destes dois fatores principais: da continuidade do seu devotamento à prece diária, conforme expliquei linhas acima, e dos atos meritórios porventura praticados durante a encarnação. A luz resultante da prática de atos meritórios é conferida à alma pelas Forças Superiores, numa justa retribuição daquilo que houver feito de bom aos seus semelhantes, e que as Forças Superiores consideram integrado no serviço divino da Terra. Desta maneira é que temos a alegria de presenciar a chegada no Alto, de almas vindas deste plano físico, esplendidamente radiosas, graças aos dois fatores que acabo de citar. E isto é tão fácil de conseguir, minhas almas queridas, que eu desejaria poder assistir com a mesma alegria à chegada no Alto de cada uma de vós naquelas mesmas condições. Vamos, então, fazer um esforço neste sentido?
Considerando decisiva para muitas almas a sua encarnação atual, após um número bastante elevado de outras vindas à Terra, o Senhor Jesus manda-nos repisar o assunto luminosidade, que constitui o objetivo primordial da vinda de todas as almas à Terra. Com efeito, se o objetivo é adquirir luminosidade, e esta se encontra ao alcance da vontade de todas as almas encarnadas nesta sua última oportunidade, eu pediria aqui de todo o meu coração a todas vós, leitoras, e igualmente a todos os leitores, que mediteis seriamente nisto: tendo esperado um século ou mais no vosso plano de vida espiritual por esta encarnação que estais vivendo; e tendo elaborado pacientemente um belo plano de vida na Terra para do seu cumprimento alcançardes, possivelmente, o vosso milhão de onças de luz. para engrandecimento do próprio diadema, como, então, vos deixardes seduzir pelas enganosas visagens terrenas, em vez de vos preocupardes a fundo com o vosso verdadeiro e grandioso interesse espiritual? Já sabeis que daqui nada levareis além da luz que tiverdes adquirido. Os divertimentos, os bens de fortuna, a grandeza material, os prazeres das viagens e o regalo do Espírito, não passam de efeitos fugazes em vossa existência terrena, que nenhuma luminosidade produzem para engrandecimento do vosso diadema. A riqueza e a prosperidade terrenas são aquisições fáceis das almas fortes, materialmente falando, daquelas que a esse objetivo se dedicam em ação e pensamento em todos os minutos da vida. Isto, entretanto, em nada pode contribuir para a sua verdadeira felicidade, que é a felicidade espiritual, se daí não resultar a prática de atos meritórios, a juízo das Forças Superiores. Constitui motivo de grande tristeza para todas nós no Alto, assistir à chegada de almas que se tornaram ricas e poderosas de bens materiais em sua recente encarnação, e nada fizeram no sentido do próprio engrandecimento da sua personalidade espiritual. Perdem-se desta maneira encarnações ansiosamente aguardadas através de longos decênios, para, uma vez conseguidas, serem assim esbanjadas no gozo infrutífero da vida puramente material.

Conversava, não faz muito, no Alto, um pequeno grupo de Entidades já bastante evoluídas, cujo assunto era precisamente este de que venho tratando linhas acima. Emitia cada qual a sua opinião acerca das encarnações na Terra, através das quais nem todas as almas conseguem alcançar aquelas onças de luz que tanto desejavam e prometeram alcançar na Terra. A conversa prosseguia muito interessante, tendo-se manifestado a respeito quase todas as participantes do grupo, quando foi notada a aproximação de uma Entidade de grande luminosidade, acercando-se do pequeno grupo. Esta Entidade, saudada com grande reverência pelas demais, foi informada do assunto conversado, e convidada a emitir também a sua opinião a respeito das encarnações na Terra. A Entidade ouviu atentamente, e assim se manifestou:
— É tempo já, na minha opinião, de estabelecer-se um novo conceito a respeito das encarnações no mundo terreno. Sabemos todos, porque diariamente testemunhamos, dos enormes desvios de muitas almas que partem para a Terra decididas a batalhar pelo seu crescimento espiritual munidas dos mais belos projetos de trabalho com esse objetivo, mas que, infelizmente, lá se deixam empolgar e até dominar por verdadeiras quimeras, esquecendo-se totalmente do seu real objetivo. Isto acontece diariamente, como sabemos. Sabemos igualmente que o Senhor tudo tem empreendido no sentido de corrigir esse mal, seja por meio da inspiração transmitida na Terra ao ouvido espiritual dos encarnados, seja repetindo essa inspiração às almas, em suas horas de sono do corpo. Na minha opinião, portanto, parece-me que é necessário mudar o processo. Julgo necessário estabelecer-se uma determinada responsabilidade individual a todas as almas, antes de lhes ser concedida uma nova encarnação. Eu me explico. Consideremos a quantidade enorme de almas necessitadas de reencarnar, e a exiguidade de corpos existentes para isso, em face do controle que lá vem sendo exercido, com ou sem razão, que não nos cabe discutir. Tratemos apenas do fato em si. Para selecionar-se, então, as almas capazes de cumprir na Terra o seu compromisso com o Senhor, eu sugiro o seguinte:

— Cada alma distinguida com uma nova reencarnação assinará um compromisso relacionado com um certo período de tempo, para efeito duma nova reencarnação. Se se empenhar na Terra em dar fiel cumprimento ao mesmo, segundo o volume de onças de luz adquiridas, essa alma terá conquistado, concomitantemente, o direito de voltar à Terra quando desejar. Se, entretanto, continuar esse desvio até agora verificado na maioria das almas que vão à Terra, aquelas que não derem fiel cumprimento ao que no Alto prometeram ao Senhor, ver-se-ão privadas de reencarnar por tantos séculos, quantos forem os graus apurados do seu desvio daquilo que prometeram. O que não é possível, meus irmãos — prosseguiu a Entidade —  é continuarmos a assistir ao regresso da Terra de tão grande número de almas faltosas, após uma existência terrena de fartura material e desperdício de excelentes oportunidades de praticar a lei do amor aos semelhantes.

Usou neste momento da palavra um dos componentes do pequeno grupo:

— Querido irmão, como seria feito, na sua valiosa opinião, o cálculo dos pontos faltosos, porventura encontrados no desvio das almas, em relação ao Compromisso assumido aqui perante O Senhor Jesus?

A Entidade meditou um instante e respondeu:

— O cálculo poderá ser feito muito facilmente da seguinte maneira: assinalar-se-á o número 100, por exemplo, de pontos para cada compromisso assumido por uma alma em torno do plano de vida elaborado e aprovado para executar na Terra. No seu regresso proceder-se-á ao confronto do que tiver prometido cumprir com o que efetivamente cumpriu, e estabelecer-se-á a diferença. Deve-se considerar, natural uma boa percentagem como desvio natural e invencível pelas almas, face ao ambiente contrário que existe na Terra. Essa percentagem poderá ser tolerada até mesmo cinquenta por cento, o que representa uma boa tolerância. O que exceder a esse número será então considerado como desleixo da própria alma, que terá feito ouvidos moucos a todas as inspirações recebidas durante a sua estada na Terra. Contar-se-á então o número de pontos faltosos, dos quais resultará o número de séculos em que a mesma alma deverá ficar privada de voltar à Terra, e não impedir que outras mais atentas o façam. Essas almas frequentarão daqui por diante as nossas escolas mais assiduamente, sobretudo aquelas que ajudam a construir uma vontade determinada de vencer-se a si mesmas.

O assunto, de tão interessante, foi transferido para outras reuniões semelhantes, sendo aprovado pelo Senhor Jesus, como subsidiário das modificações a serem introduzidas no capítulo das reencarnações, em estudo pelas Forças Superiores.

Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.