Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

XLIV - O MÉTODO DA LONGEVIDADE – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.



O trabalho realizado no ambiente terreno pelos emissários de Jesus por meio da palavra falada ou escrita, teve e tem por objetivo fundamental despertar o coração dos encarnados precisamente para a ocorrência dos acontecimentos predeterminados. Esse trabalho há de ter alcançado sem dúvida o êxito esperado, em face da melhora operada no conjunto vibratório da Terra, tal como está sendo observado pelos encarregados deste serviço no Alto. Conseqüentemente à melhora do conjunto vibratório dos Espíritos ora encarnados, muito se reduziram às possibilidades de sua partida em massa para os planos do Além, visto como, tendo decidido apoiarem-se esses Espíritos na misericórdia do Senhor, aumentaram suas possibilidades de sobreviver aos acontecimentos, o que é motivo da maior alegria para todos os emissários do Senhor Jesus.

Uma observação que ainda perdura perante os servidores do Senhor no Alto, incumbidos do registro vibratório da humanidade terrena, é aquela resultante do empenho da grande maioria dos encarnados em se apegar com afinco mais aos interesses materiais, passageiros, perecíveis, relegando a segundo plano aqueles que deveriam constituir prioridade: os interesses espirituais, os únicos que podem contribuir para a verdadeira felicidade de cada um. Trabalhar, sim, é um dever que a todos se impõe, como necessidade de sua manutenção enquanto na matéria; mas um outro dever não menos importante se impõe igualmente, que é, não apenas dever, mas necessidade imprescindível de cada ser humano durante sua permanência na Terra, o dever de orar diariamente ao Senhor, a fim de que, orando, saiba o Senhor que esse filho existe e se encontra na Terra, esperando receber a necessária proteção.

Já foi abordado num dos livros do Irmão Thomé, o fato de que a oração não deve ser encarada como contribuição daquele que ora para o engrandecimento da Divindade a quem é dirigida, mas, isso sim, como uma necessidade do ser encarnado para o recebimento de quanto possa necessitar durante a sua permanência na carne. Se o indivíduo deixa de se dirigir ao Senhor ou a Deus por meio da oração diária, também denominada prece — pedido —, pode suceder que o mesmo venha a encontrar-se em certa fase de sua vivência terrena em circunstâncias porventura bastante críticas sem poder contar com a ajuda ou socorro das Forças Superiores, das quais não procurou aproximar-se. Em tais circunstâncias, o socorro ou ajuda, desde que solicitados, também virão, pela razão de que ninguém jamais apelará em vão para a Providência Divina, no caso as Forças Superiores de que falamos neste livro. Uma coisa é, porém, ver-se socorrido em meio do perigo, quando algum dano já tiver sido causado, e outra coisa muito mais agradável é ter presente, em todos os momentos essa espécie de socorro, proporcionado por elementos sempre presentes, representados pela misericórdia do Senhor resultante do hábito diário da oração.

Dir-me-eis provavelmente alguns de vós, meus estimados irmãos leitores, que conheceis alguém que não ora, que nunca orou, segundo afirma, e seus interesses prosperam, tudo lhe corre otimamente. Isto pode acontecer aos vossos olhos, porque a esse alguém interessa manifestar-se dessa maneira. O que sucede entretanto, é que a idéia da prece se encontra incrustada em seu Espírito, o qual se entrega devotadamente a ela apenas cerrados os olhos do corpo para o sono diário. O Espírito desse alguém, uma vez afastado de sua matéria densa, prostra-se e ora fervorosamente, encontrando-se mesmo entre irmãos assim, Espíritos de grande luminosidade. De sua oração constante é que resulta necessariamente a situação cômoda ou próspera do homem físico, o qual, negando embora o seu devotamento à oração, sabe e sente no íntimo que seu Espírito cumpre agradavelmente esse dever para com a Divindade.

Agora tratarei de outro assunto que reputo de grande interesse para todos os irmãos encarnados, e que muito útil lhes será quando da Terra se despedirem para regressar ao seu mundo espiritual. Tratarei então da maneira pela qual será possível a quantos se encontram na Terra prolongarem essa vivência ao máximo que puderem ou desejarem, no gozo de um estado relativo de saúde que poderá mostrar-se ótimo em algumas pessoas, e bastante regular em outras. O processo é muito fácil de praticar por não apresentar nenhuma dificuldade e consiste no seguinte: — Sabido como é ser a higiene o melhor dos bens relacionados com a vida humana, vamos começar por expor o método capaz de conduzir as pessoas à longevidade. Isto exige então, daqueles que desejarem atingi-la, habituarem-se a proceder à sua descarga intestinal todas as manhãs logo após o levantar, o que pode ser conseguido mediante o emprego de uma vontade determinada nesse sentido. Um pouco de exercício, ginástica de tronco, dos braços e das pernas, fará com que o intestino se prepare para a eliminação. Isto feito, e havendo uma autodeterminação prévia de ingressar em hábito tão salutar, o organismo corresponderá a essa determinação. O dia transcorrerá para a saúde do corpo de maneira admirável, uma vez que o organismo se encontrará livre das toxinas que foram eliminadas. Este é o primeiro passo no caminho da longevidade, inteiramente comprovado por quantos já a atingiram, tanto no presente como no passado.

O segundo passo será o estabelecimento das refeições em horas certas às quais se habituará o organismo, em vez de usar alimentar-se irregularmente como sucede a muitos seres humanos, seja por falta de tempo segundo alegam alguns, ou outras causas, sempre, porém, por falta de método em sua vida. O estabelecimento de horário regular, certo, para as refeições, leva o próprio organismo a adaptar-se a essa prática, tudo dispondo em seus órgãos e células para um metabolismo também regular, perfeito, com os melhores resultados para a saúde física. Ao contrário disto, uma alimentação em horas incertas, não apenas obriga o organismo a um trabalho acelerado em certos momentos, como a manter-se paralisado nos intervalos, resultando dessa irregularidade encontrarem-se freqüentemente subnutridas de substância as células incumbidas de manter inalterado o ritmo circulatório, com grave prejuízo para o todo. É como se privássemos de combustível o gerador principal de uma indústria, levando-o por vezes à paralisação de sua atividade geradora, obrigando o maquinário a recorrer à energia dos acumuladores. Isto feito freqüentemente pela irregularidade verificada na alimentação do gerador principal, resultará no próprio desgaste e enfraquecimento mais rápido que o previsto. Com o organismo humano sucede coisa parecida. Ao passo que uma alimentação proporcionada em horas certas, determinará o funcionamento inalterado de toda a máquina humana, e bem assim a sua maior duração.

O terceiro passo no caminho da desejada longevidade será a aquisição de hábito do repouso noturno de pelo menos sete a oito horas, que é o tempo indispensável à recuperação pelo Espírito das energias mentais despendidas durante as atividades diárias. O hábito de dormir estas sete a oito horas é de importância fundamental à manutenção da saúde e bem-estar do corpo. Se até certa altura os mais imprudentes apenas concedem de quatro a cinco horas ou menos até, para o repouso noturno, este hábito virá a custar-lhes caro nos anos de maturidade orgânica, pelo enfraquecimento irremediável de suas células. As pessoas que assim entenderem de viver, em regra não chegam a ultrapassar o meio século; e quando o atingem demonstram não raro haverem vivido muitos anos mais. Ao passo que aquelas que se dispuserem a seguir a prática aqui apontada, melhorando também o seu viver com inteira abstinência, ou o uso muito bem moderado do álcool, estas pessoas terão assegurada uma longevidade sadia, com a mente em perfeitas condições de poder empreender ou dirigir toda sorte de interesses do seu agrado.

Agora o complemento final ao alcance da longevidade saudável e tranquila. Se, adquirindo os hábitos de linhas acima, o ser encarnado se houver devotado ao uso de suas faculdades mentais para estabelecer e manter contato com as Forças Superiores do Universo personificadas pelo Senhor Jesus, havendo cultivado igualmente em sua vivência terrena o sentimento da bondade, do amor ao semelhante, da caridade e do bem, se isto tudo se houver incorporado ao patrimônio moral de um ser humano, então, amigos e leitores meus, um ser em tais circunstâncias já não será apenas um encarnado comum em busca da perfectibilidade espiritual, porque a terá então alcançado perante a Divindade, de quem passará a ser um autêntico representante na Terra. Um ser humano que haja estabelecido como norma de sua vivência terrena os princípios a que venho de me referir neste meu capítulo, terá, com grande surpresa para si próprio, alcançado com a longevidade terrena, tais e tão belos predicados, que poderá chegar a tornar-se elemento da maior utilidade para os seus contemporâneos, a quem chegará a falar em nome do próprio Senhor Jesus.

Aqui fica para todos vós meus irmãos leitores, embora a largos traços, um plano infalível de alcançardes a longevidade com saúde e alegria na vida terrena, para cuja prática eu não vejo nenhuma dificuldade. Tudo se resume no disciplinamento de vossas atividades fisiológicas diárias, em vez de vos submeterdes vós a elas no momento em que se manifestam. Vós sois os construtores e os donos do vosso corpo, que começastes a edificar desde o ventre materno. Dependendo então do tratamento que lhe derdes e dos hábitos que lhe impuserdes, ele tanto poderá durar quarenta, cinquenta, como setenta ou oitenta anos de perfeito funcionamento. Se, por conseguinte, lhe impuserdes hábitos salutares como os que venho de apontar, e vós mesmos cumprirdes a parte que vos toca, podeis ficar então certos de que chegareis a alcançar os mais belos resultados em vossa presente existência terrena. É precisamente isto o que constitui o programa de quantos obtiveram permissão de reencarnar, como vós, e que desta maneira o cumprirão inteiramente.

Dada por bem cumprida a minha tarefa, ao ser designado pelo Senhor para vos falar através deste grande livro, aqui me despeço de vós, meus estimados irmãos e amigos, e me prontifico a acorrer ao vosso chamado quando e onde possais vir a precisar deste irmão verdadeiramente dedicado,
JOSÉ DO PATROCÍNIO


Not. biogr. — José do Patrocínio — 1854-1905 — Jornalista brasileiro dos mais brilhantes. Nasceu na cidade de Campos, transportando-se para o Rio de Janeiro muito jovem ainda, onde ingressou na Escola de Medicina, não chegando a concluir o curso. Tentado pelo jornalismo, ingressou como repórter na "Gazeta de Notícias” ao lado de Ferreira de Menezes, e mais tarde na “Gazeta da Tarde”, fundada por Menezes. Nessa folha enfrentou Patrocínio os mais rudes ataques dos seus inimigos, partidários da escravatura, os quais não lhe poupavam nem a família nem a honra, a descendência, a pobreza e a cor, por ser de cor preta a sua progenitora. Patrocínio empolgava a opinião pública de todo o país com os artigos que publicava no Rio de Janeiro, tendo sido considerado o maior baluarte contra a escravidão no Brasil, a ponto de ter forçado o governo do conselheiro João Alfredo a redigir o famoso decreto da abolição da escravatura, que a princesa Isabel assinou no dia 13 de maio de 1888. Ele intensificava a propaganda abolicionista pelo jornal e em conferências públicas, fazendo um número crescente de prosélitos. Organizava a fuga de escravos em massa das fazendas, fato em que foi muito ajudado em São Paulo por Antônio Bento. No dia glorioso para o grande brasileiro, ele beijou, de joelhos, as mãos da princesa Isabel em regozijo pela assinatura da que ficou sendo chamada Lei Áurea. Por ocasião da morte de Patrocínio em 1905, o povo prestou-lhe verdadeira consagração. Uma multidão avaliada em dez mil pessoas que acompanhava o funeral, desatrelou os cavalos do coche, que foi puxado pelo povo até ao cemitério.