Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

XL - COMUNIDADE ESPIRITUAL FEMININA – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.





Às mulheres que se encontram presentemente vivendo mais uma vida terrena, está destinado um papel dos mais relevantes no encaminhamento das almas para Deus, por intermédio de Nosso Senhor Jesus de Nazareth. Efetivamente, à mulher tem sido reservado em todos os tempos um papel decisivo na vida terrena, pela influência que tem podido exercer sobre os elementos do outro sexo.

Se vos dispuserdes a percorrer os fatos da História havereis de encontrar em todos eles, desde os menos aos mais importantes, a influência da mulher, algumas vezes como causa e incentivadora de sérias contendas, outras vezes como elemento mediador por excelência, no sentido de pôr fim a outros muitos acontecimentos registrados pelos historiadores. É que à mulher foram concedidos em todos os tempos, como o são ainda no presente, poderes especiais em relação à vida terrena, os quais ela pode utilizar segundo o grau espiritual em que se encontra. Nos tempos que correm, esses poderes estão sendo invocados pelas Forças Superiores em favor da compreensão e encaminhamento das almas que lhe estão próximas ou subordinadas, segundo os conselhos e ensinamentos trazidos a Terra pelos mensageiros do Senhor.

A Excelsa Comunidade Espiritual de almas que viveram na Terra em corpos femininos, vem-se reunindo regularmente no Alto para estudar os meios mais adequados de fazer sentir as mulheres presentemente na Terra, que o seu concurso foi julgado indispensável na era presente, junto aos irmãos encarnados, seus maridos, filhos, aparentados e conhecidos, para que todos abram coração e ouvidos a esta série de conselhos e ensinamentos que estão sendo divulgados na Terra.

Cabe, evidentemente, à mulher, uma grande responsabilidade em relação ao encaminhamento dos homens para Deus por intermédio de Jesus, Nosso Mestre e Senhor. Isto é o que ficou decidido nas reuniões realizadas no Alto pela Comunidade Espiritual Feminina sob a orientação daquele Grande Espírito que mereceu a graça imensa de ser Mãe de Jesus, Espírito muito justamente venerado por todos os corações sensíveis da Terra e milhões de Espíritos viventes no Espaço. Decidido foi lançar-se um apelo fervoroso a todos os corações femininos presentemente na Terra no sentido de que assumam desde agora a liderança dos seus irmãos do sexo masculino, e os conduzam com a doçura que lhes é própria, para o coração amantíssimo do Senhor Jesus, mas que o façam já, a partir deste momento, porque a menor delonga pode ser fatal àqueles que devam partir inesperadamente, de um momento para outro.

Aqui fica então o apelo que fui incumbida de trazer às minhas queridas irmãs terrenas, habitantes de todas as regiões do Globo, o que faço por delegação especial daquele Grande Espírito de que falei, empenhado como está em coadjuvar os esforços do Senhor Jesus por intermédio dos mensageiros que vos falaram antes de mim, e daqueles que desempenham tarefas invisíveis no meio terreno. Todas as mulheres podem e devem cooperar eficientemente nesta Grande Cruzada de Esclarecimento e de várias maneiras. Uma delas será por meio da leitura das páginas deste livro, e bem assim dos dois outros do nosso estimado Irmão Thomé, e procurando fazer que seus familiares os leiam também. Procedendo à leitura atenta destes livros, as mulheres tratarão de comentar com os seus familiares o conteúdo dos mesmos, para que o verdadeiro sentido venha a ser perfeitamente assimilado por todos.

E como não se trata, evidentemente, de fazer decorar os conselhos do Senhor, mas de os pôr em prática, tratarão as mulheres de os reforçar e desdobrar em palavras suas para que todos as compreendam e pratiquem. Não se trata aqui de ensinar algo para ser decorado pelos viventes da Terra  mas de aconselhar a todos que se previnam a tempo de se encontrarem preparados para o que possa acontecer no meio terreno.

Outra maneira de as mulheres poderem cooperar com os mensageiros do Senhor, será por meio da fundação de associações, núcleos, agremiações destinadas à reunião semanal do maior número de senhoras e moças, durante as quais se debaterão, não apenas os presentes conselhos, como também a melhor maneira de os levar ao conhecimento de quantos não tenham podido conhecê-los nos próprios livros. Assim organizadas associativamente, as senhoras e moças estabelecerão planos de visita aos centros populosos menos afortunados, fazendo-o, por exemplo, aos domingos, e aí procurarão despertar a atenção das populações para o sentido de quanto Nosso Amado Jesus tem mandado escrever na Terra. Devo assegurar a todas as almas femininas que se dispuserem a executar este ou plano semelhante, que Entidades de grande evolução estarão presentes, não só às suas reuniões deliberativas, como também em todos os lugares onde quer que vão divulgar os conselhos e ensinamentos do Senhor.

O que desejo deixar perfeitamente claro, para que nenhuma dúvida possa surgir, é que não se trata aqui de convocar irmãs filiadas a esta ou àquela confissão religiosa. Absolutamente, minhas queridas irmãs. Aqui trata-se exclusivamente de evitar que Espíritos atualmente encarnados, pertençam a que religião pertencerem, num dado momento possam vir a encontrar-se em dificuldades muito sérias por falta da necessária orientação espiritual. Não há, por conseguinte, que procurar identificar seres humanos pela sua crença religiosa, porque nas circunstâncias esperadas, todos devem ser encaminhados para Jesus, Nosso Amado Mestre e Senhor, desejoso de atrair para o seu grande coração todos os filhos presentemente encarnados.

Para uma compreensão melhor do meu pensamento, figurai uma enorme multidão de almas desejosas de seguir para determinada cidade, seja por necessidade ou devoção. Nessa multidão enorme devem estar criaturas adeptas ou seguidoras de diversos credos religiosos; no momento, porém, em que deliberaram fazer esta viagem ou passeio, numa única coisa elas deverão ter pensado: a condução. E tendo assim decidido, a nenhuma daquelas almas ocorreu o fato de que sendo a condução a mesma para todas, não realizariam por isso o seu desejo. Figuremos então um grande trem repleto de passageiros a caminho do mesmo objetivo. A nenhuma daquelas almas terá ocorrido à idéia de desistir do passeio ou viagem, só porque nele tomariam parte irmãos de crença diversa da sua. Um único era então o objetivo de todas: locomover se até ao local desejado. Em lá chegando, continuaria cada qual com sua crença, como até então, mas o fato é que todas chegavam ao fim da viagem.

No caso presente trata-se muito semelhantemente. O objetivo da viagem de todas as almas presentemente na Terra, outro não pode ser senão o coração magnânimo do Senhor Jesus, que a todas espera receber a seu tempo. E o Senhor Jesus não especifica se o filho que a Ele se dirige foi na Terra adepto desta ou daquela crença religiosa, ou se, como ainda se encontram alguns, a nenhuma crença se filiou. Para Nosso Senhor existe apenas uma condição para que possa um Espírito regressado da Terra, d’Ele aproximar-se e ser por Ele recebido: é ter limpo de maldades o coração, e haver emitido desde a Terra aquela vibração amorosa característica das almas que sabem usar o recurso maravilhoso da prece. Haveis de pasmar muitas de vós ao vos encontrardes algum dia no Alto e lá constatardes a harmonia vibratória de Espíritos que foram adeptos na sua vida terrena dos diversos credos religiosos. Chegados de regresso ao seu plano espiritual, verificaram que a única religião que todos ali professamos é a do Amor aos nossos semelhantes, estejam eles ainda encarnados na Terra, ou vivendo a vida feliz de Espíritos livres no Espaço.

Nenhuma outra religião lá existe, precisamente porque, sendo o Amor ao próximo à base e a chave de todas as religiões, todas as almas se irmanam nessa religião maravilhosa, por ser ela também a religião pregada desde milênios por aquele Espírito verdadeiramente Superior e Perfeito que é o Nosso Amado Jesus, de quem sou a mais pequenina servidora. Designada por Nossa Senhora para vir ao vosso meio juntar minha palavra descolorida e pobre à de quantas Entidades luminosas me precederam, eu desejo falar diretamente ao Espírito de cada uma de vós, minhas estimadas irmãs, para nele implantar esta idéia, de que vos cabe talvez o papel mais importante, no encaminhamento de vossos irmãos, maridos e filhos, pela única estrada que conduz diretamente as almas ao coração amantíssimo do Nosso Amado Jesus, que é o hábito de a Ele se dirigirem diariamente através da prece. Falai nisto aos vossos irmãos, qualquer que seja o grau de parentesco que a eles vos liguem; falai isto às vossas próprias irmãs porventura desconhecedoras deste livro e dos já citados; agremiai-vos sem demora para estudardes, debaterdes e até desenvolverdes estes conselhos, na certeza que aqui vos dou de que, sempre que assim vos reunirdes, vários emissários de Jesus e de Nossa Senhora estarão presentes, para colher e esclarecer os vossos pensamentos; locomovei-vos até aos locais onde vossa palavra possa ser ouvida em nome do Senhor, porque lá estarão igualmente luminosos auxiliares espirituais, para influírem junto aos ouvintes, na aceitação e prática de quanto lhes ensinardes. Assim procedendo, minhas estimadas irmãs, estareis cumprindo uma vez mais o grande e brilhante papel que as Forças Superiores do Universo sempre confiaram à sensibilidade e pureza do coração feminino, e tantas vezes cumprido em circunstâncias diversas.

Atendei, pois, irmãs queridas, ao apelo que vos trago e aqui fica exarado nestas linhas descoloridas, repito, porque nos dias que correm, já não resta mais tempo para apurarmos os primores do estilo ao nos dirigirmos à sensibilidade dos vossos corações. A urgência exigida pelo aceleramento dos tempos que se aproximam, não nos permite recorrer aos florilégios do idioma, quando o que urgente se faz é bater de rijo em todas as portas, a fim de despertarmos a todos sem mais delongas, para que se levantem e caminhem apressadamente para Jesus, acomodando-se nesse trem imaginário que está prestes a partir, e outro não haverá tão cedo ou nunca mais. Irmãs queridas: procurai entender estas minhas palavras que vos são dirigidas de todo o meu coração, e não devem ficar esquecidas. Despertai, pois, vós todas que as ouvirdes; repeti-as de coração também às vossas amigas e conhecidas, mas sobretudo aos vossos maridos e filhos que porventura as desconheçam.

Nossa Senhora, a Santa Mãe de Jesus, incumbiu-me desta honrosa tarefa e eu sentir-me-ei particularmente feliz se bem me houver desempenhado da mesma junto aos vossos corações. Prometo-vos em troca, minhas queridas, receber-vos algum dia no Alto, e fazer-me à intermediária dos vossos mais justos anseios junto àquele Grande Espírito que a vós me enviou.

Aqui encerro minha tarefa, abraçando carinhosamente cada uma de vós que me ouvirdes, e oferecendo no Alto os limitados préstimos desta vossa irmã
TERESA DE JESUS

Not. biogr. — Teresa de Jesus é a mesma Entidade que assina o capítulo XXIV, em cujas n. b. se descreve a cura miraculosa de muitas pessoas que tiveram o rosto deformado em conseqüência da peste violenta que assolou a Espanha. Conhecida da população a cura extraordinária operada por Soror Teresa, as estradas que levavam ao seu convento logo se encheram de pessoas em busca do remédio milagroso, que ela própria ministrava. O resultado foi completo, granjeando-lhe a admiração e a gratidão do povo, que passou a considerá-la Santa.A Igreja mandou investigar a fundo o fenômeno, e apelidou-a de “Virgem Seráfica". Os papas, por exceção única, concederam a Soror Teresa o título de “Doutora”, e a Espanha tomou-a por sua padroeira juntamente com S.Thiago.

Muitos outros fatos extraordinários se verificaram na vida de Santa Teresa. Ela empreendeu certa vez pequena excursão a uma aldeia muito pobre situada ao pé de uma montanha fazendo-se acompanhar, como sempre, de algumas das suas monjas, com o fim de levar alimentos e roupas aos filhos dos habitantes da aldeia. A região era muito seca por não existirem nascentes próximas, cujas águas pudessem molhar as terras em volta. Santa Teresa resolveu subir a montanha com sua pequena comitiva, seguida de alguns moradores da aldeia, e ali se sentou sobre uma laje formada pela junção de duas rochas. Inesperadamente caiu em êxtase, ouvindo a voz espiritual sua conhecida, que lhe disse: “põe aqui o teu dedo”, indicando a junção das duas rochas. A Santa obedeceu e no mesmo instante um belo jato d’água surgiu do meio das rochas, para espanto e alegria dos habitantes da pequena aldeia que a acompanhavam no passeio. Desde então a água continuou a jorrar da pedra formando pequeno córrego e tornando produtivas as terras circunvizinhas.

Santa Teresa deixou várias obras publicadas dentre elas a sua própria Vida, e a “História das fundações”, sobre a direção dos conventos. A Academia espanhola considera os escritos de Santa Teresa como os mais belos monumentos da língua castelhana. Há nas obras de Santa Teresa esta máxima que se tornou famosa: “Nada te perturbe, nada te espante, Deus só basta.” Santa Teresa foi canonizada em 1622, sendo a sua festa fixada a 15 de outubro. Edições completas das suas obras foram publicadas em Madri em 1877 e 1881. As obras poéticas foram traduzidas em português pela marquesa de Alorna.

XXXIX - O GALARDÃO ESPIRITUAL – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.





Os homens que se encontram presentemente vivendo mais uma existência no solo terreno, mal poderão sequer imaginar as dificuldades que tiveram de vencer quando ainda se encontravam na vida espiritual, para conseguirem sua presente encarnação. Dizendo homens, desejo significar igualmente as mulheres, porquanto o problema da reencarnação é comum aos dois sexos. Acrescentarei então, que não é nada fácil a um Espírito livre no Alto, conseguir a tão desejada, imaginada e mesmo sonhada oportunidade de descer a Terra, para aqui construir um novo corpo de carne com o qual possa realizar várias de suas mais caras aspirações, sendo a principal a de aumentar sua luz espiritual.

É, por conseguinte, com as mais fundadas razões que todas as Entidades que me precederam na feitura deste livro, insistem na necessidade de que todos os homens e mulheres despertem dessa espécie de letargia em que se encontram, para se disporem a pensar muito a sério no seu amanhã espiritual, um amanhã que pode demorar para uns mais do que para outros, mas que virá infalivelmente para todos. É preciso esclarecer devidamente para que todos compreendam, que os esforços feitos por todas as Entidades que aqui escreveram o seu capítulo a convite de Nosso Senhor e Mestre Jesus, elas o fizeram por dois grandes motivos: atender ao honroso convite com que as distinguiu o Senhor, e contribuírem com a grande luminosidade dos seus Espíritos para ajudar a todos vós, leitores, a vos preparardes enquanto é tempo para a grande viagem que tereis de empreender em breve, para muitos talvez a sua última viagem de regresso da Terra. E como a ninguém é dado empreender viagem pequena ou grande sem uma preparação correspondente, é que todos nós que viemos falar-vos através das páginas deste grande livro, temos de insistir em que vos prepareis condignamente para a viagem que tereis de fazer.

Nosso Senhor Jesus deu-me instruções no sentido de palestrar convosco acerca dos perigos a que estão sujeitos no Alto os Espíritos que, tendo cessado sua existência no corpo físico, partem do plano terreno quase completamente despreparado para o seu novo estágio no plano espiritual, pelo fato, como alegam muitos, de não terem tido tempo para se prepararem.
Como poderá ser isso? —pergunto eu, se o objetivo único, senão o principal da vinda de um Espírito à vida terrena é exatamente o aprimoramento de suas qualidades morais, o esclarecimento da sua inteligência no serviço do bem e da fraternidade através da prática de obras meritórias? Como poderá dar-se tal coisa, irmãos e amigos meus, se durante a preparação de cada um de vós no Alto para reencarnar, tudo isso vos foi demoradamente exposto, para que, uma vez reencarnados, não vos esquecêsseis jamais?

Ora bem, meus amigos e irmãos queridos. Nada ainda está definitivamente perdido, pelo menos enquanto aqui permanecerdes. Já sabeis de sobra pelo que vos foi dito por outras Entidades, qual o meio pelo qual podereis recobrar a lembrança de tudo quanto vos foi ensinado antes desta vossa vida no corpo físico, como elemento indispensável ao bem-estar e felicidade de cada um em sua vida terrena. Já sabeis que através da oração e da meditação diárias podereis entrar em contato direto com o Senhor Jesus, e d’Ele receberdes na medida das vossas necessidades toda espécie de ajuda espiritual. Certos como estais deste caminho, nada mais tendes a fazer do que segui-lo de todo o coração, porque o mesmo poderá conduzir-vos à situação espiritual mais bela e feliz que possais imaginar.

Existe ainda um outro importante objetivo na divulgação do conteúdo deste volume por toda a superfície terrena, justificando a vinda ao solo terrestre das dezenas de Entidades que nele aparecem redigindo seus respectivos capítulos. Esse objetivo consiste no grande empenho do Senhor Jesus em preservar de situações desagradáveis para uns e talvez aflitivas para outros, todas as almas atualmente encarnadas no solo terreno, quando começarem a se manifestar os efeitos das operações já em curso no planeta. Desavisados que estivessem os homens e mulheres, quando esses efeitos começassem a manifestar-se em várias regiões da Terra, poderia verificar-se uma tal situação de aflições e desespero que muito contribuiria para agravar a salvação daqueles, que deverão ser salvos pelas Forças Superiores na hora do perigo. Ao passo que, mandando o Senhor transmitir à população terrena a série de conselhos iniciados pelo Apóstolo Thomé e por nós continuados, estarão todos os homens e mulheres avisados de que algo de muito importante deverá acontecer ao planeta, assim como dos recursos que ao seu alcance encontram-se para deles se utilizarem. Depois desta larga preparação, ninguém poderá jamais alegar que desconhecia os meios colocados ao alcance de sua vontade, do seu coração, para se livrar de situações possivelmente dolorosas.

Quem hoje vos escreve para ser lido é um vosso irmão muito mais velho que também cursou durante milênios esta mesma escola terrena que hoje cursais, porém com dificuldades bem maiores, como a vida decorria no início da era cristã e mesmo alguns milênios antes. Foi-me dado viver nos diversos continentes deste pequeno mundo terreno, quando as leis existentes atendiam apenas aos interesses dos potentados e dirigentes, nenhum valor tendo para os mesmos a fragilidade da vida de seus súditos, lançados continuamente em guerras caprichosas ou de conquista.

O valor dos homens comuns dos tempos em que me foi dado reencarnar seguidamente na Terra, era avaliado apenas pelo serviço que podiam prestar à causa do Estado, que considerava escravos dos interesses de seus dirigentes todas as vidas humanas a quem Deus concedia a existência terrena para seu desenvolvimento espiritual. Foi então de conflitos em conflitos, conforme reza a história da Terra, que muitos milhares de almas conseguiram alcançar determinado grau evolutivo, para aqui voltarem mais tarde na qualidade de governantes de determinado rincão, e nele instalarem melhor regime de vida para seus governados.

Este irmão que tem hoje a ventura de vos dizer estas palavras, foi um dos Espíritos a quem Nosso Senhor concedeu a missão de dirigir um grande país, no qual seus dirigidos pudessem sentir uma tranquilidade relativa, para poderem dedicar-se ao aprimoramento cultural e moral de que necessitavam. Devo declarar que me empenhei sinceramente em proporcionar essa tranquilidade àqueles que foram levados a viver sob o meu reinado, e também que consegui atingir esse objetivo quase completamente. Regressando ao mundo espiritual ao fim de minha última peregrinação na Terra, tive a felicidade de receber de Nosso Senhor o belo galardão que Ele destina a quantos no solo terreno souberam cumprir sua missão. Esse galardão, devo dizê-lo para edificação de todos vós leitores meus, representa hoje para mim a maior e mais bela recompensa recebida em toda a minha vida de Espírito, mais, muito mais mesmo, do que todos os tesouros que tive na Terra à minha disposição. A explicação disso é que os tesouros da Terra, por maiores que sejam quantitativamente, por maiores honras que possam proporcionar aos seus possuidores, têm de ficar finalmente na Terra porque a Terra pertencem, não oferecendo nenhum reflexo no mundo espiritual aos seus possuidores.

Enquanto que os galardões espirituais que Nosso Divino Mestre Jesus costuma conferir a quantos tiverem sabido cumprir com honra as suas tarefas na Terra, a quantos tiverem sabido dedicar sua existência na carne ao bem-estar e felicidade dos seus semelhantes, esses galardões espirituais incorporam-se definitivamente aos Espíritos que os recebem e passam a constituir motivo da maior felicidade e dignidade para eles.

Desejo esclarecer um ponto que poderia ficar obscuro para alguns dos leitores deste volume. Desejo esclarecer que não são apenas Espíritos que passaram pela Terra como dirigentes de povos, os que vão receber das luminosas mãos do Senhor Jesus o ambicionado galardão espiritual se ao mesmo tiverem feito jus. Não, meus queridos; Nosso Senhor costuma recompensar com esse belo galardão Espíritos de todas as classes sociais cujo viver terreno haja contribuído para merecê-lo. Todos os homens e mulheres que aqui se têm distinguido na prática do bem, do amor e da fraternidade para com os semelhantes, seja em que setor for da vida terrena, fizeram jus à tão bela recompensa, sempre recebida do Senhor e Mestre Jesus. O industrial, o negociante, o médico, o advogado, o professor e o operário, encontram oportunidades de se habilitarem ao recebimento do seu galardão espiritual ao regressarem da Terra, porque essas oportunidades se apresentam na vida de todos os seres humanos independentemente da categoria social em que tenham vivido. Isto é uma verdade autêntica, meus estimados irmãos. Quando chegar o tempo de regressardes à vossa morada espiritual ireis encontrar na mesma, com surpresa para muitos, irmãos vossos de quem talvez não tenhais ouvido falar pela obscuridade em que preferiram viver entre vós, mas que de tal modo procuraram servir ao Divino Mestre na esfera de suas possibilidades, que mereceram, e do Senhor receberam o seu galardão. Não existe categoria social por mais humilde, que não ofereça ensejo de praticar cada um os belos mandamentos do Senhor, amar ao próximo na medida de suas possibilidades, mas fazendo-o com verdadeiro sentimento de fraternidade. E isto sucede muito freqüentemente, sabido como é que vieram habitar entre os humildes não poucos Espíritos já possuidores de certo grau evolutivo, em cujo meio conseguiram tornar-se verdadeiros amigos, orientadores ou conselheiros daqueles que os procuram. Num conselho sensato, justo, prudente, destes que podem muitas vezes impedir a consumação de uma tragédia, está uma bela oportunidade de um ser humano prestar real serviço ao Senhor, prestando-o na Terra ao seu semelhante. Para que alguém possa fazê-lo, uma condição apenas necessita de possuir: a integridade moral. E para que alguém possa ter a consciência de possuir tão bela condição, bastará que se mantenha em perfeita harmonia com as Forças Superiores do Universo, pessoalmente representadas em relação à população terrena pela dedicação a Nosso Senhor Jesus, Nosso Divino Mestre.

Eis aí filhos e amigos meus, o que me propus dizer-vos no capítulo que me coube redigir nesta obra realmente portentosa. Julgo por isto bem cumprida a minha missão, porque me empenhei em dizer-vos o quanto basta para que possais receber também, à vossa vez, um belo galardão espiritual para a glória de vossos Espíritos. Aqui se despede e vos abençoa em nome de Nosso Senhor Jesus, este vosso irmão e amigo dedicado, pronto a servir-vos no Alto, que ingressou na vossa História com o nome de
MOISÉS

Not. biogr. — Moisés — 1500-1380 A. C. — Grande legislador dos hebreus. Fundador da nacionalidade israelita. Nasceu no Egito pelo ano de 1500 A. C. e desencarnou no Monte Nebo cerca de 1380 A.C. Conta-nos a lenda que Moisés foi retirado das águas do Nilo acomodado num berço de papiro, numa fase em que o faraó determinara a morte de todas as crianças do sexo masculino. Foi recolhido com carinho pela princesa Termútis que obteve permissão de seu pai, o faraó, para criá-lo. Dotado de grande inteligência, porque era realmente um predestinado, aprendeu rapidamente as artes e as ciências do seu tempo. Tendo, involuntariamente, dado morte a um egípcio que espancava um hebreu, fugiu para Median na península de Sinai. Nesse país casou-se com Séfora, filha de Jetro, chefe dos medianitas, nascendo-lhe dois filhos: Gérson e Eliezer . Estava já com oitenta anos quando Deus lhe apareceu no Monte Horeb numa visão da sarça ardente, e lhe ordenou que retirasse os hebreus do jugo dos egípcios, dando-lhe Aarão como auxiliar nessa tarefa. Ambos partiram para o Egito e apresentaram-se a Meneftá o faraó, a quem pediram autorização para levar o povo hebreu para Canaã, conforme Deus determinara a Moisés. O faraó irritou-se com o pedido e recusou atendê-los. Em seguida mandou agravar as condições de trabalho dos hebreus.

Dessa deliberação do faraó surgiram graves acontecimentos para o Egito e o seu povo. Moisés fez desencadear sobre o país as chamadas dez pragas milagrosas, a última das quais, consistindo na morte de todos os primogênitos das famílias egípcias, atingiu também o coração do faraó, roubando-lhe o príncipe herdeiro. Nesta última o faraó resolveu ceder às insistências de Moisés e Aarão, e eles puderam conduzir o povo hebreu para fora do Egito.
O faraó, porém, ouvindo no dia seguinte os conselhos dos seus generais, arrependeu-se e ordenou que o exército se preparasse e partisse no encalço dos hebreus e os trouxesse de volta. A multidão dos hebreus, porém, só foi avistada dois dias depois pela madrugada, ao iniciar a travessia do Mar Vermelho, que, diz a lenda, separara-se no lugar escolhido por Moisés para a travessia. Esta foi executada em marcha acelerada pelos hebreus, que conseguiram passar enxutos com todo o gado e pertences que levavam. O exército do faraó, porém, tentando a mesma travessia algumas horas mais tarde no mesmo local, viu-se tragado pelas águas com todos os animais e material de guerra, por terem as águas se fechado sobre eles. Moisés iniciou então uma longa marcha de quarenta anos pelo deserto em busca da terra prometida, durante a qual se manteve em permanente contato com Deus.

Recebeu no Monte Sinai o “Decálogo” e mais tarde a legislação que devia reger o seu povo durante cerca de quinze anos. Nos cinco livros que escreveu, o “Pentateuco”, Moisés registrou a história das idades antigas, o texto das suas leis e a narração dos acontecimentos em que tomou parte. Moisés foi legislador, profeta, poeta, historiador e pastor de homens, sendo considerado uma das maiores figuras da História humana. Sua celebridade enche todo o Oriente. Os árabes veneram-no tanto como os judeus. A Igreja católica colocou seus livros no canon das Escrituras inspiradas e considera-o uma das figuras mais notáveis, porque numa profecia célebre anunciou a vinda do Messias.

XXXVIII - DEUS NO CORAÇÃO – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.





Acontece frequentemente aos viventes da Terra encontrarem-se em situações inteiramente imprevistas, e sobretudo indesejáveis, pelas condições e consequências que das mesmas lhes poderão advir. Tais situações decorrem invariavelmente de duas causas possíveis: uma delas poderá ser a sua programação no Alto, como fazendo parte do plano de vida a ser cumprido pelo Espírito nessa encarnação, motivada por acontecimento análogo do passado, proporcionado a outro irmão seu contemporâneo naquela existência terrena. Outra causa poderá ser proveniente de ato praticado pelo Espírito encarnado, do qual estará apenas colhendo os frutos daquilo que semeou.

Como quer que seja, as situações imprevisíveis vêm sempre acompanhadas das respectivas soluções, invariavelmente benéficas para aquele que as defronta. Benéficas, digo bem, porque uma vez transpostas, transposto foi igualmente um marco existente na vida pregressa do encarnado, desaparecendo com ele um ou mais obstáculos ao seu progresso espiritual. Se se tratar de causa originada na presente existência terrena do Espírito, terá este aprendido uma nova lição no sentido da aplicação da Lei de Causa e Efeito, sabido como é que não pode existir efeito sem causa. Semelhante lição se imprime indelevelmente na memória do Espírito encarnado, e dificilmente ou nunca mais o mesmo concordará em semear ventos para colher novas tempestades.

Observamos todos nós do Alto, tanto quanto vós outros na Terra, a trajetória de irmãos que parecem não querer conformar-se com insucessos repetidos em sua presente existência, lançando-se novamente a certo tipo de empreendimentos que os levam a novos fracassos, embora em campos diferentes. Trata-se no caso, de irmãos acompanhados de um núcleo assistencial de Espíritos pouco escrupulosos, interessados em se divertirem com os repetidos insucessos daquele de quem se aproximam, inspirando-lhe idéias de todo modo ilusórias, com as quais suas vítimas inteiramente se afinam e tratam de as pôr em prática. O resultado é infalível mais cedo ou mais tarde: o desastre moral ou financeiro, senão os dois ao mesmo tempo.

Isto sucede entretanto, por felicidade, a um número reduzido de criaturas que ainda se deixam fascinar por miragens. Examinando-se os sentimentos dessas criaturas, como os temos nós todos examinado, verificamos tratar-se de irmãos que, ou se afastaram dos postulados divinos que a todos mandam agir sempre com Deus no coração, ou então ainda os desconhecem, e por isso agem corajosa mas inadvertidamente, subestimando um possível resultado desfavorável em seus empreendimentos ou atividades.

A dedução a extrair dos numerosos fatos constatados por toda a parte é que tais criaturas necessitam de se aproximar do Senhor Jesus por meio da oração diária, de cujo hábito resultará instalar-se Deus em seu coração. E isto feito, instalado Deus no coração do homem, jamais será este inspirado por Forças do Mal, que outra coisa não fazem que tentar arrastar ao infortúnio os Espíritos encarnados que lhes derem aproximação. Claro fica por conseguinte, que a oração e a vigilância constituem poderosos elementos defensivos do ser encarnado contra as investidas do mal.

O tema que escolhi para o capitulo que tenho a honra insigne de redigir para o livro a ser em breve divulgado na Terra pelas Forças do Bem, é um tema de grande atualidade, não apenas nos tempos que correm como em todos os tempos do porvir. Dada a variedade imensurável de inteligências que baixam ao plano terrestre em busca de aprimoramento espiritual, sucede reencarnarem freqüentemente algumas que preferem observar o desenrolar da vida terrena através de prismas imperfeitos ou deformados, recolhendo a impressão enganosa de ser-lhes possível em muitos casos, aproveitar-se da sinceridade e boa fé de seus semelhantes. Convencidos disso, passam esses irmãos à elaboração de planos de enriquecimento fácil por meio de sua aplicação, cujo resultado todavia, não pode ser outro senão a decepção e o sofrimento para quantos neles acreditaram. É necessário esclarecer, igualmente, que aqueles encarnados que trouxerem Deus no coração, não serão sequer tentados a participar dos planos mirabolantes que surgirem no seu ambiente, porque o fato de trazerem Deus no coração e se encontrarem em contato diário com o Senhor Jesus, representa para todos um poderoso escudo contra toda espécie de tentações malévolas.

Existe em vossa literatura popular um conceito muito certo porque inteiramente verdadeiro, que é aquele que envolve no mesmo princípio de desonestidade tanto o autor como a vítima desse desagradável fato que designais, bem ou mal de conto de vigário. Se o autor propõe à vítima uma boa fortuna por um quase nada, esta não deixa realmente de tentar aproveitar-se duma situação momentânea, mas desonesta, para se locupletar. Ambos, evidentemente, são mal intencionados. Se, entretanto, a vítima visada trouxer Deus no coração, como aliás tem sucedido vezes sem conta, uma voz amiga lhe segredará que a transação não lhe convém por ser falsa, desonesta.

Trazer Deus no coração deve constituir, por conseguinte, a pre-ocupação maior de todos os viventes da Terra, como sói ser a de outras humanidades mais adiantadas. Com o ato diário do homem e da mulher de se porem em contato direto com Nosso Senhor Jesus, uma segurança a todos envolverá contra as práticas infelizes ou desonestas de certos companheiros de jornada terrena. Eu bem sei que todos gostaríeis de conhecer algo mais a respeito desta segurança, e eu com satisfação o abordarei neste capítulo. Sabem todos os encarnados que o ambiente que circunda o planeta é constituído de planos e sub-planos espirituais, todos eles habitados por Entidades desencarnadas, segundo o grau evolutivo de cada qual. Existem planos de grande luminosidade, iluminados por assim dizer, pelos próprios reflexos dos seus habitantes, pertencentes à categoria mais elevada da espiritualidade. Vivem e trabalham nesses planos todos os Espíritos que, por seu aprimoramento moral já mereceram neles viver, de onde irradiam para os demais e também para este plano físico, as idéias mais puras de amor e fraternidade que vão ser absorvidas pelos seus habitantes. Existem em graduações inferiores outros planos de vida espiritual habitados por Espíritos desencarnados do respectivo grau, nos quais se vive e trabalha infatigavelmente pelo bem e felicidade dos semelhantes. Mas há também sub-planos espirituais, assim designados aqueles núcleos de vida em que preponderam Entidades em grau de relativo atraso espiritual, Entidades ainda presas à materialidade que deixaram neste plano físico que é a Terra, e que outra preocupação não alimentam que não seja a de aqui voltarem o mais depressa possível, para se emaranharem novamente nas teias de procedimentos culposos ou infelizes. Não alimentando, por conseguinte, outra idéia em seus corações, estas Entidades, pela aproximação em que vivem do ambiente terreno, conseguem insinuar-se junto a outros irmãos em quem descobrem afinidades vibratórias, e passam a assisti-los a todo momento com suas idéias malsãs, induzindo-os não raro à realização de empreendimentos que vêm a redundar em verdadeiros fracassos. Estas Entidades encontram nessa prática um tipo de diversão que lhes dá prazer, qualquer que venha a ser o resultado para a vítima que escolheram. Esta se vê muitas vezes arrastada pelas chamadas ruas da amargura, visada e desmoralizada perante a opinião de seus contemporâneos, podendo tratar-se entretanto, como freqüentemente sucede, de almas boas, simples e bem intencionadas, que apenas foram vítimas de sua falta de oração e vigilância.

E sabeis, acaso, como escolhem suas vítimas, as Entidades ima-teriais às quais me venho referindo? Escolhem-nas pelo conjunto vibratório que emitem em sua vida terrena. Se uma criatura humana preocupada exclusivamente com o objeto de sua grandeza terrena, da construção de uma fortuna, emite vibrações desta natureza sem a contrapartida da sua oração e vigilância, cuja vibração luminosa traduza o seu desejo honesto de proceder em harmonia com as leis divinas, aquela vibração puramente interesseira, material, atrai e se afina com outras do plano invisível e, reunidas, chegam à elaboração de planos de grandeza material que podem ser executados com êxito a princípio, mas que, faltando-lhes a indispensável base moral, ruem fragorosamente, com danos mais ou menos graves para a coletividade.

Se, entretanto, um encarnado irradia vibrações de progresso material para a sua vida presente, mas o faz sob a influência de vibrações emanadas de um coração bondoso, iluminado pela presença de Deus que ele cultiva diariamente com grande empenho, a soma dessas vibrações constitui um escudo poderoso contra a infiltração das idéias malsãs irradiadas pelas Entidades perturbadas, e apenas as boas idéias podem ocorrer para a realização ou prosseguimento de empreendimentos honestos. Este tipo de empreendimentos, que são aqueles que se submetem ao princípio moral de não intentarem locupletar-se da boa fé dos semelhantes, embora proporcionando resultados bem mais modestos que os de outro tipo, tornam-se mil vezes mais propícios à felicidade de seus empreendedores.

Há fortunas construídas rapidamente que também podem rapidamente eclipsar-se, como as há que foram construídas ao longo de anos e anos de labor honesto e paciente que perduram, resistindo heroicamente aos vendavais adversos que agitam de tempos em tempos os fundamentos da vida terrena. Teremos no primeiro caso aquela imagem do homem que construiu sua casa sobre a areia, e que as chuvas e o vento destruíram e carregaram. No segundo caso teremos a outra imagem, a do homem que construiu sua casa sobre a rocha e esta resistiu aos temporais porque possuía sólidos alicerces.

O mundo atual ainda necessita, e muito, da repetição destas duas imagens, para manter vivo na memória física o princípio de que só o bem constrói, edifica, e ilumina para sempre. O Bem se aplica aqui como no Alto a todo tipo de vida e deve presidir a todos os atos e empreendimentos do homem. Construir com o Bem significa meditar maduramente em tudo o que desejeis empreender em vossa presente existência, o que fareis bem frutiferamente se implantardes e conservar Deus no coração. Ele vos dirá em todos os momentos se aquilo que pretendeis é justo e se da semente que pretenderdes lançar vireis a colher frutos compensadores e saborosos.

Implantai e conservai, pois, Deus no coração, e tereis solucionado todos os vossos problemas da presente existência, preparando-vos para ascender brevemente, quando os tempos chegarem, a um daqueles planos iluminados onde a felicidade de seus habitantes não pode ser traduzida pela pobre linguagem terrena.

É o que sincera e empenhadamente vos recomenda, este vosso irmão mais velho e muito afeiçoado
MAQUIAVEL

Not. biogr. — Nicolau Maquiavel —1469-1527— Estadista famoso e grande historiador florentino. Nasceu em Florença, de família modesta, tendo sido educado pelo escritor Virgílio Adriano. Dotado de inteligência invulgar, Nicolau Maquiavel galgou com brilho todos os degraus do saber, assumindo aos 29 anos a chancelaria do Conselho dos Grandes de Florença, e pouco depois o alto cargo de Secretário de Estado, o qual desempenhou durante cerca de 15 anos. Nesse cargo Maquiavel ditava toda a correspondência pública e o registro das deliberações do poder executivo de Florença. Incumbia-se da redação dos tratados e das relações diplomáticas, funções que o tornaram um dos homens mais importantes da época. Viajava freqüentemente ao estrangeiro em missões diplomáticas, várias delas junto ao rei Luis XII da França, seu grande amigo. Seu empenho consistia em assegurar a independência dos florentinos, chegando a criar milícias nacionais com esse objetivo. A entrada dos Médicis novamente em Florença, porém, com a queda do governo, proscreveu Maquiavel, que se retirou para S. Cassiano, onde escreveu várias obras, sendo a mais importante “Opusculo dei principati” (Opúsculo dos governos) em 1515, obra que o público passou a chamar O PRÍNCIPE. 

Maquiavel escreveu ainda no exílio “Tratado da arte da guerra”, “Discursos sobre Tito Lívio”, em 1516, e “Histórias florentinas”, em 1525. O Papa Leão X promulgou uma anistia por ocasião de sua elevação, beneficiando Maquiavel, a quem encarregou de fazer reconstruir as fortificações da cidade, e tomando-o como conselheiro sobre várias reformas que pretendia realizar em Florença. Maquiavel, entretanto, desencarnava dentro em pouco, suspeitando-se ter sido envenenado pelos adversários. Maquiavel foi historiador poderoso que soube unir a erudição à profundeza, e a gravidade ao encanto e ao interesse das narrativas, sendo considerado um dos maiores escritores da Itália, segundo os seus biógrafos . Foi também estadista notável e grande patriota.