Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

CAPÍTULO LXXIX – Livro: Corolarium – ditado pelo Espírito de Maria de Nazareth ao médium Diamantino Coelho Fernandes. Circunstâncias que podereis alcançar para regressar à Terra após curto repouso no Alto. — Podereis ingressar desde agora no serviço divino. — Um esclarecimento a respeito deste meu intermediário. — Uma suave advertência a todas as esposas.




Nosso Senhor Jesus recomendou-me falar-vos através deste livro, sobre diversos assuntos de grande interesse para todas vós, almas queridas nesta altura das vossas encarnações, considerando bastante remota uma nova existência na carne após o vosso regresso ao mundo espiritual. Isto porque tão grande é o número de almas que lá se encontram aguardando a sua oportunidade de voltar à Terra, que só em circunstâncias especiais poderão descer ao plano físico algumas das almas atualmente encarnadas. Cumprindo, então, a recomendação do Senhor, eu desejo falar-vos a respeito das circunstâncias em que poderão voltar à Terra com pequeno intervalo de repouso no Alto, algumas ou muitas das almas presentemente encarnadas.

Já sabeis todas vós que tivestes a felicidade de compulsar este livro, e possivelmente os outros quatro que formam a Grande Cruzada de Esclarecimento, que o Senhor Jesus está procurando descobrir dedicações em todos os corações que se encontram no solo terreno. O Senhor Jesus vem perscrutando atentamente o coração de todos os filhos encarnados, desejosos de poder identificar aqueles com os quais possa contar para o desdobramento dos Seus serviços perante a humanidade. Com grande alegria para o Senhor, tem Ele conseguido identificar um número bem regular de filhos cujo coração passou a vibrar em harmonia com o do Senhor nesse sentido, filhos que aceitaram prontamente e vêm praticando os conselhos e ensinamentos divulgados por todas nós, almas que viemos falar-vos ao coração. Identificando, pois, o Senhor esses filhos que Lhe abriram o coração e vêm mantendo contato diário com Ele por meio da sua prece noturna, imagina o Senhor poder contar com esses filhos numa próxima reencarnação, como portadores de uma bela missão de serviço divino. Essas almas, por conseguinte, ao regressarem ao seu plano espiritual nos anos que se aproximam, serão consultadas pelo próprio Senhor, sobre se aceitam um novo mergulho na carne, para o desempenho de determinadas tarefas na Terra a serviço do Senhor. Está claro que aquelas que responderem afirmativamente serão desde logo designadas para essas tarefas, que serão tarefas de amor e fraternidade, e apenas permanecerão no Alto o tempo necessário para repousarem de suas lutas atuais, e se prepararem para o desempenho da missão que o Senhor lhes confiará. Desta maneira, poderemos prever um estágio das almas no Alto bastante curto, provavelmente não superior a uns vinte anos, para logo regressarem ao solo terreno, não mais em busca de aprendizado como atualmente se encontram, mas na qualidade de emissárias do Senhor, e por isso cercadas de toda a proteção necessária ao desempenho de suas tarefas.

Quem de vós, minhas filhas e filhos que eu muito amo, não gostaria de ingressar tão proximamente no serviço divino na Terra? Eu mesma responderei por vós, afirmando que nenhuma das minhas leitoras e dos meus leitores deixará de aceitar o convite do Senhor. E este convite que o Senhor me autorizou a fazer-vos através destas páginas, uma vez aceito por vós de todo o coração, elevar-vos-á desde agora à categoria de participantes da Corte do Senhor, mesmo enquanto durar a vossa existência atual. Uma vez aceito este convite, as vibrações emitidas pelos vossos corações já vos identificarão como almas compromissadas com o Senhor Jesus, a quem o Divino Mestre começará desde agora a inspirar determinadas tarefas ao vosso alcance. Eis, pois, almas queridas, uma das recomendações que o Senhor me fez, e da qual eu assim me desempenho.

Em seguida eu desejo falar-vos um pouco a respeito deste meu intermediário, uma alma desde muito dedicada inteiramente ao serviço do Senhor, e um dos seus maiores servidores nestes dois últimos milênios. Para começar eu vos direi que esta bela alma foi uma das que o Pai Celestial me confiou para trazer à Terra há dois mil anos, e aqui viveu com o nome de Thiago. Foi, pois, o meu filho mais novo. Aceitando de coração as idéias do Senhor Jesus, meu filho mais velho, passou a acompanhá-lo em sua pregação como verdadeiro discípulo e servidor. Era este um dos dois apóstolos com o nome de Thiago. O outro era meu irmão mais velho, também amigo e servidor de Jesus. Este meu filho de tal maneira se afeiçoou ao Senhor, que regressando ao Alto, inteiramente se Lhe dedicou, que o Senhor o enviou algumas vezes à Terra no desempenho de tarefas que ele sempre cumpriu com dedicação e amor. Aqui esteve sete vezes antes da atual, nestes dois milênios, participando da vida em todos os seus aspectos. Foi sacerdote dos mais notáveis pela sua dedicação ao ofício que abraçou. Nessa modalidade de vida tão bem se desempenhou que por três vezes o seu nome foi canonizado pela Igreja de Roma. Não divulgarei aqui esses nomes por ser isto desnecessário à minha narrativa atual. Até que em fins do século XIX, mais uma vez reencarnou esta bela alma num país do Ocidente, trazendo na mente a missão que o Senhor lhe confiou desta vez. Apenas concluídos os cursos básicos, atraiu-o o Senhor a este país, no qual deveria desempenhar a grandiosa e bela missão de servir de intermediário às entidades do mundo espiritual, a mim inclusive, no recebimento dos conselhos e ensinamentos deixados neste e nos outros livros desta Grande Cruzada. E tão bem se desempenhou este meu filho querido de sua delicada missão, que o Senhor já lhe preparou uma outra que ele deverá desempenhar cerca do meado do século XXI, quando contará aproximadamente sessenta anos. Para isso o meu querido intermediário deverá regressar ao Alto apenas concluído este livro, do que ele já foi avisado pelo Senhor Jesus, com sua inteira aprovação. É então provável que este meu querido filho Thiago não espere para ver este livro impresso, mas o lerá em seu duplo fluídico assim que o mesmo sair do prelo. Dizendo-vos o que aí fica eu desejo dar-vos um exemplo da utilização das almas pelo Senhor no serviço divino na Terra, para o que só pode contar com as almas encarnadas. E aquelas que ao Senhor se dedicarem podem estar certas de que receberão toda ajuda e proteção do Senhor através das Entidades por Ele designadas para as guiar, ajudar e proteger. Em capítulo anterior eu relatei sucintamente um fato que pode servir como exemplo dessa proteção do Senhor Jesus. Foi aquele ocorrido com este meu filho na cidade do Recife, onde o mesmo, acometido da chamada febre amarela, havia aparentemente sucumbido, quando o enfermeiro do hospital resolveu experimentar um medicamento novo, cuja ação consistia em reanimar o coração em casos extremos. Nós acompanhávamos de perto a marcha da moléstia e muito nos preocupávamos a respeito. O nosso enviado, porém, não deveria partir de regresso, porque sua missão, esta que vem desempenhando, se atrasaria de alguns anos, e não mais chegaria a tempo de a desempenhar. Determinou então o Senhor que especialistas do Alto se aproximassem do doente e tratassem de salvar-lhe a vida para nós tão preciosa. Um daqueles especialistas inspirou então ao enfermeiro João Maurício, através do seu ascendente mediúnico, que fosse rápido buscar a cafeína e a aplicasse no doente. O efeito da primeira aplicação foi animador, e uma hora depois era feita uma segunda, com o resultado esperado. O doente pôde abrir os olhos logo que os movimentos do coração se acentuaram, e isto foi a salvação da sua vida. Os cuidados das Entidades presentes continuaram dia e noite até que, com a graça do Senhor, este filho querido deixou o hospital.

Este relato deve servir para que melhor compreendais o valor de todas as vidas dedicadas ao serviço do Senhor na Terra, as quais as Forças Superiores se empenham em preservar de toda maneira. Porque, minhas filhas e filhos queridos, entre os sete bilhões de almas que se encontram encarnadas, pequena é ainda a percentagem das verdadeiras emissárias do Senhor. A estas, portanto, é mister ajudar e preservar dos numerosos perigos visíveis e invisíveis, para que possam desempenhar a respectiva missão. Já que vos falei um pouco deste meu querido filho Thiago, eu falarei também um pouco da sua companheira do lar, uma alma puríssima que tem sido sua esposa em quatro encarnações com a presente. Ela e ele são o que bem se pode denominar duas almas num só coração. A companheira terrena deste querido filho outra não é senão a também minha filha Anna de há dois mil anos, uma organização modelar de administradora e dona-de-casa. Assim afeiçoadas estas duas almas, já possuidoras de grande luminosidade, têm combinado descer juntas à Terra e aqui se unirem pelo matrimônio. Esta é, como disse, a sua quarta união no solo terreno, porque as outras vezes em que o meu Thiago aqui esteve, foi com a missão de sacerdote, tendo sua alma irmã na qualidade de protetora espiritual. A circunstância de serem duas almas afeiçoadas de longa data, é que justifica o grau elevado de harmonia e entendimento existente em seu belo lar, um lar que pode servir de modelo aos demais lares terrenos. Eu e o Senhor exultamos com este fato, ao ponto de ser este lar o escolhido pelo Senhor para a Sua hospedagem durante os dias e semanas em que tem estado em contato com o meio terreno. Efetivamente, nos últimos meses de 1967, em que várias nações estavam agitadas, o Senhor teve necessidade de permanecer semanas seguidas no meio terreno, tendo então se hospedado com Sua comitiva de assessores no lar deste casal, tão belo, harmonioso e santo, quanto o possam ser os melhores lares da Terra.

Eis, almas queridas, as confidências que resolvi fazer-vos nas páginas deste livro, desejosa de que fiqueis sabendo algo a respeito deste belo instrumento que me serve de intermediário, e de sua modelar companheira de vida terrena. Há certamente uma sensível diferença entre ambos, mas necessária, para o perfeito equilíbrio da conjuntura terrena. Enquanto este meu filho já se tornou um modelo de fé, pela sua compreensão e desenvolvimento espiritual, conseguido ao longo de suas várias encarnações, a minha querida Anna aprimorou-se especialmente em assuntos de administração, assuntos mais objetivos, visando ao encaminhamento e solução dos problemas do lar. A ela o companheiro entrega mensal e integralmente o produto do seu trabalho, que a esposa parte e reparte com uma proficiência que nós muito apreciamos do Alto. Desta maneira é que me permito aconselhar a todas as almas queridas, que procedais do mesmo modo se desejais implantar também a perfeita harmonia e entendimento nos vossos lares. O homem trabalha e produz, e a mulher administra e regula as despesas do lar segundo as posses de cada um. Não esqueçais que o Alto acompanha, observando, a inteligência das pessoas demonstrada na administração de seus lares, a fim de concluir pela sua capacidade ou não de o fazer. Quando sucede observar-se a incapacidade de uma esposa na administração do lar que a Divina Providência lhe confiou, em regra se reduz a ajuda a esse lar assim mal administrado, para que, sobrevindo dificuldades, se apurem as faculdades administrativas da esposa. Tomai bem nota disto, minhas queridas, e lembrai-vos de que todas vos encontrais rodeadas de boas e más influências com o objetivo de conduzir-vos. Se derdes apenas ensejo às boas influências mediante os vossos bons atos e pensamentos, podeis crer que tudo vos correrá bem e a vossa felicidade aumentará sempre, e com ela a luminosidade das vossas almas. Assim procedendo, agindo e pensando bem, estareis cumprindo realmente a vossa promessa feita ao Senhor no Alto, ao receberdes a necessária permissão para virdes à Terra. Mas se, ao contrário disso, vos deixardes induzir à prática de atos menos dignos, pelo canto das sereias de maus sentimentos, e nesses atos enredardes as vossas almas, dando, por conseguinte, a vitória às más influências que vos espreitam, então, almas queridas, muito tereis que caminhar ao longo de áridos caminhos até que possais romper novamente na estrada larga da vossa felicidade. Nenhum juiz melhor nem mais competente do que o vosso próprio coração, para dizer quando vos encontrais certas ou erradas, almas queridas. Eu vos peço então, e com empenho, para que ouçais esse perfeito juiz antes de vos decidires à prática de quanto possa prejudicar-vos. Mas se alguma dúvida ainda vos assaltar, mandai-me então o vosso pensamento, que eu imediatamente vos esclarecerei. Certo?

Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.

CAPÍTULO LXXVIII – Livro: Corolarium – ditado pelo Espírito de Maria de Nazareth ao médium Diamantino Coelho Fernandes. Grande emoção em todos os corações. — Agradecimentos do Senhor. — Preparativos para descer à Terra. — A vida não termina na sepultura. — Estudai as obras espiritualistas para conhecimento do vosso amanhã espiritual. — Uma recomendação do Senhor.




O regresso das almas caravaneiras ao nosso plano espiritual constituiu, um êxito extraordinário, e uma grande emoção em todos os corações. Não sendo embora a primeira caravana de almas a outro planeta, aquela foi, entretanto, a que mais longe se dirigiu, deslizando pelo espaço infinito até ao gigantesco Saturno. Seu regresso nas condições em que se realizou, após uma estada de duas semanas em estudos e observações em Saturno, causou grande emoção, como disse, em todas as almas do nosso plano espiritual. Sua primeira visita foi feita ao Senhor Jesus, que muito feliz se mostrou pelo êxito alcançado pelas almas caravaneiras em sua excursão. Manifestou-lhes então o Senhor Jesus os Seus agradecimentos pelo volume de observações e estudos alcançados pelos caravaneiros, dizendo-lhes por fim:

— De posse de tão belos conhecimentos e das observações conseguidas, minhas almas queridas, eu vos convido a que vos prepareis para descer à Terra, a fim de lá implantardes os melhoramentos observados em Saturno, dos quais o nosso planeta está necessitando. Firmai o melhor possível em vossas mentes os projetos do que pretenderdes realizar no solo terreno, e preparai-vos para descer o quanto antes para a vivência de uma nova encarnação. Daqui, deste plano, nós faremos a nossa parte, inspirando-vos, ajudando-vos e protegendo os vossos passos na Terra para que bem vos desempenheis das vossas novas tarefas. E considerai-vos desde este momento, emissários meus ao solo terreno. Eu vos abençôo a todas e vos envolvo no amor e na graça do Nosso Pai Celestial. Ide, pois.

As almas caravaneiras profundamente tocadas em seu coração pela palavra do Senhor despediram-se emocionadas, e trataram de seus preparativos para nova descida à Terra a serviço do Senhor. Numa solenidade que lhes foi preparada pela direção da Universidade espiritual, o chefe da caravana apresentou longo relatório da excursão a Saturno, o qual ficou arquivado nos anais da Universidade. Este relatório tem sido procurado por grande número de almas desejosas de conhecer detalhes e informações nele contidos, tendo sido então deliberado pela direção da Universidade imprimi-lo para distribuição às almas interessadas.

Nesta altura eu creio poder encerrar o meu relatório sobre a caravana de almas ao planeta Saturno, e pedir-vos a vossa atenção para as descobertas que em breve vereis na Terra, várias das quais trazidas pelas almas que visitaram aquele grande planeta. Efetivamente, alguns dos nascimentos que estão ocorrendo no mundo terreno são de almas caravaneiras agora em missão do Senhor Jesus na Terra. Apenas o seu desenvolvimento físico se complete, estas almas darão início ao desempenho da missão que trouxeram à Terra, na implantação de vários melhoramentos.

Em seguida eu me ocuparei de assunto que muito apreciareis, porque estreitamente relacionado com as vossas atividades neste plano de vida. Referir-me-ei então à maneira pela qual muitas pessoas se conduzem na sua vida terrena, na suposição de estarem nisso perfeitamente corretas. Desejo particularizar as pessoas que se habituaram a encarar a vida como única existência da alma, e que terminada a vida terrena nada mais restará senão o eterno silencio das mãos cruzadas sobre o peito, no corpo dado à sepultura. Muitas pessoas há que assim pensam, nada mais querendo conhecer que as esclareça acerca da eternidade da vida espiritual. As pessoas que por convicção errônea ou negligência ainda supõem, que nada mais existe além da sepultura, fariam bem em procurar familiarizar-se com os ensinamentos espiritualistas já bastante divulgados, através dos quais lograrão saber que o que morre, que desaparece, é unicamente o corpo feito de carne, construído para uma duração limitada. A alma, porém, ou Espírito, que construíram e animaram esse corpo de carne não morrem nunca porque são eternos, infinitos. E assim sendo, no próprio momento em que a alma se liberta do corpo que vai ser dado à sepultura, ela se sente perfeitamente viva e atuante como se ainda estivesse encarnada. Neste momento, então, é que as pessoas desconhecedoras das leis espirituais se capacitam de que não morrem com o corpo, e se mostram muitas delas grandemente surpresas com o fenômeno. Ocorre-me então recomendar a todas as pessoas de todas as idades aproximarem-se das instituições e obras espiritualistas, em busca de melhor esclarecimento para suas mentes. Eu bem sei que um número assaz elevado de criaturas humanas, sabedoras desta verdade, ainda prefere manter-se afastado dos princípios espiritualistas por uma questão de conveniência pessoal, na prática de certos atos que a boa e sã moral condena. Essas pessoas apenas prolongam com isso a sua caminhada na vida terrena, até que as circunstâncias as levem a ingressar decididamente no caminho e na prática dos princípios espiritualistas. É como se tivesse de ascender ao alto de certa montanha, como ponto do programa que estabeleceram para sua vida presente, e preferissem palmilhar caminhos tortuosos, e por isso bem mais longos, do que enveredar pelo caminho mais curto, o caminho reto que se abre à sua frente. As pessoas que assim procedem durante a encarnação, em regra o fazem levadas pelo prazer das ilusões que se lhes deparam no caminho longo em que transitam. Passada, porém, a fase das ilusões com o amadurecimento do cérebro, logo verão quanto tempo precioso desperdiçaram, pouco lhes restando então para se recuperarem. O mais triste de tudo isto, porém, é o que frequentemente verificamos no Alto, com as almas que assim viveram na Terra. Desprovidas de luminosidade que não adquiriram na Terra, estas almas ficam abandonadas de si mesmas por tempos assaz longos, curtindo o arrependimento de sua ultima vivência terrena.

Não me cansarei jamais de recomendar e pedir a todas as minhas filhas e filhos encarnados, que suspendam por um instante as suas atitudes meramente relacionadas com a vida e interesses materiais, e meditem seriamente no seu amanhã espiritual que é certo, infalível. O amanhã espiritual de todas as criaturas encarnadas tem de ser preparado por elas próprias e por ninguém mais. O amanhã espiritual de todas as almas pode ser considerado como um pequeno canteiro que a alma se comprometeu a semear e cultivar. Se o não fizer e por isso nada nasceu no seu canteiro, quando o amanhã espiritual chegar com a sua partida deste mundo, de ninguém poderá a alma se queixar senão de si mesma e amargar então a tristeza de nada possuir no Além como fruto de sua passagem pela Terra. Meditai, pois, almas queridas, e muito seriamente, no vosso amanhã espiritual, e preparai-vos para ele, inclusive, dardes ao Senhor Jesus boas contas da encarnação que lograstes viver na Terra. Já sabeis, igualmente, que outra não vos será fácil de conseguir, em face do grande número de almas que necessitam de reencarnar, e esperam muitas delas há perto ou mais de um século a sua oportunidade. Isto dar-vos-á uma idéia da vossa própria espera para conseguirdes a encarnação que presentemente desfrutais. Tratai, então, com verdadeiro empenho, de cultivar o vosso canteiro com as melhores ações que puderdes regando-o diariamente duas vezes, se possível, com os maravilhosos fluidos da prece a Nosso Senhor Jesus. Se assim procederdes, almas queridas, eu vos asseguro uma grande felicidade e beleza no vosso amanhã espiritual. É tudo quanto posso fazer por vós, almas queridas. O resto cumpre-vos a vós fazê-lo e eu muito espero que o façais.

Tratemos agora de outro assunto. Desejo desincumbir-me neste capítulo de uma recomendação do Senhor Jesus, a respeito de certos acontecimentos em começo de desenvolvimento no solo terreno. Tais acontecimentos devem determinar fatos da maior evidência, como sejam, tremores de Terra, vendavais, maremotos, inundações e outros iguais, como tem sido dito e repetido. Ocorrerão, porém, epidemias em muitas regiões da Terra, para as quais todos deveis estar preparados. A melhor preparação consistirá em manter o corpo sempre higienizado, os poros perfeitamente desobstruídos, e os órgãos respiratórios convenientemente tratados por um exercício diário de respiração. Devem ser evitados os excessos físicos a fim de não debilitarem o organismo, mantendo-o em condições de poder resistir e vencer qualquer princípio de enfraquecimento, o que facilitaria a ação maléfica de determinados agentes nocivos à saúde. O Senhor Jesus deseja que vos encontreis preparados para viver dias e dias possivelmente dolorosos que podem chegar a qualquer momento, e se o vosso corpo físico se encontrar em boas condições de resistência, bem podereis sobreviver aos fatos e acontecimentos. Recomenda-me o Senhor Jesus que eu insista o quanto possível neste ponto, desejoso de que permaneça na Terra o maior número das almas presentemente encarnadas, para que as mesmas aproveitem o mais possível a sua presente encarnação. E o meio para isso é precisamente cuidarem atentamente da saúde do corpo por meio de exercícios físicos e respiratórios.

Almas queridas, que eu muito desejo abraçar um dia no meu plano de vida espiritual: se possível me fosse penetrar em vossos corações, e neles depositar a essência sublime do amor e do progresso espiritual, para com ela apressar a vossa própria redenção, acreditai que eu sinceramente o faria, pela alegria imensa de poder ter-vos comigo no plano em que vivo, e livrar-vos de tantos padecimentos que ainda podereis ter de enfrentar em vosso caminho. Mas isto é possível, almas queridas! Isto é absolutamente possível, se vós resolverdes implantar nos vossos corações tudo quanto aqui vos deixo em palavras escritas, para que as não esqueçais. Fazei isto vós mesmas, mas fazei-o como se estivéssemos conversando frente a frente, e eu vos asseguro ser aquele mesmo resultado: em tempos que hão de chegar eu vos receberei no meu plano, tendo cada qual o seu diadema de grande luminosidade, como só o possuem as almas redimidas. O Senhor Jesus há de exultar então do mais puro contentamento ao verificar que as suas recomendações foram ouvidas e aceitas por todas vós, almas queridas. O que mais poderei eu prometer-vos? Às almas redimidas nada mais há o que prometer, porque a própria categoria atingida já tudo lhes faculta, e elas passam então a dar um pouco do muito que possuem. As almas redimidas, de posse do seu belo diadema de luzes espirituais, passam a ver e compreender de tal maneira a organização espiritual a que pertencem, que o seu grande e íntimo desejo já não é mais receber, porém o de dar, o de distribuir com os necessitados, com as almas que ainda se empenham em galgar a montanha da sua redenção, um pouco daquilo que já conseguiram, para as ajudarem a subir. Este é o pensamento e o desejo de todas as almas redimidas: ajudar na medida das suas possibilidades as irmãs de boa-vontade, desejosas de subirem também. Não podeis sequer imaginar, enquanto na carne, o prazer e a alegria que se apoderam das almas redimidas no mundo espiritual, quando se lhes oferece oportunidade de poderem ser úteis às suas irmãs na carne. Para isto, porém, é necessário que estas o desejem, que solicitem essa ajuda por meio da prece ao Senhor Jesus. Felizes serão, então, as que assim procederem, porque logo terão a prova do que aí fica. A lei espiritual só permite ajuda quando solicitada pelas almas encarnadas, e jamais que alguém se disponha a ajudar quem nada solicitou. Cientes deste princípio, almas queridas, não tenhais constrangimento em rogar ao Senhor aquilo que considerardes justo e merecido, e o Senhor determinará que vos seja proporcionado. Reparai que eu não digo que vos seja dado, mas que vos seja proporcionado. Sabeis então qual a diferença entre as duas expressões? A diferença é a seguinte: se o Senhor determinar que vos seja dado o que pedirdes, nada ficareis a dever pelo fato de vos ter sido dado o que houverdes pedido. Ao passo que, determinando o Senhor que vos seja proporcionado o que houverdes pedido, e esta é em regra a maneira de atendimento aos pedidos das almas encarnadas; a alma beneficiada contraiu um débito para com as Forças Superiores, do mesmo valor da ajuda recebida. Assim o determina a lei espiritual. Com o andar dos tempos, as almas beneficiadas terão oportunidade de proporcionar a outras benefícios ou ajuda equivalente àquela com a qual tiverem sido beneficiadas, e assim estarão resgatando seus débitos para com as Forças Superiores. É forçoso reconhecer ainda neste particular toda a grandeza da lei espiritual, permitindo que as almas beneficiadas pela ajuda recebida do Alto possam por sua vez ajudar a outras almas necessitadas, eliminando da coluna do débito o valor do bem que a outras proporcionarem. Poderemos considerar, então, a ajuda recebida das Forças Superiores como um verdadeiro empréstimo, o qual as almas beneficiadas indenizarão, ajudando por sua vez a outras almas. Vede quanta beleza neste processo, para que não fiquem as almas beneficiadas pelo empréstimo, devedoras por toda a vida, daquilo que receberam do Alto. Não, almas queridas; tudo quanto fizerdes por vossa própria iniciativa em favor dos vossos contemporâneos, estará eliminando do vosso débito aquelas parcelas, e a tal ponto que o vosso crédito então se elevará ao nível máximo da contabilidade espiritual, e isto passará então a denominar-se Redenção espiritual.

Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.

CAPÍTULO LXXVII – Livro: Corolarium – ditado pelo Espírito de Maria de Nazareth ao médium Diamantino Coelho Fernandes. Encerramento da visita ao planeta Saturno. — Asas flutuantes desnecessárias nos mares terrenos. — Zarziel regressando na caravana. — Um festival de música saturnina. — Belo processo de julgamento das composições. — “Vox populi, vox Dei”. — Regresso da caravana.




A visita feita ao planeta Saturno pela caravana de almas do ciclo terreno atingiu os principais objetivos do programa estabelecido no Alto. As observações e informações recolhidas no grande planeta hão de servir e muito, para a implantação na Terra de vários melhoramentos tão necessários à vivência das almas aqui encarnadas. As próprias almas caravaneiras se incumbirão de apresentar aqueles melhoramentos uma vez aqui reencarnadas.

Vamos então retornar a Saturno a fim de acompanharmos a visita das caravaneiras àquele gigantesco planeta. As almas que foram engenheiros na Terra desejaram conhecer de perto o funcionamento das asas flutuantes, e nesse desejo foram gentilmente atendidas pelas almas saturninas, que as acompanharam ao centro de navegação marítima, o local onde se reuniam os maiores transportes de passageiros. Era um local bastante amplo, protegido contra a fúria das ondas, uma espécie de docas de longa extensão e capacidade de ancoramento. Ali chegadas, as caravaneiras iniciaram o exame do interessante dispositivo protetor dos transportes, e verificaram então tratar-se de invenção bastante curiosa, assim a descrevendo nos seus relatórios: — as asas flutuantes da navegação saturnina consistem da junção de seis tubos longitudinais a vácuo, instalados de cada lado dos navios de grande calado, separados entre si por um jogo de molas destinadas a amortecer o impacto das ondas contra o navio. Os jogos de molas são vários de cada lado, colocados a uma distância de três a quatro metros uns dos outros. Enquanto os navios estiverem ancorados, eles podem recolher ou suspender o conjunto das asas flutuantes, apenas as arriando no momento de se movimentarem novamente. Embora de grande eficiência nos “mares de Saturno, permanentemente agitados e muito perigosos, as asas flutuantes não terão utilidade nos mares terrenos, mansos e pacíficos em todas as épocas do ano. Entretanto, a observação feita pelas almas caravaneiras registrou a novidade e a incluiu em seus relatórios de volta à Universidade do nosso mundo espiritual.

Terminada a visita ao centro de navegação que ocupou uma manhã inteira, as caravaneiras regressaram ao Templo para repousar um pouco e pôr em ordem as observações recolhidas nos quase oito dias da visita a Saturno. Tendo sido convidadas pelas almas saturninas para assistir na noite desse dia a um festival de música num dos grandes teatros daquele planeta, as caravaneiras concluíram que aquele festival de música seria o suficiente para encerrarem a visita de estudos e observações que estavam realizando. Assim ocupadas na ordenação de suas notas e observações, foram surpreendidas muito agradavelmente pela presença de Zarziel, desejosa de novo contato com as almas terrenas para uma pequena palestra.

— Bem-vinda sejais, bela alma Zarziel!

— Benditas sejais vós todas, queridas almas terrícolas, neste planeta tão distante do vosso e também meu. Minha vinda aqui nesta tarde tem o objetivo de dar-vos conhecimento de uma grande notícia, que é a seguinte: o meu e vosso querido Jesus acaba de me chamar de regresso ao ciclo espiritual da Terra, assim que me for possível. Ora, como me encontro presentemente desencarnada após uma vivência de cerca de cento e sessenta anos na carne, eu vou aproveitar a vossa caravana e regressaremos juntas. Que me dizeis a respeito?

Oh! estimada Zarziel! Nossa alegria é grande em vos termos em
nossa companhia, de regresso ao nosso mundo espiritual. Nós estamos em véspera de encerrar a nossa visita tão rica de observações e estudos, contando podermos regressar dentro de mais dois a três dias saturninos.

— Muito bem, então, queridas irmãs; eu estarei pronta para regressar convosco. Minhas longas observações e experiência adquirida neste lapso de tempo muito hão de contribuir para o conjunto de estudos que juntas apresentaremos ao Senhor Jesus.
Informada Zarziel do festival de música daquela noite, prontificou-se a comparecer também, adiantando que tal festival seria muito apreciado pelas caravaneiras por sua grande beleza e emoção. Na hora marcada apresentaram-se no Templo as almas saturninas que vieram buscar as caravaneiras, sendo-lhes então apresentada Zarziel, alma já possuidora de grande luminosidade, considerada a mais radiosa do grupo. As saturninas cumprimentaram Zarziel com grande reverência, manifestando-se felizes em tê-la em sua companhia no festival daquela noite. E todas partiram então em direção ao teatro sede do festival. Ali chegadas, todas se acomodaram, reunidas as almas habitantes da Terra e de Saturno, num entendimento da maior harmonia, das quais se irradiavam apenas vibrações do mais puro amor e fraternidade.

O festival não demorou a iniciar-se. Tratava-se de certame periódico, segundo explicaram as almas saturninas. Havendo ali muito gosto pela música em todas as classes sociais, realizavam-se aquelas festividades anualmente, sempre divididas em duas partes musicais. Na primeira parte eram reproduzidas as composições musicais que maior êxito alcançaram desde o último Festival, numa autêntica consagração dos respectivos autores e intérpretes. Na segunda parte eram então apresentadas as músicas e composições, por assim dizer, inéditas, para apreciação e julgamento do público. E como eram estas em número assaz avultado, excedendo algumas vezes a mil, sucedia prolongar-se o festival por uma, duas e mais semanas, até que fossem executadas todas as composições. O público saturnino era apreciador fervoroso da boa música, e ali comparecia atento, quantas noites durasse o festival, para ouvir, apreciar, e apontar a sua composição preferida. O julgamento era procedido da seguinte maneira: — Todas as pessoas presentes ao espetáculo estavam munidas de um voto que as mesmas iam depositando na urna correspondente à composição escolhida cada noite. No término do festival, apuravam-se os votos e eram então proclamadas as composições vencedoras.

Coisa muito semelhante vem sendo realizada nesta cidade brasileira, na qual estou ditando este livro. Pelo menos a dois espetáculos eu assisti, em parte bem semelhantes aos realizados em Saturno. A diferença que encontrei consiste apenas no processo de julgamento. Enquanto aqui se constitui um tribunal julgador das composições apresentadas, em Saturno o julgamento é feito pelo público presente por maioria de votos. Aplica-se em Saturno aquele sábio princípio de que Vox populi, vox Dei, todos aceitando o julgamento do público em seu apurado gosto pela música.

Compareceram assim as caravaneiras durante três noites seguidas, tendo oportunidade de apreciar os fundamentos e a beleza da música saturnina, em seus aspectos seculares — clássica — e atualizada. Apenas não puderam apreciar as conclusões da festividade, a qual durou cerca de dez dias saturninos, como costuma acontecer anualmente. Zarziel, que acompanhou as caravaneiras nas três noites em que compareceram, referiu episódios das festividades anteriores a que sempre comparecia quando no corpo, festividades que empolgavam verdadeiramente a população local. Referiu, inclusive, não ser aquele o único festival de música assim realizado, mas apenas um entre centenas de outros realizados nas demais regiões do planeta, despertando cada qual um interesse semelhante na população regional.

Desta maneira as almas caravaneiras apresentaram fraternais despedidas às suas irmãs saturninas, expressando às mesmas o seu reconhecimento e profunda gratidão, por sua extrema gentileza e inesquecíveis demonstrações de fraternidade e amor, durante tão alegre e feliz permanência naquele grande planeta. Convidaram por fim as queridas almas saturninas a uma visita ao ciclo espiritual da Terra, mostrando-lhes aquele ponto luminoso tão distante no infinito, desejosas de as receber e homenagear condignamente. Este convite, de execução assaz difícil para as almas saturninas, foi contudo aceito com alegria para quando se oferecer oportunidade. Concluídos assim os passos necessários a uma despedida condigna pelas almas caravaneiras, quiseram dirigir-se ao Templo para orar ao Senhor Jesus pela última vez em território saturnino, e empreender viagem de regresso ao ciclo espiritual da Terra. Haviam permanecido quatorze dias em observações e estudos naquele planeta dos mares tempestuosos, e muitos apontamentos, estudos e observações haviam realizado naquele período, reunindo material para uma exposição demorada em sua Universidade no mundo espiritual da Terra. Como haviam adotado de início o método de cada alma tomar os seus apontamentos sobre quanto pudessem observar, uma vez regressadas ao respectivo plano de vida espiritual, haviam de confrontar os apontamentos levantados pela caravana, e deles redigir o relato final sobre cada um dos fatos por todas apreciados. Pareceu-lhes ser este o melhor meio de não perderem detalhes de quanto tiveram oportunidade de observar em Saturno.

Era ainda madrugada nos céus saturninos quando a caravana se fez ao Espaço rumo à Terra, conduzindo alunas e professores da nossa Universidade espiritual, e agora mais o Espírito de Zarziel, após haver encerrado um estágio de quase duzentos anos em Saturno. Uma concentração mental foi sugerida pelo chefe da caravana, para melhor poder a mesma vencer a densidade da bruma que envolve aquele planeta desde grande distância, e juntamente com a concentração, todas emitiram uma poderosa vibração dirigida à Terra, na mentalização do Senhor Jesus. Do mundo espiritual da Terra, a torre de projeção e vigilância emitia vibrações semelhantes em direção à caravana, orientando-a na linha espacial em que deveria manter-se com toda a segurança. Tendo partido de Saturno pela madrugada, gastando algumas horas no percurso, a caravana pousou no plano espiritual da Terra na mesma madrugada, o que é realmente curioso. O fato explica-se, entretanto, face à velocidade da caravana ser algumas vezes superior à da rotação da Terra, alcançando assim o nosso plano espiritual bastante antes de este planeta receber a luminosidade solar.

Descrever então a alegria despertada em nosso plano pela feliz chegada da caravana de almas de regresso de sua visita a Saturno, é tarefa bastante complexa pelo sucesso que o fato produziu. Avisadas as almas do momento aproximado do regresso da caravana, um só pensamento ocorria a todas as almas do plano: trazerem uma bela flor para oferecer às caravaneiras. E assim aconteceu. Tantas foram as flores trazidas ao aeroporto, destinadas às caravaneiras, que impossível se tornou às mesmas recebê-las, tendo sido então deliberado pela Comissão de recepção depositar o enorme volume de flores na praça fronteira, onde as mesmas representariam a homenagem dos habitantes do plano às almas que correram o risco de ir tão longe da Terra em busca de novos conhecimentos. E assim se fez. Todas as flores foram depositadas na praça fronteira ao nosso aeroporto em forma ornamental, por onde haviam de passar as caravaneiras, e aspirarem o seu delicioso perfume.

Uma vez desembarcadas da sua condução, as almas recém-chegadas dirigiram-se ao Templo ali em frente ao ponto de desembarque, onde elevaram uma prece silenciosa ao Criador, pela segurança e felicidade concedida às mesmas no seu trajeto ao longínquo Saturno. A prece, que vem de longos e longos milênios, servindo aos seres espirituais e humanos como o meio mais eficaz de pedir e agradecer favores e graças, a prece é utilizada a cada momento pelas almas do Além, em seus momentos de pedido e agradecimento. Saber pedir por meio da prece é uma grande felicidade, minhas filhas e filhos queridos; mas, sobretudo, saber agradecer pela prece as graças e favores recebidos do Criador, ou das Forças Superiores, é uma felicidade bem maior porque representa nestes casos o pagamento de uma dívida. Aquele, por conseguinte, que já adquiriu o conhecimento do valor da prece e a utiliza em suas necessidades de auxílio do mundo espiritual, e a seu tempo se serve igualmente da prece para agradecer os favores recebidos, esse pode ter a certeza mais absoluta de que o mundo superior está à sua inteira disposição para fornecer novos favores solicitados por meio da prece. Tomai bem nota disto, minhas almas queridas, e utilizai esse meio sempre que precisardes de ajuda espiritual.

Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor nos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.