Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

terça-feira, 10 de março de 2015

Capítulo XXVII - Livro: Elucidário – pelo espírito de Paulo de Tarso através do médium: Diamantino Coelho Fernandes. Nada acontece por obra do acaso - A realidade que se aproxima - Condições para nova reencarnação neste plano -Redenção de um Espírito após uma série de encarnações em que foi imperador, pirata, mercenário e por fim religioso



As coisas que acontecem ao longo dos séculos e dos milênios, em todos os mundos em rotação permanente no espaço cósmico, obedecem invariavelmente a estudos e planificações realizados com uma grande antecedência pelas Forças Superiores, incumbidas da direção da vida em cada um desses mundos. Nada acontece por obra meramente do acaso, ainda porque o acaso também não existe. A vida dos seres humanos foi planificada de há muito, conseqüentemente, de tudo quanto está para se positivar na Terra em dias muito próximos nada deve surpreender aos seres humanos porque, não apenas estão sendo despertados a respeito, como também seus Espíritos já encarnaram perfeitamente cientificados de tudo quanto está para acontecer. Como, entretanto, quase todos os homens e mulheres olvidaram os fatos registrados em sua memória espiritual, ao mergulharem no seio materno para a construção do corpo físico no qual se locomovem, tornou-se necessária à vinda de emissários de Jesus a despertá-los para a realidade que se aproxima. Esta realidade consiste nas operações transformatórias de uma grande parcela da superfície terrena, adaptando-a às necessidades de uma população maior e mais refinada dos hábitos e sentimentos, necessitando por isso de grandes adaptações do que ora existe. Lucrará com isso também o planeta, que passará de sua presente condição à condição de mundo espiritualizado ostentando uma população de Espíritos muito mais evoluídos que os atuais, de cujas vibrações o planeta grandemente se beneficiará.

Isto não significa absolutamente que os atuais habitantes da Terra não possam a ela voltar, após o necessário estágio que irão fazer no seu plano espiritual, ao deixarem seus corpos atuais. Acredito sinceramente que a grande maioria dos homens e mulheres da atualidade terrena, aqui voltarão, se nisto se interessarem realmente. Eu digo isto porque conheço bem de perto as condições da grande maioria dos irmãos encarnados, dos quais unicamente dependerá o seu regresso ou não à vivência nesta pequena esfera, após a sua transformação em mundo espiritualizado. Para isso conseguirem, necessitarão apenas de harmonizar suas vibrações com aquelas emitidas pelos habitantes do futuro na Terra, todas do mais alto nível, para que não venham destoar desse conjunto. Imaginai uma grande orquestra constituída por elementos realmente preparados a executar cada um a sua parte numa execução harmoniosa, entre os quais um ou outro, por falta de preparação, desafinassem o conjunto. Está claro que esses elementos assim despreparados não poderiam fazer parte dessa orquestra até que se preparassem convenientemente.

Pois o conjunto populacional dos habitantes da Terra, será constituído em verdade de Espíritos selecionados no Alto pelo Grande Regente da orquestra que deverá transformar num conjunto da mais perfeita harmonia, as vibrações emitidas pelos habitantes deste pequeno planeta. Não vejais, porém, dificuldades insuperáveis na aquisição das condições exigidas pelas Forças Superiores dos novos habitantes deste mundo terreno de que ora me ocupo. Nada disso estimados irmãos leitores. As condições para essa nova vivência na Terra todos vós as possuís desde muito para alguns e recentemente adquiridas por outros. Necessitais apenas de evidenciá-las mediante a concentração da vossa vontade em alcançar esse novo degrau que tendes à frente, perseverando em vos manterdes em contato com as Forças Superiores pela maneira que conheceis, a fim de que vossos nomes possam ir sendo anotados entre os daqueles que já se encontram registrados ou já estão descendo à Terra.

A verdade, filhos meus, é a seguinte: ao deixardes a Terra pelo encerramento da vossa presente encarnação, todos vós tereis de permanecer em algum lugar do Universo, seja um plano espiritual e portanto em Espírito, ou um mundo físico, onde continuareis vosso aprendizado que é infinito. Se, por meio de uma determinação exclusivamente vossa, preferirdes voltar à Terra quando este pequeno planeta já deverá constituir um autêntico paraíso, podereis realmente voltar a reencarnar aqui, seja neste país ou seja em outro, o que é mais certo, e aqui desfrutar as vantagens dessa nova encarnação. Ao contrário disso, se nada fizerdes em tal sentido, de certo permanecereis em algum ponto do plano espiritual, onde, aliás, vivem muitos milhões de almas orando e trabalhando pelo próprio engrandecimento. Está por conseguinte em vossas mãos decidir acerca do vosso futuro próximo, e eu só desejo que opteis livremente a respeito.

Em seguida relatarei uma pequena história de algum modo relacionada com o que acabo de escrever. É a história de um Espírito que viveu na Terra algumas encarnações, adquirindo aqui um bom cabedal de experiência e um belo foco de luz espiritual. Regressando ao Espaço ao fim de uma dessas encarnações optou pela sua permanência ali, para descansar um pouco - declarou - antes de empreender novo destino. Como no Alto a verdade de cada um é soberana, assim sucedeu àquele Espírito. Ele repousou o quanto lhe aprouve enquanto passava em revista os fatos registrados em sua última peregrinação terrena. A certa altura desejou relacionar-se com a vida universal em seus numerosos detalhes, desejoso de ilustrar-se o quanto possível, e recolheu-se à grandiosa biblioteca do seu plano, onde mergulhou, por assim dizer, lendo, estudando, anotando quanto lhe pareceu interessante. Voltando páginas sobre páginas da História da Terra, riquíssima como se encontra de acontecimentos lamentáveis, promovidos pelas gerações que aqui viveram, e demasiado pobre, paupérrima, de fatos grandiosos, aquele Espírito deparou com o registro relacionado com uma de suas existências em que fora grande, poderoso entre os seus contemporâneos. A leitura que ia prosseguindo como se transformava num verdadeiro espelho de sua própria vida, tendo ele então deixado de ver aquele registro histórico para ver-se a si mesmo no centro dos acontecimentos. Estes, lamentavelmente, não eram de natureza a causar-lhe entusiasmo, porque as conseqüências o abatiam, humilhavam, reduziam, na constatação que fazia do quanto fora impensado, orgulhoso, ambicioso e violento para com seus contemporâneos mais fracos. Teve por efeito dessa recordação, de interromper a leitura que vinha fazendo profundamente interessado na História da Terra. Deixou a biblioteca e mergulhou no seio da Natureza, num recanto absolutamente silencioso, onde apenas o borbulhar de uma fonte cristalina lhe chegava aos ouvidos em repouso. Entregou-se nesse lugar aprazível às suas meditações. Sentiu-se transportado a um passado de vários séculos em que fora elevado pelos homens à chefia de um grande império na Terra, prometendo promover a felicidade dos seus súditos e a grandeza incomparável dos seus domínios. Desfechou com tal propósito quantos conflitos lhe pareceram úteis, não levando em conta o número de vidas humanas sacrificadas nem o de bens destruídos. Lutou, lutou muito, e como era rico o seu império, a vitória lhe sorria invariavelmente. Os domínios do império cresceram, ampliaram-se a um limite jamais sonhado pelo grande imperador. Como tudo, porém, tem o seu limite no plano físico, um dia fatídico raiou e com ele a derrubada de todos os castelos de cartas do imperador. A sorte das armas fora-lhe contrária em sua última batalha, e o grande imperador, senhor absoluto de uma grande parcela da população terrena, via-se em mãos do inimigo, irremediavelmente aprisionado. Com o fim de conseguir a liberdade ofereceu ao inimigo tudo o que possuía, fortuna, castelos, o próprio império. Nada disto convinha ao inimigo. O valor maior consistia na propriedade de sua própria pessoa, porque, prisioneira e bem guardada, nenhum perigo oferecia jamais a nenhum país vizinho. Seu império foi assim ocupado pelo inimigo, seus castelos, seus bens e fortuna mudaram de mãos enquanto o antigo grande imperador descansava bem guardado por seus vencedores.

Nosso irmão reviveu assim mentalmente todos os fatos e acontecimentos em que fora parte ativa numa de suas passadas encarnações, sentindo ao fim um justificado abatimento moral. Ele que já podia ostentar um tão belo diadema de luzes espirituais, contava no seu passado fatos que tanto o entristeciam. Resolveu então prosseguir no exame de suas recordações em torno de suas diversas existências verdadeiramente punitivas ou cármicas, em decorrência do muito que fizera antes. Foi homem do mar num navio pirata, daqueles que todos conheceis de há bem poucos séculos. No decorrer de uma abordagem foi ferido mortalmente e caiu ao mar sem possibilidade de socorro. Assim transtornado, os peixes se banquetearam no seu cadáver sem meios de poder impedi-lo. Permaneceu após, anos e anos nesse local impossibilitado de abandoná-lo, onde sofreu moralmente, duramente. Certo dia lembrou-se de orar a Deus pedindo clemência e logrou ser socorrido e conduzido ao Espaço onde repousou confortavelmente. Passado algum tempo nessa situação onde procurava reunir seus pensamentos, alguém que dele se aproximou, gritou-lhe ao ouvido: vamos para a Terra! Recebendo a ordem e sem poder analisá-la partiu com aquele alguém, sentindo-se em breve construindo novo corpo no seio materno de quem não conhecia. Nasceu e cresceu então no meio de uma família paupérrima onde a fome morava continuamente. Convidado a entrar na vida militar onde havia comida bastante, ingressou num exército mercenário como havia muitos antigamente. Sua profissão seria, pois, batalhar em troca da alimentação e de algumas moedas muito estimadas. Teve por isso de lutar permanentemente como era da profissão. Teria portanto de contar também com o pior, como de fato aconteceu. Caindo prisioneiro com alguns companheiros, viu-se com eles passado a fio de espada como a maneira que os vencedores encontravam de não despender ração com os prisioneiros. Aquele Espírito regressou, pois, uma vez mais ao Espaço numa situação de causar dó, sem que tivesse podido adquirir algumas onças de luz também nessa última viagem a Terra.

Outras e outras recordações ainda se apresentavam ao Espírito de quem tratamos, durante os longos momentos, dias talvez, em que esteve entregue às suas meditações. Entre elas surgiu uma, pelo menos, que lhe proporcionou momentos de alegria. Foi uma encarnação em que ingressou no serviço religioso, e de tal modo se dedicou às suas tarefas, que desejou partir numa caravana missionária junto aos aborígines da América, com a elevada finalidade de os conquistar para a santa doutrina de Jesus. Nesta sua existência muito se empenhou de todo o coração, conseguindo ser ouvido pelos nativos, embora com resultados bastante precários. Distinguiu-se, porém, de tal modo no desempenho dessa tarefa, pregando e exemplificando a doutrina cristã, que ao regressar ao seu plano espiritual constatou com justificada alegria haver conseguido, realmente, cumprir uma existência bastante útil aos trabalhos do Senhor neste pequeno mundo terreno.

Posteriormente viveu aquele Espírito outras vidas particularmente felizes no solo terreno servindo como podia ao Senhor Jesus, a quem verdadeiramente se afeiçoara. Nosso Senhor então, com o desejo de recompensá-lo, ofereceu-lhe o governo de uma grande nação da Terra, se isto lhe aprouvesse, para que pudesse apagar completamente a mancha que ainda restava de quando se encontrara à frente do grande império muitos séculos antes. O nosso estimado irmão aceitou por se tratar de uma tarefa de reabilitação espiritual, mas rogou de joelhos ao Senhor que da mesma o retirasse instantaneamente quanto estivesse na iminência de levar a efeito algum procedimento em desacordo com a vontade do Senhor. Aquele nosso irmão retornou então a Terra, sendo conduzido pelas circunstâncias ao governo de poderosa nação, onde os seus melhores momentos, conforme referiu mais tarde, eram aqueles em que se recolhia ao sagrado aposento que mantinha, e orava ao Senhor para dar conta dos seus atos e rogar inspiração para os que tivesse de praticar.


Foi realmente modelar a sua administração como chefe que foi durante muitos anos de uma grande nação latina. Ao desencarnar, cercado da admiração e do amor dos seus governados, nosso estimado irmão foi recebido no Alto pelo Senhor Jesus, que o felicitou vivamente pela correção de sua última existência terrena, somada ao grande bem e felicidade que havia proporcionado aos seus governados. Um belo galardão foi então colocado pelo próprio Senhor Jesus no peito daquele estimado irmão inteiramente redimido.