Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

XXXV - A FORTUNA IMPERECÍVEL - Livro: Vida Nova – Ditado pelas “Forças do Bem”, psicografada por Diamantino Coelho Fernandes.



Os povos que compõem a humanidade atual da Terra, diferenciados apenas pelas condições geográficas e mesológicas que os separam, são em verdade Espíritos oriundos do mesmo plano espiritual, e por isso possuidores do mesmo grau evolutivo alcançado através de encarnações anteriores, neste mesmo plano de vida. A única diferença que entre estes povos se assinala, consiste no seu grau de religiosidade, isto é, no maior ou menor sentimento de amor para com o semelhante. Nisto apenas consiste a diferenciação existente entre os atuais habitantes da Terra.

Sucede entretanto, que a diferença apontada não pode constituir nenhuma barreira ao estabelecimento de um verdadeiro espírito de fraternidade entre os filhos das várias regiões do globo terrestre, para que todos se irmanem no mesmo pensamento de devoção ao Governador da Terra, que por delegação multimilenar do Pai Celestial é Nosso Senhor Jesus, aqui nascido pela última vez na povoação de Nazareth, com o objetivo, já naquela época longínqua, de estabelecer a desejada união de pensamento nesse espírito de fraternidade.

Sabem os homens deste século o que então sucedeu ao filho de Maria de Nazareth, em resposta dos homens de então à pregação de Jesus pela harmonia de todos no mesmo sentido religioso, quando se esforçava em os convencer de que todos os homens são irmãos, por serem filhos do mesmo pai, o Pai Celestial. Seu esforço de então custou ao Senhor o sacrifício que persiste na memória de todos, não sendo necessário descrevê-lo aqui. E sabeis acaso, vós todos que tiverdes a ventura de manusear estas páginas, quem eram os homens e as mulheres que viviam na Terra à época em que Jesus desceu ao planeta para tomar um corpo de carne, com o fim de pregar a sábia doutrina da compreensão e da fraternidade? Eu vos elucidarei a respeito, dizendo-vos com perfeito conhecimento de causa que, com algumas exceções, são todos os Espíritos que na Terra se encontram presentemente em seu último ano do curso terreno, devendo em breve prestar exame final acerca do que vieram aprender neste plano de vida. Digo-vos que vos falo com conhecimento de causa porque assim é realmente, uma vez que eu próprio me inscrevia entre a humanidade de então, e tenho acompanhado bem de perto quanto até agora se registrou em relação a todos os seus elementos. Tendo tido uma ação de certo relevo na História do Cristianismo, por tê-lo aceito e pregado em circunstâncias as mais difíceis que imaginar se possa, a ponto de ter sofrido a amputação de minha cabeça como a melhor maneira que se encontrou de impedir a continuação do meu apostolado, eu venho hoje declarar de todo o coração aos homens e mulheres, que de tal sacrifício resultou a maior iluminação do meu Espírito. Apenas decepada a minha cabeça nos arredores da grande capital da Itália, senti-me instantaneamente aconchegado em macio leito de arminho, no qual fui conduzido ao plano espiritual a que meu sacrifício fazia jus. Desejo então relatar a todos os leitores deste livro, o que faço pela vez primeira, que vale a pena dedicar-se alguém ao serviço do Senhor na difusão de sua encantadora doutrina de amor ao próximo, ainda que na prévia certeza de receber dos homens como recompensa, o encarceramento por mais longo e doloroso, e até mesmo a pena que me foi imposta naquela fase tão distante de minha vida. Ajuntarei ainda, para maior esclarecimento dos leitores, que tendo vivido na Terra inúmeras encarnações anteriores, várias delas em condições bastante difíceis, foi aquela em que me dediquei para sempre ao serviço de Jesus, a em que comecei realmente a viver.

Meu coração enchia-se até então, dos sentimentos peculiares ainda hoje a muitos dos viventes humanos, abrangendo apenas o que se relaciona com a vida puramente terrena, na qual preponderam os interesses materiais, de grandeza e domínio sobre o semelhante, com lamentável desprezo pelos interesses espirituais, objeto e causa da vinda de cada um ao solo terreno. Numerosas encarnações vividas por mim até então, resultaram praticamente nulas para o meu Espírito, afeito como a grande maioria, à preocupação que a todos domina, apenas nascidos e desenvolvidos no ambiente materialista deste mundo terreno. Até que, usando eu da cultura material então adquirida, e desejoso de a demonstrar perante os meus contemporâneos, lancei-me à campanha de combate à doutrina de que fora portadora a maior figura humana de todos os milênios — Jesus de Nazareth — apresentando como argumento o fato de que um homem aparentemente despreparado como se apresentava o jovem carpinteiro de Nazareth, não teria autoridade para pregar uma doutrina que se baseava na humildade, no amor e na fé, quando as mais altas classes sociais da época rendiam sua mais destacada homenagem à cultura e à riqueza dos homens de então. Claro está que a pregação de Jesus tinha de suscitar a desaprovação, a revolta e o ódio dos potentados, como de fato sucedeu, a cuja campanha meu pobre Espírito se lançou com desenvoltura e denodo. Sobreveio, porém, para início de minha felicidade, aquele episódio inesquecível ocorrido na estrada de Damasco, episódio que todos conheceis, do qual resultou acender-se em meu Espírito a luz que fez de mim um dos mais intrépidos seguidores de Jesus, e desde então me haver dedicado pelos séculos em fora ao seu serviço.

Do que aí fica em relato sucinto, eu pretendo convencer a quantos na Terra se encontram na hora presente, que nenhum interesse puramente terreno, seja ele qual for, o de ascender aos mais altos postos de mando em seu ambiente ou região, seja o de acumular fortuna de bens perecíveis, seja enfim qual seja, nenhum interesse dessa espécie sobrepuja o verdadeiro interesse do Espírito, que é a sua maior iluminação, e esta só se consegue por meio da vivência de uma existência equilibrada entre o dever material da obtenção dos meios honestos da manutenção do corpo e a emissão de pensamentos sãos, elevados, em favor da paz e bem-estar dos semelhantes. A ninguém é concedida no mundo espiritual qualquer honraria pela aquisição que haja conseguido na Terra, dos mais altos padrões de cultura, se essa aquisição não tiver podido beneficiar a comunidade.

Nunca será demasiado insistir na grande verdade de que, sendo a humanidade constituída por um número ilimitado de indivíduos, cujo dever consiste, ou deveria consistir, em promover cada um em sua esfera o progresso da coletividade — não reconhecem as leis divinas qualquer mérito na preocupação daqueles que se empenham exclusivamente no próprio benefício. Daí a aplicação constante que todos vemos dos dispositivos da Lei de Causa e Efeito, conduzindo aqueles que apenas se preocupam consigo mesmos e se tornaram ricos, poderosos, numa encarnação, a situação contrária numa próxima existência, quantas vezes até carecente do indispensável à sua subsistência. Isto sucede tão freqüentemente e a tão grande número de almas, que verdadeiramente nos constrange, a quantos contemplamos do Alto o vosso panorama atual.

Chegou, porém, uma fase por todos os motivos ímpar na vida deste planeta, cujo transcurso impõe uma completa modificação na vida de quantos seres humanos aqui desfrutam atualmente uma nova encarnação. É que a semente lançada pelo Senhor há perto de dois milênios encontra-se em plena floração, e seus frutos devem ser colhidos. A semente lançada pelo Senhor com o enorme sacrifício que conheceis, por serdes vós todos, habitantes da Terra nos dias que passam, aqueles mesmos que subestimaram a pregação do puro e são Cristianismo, e que, mais de dois mil anos após, deveis encontrar-vos perfeitamente cientes e conscientes dos vossos deveres espirituais.

Está finda, por isto mesmo, a fase de aprendizado de que todos necessitáveis, e vos foi concedida ao longo destes mais de dois mil anos de idas e vindas a este plano de vida. E como a própria escola em que vos encontrais matriculados, necessita de reparos que a tornem capaz de abrigar novos alunos de mais adiantado curso, isto é, uma escola que vai passar deste grau de ensino primário que cursais à categoria de pré-universitária - está na dependência do vosso próprio juízo preparar-vos para ingressardes em novo curso, em companhia de quase todos os Grandes Espíritos que passaram pela Terra e aqui voltarão com a missão de promoverem o aparecimento de novos progressos à vivência humana, ou, se isto preferirdes, engajar-vos nas levas de almas que devem imigrar a planos-escolas inferiores.

Lamentável seria, meus amigos terrenos, se a última hipótese viesse a prevalecer para um ou dois que fosse, dos Espíritos atualmente encarnados, por qualquer motivo, em vez de se prepararem todos para ascender à luminosa categoria de universitários do amor e da fraternidade, juntamente com as almas que se preparam para reencarnar para a vida terrena. Estou bem certo de que não será preciso que aquele episódio que passou à história com a designação de Estrada de Damasco se repita em muitos ou alguns de vós, para que vos dediqueis também, e com todas as vossas forças morais, ao Nosso Divino Jesus que vos espera, confiante em vossa dedicação. Convencei-vos pois, de que da Terra apenas levamos as ternas e luminosas vibrações do nosso amor aos nossos irmãos encarnados, amando-os, ajudando-os e servindo-os em nome de Jesus, como se o fizéssemos aos próprios irmãos consangüíneos. Procedendo e agindo neste sentido, tendo em vista contribuir para que os mais necessitados possam amenizar dificuldades, mas fazendo-o com verdadeiro sentimento de fraternidade, estareis contribuindo em verdade para o vosso engrandecimento espiritual. Dizendo engrandecimento espiritual, desejo significar o aumento da luminosidade de cada um, cujo valor no mundo espiritual proporciona vantagens mil vezes superiores àquelas que a posse da mais vultosa moeda terrena pode proporcionar aos seus possuidores. E a diferença consiste em que a moeda terrena se desgasta pelo dispêndio ou se extingue no desperdício, enquanto que a luminosidade do Espírito representa fortuna imperecível que só tende a se ampliar, ampliando-se com ela a própria felicidade do Espírito. Vindo ao vosso plano redigir também um capítulo deste livro, o que faço desvanecido com o convite com que me distinguiu a imensa bondade de Jesus para comigo, procurei oferecer-vos um assunto absolutamente útil a todos os meus amigos terrenos, mediante cujo estudo encontrareis no que aí fica toda a sinceridade de quem muito vos ama e de longa data, desde quando palmilhamos juntos os mesmos caminhos terrenos do início do Cristianismo A iluminação que então consegui para o meu Espírito permitiu-me apreciar de um ângulo diferente daquele que então conhecia, a finalidade e a razão de se encontrarem ao mesmo tempo palmilhando idênticos caminhos, criaturas ricas, afortunadas, orgulhosas mas quantas vezes infelizes, e almas simples, humildes e afáveis, cuja aproximação e convívio tanto apreciamos. Reflete-se no campo mental dessas criaturas, tanto das orgulhosas como das simples e humildes o grau de sua iluminação espiritual: As primeiras restaram um caminho assaz longo a percorrer, ao longo do qual as urzes e os acidentes terão de retirar a camada espessa que as impede de refletir a luminosidade do diamante que possuem; enquanto as últimas, já inteiramente livres dessa camada espessa, conseguem transmitir aos outros os belos reflexos de sua luminosidade. Analisai-vos então, meus amigos terrenos, e deduzi vós mesmos qual a classe a que ora pertenceis.

Aqui me despeço de vós com grande saudade deste pequeno convívio, mas prometo estar convosco a qualquer momento em que me chameis. Deixo-vos a segurança de que no plano em que vivo, atenderei prontamente a quanto esteja ao meu alcance em vosso favor. Disponde, pois, queridos amigos terrenos, deste irmão que conheceis com o nome de PAULO DE TARSO


Not. biogr. — Paulo de Tarso — 24-66 — O Apóstolo dos Gentios, como foi cognominado em face do seu trabalho imenso na pregação do Cristianismo, após a sua conversão na estrada de Damasco, onde Jesus lhe apareceu em Espírito, nasceu em Tarso, Cecília, no ano 24 e desencarnou em Roma em 66. Naquela época, ainda com o nome de Saulo, ocupava um elevado cargo no sinédrio em Jerusalém, tendo sido incumbido de comandar a perseguição aos adeptos de Jesus de Nazaré em toda a Síria. Foi quando se dirigia a Damasco, cidade onde viviam muitos cristãos, que o Senhor lhe apareceu e lhe perguntou: “Saulo, Saulo, por que me persegues tu?” Saulo, caindo da montaria, levantou-se ferido de cegueira, mas iluminado interiormente pela Luz Divina. Jesus apareceu em seguida a Ananias, um dos seus seguidores, e lhe determinou que procurasse Saulo em Damasco e lhe aplicasse passes magnéticos na vista para recuperar a visão. Recuperado em poucos dias de tratamento, Saulo tornou-se um adepto entusiasta de Jesus de Nazaré e passou a difundir sua doutrina entre os próprios hebreus estupefatos ante a notícia da ressurreição de Jesus. Assim convertido e adotando o nome de Paulo, percorreu em companhia de Barnabé primeiramente a ilha de Chipre, a Panfília e a Galácia, onde fundou numerosas igrejas. Dono de uma grande cultura helênica e judaica, expunha aos gentios com sua palavra eloqüente os princípios fundamentais da doutrina cristã, conquistando-os de pronto para o Cristianismo nascente. 

XXXIV - ÚNICA FONTE DE SALVAMENTO - Livro: Vida Nova – Ditado pelas “Forças do Bem”, psicografada por Diamantino Coelho Fernandes



Sempre que as Forças Superiores do Universo empreendem a realização de algo que deva importar na alteração do statu quo da humanidade vivente no planeta em que esse algo deva produzir-se, aquelas Forças só o empreendem após uma longa preparação espiritual dessa humanidade, tal a atenção que lhes merece a tranqüilidade e o bem-estar do semelhante. Outra não é, por conseguinte, a atitude das Forças Superiores no caso pertinente a este planeta, em sua preparação para o início das operações transformatórias já determinadas.

Todos quantos neste momento planetário se encontram habitando corpos humanos na face da Terra, estão sendo prevenidos, despertados e advertidos para que não deixem desabar a montanha para só então se precaverem. Estão sendo advertidos os seres humanos, de que maneira? Por algum procedimento ruidoso, violento? Absolutamente. Estão sendo advertidos por meio do convite a todos endereçado pelo meigo Jesus de Nazareth, através dos seus enviados ao ambiente terreno, os quais procuram, através das mais puras expressões da linguagem humana, fazê-los cientes de que devem voltar-se sem demora para a única fonte de salvamento que existe para os habitantes da Terra, que é, sem nenhuma dúvida, a grandiosidade do coração magnânimo do Senhor Jesus. É esta a única fonte de salvamento que existe para as almas presentemente encarnadas na Terra, quer dela venham a necessitar ou não durante a fase transformatória do planeta.

Se, por algum motivo para nós desconhecido, alguns dos irmãos encarnados preferirem subestimar o que aqui lhes deixaram grafado em letras de forma, quantas Entidades Superiores vieram cooperar nesta magna campanha de salvamento dos Espíritos encarnados, se isso acontecer, só o poderemos lamentar e muito, porque as palavras constantes deste volume não possuem senão um sentido, ou seja, um único significado: alertar os corações antes que a montanha comece a desabar. Dizendo montanha, numa linguagem figurada, estaremos procurando significar o desmoronamento de algo de proporções gigantescas em vésperas de se precipitar sobre bons e maus podendo a todos soterrar, se se encontrarem desprevenidos. Quero convencer-me, porém, de que o quanto foi dito e repetido nas páginas deste volume, assim como naqueles redigidos pelo Apóstolo Thomé, já terá sido suficiente para a todos despertar. Assim sendo, volverei aqui o meu pensamento para outro setor da existência espiritual da humanidade de todos os mundos, no desejo que alimento de poder interessar a todos vós, queridos irmãos leitores. Referir-me-ei então ao que habitualmente sucede nos planos espirituais, ou seja, nos mundos habitados por Espíritos em suas vilegiaturas no Espaço, entre uma e outra encarnação. Sim, irmãos meus; cada vez que se extingue a vida de um corpo físico na Terra ou em outro mundo qualquer, o Espírito que tal corpo construiu e habitou por vários anos, pode ser considerado em vilegiatura no seu plano espiritual, por maior ou menor lapso de tempo. Pode tratar-se então de um verdadeiro descanso em face do merecimento adquirido pelo Espírito em sua vida terrena, e nesse caso ele desfruta uma autêntica vilegiatura em que são proporcionados novos e importantes conhecimentos para seu enriquecimento espiritual. Há, também, infelizmente em número assás avultado, vilegiaturas que recordam até pequenas ou grandes punições, tal haja sido o comportamento do Espírito em sua recente vida terrena. Para uns, os primeiros citados, sucede não raro que esse lapso de tempo lhes pareça demasiado exíguo, tão bela quão rápida a vilegiatura decorreu. É que o mundo espiritual é por sua natureza riquíssimo de ensinamentos para aqueles que por seu viver correto na Terra a eles fizeram jus, os quais ali se incorporam aos pelos mesmos já possuídos. Sua incorporação, isto é, a incorporação dos novos ensinamentos aos Espíritos que os mereceram, passa a constituir a fonte de novas e maiores possibilidades em sua próxima reencarnação. Ao passo que, o grande número de Espíritos que passaram pela Terra com a preocupação única de colher, mas sem semear, locupletando-se por conseguinte, da experiência e do trabalho alheios enquanto se fartaram dos prazeres materiais, esse grande número de irmãos decepciona-se apenas haja transposto a fronteira do novo mundo em que forçosamente ingressou. Não conduzindo ativo útil mas apenas passivo inútil, esses irmãos cedo se arrependem da vida que levaram, porém já estão sem remédio.

Isto sucede, entretanto, devemos reconhecê-lo com sinceridade, na grande maioria dos casos, em conseqüência da falta de preponderância das religiões terrenas sobre o indivíduo. Religiões existem, talvez em maior número do que o necessário, todas elas visando, pelo menos na aparência, à felicidade das almas encarnadas. Seja entretanto por que motivo for, a verdade é que sua religiosidade não consegue atrair as almas para o núcleo, de modo a fazer de cada uma um seguidor fiel dos princípios que pregam. Sendo os corpos por natureza impermeável às mais belas práticas religiosas, a elas se sujeitando apenas pelo domínio exercido pelos Espíritos sobre eles, aí encontramos uma das poderosas razões da rebeldia dos homens à prática dos ensinamentos religiosos pregados pelos vários credos e seitas terrenas. Que fazer então? Pouca coisa na aparência, porém muitíssimo na realidade. Partindo do princípio de que só em casos excepcionais a palavra humana consegue interessar verdadeiramente a outro ser humano, teremos que voltar nosso pensamento para outra modalidade de ensinamento ou pregação religiosa. E qual deverá ser ela? — perguntareis. É necessário voltarmos o pensamento, nós do Espaço e vós religiosos da Terra, para o ensinamento espiritual, que é o ensinamento a ser ministrado por Entidades espirituais de grande evolução, que, ou se materializarão em vossos templos, ou se manifestarão por intermédio de pessoas convenientemente preparadas para isso.

O que digo não constitui novidade em relação a algumas regiões do Oriente, onde o desenvolvimento espiritual de seus habitantes permite a manifestação visível de Instrutores espirituais que comparecem aos templos em dias e horas certos, com o fim de ministrar ensinamentos espirituais aos ouvintes. Isto acontece há muitos e muitos anos em várias localidades dos países orientais, cujo resultado se reflete no extraordinário progresso espiritual registrado nos Espíritos que ali vivem suas reencarnações. Devo acrescentar que em face da afluência de ouvintes àquelas reuniões, já se experimentou realizá-las ao ar livre na praça pública, o que vem sendo feito com sucesso. Até há pouco tempo existia aí o inconveniente da falta de audição por parte dos ouvintes mais afastados. Com o progresso, entretanto, da eletrônica, esse inconveniente desapareceu completamente. Torna-se assaz interessante observar o que sucede entre os milhares de ouvintes dessas palestras espirituais após o seu encerramento. Observa-se com satisfação o interesse neles despertado pela palavra iluminada do Instrutor, cujas idéias, transmitidas diretamente aos Espíritos e não aos ouvidos materiais, corpóreos, dos ouvintes, passam a constituir objeto de discussão e estudo durante o intervalo das reuniões, com o melhor aproveitamento para todos, que jamais esquecem o que aprenderam.

Há também, em vários lugares, outra modalidade de reuniões de estudos espirituais. Há organizações constituídas de elementos por assim dizer já iniciados, as quais promovem a materialização da Entidade instrutora pelo espaço de até duas horas, durante cujo lapso de tempo ela prossegue na transmissão verbal de suas aulas do mais alto valor filosófico-espiritual para os respectivos membros. Esta é a segunda modalidade de transmissão de ensinamentos espirituais aos ouvintes encarnados. É a da manifestação da Entidade por meio de sua materialização visível e audível, porém em recinto fechado.

Há ainda a terceira modalidade, a mais fácil de conseguir certamente em qualquer região do mundo, também de valor inapreciável pelos resultados que pode trazer para o aprimoramento espiritual dos ouvintes. Refiro-me à modalidade de incorporação do Espírito Instrutor num ser encarnado possuidor do necessário ascendente mediúnico. Esta modalidade, igualmente útil pelos ensinamentos que pode transmitir aos ouvintes de boa vontade, é sem dúvida a que poderá vir a ser utilizada pelas diversas religiões, credos e seitas existentes na Terra, com o maior aproveitamento para todos os ouvintes. Sabemos todos da existência entre os encarnados e até fazendo parte integrante do corpo de pregadores religiosos, de Espíritos de grande evolução, possuidores, por conseguinte, de belos ensinamentos a ministrar ao seu auditório. Sucede porém, que inúmeras barreiras se lhes opõem para que eles possam transmitir esses ensinamentos lealmente, sendo uma dessas barreiras a constituída pelas limitações da organização a que pertencem, a impor-lhes restrições e mais restrições, segundo os próprios interesses materiais. Podem raciocinar que o fato de ensinarem o que sabem aos seus adeptos, possa levá-los a se afastar dessas organizações e passarem a dirigir-se diretamente a Deus ou ao Senhor Jesus. Daí as limitações que podem existir em relação ao sistema religioso. Já a modalidade de ensinamentos por via mediúnica liberta-se deste inconveniente, com a vantagem de oferecer aos ouvintes a mais pura doutrina filosófico-espiritual, como nenhum ser encarnado poderá jamais interpretar. A propósito relatarei um fato verificado em certa região da Terra, do qual resultava uma afluência desusada ao templo em que o mesmo se registrava. Em certa época do ano comparecia a essa região determinada personalidade religiosa, incumbida de iluminar com sua palavra erudita uma pequena multidão de almas simples que se entregavam à prática dos mais puros deveres para com Deus durante o ano todo. Por ocasião das colheitas, apenas terminado estas e guardado o produto do trabalho santo de suas lavouras, aparecia na região, contratado de antemão, um pregador religioso cuja palavra a todos encantava. O templo tornava-se pequeno para conter a quantos desejavam ouvi-lo. Verificava-se entretanto, com o pregador, um fenômeno que muito o intrigava, e que apenas confidenciava a um colega de sua maior intimidade, Dizia então o pregador ao amigo: — Passa-se comigo um fato verdadeiramente extraordinário, todas às vezes em que vou fazer missão em ........(e citava a região). Acontece-me invariavelmente que, ditas as primeiras palavras de saudação aos fiéis presentes, apenas volto a dar conta de mim quando o sermão termina. Eu dou-me conta, é certo, de que falei, mas não consigo recordar uma palavra sequer do que disse. Fico verdadeiramente intrigado com o fato!...
No ano seguinte ficou combinado irem os dois amigos a realizar a missão do primeiro, a fim de que o segundo procurasse esclarecer o fenômeno. Foram. Iniciado o sermão constatou o amigo ter-se operado uma mudança notável, não apenas na palavra do orador, na maneira de dizer, nas imagens apresentadas, como ainda na sua fisionomia. A oração revestia-se de uma eloqüência desconhecida até então no orador pelo seu amigo presente, à qual se prendiam atentamente, empolgados, todos os ouvintes. Terminado o sermão e recolhidos os dois amigos à sua hospedagem, passaram a raciocinar a respeito. Mais uma vez o pregador confessava não ter sido dele o sermão, porquanto não recordava sequer uma palavra do que dissera. Constatava que o fato se verificava apenas naquela localidade, porque nas demais onde pregava tal não acontecia. Em busca de um possível esclarecimento, resolveram os dois fazer uma pesquisa nos registros paroquianos da terra e dirigiram-se ao templo. Aí conseguiram esclarecer o fenômeno. Um velho cura que ali vivera dezenas de anos e muito amara seus paroquianos, um Espírito que alcançara as mais elevadas regiões espirituais por seu merecimento nesse mister, aproveitava o ascendente mediúnico do emissário religioso para proferir os mais belos sermões, muito semelhantes aos que no seu tempo proferia. Os paroquianos, encantados, comentavam que daquela maneira só o Padre Eustáquio costumava pregar.

Eis aí, amigos meus, um fato que pode repetir-se indefinidamente na Terra, com a vinda de Instrutores espirituais a ajudarem vossas almas a progredir. Meditai sobre isto, é o conselho que aqui vos deixa com a bênção do Senhor Jesus, este vosso amigo que se chamou
HENRI JACQSON DURVILLE


Not. biogr. — Médico e escritor francês desencarnado neste século. Escreveu várias obras sobre magnetismo, dedicando-se também ao estudo do pensamento e sua potencialidade. Grande servidor do Senhor Jesus no Alto. Não há registro do seu nome nas enciclopédias. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

XXXIII - A PRECE ATRAI SOCORRO E PAZ Livro: Vida Nova – Ditado pelas “Forças do Bem”, psicografada por Diamantino Coelho Fernandes.





O movimento espiritual que neste momento se processa nos planos mais próximos, é de tais proporções e diversidades, como não há memória de outro igual em toda a vida deste planeta. Ajustam-se planos de trabalho a ser desenvolvido no solo terreno, preparam-se trabalhadores para mergulhar no ambiente que circunda a Terra, retocam-se detalhes dos trabalhos a serem aqui empreendidos, medem-se e calculam-se distâncias e profundidades para que nada falte na obra imensa, quase ciclópica, a ser executada em profundidade no planeta que habitais, objeto de grandes transformações em perspectiva.

Como todo trabalho cuidadosamente planificado, este a que me refiro foi previsto para um período mais ou menos longo, é verdade, mas seu início a bem dizer já foi dado em vários setores e aí prossegue o seu curso. Cientistas, engenheiros, médicos e outras categorias especializadas, convocadas e instruídas em seu respectivo setor, encontram-se a postos com os elementos necessários ao desempenho de suas tarefas, inclusive a companhia de numerosos auxiliares e assistentes, para darem começo à sua parte. Não haverá nenhum exagero em referir aqui, para que os leitores possam fazer uma idéia aproximada do valor desses trabalhos, que todos os Espíritos de Luz que passaram pela escola terrena se encontram mobilizados neste momento.

De tudo se deduz, por conseguinte, que o que vai acontecer ao mundo terreno a partir de agora, é de molde a levar à meditação quantas almas aqui se encontram na vivência de mais uma existência terrena. Não necessitarei de repetir o que outras Entidades disseram acerca das modificações a serem operadas na Terra, com base, algumas delas, em grandes profundidades do solo, e isto porque todos os leitores já se encontram preparados para elas. Também não perderei palavras em tentar conduzir-vos para Jesus, Nosso Mestre e Senhor, porque o assunto já se encontra perfeitamente claro em vossas mentes, e todos vós, segundo observações feitas do Alto, já estais seguindo esse caminho com maior ou menor dose de fé. Não perderei palavras, por conseguinte, para repisar este assunto, embora ele constitua, por assim dizer, o artigo primeiro do primeiro capítulo.

Falarei então de assunto que suponho do maior interesse para quantos se encontram presentemente habitando corpo humano, em mais uma existência terrena, e sei de antemão que todos o apreciareis sobremodo. Quero referir-me neste capítulo que o Senhor me incumbiu de redigir, ao que se relaciona com o comportamento de cada um de vós em face de acontecimentos que devem positivar-se em breve sobre a face da Terra. Dada a natureza excepcional desses acontecimentos, pode suceder que o seu advento venha a produzir surpresas bastante fortes para os desprevenidos, podendo muitos seres humanos deixar-se tomar pela idéia insistentemente propagada de tratar-se do fim do mundo, o que não é absolutamente verdade.

A Terra não está em absoluto para acabar, como certos pseudo-cientistas apregoam; antes pelo contrário, este mundo terreno está sendo objeto de atenções especiais por parte do Senhor do Mundo, devendo a vida tornar-se em breve mais humana e mais fácil de ser vivida do que agora. As modificações em andamento a se positivarem na estrutura terrena, visam precisamente à preparação de condições mais favoráveis aos seres humanos, tendo-se em vista estas duas circunstâncias: a duplicação ou até a triplicação da população atual, e a vinda para a Terra de Espíritos possuidores de grande evolução, para constituírem a população dos próximos séculos. Não existe, por conseguinte, nenhuma possibilidade, por mínima que seja, de terminar a vida neste planeta, ou seja, de o mundo acabar agora ou daqui a algum tempo. Assim pois, meus caros leitores, a única circunstância à qual todos deveis dar vossa atenção, é à maneira de todos vos comportardes aos primeiros rumores, fatos ou acontecimentos que porventura se manifestarem, seja perto ou longe do local em que vos encontreis.

Como comportamento, desejo significar a atitude mental de cada um dos seres humanos de todas as idades, uma vez que o fato será geral, podendo abranger ora uma ora outra região do solo terreno. A melhor norma, pois, de comportamento, aquela que será capaz de dar paz e tranqüilidade aos Espíritos encarnados, é o estado de comunhão espiritual com as Forças Superiores, também designadas por Forças do Bem. O estado de comunhão com essas Forças, já o sabeis, adquire-se, ou melhor, realiza-se por meio da prece ou oração proferida com toda a convicção de quem sabe que está movimentando uma Lei Divina, que é no caso a Lei da Oração. Através da prática desta Lei todo o socorro prontamente se apresenta no local reclamado, podendo cada qual convencer-se da grande verdade multimilenar, de que, desde que o Universo existe, nenhuma prece ainda se perdeu. E não se perdeu pelo fato em si, de que tendo sido a prece criada paralelamente à criação do Universo, tudo quanto no Universo se encontra está estreitamente relacionado com a prece.

Talvez vos surpreendais em eu vos dizer que a prece se encontra presente em todas as manifestações da Natureza. A água que desliza no leito de um córrego, segue balbuciando uma prece ao Criador ao descer aqui e ali, num desnível do leito ou no choque verificado contra as pedras que nele se encontram. O boi, o cavalo, a cabra como o carneiro, ao erguerem a cabeça no pasto ou onde quer que se encontrem para emitir o som próprio da espécie, estão emitindo com ele a sua prece, algumas vezes de contentamento pela fartura de alimentação que defrontam, outras vezes implorando algo que necessitam ou desejam realizar. Podem os homens não entender completamente o que dizem os animais em sua prece, porem o Criador os entende e abençoa. A prece é, por conseguinte, o recurso mais pronto e mais eficaz ao homem em quaisquer situações. Demais não será dizer-vos, meus caros irmãos leitores, que ela nunca vos foi tão necessária no decorrer da vossa existência multimilenar como o será nos dias que se aproximam. A prece individual atrai o socorro, a paz e a tranqüilidade do Espírito; mas a prece coletiva, essa realiza verdadeiros milagres. Nós que vivemos hoje a vida de Espíritos livres no mundo espiritual, temos por hábito reunir-nos diariamente em horas predeterminadas para orarmos juntos, para realizarmos a prece coletiva, menos em nosso próprio proveito do que no vosso, irmãos encarnados. Observando do Alto as vossas necessidades de harmonia, precisamente pela ausência do hábito da prece, nós que tanto desejamos a vossa felicidade, procuramos suprir essa deficiência orando coletivamente por vós neste plano de vida terrena. Não penseis, contudo, que nos sereis devedores de algo por essa nossa prática em vosso favor. Absolutamente nada nos ficais a dever por isso. A prece contém em si mesma, nas vibrações que emite, esta beleza imensa: beneficia aquele que a faz em seu próprio favor, de maneira precisa, total. Porém, quando emitida em favor de outrem, então ela se desdobra em duas parcelas absolutamente iguais, sem que nenhuma delas seja inferior à sua totalidade: ela beneficia aquele em favor de quem é feita, e, em igual parcela beneficia quem a emitiu. Está nisto, por conseguinte, uma demonstração a mais do valor prodigioso da prece, uma das mais belas criações do Senhor, Nosso Deus. 

Constitui ainda hoje um dos mais belos trabalhos a serem realizados na Terra, ensinar as gerações novas a orar. E tanto mais se adiantem os trabalhos neste sentido, tanto mais as gerações se aproximarão de sua verdadeira felicidade. Ensinar desde os primeiros anos a criança a balbuciar as palavras da prece, representa pra quem o faz, o mesmo que estar iniciando no coração da criança a iluminação do seu Espírito. Dessa iluminação desde os primeiros anos de uma nova existência terrena, desenvolver-se-á nesse pequenino coração o hábito de se comunicar com Deus, Nosso Pai Celestial, cuja assistência e proteção jamais lhe faltará pelos anos em fora. Não há nenhum exagero em eu vos dizer que estatísticas cuidadosamente levantadas no Alto, demonstram que os Espíritos que na Terra se têm desviado do caminho reto, encontram-se entre os que não aprenderam a orar em crianças, ou o fizeram desprovidos da necessária explicação doutrinária, ministrada por seus responsáveis. Verificamos então que das crianças acostumadas à oração diária, em noventa por cento dos casos resultaram homens e mulheres corretos, quando não até modelos de criaturas humanas no desdobramento de sua existência.

Uma conclusão daí se retira, para a qual desejo chamar a atenção de todos os meus leitores: a da conveniência, da imperiosidade mesmo, para todos vós que fostes distinguidos na Terra com a dignidade de receberdes filhos em vossos lares para criar e educar, de acostumá-los desde bem cedo ao hábito da oração a Nosso Senhor, infiltrando em seus mimosos corações as vibrações maravilhosas que os ajudarão a vencer, na vida que iniciam, todas as dificuldades e obstáculos que não hão de faltar.

Este é o conselho que venho trazer-vos no capítulo que vim redigir por solicitação de Nosso Senhor, oportunidade que eu quis aproveitar para reeditar palavras e atitudes que tanto dignificaram minha última passagem pela Terra. Do Alto onde hoje vivo, contudo, muito tenho sido solicitado a intervir em favor de muitos milhares de filhos que aqui viveram e de outros que ainda vivem, quando em suas dificuldades se lembram deste velhinho.

Aqui me despeço com saudades imensas deste plano onde tanto procurei servir ao Senhor Jesus, servindo aos meus irmãos necessitados de todas as categorias. Continuai então a dispor, sempre que necessiteis, deste Espírito que tanto vos quer e estima em seu coração.
ANTÔNIO DE PÁDUA

Not. biogr. — Antônio de Pádua — 1195-1231 — Religioso franciscano português. Seu nascimento é dado por uns como ocorrido em Beja, e por outros em Lisboa, a 15 de agosto de 1195, filho do nobre Martinho de Bulhões e D. Teresa Taveira, “senhora de ricos dotes de alma e inteligência”. Tendo concluído o curso de humanidades em Lisboa dirigiu-se a Roma com o fim de obter um favor do Papa, e ali ingressou no estudo da religião.

Possuidor de inteligência incomum, Antônio adquiriu rapidamente o curso de teologia, passando, muito jovem ainda, a lecionar essa matéria na Universidade de Pádua. A circunstância de ter vivido vários anos nessa cidade levou os paduanos a chamá-lo mais tarde Frei Antônio de Pádua, “o filho mais querido da casa de S. Francisco”.

Antônio de Pádua foi pregador exímio, cuja palavra arrebatadora empolgava as multidões. Santo Antônio é tido no mundo cristão como descobridor das coisas perdidas. Conta-se que a origem dessa crença foi a seguinte: Estava Frei Antônio em Montpellier, França, ensinando teologia aos jovens frades, quando um dos noviços desapareceu do convento levando consigo o livro dos salmos comentado pelo Frei Antônio, uma preciosidade naquela época de falta de livros. O livro fazia falta ao Santo, no ensino, e o mesmo lamentava, sobretudo, o grave pecado do ladrão. Pôs-se então a rezar pelo pecador, pedindo na oração que o livro lhe fosse restituído, pois que dele necessitava para a continuação do ensino. A prova de que o Senhor ouviu a oração do Frei Antônio pode ser encontrada neste fato extraordinário: ao passar por uma ponte, o noviço viu-se detido por um negro que lhe tomou a frente, ameaçando lançá-lo ao rio se ele não fosse imediatamente restituir o livro a Frei Antônio. Aterrorizado com a ameaça, o noviço voltou ao convento, lançou-se aos pés do Santo, restituindo o livro e implorando perdão pelo grave pecado, e rogando ser readmitido no convento, o que lhe foi concedido. Data deste fato a fé depositada em Santo Antônio como o grande restituidor das coisas perdidas. Mas há muitos fatos semelhantes na vida deste Grande Espírito que ocupariam volumes.

Santo Antônio desencarnou no conventinho de Arcela, próximo de Pádua, no dia 13 de junho de 1231. Seu corpo, com grande cortejo, foi depositado num sarcófago de mármore na Igreja de Santa Maria, em Pádua, onde se lê a seguinte inscrição: “Esta cidade sente-se engrandecida por ter dado ao glorioso Taumaturgo português o sobrenome pelo qual é geralmente conhecido — Santo Antônio de Pádua”.

Um dos biógrafos de Santo Antônio (1) escreveu o seguinte: “Quem, indo visitar o túmulo do Taumaturgo chega à estação da Estrada de Ferro, não precisa ter cuidado para achar a grande basílica. Isto porque encontra um bonde estacionado com a tabuleta — II Santo — como se não houvesse outro Santo no Céu, tanta é a veneração que lhe tributam e a glória que julgam os paduanos ter possuindo os despojos mortais do “Santo de todo o mundo”. 

Santo Antônio foi canonizado pelo Papa Gregório IX no dia 30 de maio de 1232, um ano após a sua desencarnação, estabelecendo o dia 13 de junho anual para a celebração da sua festa.
(1) Frei Basílio Röwer

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

XXXII - FASE DECISIVA PARA TODOS - Livro: Vida Nova – Ditado pelas “Forças do Bem”, psicografada por Diamantino Coelho Fernandes.





Os desígnios humanos, projetados e cumpridos desde o inicio da criação do homem, são tão perfeitos e tão sábios, que nada tem sido necessário modificar no sentido de dar ao homem mais do que aquilo que lhe foi atribuído e vem sendo cumprido através dos milênios. Os Espíritos livres no Espaço conhecem de sobra esses desígnios e sempre prometem e desejam cumpri-los ao pleitearem junto às Forças Superiores a concessão de uma nova peregrinação no solo terreno, a fim de adquirirem ou aprimorarem as qualidades morais de que necessitam para a sua ascensão a mais elevados planos do Universo.

Sucede entretanto, e isto se tem verificado em todas as épocas, que o envolvimento do Espírito pela roupagem carnal peculiar ao mundo terreno, consegue fazê-lo olvidar aqueles seus compromissos anteriores à encarnação, em face do que, uma vez firmado no solo terreno, o Espírito facilmente se adapta aos costumes da maioria, e aqui permanece durante anos seguidos sem qualquer resultado para o seu adiantamento espiritual. É certo que no período em que o corpo se entrega ao sono cada vinte e quatro horas, o Espírito é assistido pelos seus Protetores invisíveis, e por eles alertado acerca do que lhe compete fazer no seu próprio benefício. Se um grande número de Espíritos consegue recordar no dia seguinte os conselhos que recebeu durante o sono do corpo e procura segui-los da melhor maneira, é certo que a maioria se esquece completamente do que ouviu, porque os interesses materiais superam neles os espirituais. Ao fim da encarnação acontece virem esses Espíritos a lamentar profundamente, mas sem remédio, o esquecimento que deles se apoderou, e o não aproveitamento de mais uma encarnação, às vezes tão dificilmente conseguida.

Isto aconteceu durante milênios em todo o planeta, e acontece ainda nos dias que correm a uma enorme percentagem dos seres humanos. Sendo, porém, a presente fase da vida humana, como que decisiva para quantos se encontram na Terra, decidiram as Forças Superiores sob a chefia de Nosso Senhor Jesus, enviar ao meio terreno emissários a transmitir por meio da palavra falada e escrita, uma série de conselhos e informações destinados a despertar no Espírito encarnado a idéia da necessidade inadiável de retomar o caminho e a prática de seu maior Interesse antes que certos fatos, ou melhor dizendo, certos fenômenos se positivem.

Esses conselhos e essas informações aí estão grafados nos livros do Irmão Thomé e nas páginas deste, tendo Nosso Senhor determinado que aqui viessem tantas Entidades a redigi-lo, quantos sejam os seus capítulos. Convidado também pelo Senhor Jesus, aqui se encontra um de seus menores servidores para grafar este capítulo, com o objetivo, ainda, de comprovar perante os menos crédulos que o que morre não é jamais o Espírito, mas apenas o corpo. O Espírito, ao terminar a sua encarnação em cada viagem a Terra, segue o caminho do plano espiritual a que pertence, do qual se deslocou para cumprir uma nova peregrinação terrena.

Pena é que numerosas escolas filosóficas persistam em ensinar erradamente aos seus adeptos que o Espírito — a alma — é criado para ocupar o corpo desde o nascimento, e dele se afasta para sempre após o fenômeno da morte. Puro engano esse, e altamente prejudicial à evolução de cada um. Ensinando assim erradamente à criatura humana que nada mais encontrará além da morte do corpo, essas escolas estão contribuindo para a estagnação dos Espíritos, tirando-lhes todo o estímulo a se devotarem à preparação de uma próxima reencarnação, após o necessário estágio nos planos do Além. Mediante esse princípio tão difundido na Terra, poucas criaturas se esforçam pela prática de obras capazes de a ajudarem em seu regresso ao mundo espiritual, porque desconhecem toda a beleza de uma vida inteiramente devotada ao bem e ao amor do próximo, como sementeira de luzes e bênçãos para si própria no mundo espiritual.

Para comprovação do que digo, encontrais reunidos neste volume capítulos redigidos por Entidades que a história humana registra como viventes desde o primeiro século do nascimento do Senhor Jesus na Terra, fato que o resumo biográfico que lhes segue pode elucidar. Ora, essas Entidades que em tão longas eras se destacaram pelo esforço despendido em suas vidas pelo bem do próximo, não poderiam ter sido criadas na ocasião do seu nascimento na Terra, com todo o seu saber de que deram provas, sendo este o resultado de muitas e muitas vidas anteriores, todas elas vividas na Terra desde tempos imemoriais. O saber demonstrado pelo homem em cada uma de suas vidas terrenas não é senão o resultado das experiências acumuladas em vidas anteriores. O Pai Celestial não criaria tal desigualdade de Espíritos para ocuparem uma única vez um corpo humano, concedendo a uns idéias, inteligência e possibilidades extraordinárias, enquanto recusaria os mesmos dons a outros filhos. Deus não enviaria a Terra com a mesma idade espiritual, filhos com a missão de dirigir, governar frações da população terrena, dispondo de recursos e meios excepcionais, enquanto a outros nada mais concederia além da obrigação de servir e obedecer àqueles, uma existência inteira.

Todos os Espíritos foram criados nas mesmas condições e com iguais possibilidades. Uns conseguem avançar mais depressa no caminho do seu aprimoramento, graças a uma boa orientação recebida da parte de seus genitores, mestres ou companheiros de jornada terrena, despertando suas qualidades latentes em benefício do seu mais rápido progresso espiritual. Outros, por motivos óbvios, como que estacionam durante encarnações seguidas, só muito lentamente alcançando os objetivos com que vieram àTerra. Isto sucede, aliás, em vossas escolas terrenas: há nelas alunos que se destacam, se agigantam pelo estudo e dedicação ao curso, vencem os primeiros lugares, ao passo que outros, muitos infelizmente, encaram as matérias com certa displicência, e só as vencem como uma obrigação imposta pelos seus maiores.

Assim pois, deveis convencer-vos de que todos vós tendes vindo à Terra seguidamente desde muito antes da era cristã, sendo muitos de vós contemporâneos de quase todas as Entidades que assinam capítulos deste livro. Todos nós que aqui viemos para o mister de colaborar em VIDA NOVA, verificamos encontrarem-se presentemente na Terra, provavelmente em sua última encarnação, Espíritos já possuidores de grande luminosidade, e aqui se encontram também em missão de dar exemplo de bom procedimento, de boa moral e de espiritualidade aos demais. Estes Espíritos, pela sua evolução, são extremamente modestos, vivem vida honrada e humilde, e sua palavra aborda invariavelmente temas dos mais elevados. Há-os em todas as classes sociais: entre os humildes como entre os doutorados, podendo os mais perspicazes identificá-los pela bondade e renúncia de que freqüentemente dão provas. São Espíritos missionários estes irmãos, também a serviço do Senhor. Eles podem ser comparados a pequenas partículas luminosas entre um conjunto de areias mais ou menos opacas, a demonstrar o grau a ser atingido por todos os grãos desse conjunto de areias. Sua vida presente, antes de ter sido motivo de solicitação sua, terá sido resultado duma solicitação do próprio Senhor Jesus a fim de iluminarem pela ação, pela palavra e procedimento, a quantos no momento aqui se encontram encarnados. Certo é que entre os leitores deste livro não poucos irmãos missionários se encontram. Uns já terão posto em ação a sua superioridade moral através dos seus atos e palavras, seja transmitindo a outros as suas experiências, seja ajudando, orientando irmãos no caminho que lhes convém. Outros muitos, porém, provavelmente adormecidos no envolvimento da carne de que se acham revestidos, apenas contemplam o desenrolar da vida comum sem nela intervirem com a sua experiência, luz e bondade de que são possuidores. É então a estes irmãos que desejo dizer aqui algumas palavras que são as seguintes:
— Meus queridos: vossa presente existência terrena pode elevar-vos imediatamente àquela categoria espiritual que tanto cobiçáveis quando no Alto, ao regressardes de vossa penúltima viagem a Terra, quando pudestes constatar que vos faltam poucos degraus para alcançá-la. Presenciastes muitos de vós, o galardoamento de vários contemporâneos vossos, feito pelas próprias mãos do Senhor, com o qual puderam alçar-se àquela ambicionada categoria. E todos vos entristecestes pelo fato de não vos encontrardes no meio deles nessa ocasião, e com eles vos elevardes também na escala da espiritualidade. Pois bem, meus queridos irmãos: a vossa oportunidade está agora em vossas mãos. Depende exclusivamente da vossa determinação na vida presente, para muitos a partir de hoje, ascenderdes em breve também àquele luminoso plano a que todos aspiráveis ainda há pouco. Despertai já e já as excelentes qualidades que em muitos se conservam adormecidas no âmago de cada um, e movimentai-as com amor a serviço do bem comum da coletividade, porque o fareis em verdade a serviço do Senhor. Como proceder? Bem facilmente irmãos estimados. Necessário se torna, precipuamente, entrar em contato com o Senhor a fim de receberdes do Divino Mestre as necessárias instruções. Dizendo instruções estarei dizendo idéias, sugestões, modalidades de agir, que são inúmeras em cada setor da vida humana. O contato com o Divino Mestre, segundo o processo longamente divulgado nas páginas deste e dos livros do Irmão Thomé, é a coisa mais fácil e agradável para cada um de vós, visto resultar de sua prática uma concepção inteiramente nova da vida terrena, dando-lhe a medida exata do que ela é. As idéias, sugestões e modalidades que tal contato vos trará, habilitar-vos-ão a transformar-vos de simples seres humanos a viver quase que automaticamente uma nova vida terrena, em vos sentirdes imediatamente Espíritos fortes, valorosos, capazes de operar até verdadeiros milagres, pela concentração e emprego de recursos até agora esparsos ou desperdiçados ao longo dos vossos dias decorridos. Vós todos que estas linhas estudardes, eu vo-lo afirmo sinceramente, podeis tornar-vos ainda na presente encarnação autênticos mensageiros do Senhor Jesus a serviço da coletividade a que pertenceis.

Eu vos asseguro igualmente, por estar para isso devidamente autorizado, que nenhum dos pensamentos de ajuda, súplica ou de auxílio que na hora certa dirigirdes ao Senhor Jesus, nenhum deles será desprezado ou desatendido. Nosso Senhor que me incumbiu de vos falar desta maneira, anseia por ver elevarem-se à categoria a que acima me referi, em seu regresso ao mundo espiritual, todos os Espíritos cursando presentemente esta escola terrena. Assim pois, meus queridos, não existe nenhum obstáculo para que todos vós alcanceis a vivência espiritual a que fizerdes jus, o que fareis já então portadores do almejado galardão que constitui o preço do ingresso de cada um.

Lá, nesse plano a que em breve ascendereis, várias surpresas das mais agradáveis vos ocorrerá. Uma delas será o encontro com amigos milenares de muitas vidas contemporâneas, os quais, pelo empenho com que aqui se devotaram ao serviço do Senhor, lograram há muito a sua elevação a esse plano de vida. Lá se hão de encontrar certamente, e alegremente vos receberão, Entidades que foram vossos progenitores, vossos filhos, vossos irmãos consangüíneos, e não poucos afeiçoados e grandes amigos feitos durante milênios de vidas vividas neste planeta de lutas e sofrimento. Dizendo-vos estas palavras redigidas, com o meu coração, para atender ao pedido do Nosso Senhor Jesus, sinto-me envolvido numa onda de amorosas vibrações que delas se desprende ao serem grafadas no papel, as mesmas que hão de envolver a todos vós, queridos irmãos, ao experimentardes pôr em prática o que minhas palavras traduzem.

Que Nosso Senhor vos ilumine com sua Divina Luz, e em breve vos encontreis no tão desejado plano espiritual, são os votos sinceros e ardentes deste vosso irmão e amigo
JACQUES MONT-SAINTE

Not. biogr. — Escritor e filósofo francês do século XVIII. É de admirar que as enciclopédias não lhe registrem o nome e as obras que escreveu, que foram várias. É uma Entidade de grande luminosidade, muito estimada no mundo espiritual, inteiramente devotada ao serviço de Jesus, de quem recebeu convite para colaborar nesta obra.