Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sexta-feira, 13 de março de 2015

Capítulo XXX - Livro: Elucidário – pelo espírito de Paulo de Tarso através do médium: Diamantino Coelho Fernandes. A benemérita Igreja de Roma - Reconhecimento dos serviços prestados ao Cristianismo - Numerosos ex-sacerdotes galardoados por Jesus - Aguardado novo e grande passo em sua liturgia milenar - Novo conceito do juízo final – A confissão auricular



Quando o Nosso Divino Mestre Jesus aceitou a árdua incumbência de reencarnar na Terra há mais de dois mil anos, Ele trazia bem presente em seu Espírito a necessidade da convocação de toda a humanidade para que se preparasse devidamente para assistir a grandes modificações no planeta, por serem necessárias e urgentes ao seu progresso planetário.

Sucedeu entretanto o que todos conheceis através dos registros históricos, inclusive que o Senhor Jesus foi expulso deste mundo por aqueles a quem suas idéias incomodavam. Regressou assim ao Espaço a maior Entidade que já passou pela Terra em corpo físico, onde relatou ao Pai Celestial todo o insucesso da sua grandiosa missão junto à humanidade encarnada.

Nem tudo, entretanto, se perdeu da semente lançada pelo meigo Nazareno, graças aos esforços posteriormente desenvolvidos por essa poderosa organização religiosa que é a Igreja de Roma, que no decorrer destes dois milênios muito tem feito para perpetuar a luminosa pregação da doutrina de Jesus.

Não cabe nestas páginas analisarmos em detalhe o que tem sido o trabalho desenvolvido através de esforços sem conta em todas as religiões da Terra, onde a fundo se empregaram numerosas Entidades que deram a vida pela difusão do Cristianismo junto às mais diversas categorias de seres humanos. Integram-se nesse conjunto que nós denominamos Forças Superiores, inúmeras Entidades possuidoras da mais alta luminosidade conquistada em sua última vivência terrena, em que se dedicaram de coração e alma ao serviço da Igreja de Roma. É portanto, de elementar justiça reconhecer como efetivamente todos no Alto reconhecemos, o valor dos trabalhos realizados por essa poderosa organização religiosa principalmente no Ocidente, mas também em várias outras regiões geográficas do mundo terreno. Todos no Alto reconhecemos o valor dos serviços prestados ao Cristianismo pela sábia Igreja Católica que soube firmar no solo terreno um sólido pedestal à doutrina de Jesus de Nazareth.

Não cabe aqui, repito, uma análise de seus acertos e possíveis erros que devem ter sido muitos, mas apenas evidenciar para as gerações atuais e futuras o quanto deve a implantação do Cristianismo aos valorosos missionários disseminados por todo o orbe a levar a palavra do Senhor a todos os povos. O Senhor Jesus tem reconhecido sempre o valor desse belo serviço divino, recompensando com os mais belos galardões numerosos sacerdotes da Igreja romana por ocasião de seu regresso ao plano espiritual.

Os tempos, entretanto, como tudo no Universo, avançam continuamente, assinalando cada passagem milenar um novo e grandioso passo em direção ao progresso espiritual. Assim pois, o terceiro milênio que traz uma nova categoria de seres espirituais para habitar a Terra, está a requerer da conceituada e bem organizada Igreja romana um novo e grandioso passo em sua liturgia milenar. Cessaram os tempos em que se poderia ensinar que a morte era o fim definitivo da pessoa humana, terminando no túmulo quanto o homem ou a mulher houvessem podido alcançar durante os decênios de sua existência física.

Hoje está mais do que demonstrado e provado que assim não é em verdade, e que apenas o corpo, a máquina, o organismo físico termina no túmulo, mas que esse amontoado de carne e ossos não representa mais do que um vestuário que se tornou imprestável pelo uso do Espírito. Pelo fenômeno da morte o Espírito liberta-se de sua máquina exausta e se eleva de regresso ao plano espiritual de onde proveio, onde passará em demorada revista os atos que teve ensejo de praticar ao longo de sua existência terrena. Dessa revista ou exame mais e menos demorado, o próprio Espírito ajuizará do que houver feito em prol ou contra o seu progresso evolutivo, preparando desde então um novo plano de vida terrena para quando uma nova oportunidade lhe puder ser concedida.

Isto que exponho sucintamente está inscrito nas leis divinas que regem a vida em todos os planos do Universo, e não pode ser ocultado nem contestado por nenhuma confraria religiosa sem grave prejuízo para os seus adeptos. Já não se pode mais ensinar que as almas são criadas com os corpos que vão nascendo e que morrem com eles, para ressuscitarem por ocasião do Juízo Final. Não, meus estimados irmãos encarnados. A construção dos corpos desde o ventre materno é já uma operação dos Espíritos que devem ocupá-los em sua nova peregrinação terrena, sendo por eles responsáveis até ao momento do seu sepultamento. Uma vez consumado este, regressam os Espíritos ao seu plano da vida espiritual também chamado mundo dos Espíritos, a fim de aguardarem a oportunidade de uma nova encarnação.

Se a benemérita Igreja de Roma se dispuser a ouvir em seu próprio seio, porque dispõe de meios para isso, a palavra iluminada de alguns milhares de seus ex-sacerdotes que hoje se integram no luminoso conjunto das Forças Superiores, ouvirá de viva voz ou em palavras escritas que é verdade o que digo nestas linhas, e que o chamado Juízo Final é simples figura de retórica. Cada vez que uma alma ou Espírito regressa da Terra por haver encerrado sua peregrinação, ela se submete realmente ao exame e posterior julgamento de todos os seus atos praticados na Terra, podendo esse julgamento ser então considerado o juízo final daquela sua encarnação. Assim que lhe for concedida nova permissão para reencarnar, e dando por terminada esta, ao  regresso novamente ao seu plano de vida espiritual, um novo exame seguido de novo julgamento ela defrontará, ou seja, portanto, um novo juízo. Há por conseguinte necessidade da Igreja rever os seus cânones milenares e inscrever neles a sobrevivência do Espírito, que não morre nunca, porque é imortal, infinito, como a própria Divindade.

Uma outra revisão a ser procedida pela benemérita Igreja de Roma é no que diz respeito ao cânone da confissão auricular. Com o advento destes novos tempos essa prática não mais se justifica aos olhos do Senhor, porque não foi por Ele instituída nem se torna necessária. O homem como a mulher devem habituar-se a se dirigirem diretamente ao Senhor em suas preces e meditações, a Ele se confessando se algo necessitarem de confessar, porque o Senhor os atenderá e perdoará o que mereça ser perdoado, ou enviará forças suficientes para se penitenciarem.

Ouvidos no Alto os mais destacados ex-sacerdotes católicos na Terra, todos são unânimes em considerar o Divino Mestre Jesus como a única Entidade autorizada a receber a confissão de seus guiados em peregrinação na Terra, porque o único também em condições de perdoar e ajudar os faltosos a se recuperarem.

Perdoai estimados leitores esta minha incursão em assunto que me não diz respeito, porém eu recebi do Senhor Jesus instruções que procuro cumprir através das páginas deste livro, e uma delas se refere ao que venho de escrever, pelo desejo que o Senhor alimenta de ver corrigidos na prática religiosa certos preceitos incompatíveis com a grandeza das leis divinas. O ser humano dos dias presentes possui condições, conhecimentos, e portanto possibilidades de realizar grandes coisas em sua vida terrena, necessitando apenas de despertar no âmago de seu coração a faculdade de se dirigir diretamente ao Senhor no Alto, sempre que algo suceda que isso requeira.

As religiões cumprirão sua grandiosa missão na Terra no desdobramento dos ensinamentos de ordem moral e espiritual, procurando despertar nos corações de seus adeptos exatamente a idéia da vida espiritual que se segue à vida terrena. É preciso, por conseguinte, reformar a doutrina que construiu um céu, um purgatório, e um inferno, transformando tudo isso em simples estágios espirituais de cada ser humano, segundo a bagagem que consiga portar da Terra ao fim de cada uma de suas encarnações.

Dizendo estágios espirituais estarei dizendo mais propriamente estado d’alma, em relação à soma dos atos que houver praticado na Terra. O nosso querido irmão e grande amigo Dante Alighieri, uma das radiosas Entidades do conjunto das Forças Superiores, confessa que o Inferno que escreveu na Terra e tanto tem sido citado pelas gerações que se sucedem, é o que foi vivido por ele próprio no seu país, onde tanto sofrem através da perseguição e maldades dos homens. Inferno – repete este iluminado Espírito – foi o que ele próprio viveu em sua última passagem pela Terra, cujo fogo simbólico bem serviu para calcinar algumas imperfeições de que fora portador.

Assim pois, segundo aquele Grande Espírito, o inferno é a soma dos sofrimentos impostos pelas circunstâncias ao ser humano, ao fim dos quais ele se liberta muito semelhantemente ao calcete que vence a fase de sua condenação.

São portanto estágios espirituais ou estados d’alma esses dois conceitos apresentados pelas religiões terrenas aos seus adeptos, dos quais tem resultado certa confusão em muitos dos Espíritos que regressam da Terra desejosos de os identificarem. Melhor será por conseguinte, ensinar aos seres humanos a construírem o céu em sua própria alma através da prática somente de boas ações, a fim de que possam alcançar ainda na Terra esta bela realidade: viverem um céu de felicidade ainda mesmo encarnados. Isto se consegue bem facilmente, conforme já estais perfeitamente informados. Aquele que se dispuser a viver uma vida terrena pautada pelos salutares princípios de uma perfeita harmonia com os postulados das Forças Superiores, logrará viver uma vida próspera de felicidade e elevação espiritual, ou seja um autêntico céu ainda na Terra.

Falarei ligeiramente do que entendo ser o purgatório também anunciado pelas religiões terrenas. Eu definirei o purgatório dizendo-vos do remorso que se apodera de não poucos irmãos que regressam da Terra com sua consciência bastante enegrecida pela prática de atos maus ou inconvenientes. Essa classe de irmãos fica envolvida pelos remorsos durante tempos e tempos, sem ânimo nem mesmo de poderem libertar-se. Esses remorsos tomam por vezes a forma da suas vítimas que eles enxergam não raro como aves ou animais terríveis tentando atacá-los, e sofrem dolorosamente em seu coração.

Esta é uma das muitas definições que se podem imaginar para traduzir o purgatório construído pelas religiões para atemorizar seus adeptos. Não resta dúvida, porém, que é mesmo para atemorizar.