Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

terça-feira, 18 de abril de 2017

CAPÍTULO XXXVI – Livro: Corolarium – ditado pelo Espírito de Maria de Nazareth ao médium Diamantino Coelho Fernandes. Uma nova vida se abre para as almas que partem. — A causa da profunda tristeza das almas que ficam. — No Alto todas as almas praticam a oração. — A comemoração do dia 25 de abril.




Prosseguindo na divulgação do que se refere à chegada e permanência das almas nos respectivos planos de vida espiritual, eu venho trazer para vós um novo detalhe, do qual retirareis também um novo ensinamento. Para as almas encarnadas que apenas assistem à partida de um ente querido do seu lar, tudo acaba para ele, isto é, para a alma que parte, uma vez que a não tornam a ver enquanto permanecerem na Terra. Para a alma que parte, entretanto, uma nova vida se abre com sua volta ao plano espiritual a que pertence. Uma nova vida começa para as almas que entregam à Terra o veículo usado neste plano físico, passando desde então a uma nova vivência no mundo espiritual, muito mais alegre e feliz do que a que encerraram na Terra. Há certamente exceções e não poucas a esta regra, como acontece em tudo na vida. As exceções a esta regra, isto é, a modalidade de vida muito mais alegre e feliz que as almas vão encontrar no Alto, decorrem exclusivamente do estado de consciência das almas que partirem do meio terreno, sobrecarregadas de episódios desfavoráveis, resultantes de fatos e atividades contrários às leis do amor e da fraternidade. Já compreendestes todas vós, minhas filhas e filhos do meu coração, a que espécie de fatos e atividades eu me refiro nas linhas acima. As almas, por conseguinte, que deixam a Terra em tais circunstâncias, é claro que não poderão gozar no mundo espiritual a mesma paz e felicidade que aquelas que souberem pautar os seus atos com espírito de fraternidade e amor aos semelhantes, regressando então com sua consciência absolutamente tranquila. Para estas almas, o encerramento da sua existência na Terra representa em verdade um grande bem, só comparável ao encarcerado ao qual se abrem as grades do cárcere, para que venha respirar novamente o ar livre em plena liberdade. Para estas almas que souberam viver a vida de trabalho honesto e de aprendizado, sobretudo as que souberam buscar na prece diária as luzes e bênçãos dela decorrentes, a sua partida da Terra deve ser recebida como uma graça, porque realmente assim é.

Eu bem sei que minhas palavras encontram algumas restrições por parte das almas que permanecem na Terra, e assistem com profunda tristeza à partida os seus entes queridos ao coração. A essas almas queridas, eu direi que tal situação existe em virtude dos poucos conhecimentos que possuem em relação ao mundo espiritual. E lhes direi, então, que nenhuma alma parte da Terra de maneira imprevista pelas Forças Superiores, nem tampouco um minuto antes da sua hora. Todas as almas possuem o seu plano de vida e permanência na Terra, assim como dia e hora em que devem regressar ao seu plano no Além. Não há, pois, fatalidade nem imprevistos neste particular. E tudo acontece, inclusive, dentro da verdadeira conveniência das almas encarnadas, e, por isto, para o seu próprio bem. Resta o problema da saudade no coração das que ficam, problema realmente grave em muitas almas, dados os laços de profundo amor que as ligam àquelas que partiram. Isto é um fato evidente e plenamente justificado. Com o passar dos tempos, entretanto, as almas encarnadas serão dotadas de duas belas faculdades mediúnicas que lhes permitirão manter contato permanente com os seus queridos que partiram da Terra, e deles receberão então as maiores demonstrações de que continuam a viver no Alto uma vida muito mais alegre feliz e tranquila, do que aquela que encerraram na Terra. Os tempos aproximam-se, e com eles as duas faculdades que se tornarão comuns a todos os seres humanos, desaparecendo então da face da Terra essa tristeza imensa dos dias presentes em face do fenômeno da morte.

Tratarei em seguida de outro serviço existente no mundo espiritual o qual todas vós, minhas almas queridas, muito lucrareis em conhecer desde agora. Quero tratar do que cumpre a todas as almas viventes no mundo espiritual, como função natural a executar nos planos em que vivem. A função em referência está relacionada com a vida e felicidade de todos os seres do Universo, produzindo um reflexo de igual natureza sobre as almas que cumprem ou executam esta função. Já compreendestes vós todas, que se trata da oração, o veículo mais atuante e poderoso em favor da felicidade e harmonia, tanto a individual como a universal. Efetivamente, a função em referência não é outra senão a prática da oração individual ou conjunta pelas almas viventes nos planos espirituais. Existem nesses planos numerosos templos espalhados pela sua superfície, onde se reúnem diariamente em hora convencionada, as almas desses planos para elevarem em conjunto uma oração ao Pai Celestial, cujo ato constitui um verdadeiro prazer para todas as almas presentes. A hora convencionada corresponde às dezoito horas da Terra, uma hora realmente propícia à oração, por ser aquela em que todas as vibrações entram por assim dizer em suspenso, tanto lá como aqui. Projetam-se então no éter que circunda o mundo terreno as vibrações luminosas produzidas pelo conjunto de almas em prece, observando-se nesses momentos um belíssimo espetáculo. O conjunto dessas vibrações de grande luminosidade, projetado no éter, atrai para as almas reunidas no templo um apreciável volume de luzes e bênçãos que logo se incorpora ao respectivo diadema. Acontece muito frequentemente nesses momentos, aparecerem e se manifestarem nos templos Entidades vindas de planos ou mundos mais elevados, portadoras de outra espécie de luminosidades ofertadas às almas presentes, que as recebem como verdadeira graça do Pai celestial. Estas Entidades provindas de planos mais elevados proferem alocuções magníficas de ensinamentos às almas presentes, através dos quais todas elas conseguem enriquecer também o seu patrimônio. Nós designamos este ato como função religiosa que verdadeiramente é, e um dos meios pelos quais as almas desses planos assim reunidas vão aumentando a própria luminosidade. Gostaria de poder transportar para este livro um pouco do que consta das alocuções proferidas perante as almas reunidas nos nossos templos do Além. Mas vou tentar reproduzir uma delas, se não em sua elevada concepção oratória, porque proferida por uma das Entidades mais cultas do mundo espiritual, ao menos em sua substância.

O fato passou-se no último vinte e cinco de abril, uma data das mais gratas que todos comemoramos no mundo espiritual. Estava repleto o majestoso templo, abrigando algumas centenas de milhares de almas em prece e um perfeito recolhimento, quando esvoaçaram pelo templo duas lindas pombas brancas, num leve ruído de asas suficiente para despertar a atenção das almas presentes. Tendo percorrido o templo em círculo, foram pousar em duas colunas paralelas ao fundo, num local em que três colunas existem como ornamento arquitetônico. Pousadas serenamente, uma terceira pomba ali chegou, mas sem ruído, sendo agora três as pombas voltadas para o templo repleto de almas em prece. O fato não era desconhecido; e sua constatação desde logo enunciou a idéia de que uma visita extraordinária ali estaria, como de raro em raro acontecia. Devo explicar, inicialmente, que as almas de determinados planos menos evoluídos não conseguem ver as Entidades dos mais evoluídos, assim como vós mesmas enquanto viverdes na Terra não conseguis ver as almas desencarnadas. Por tal motivo as Entidades de planos superiores necessitam de se materializar para se apresentarem e falar às almas dos planos inferiores. A presença prévia das três pombinhas serviu para fornecer à Entidade visitante o fluido magnético necessário à sua manifestação. Dada esta explicação, para vosso conhecimento do detalhe, entrarei no assunto da alocução daquela tarde de abril. Passados não mais do que uns três minutos de silêncio, eis que uma radiosa Entidade se apresenta ao grande conjunto de almas em prece, e então lhes falou em termos mais ou menos os seguintes:

— Minhas irmãs muito queridas: minha presença neste momento entre vós, eu a devo a uma graça do Nosso Querido Mestre Jesus, conferida ao meu pobre Espírito de seu servidor multimilenar. Transcorrendo hoje, como sabeis, aquela data inesquecível do regresso do Senhor ao seu plano espiritual, deseja o Senhor que sua comemoração consista num esclarecimento aos vossos Espíritos, em fase de desenvolvimento. Aqui me enviou então o Senhor para esse fim, numa tarefa das mais caras ao meu coração. Venho então a este vosso plano para trazer-vos, da parte do Senhor, a notícia de que em breve poderão voltar à Terra todas aquelas dentre vós que desejarem voltar a palmilhar os caminhos terrenos e que o Senhor bem sabe serem muitas, muitos milhares de vós, talvez milhões. Isto vai ser possível em breves anos, em face dos trabalhos já iniciados naquele plano físico, destinados a preparar a superfície para receber uma população duas vezes maior do que aquela que lá se encontra. Como bem sabeis, a Terra ainda ostenta uma área demasiado extensa de todo inútil à vivência das almas que nela se encontram, por absolutamente inadequada à produção de alimentos. Aquelas extensas cordilheiras de montanhas rochosas devem ser revertidas ao centro da esfera, cujo trabalho está em princípio de execução. No espaço atualmente ocupado pelas numerosas cordilheiras e outras montanhas isoladas, deverão surgir belas planícies capazes de fornecer preciosos alimentos aos habitantes da Terra a partir do início do terceiro milênio. Mas não só as montanhas desaparecerão da superfície da esfera terrena. Alguns dos mares atuais estão destinados a desaparecer também, sendo suas águas transportadas para as regiões interiores, algumas, e outras irão elevar o nível dos mares que permanecerem. Ao final das transformações que eu venho anunciar-vos de ordem do Senhor, estará a esfera terrena a oferecer melhores condições de vida às almas lá encarnadas, do que o tem feito até agora. 

“Em face do que acabo de anunciar-vos, pois, minhas queridas irmãs, já podeis contar como certa e para breve uma nova encarnação na Terra, onde não poucas de vós irão difundir naquele pobre planeta os conhecimentos científicos que possuem, para contribuir também com o seu esforço para a felicidade das almas lá encarnadas. Uma coisa apenas, o Senhor manda-me pedir-vos, minhas queridas irmãs: é que vos forreis de vossa melhor vontade em relação a quantas outras irmãs encontrareis na Terra, para que o Senhor possa contar em cada uma de vós um autêntico servidor a serviço da harmonia e felicidade da humanidade terrena, na constituição duma nova civilização do terceiro milênio.”

Pronunciadas suas últimas palavras, a Entidade espargiu sobre as almas presentes um volume apreciável de fluidos impregnados de delicioso perfume que todas as almas assimilaram com grande demonstração de agradecimento. A Entidade visível diluiu-se em poucos segundos, despedindo-se também as três pombinhas como entraram, esvoaçando em círculo sobre as almas reunidas. Foi grande o alvoroço de contentamento em todas as almas presentes, produzido pela alvissareira notícia de que podiam preparar-se para voltar à Terra muito proximamente. Havia naquele conjunto anímico muitos seres espirituais contando centenas de anos de estágio, e por isso ansiosos de um novo mergulho na carne em busca de novas e maiores luzes. Se bem seja tranquila, alegre e feliz a vida nos planos do Além, há sempre o desejo das almas em reencarnarem uma vez mais, por ser através da reencarnação que um maior foco de luz pode ser alcançado.

Este relato sucinto que aqui vos deixo, minhas filhas e filhos queridos, deve servir para levar a cada um de vós a convicção do valor da encarnação que ora desfrutais, a qual nem eu sei dizer quantos séculos custou a esperar. Uma vez de posse do corpo que lograstes construir e estais usando, deveis aproveitá-lo ao máximo para auferir também o máximo de luzes e progresso para os vossos Espíritos, através da prática de atos realmente meritórios.

Pelas palavras que reproduzi linhas acima, numa síntese que eu pude reproduzir, podeis verificar o quanto são difíceis de conseguir no Alto as reencarnações. E se aqui vos encontrais por mercê das Forças Superiores, não há como aproveitar a oportunidade que a todos vós se apresentou para impulsionardes o vosso progresso anímico. Vêm aí, como vistes, alguns milhões de outras almas verdadeiramente ansiosas de progredir numa nova encarnação. E vós, quando imaginais poder conseguir uma nova encarnação? Quem poderá sabe-lo? De maneira que o certo, o melhor, será usardes a encarnação atual para vos enriquecerdes de luzes e bênçãos ao longo dos dias em que vos for permitido permanecer no solo terreno.

De minha parte, minhas almas queridas, eu só desejo receber-vos no meu plano de vida, portadoras de um belo diadema ampliado pelas luzes acumuladas em vossa atual passagem pela carne, que foi o objetivo verdadeiro da vossa presente existência. E se assim ocorrer, e o Senhor Jesus verificar que podereis vir a servi-lo novamente na Terra pelo acerto dos vossos passos e retidão dos vossos atos, pode bem ser que o Senhor determine o vosso regresso à Terra, já então no desempenho de alguma tarefa do serviço divino. Eis o que eu sinceramente desejo, e aqui me ofereço para ajudar-vos. Orai pois ao Senhor com toda a unção, e colocai-vos a sua disposição para servi-lo desde agora, minhas almas queridas.

Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.