Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

segunda-feira, 13 de junho de 2016

CAPÍTULO XII - RECADO AOS MAIORES DE SESSENTA– Livro: Derradeira Chamada – pelo espírito do Irmão Thomé – psicografado por Diamantino Coelho Fernandes.





Os homens e as mulheres do presente, constituem a classe por assim dizer mais evoluída dos Espíritos encarnados neste século. Dirijo-me então no presente capítulo aos maiores de sessenta, para dizer-lhes que muito podem fazer ainda pela sua maior felicidade, nos dias mais próximos ou remotos a serem vividos na Terra. Perguntarei a estes queridos irmãos o que fizeram pelo Espírito, ao longo desses sessenta anos de sua atual peregrinação por este pobre planeta. Para facilitar sua resposta, que representará um primeiro exame de consciência, perguntarei se o coração lhes diz que hão cumprido a contento do Senhor Jesus, aquela promessa feita às vésperas deste mergulho na carne, relativamente ao cultivo da fé e dos sentimentos de amor para com os semelhantes. Perguntarei se, em meio às suas preocupações de enriquecer, ou mesmo de adquirir o necessário para viver, se haverão olvidado a firme promessa feita de entrarem diariamente em contato com o Senhor Jesus, por meio da oração, para que o Senhor pudesse identificar esses irmãos em meio à multidão daqueles que esqueceram completamente o Senhor, para cuidarem unicamente da matéria. Perguntar-lhes-ei ainda, se não terão porventura olvidado também a promessa de se conduzirem numa linha impecável de moral cristã, em que a lealdade e a sinceridade, a verdade e a justiça, constituem as principais colunas.

Na hipótese em que algumas destas principais promessas solenemente feitas ao Senhor Jesus, na véspera de retornarem ao planeta, tenham sido esquecidas, o que me parece muito provável em muitos casos, meus queridos irmãos, quero dizer-vos ao coração que ainda é tempo de procurardes cumpri-las a partir deste momento. No primeiro livro por mim grafado, eu apresentei os meios pelos quais todos os encarnados poderão reconciliar-se com o Senhor, nesse agitado fim de civilização, se assim o desejarem: por meio da oração sincera, seguida de meditação ao deitarem, ou na hora mais conveniente.

Nosso Senhor enviou-me ao vosso meio precisamente para grafar estes conselhos, poderei mesmo dizer, na undécima hora. E eu o fiz com todo o empenho, ao longo do meu primeiro livro, acreditando ter chegado provavelmente a tornar-me demasiado insistente, no só desejo de ser ouvido e compreendido por todos os meus queridos irmãos encarnados.

Dirigindo-me neste momento a todos os sexagenários, entre os quais se encontram Espíritos de grande luminosidade, desejo alertá-los de modo particular para o regresso ao seu verdadeiro lar espiritual, onde Nosso Senhor deseja recebê-los com demonstrações de contentamento, em face da trajetória realmente proveitosa que acabaram de cumprir na Terra. Assim pois, meus queridos irmãos sexagenários, e mais ainda, já sabeis pelo amadurecimento de vossa matéria atual, que não é a posse de bens materiais, fortuna ou abastança, que pode ajudar o progresso e a felicidade do vosso Espírito, no plano espiritual que vos é próprio. Não, meus queridos; os bens materiais servem apenas para proporcionar a existência da matéria na Terra, enquanto o Espírito consegue progredir, engrandecer-se através de atos e observações que realizar, dos quais possa adquirir a luz que ainda lhe falte. Porque a posse de bens terrenos, por maior que seja o seu volume, sem o complemento da posse de igual volume de atos bons, meritórios, perante as Forças do Bem, nada representa para a maior luminosidade do Espírito, o qual terá disto a prova no próprio dia de seu regresso ao plano espiritual de onde veio à Terra.

Há, entretanto, alguns minutos ainda, para que estes queridos irmãos enriqueçam a sua presente encarnação, entregando-se sem mais demora ao contato diário com o Senhor Jesus, de cujo coração receberão em troca, luzes e bênçãos a reforçar seu patrimônio espiritual.

Agora outro assunto para encerrarmos o presente capítulo. É assunto já tratado por diversos outros enviados do Senhor, mas que esquecido ficou nas sombras do passado, refiro-me à unificação de credos religiosos e filosóficos, tão necessária ao entendimento da humanidade terrena. Muito se têm empenhado as Forças do Bem, na consecução deste objetivo durante muitos séculos, ainda entretanto sem resultados apreciáveis. Se Deus, o Pai Celestial é um só, e, por conseguinte, todos os homens e mulheres Seus filhos são, como conciliar a idéia de que na Terra se dividam e até se combatam ferozmente, filhos do mesmo Deus único, por causa de suas crenças religiosas? Parece realmente incrível que tal fato se dê, mas infelizmente é essa a verdade. Neste início de século, tudo leva a crer, uma grande aproximação se dará das diversas correntes religiosas, mercê da encarnação de Espíritos de grande luminosidade no seio de cada uma delas, cujo propósito é precisamente o de anular as atuais divergências.

A palavra inicial em tal sentido está para ser dada pela tradicional Igreja Católica, graças à compreensão que se está apoderando de seus dignos Pontífices. Já se encontram a caminho desse alto posto que é a cadeira de São Pedro, Espíritos que em breve sensibilizarão o mundo com suas idéias, concretizadas em medidas verdadeiramente notáveis. Estão de regresso à Terra vários Espíritos, que em passadas encarnações ocuparam aquela cadeira pontifícia, e o fazem após haverem debatido com Nosso Senhor, a maneira de promoverem a unificação do culto cristão na Terra, ao qual dentro em pouco se juntarão outros cultos religiosos.

Neste sentido trabalham e se empenham no Alto e em vosso meio, não pequeno número de Entidades altamente evoluídas, já se podendo sentir a proximidade dos primeiros resultados. Nosso Senhor reconhece e agradece à tradicional Igreja Católica, o interesse demonstrado nestes dois milênios pela ampliação do culto cristão, grandes recompensas tendo dispensado já a numerosos dos seus sacerdotes. Mas Nosso Senhor não deseja de modo algum, que esse esforço de Roma vá ao ponto de mover a menor perseguição aos adeptos de outra maneira de crer e de orar, porque Nosso Senhor vê apenas o coração de seus guiados terrenos, qualquer que seja a sua maneira de orar. Sabemos todos que nenhuma oração proferida com intuitos de ostentação e exibicionismo, consegue chegar aos pés do Senhor, porque não tem força de ultrapassar o ambiente em que foi proferida.

Nosso Senhor consegue receber apenas a prece sincera provinda do coração, seja ela elevada num templo religioso, num logradouro público, no seio da natureza, em pleno oceano, como no recinto sagrado do lar. O que ressalta da prece é o sentimento que a produz, é a sinceridade daquele que a faz e nunca a circunstância da riqueza e esplendor, ou o aparato do local em que foi proferida.

Isto é o que em breve começará a ser geralmente compreendido na Terra, com o mais belo resultado para todos os viventes.