Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

CAPÍTULO XI - Livro: Corolarium – ditado pelo Espírito de Maria de Nazareth ao médium Diamantino Coelho Fernandes. A reforma religiosa do passado: as sementes, contudo, não se perderam de todo. — O Espírito dirige a pessoa humana: é falho o ensino religioso que negar esta verdade. — Evolução em vidas sucessivas. — Não existem as penas eternas. — Princípios fundamentais do verdadeiro ensino religioso. — A morte não é o fim. — Intercâmbio espiritual. — Aplausos à corrente espiritualista.





Aconteceu certa vez no mundo espiritual, por ocasião da seleção das almas que deviam voltar à Terra numa nova encarnação, apresentarem-se várias delas com o propósito de realizarem no mundo terreno uma pequena revolução no que diz respeito aos assuntos espirituais, principalmente em matéria de fé. 

Haviam aquelas almas elaborado planos de trabalho espiritual a serem executados no plano terreno, tão logo lhes fosse permitido voltar à Terra. Encontravam-se entre elas Entidades de grande evolução adquirida em muitas existências vividas na Terra, cuja experiência as autorizava a empreender a execução dos planos que estavam apresentando na ocasião.  

Ouvidas atentamente pelos Dirigentes Espirituais a quem competia decidir a respeito, foram os planos considerados inteiramente viáveis e proveitosos para as almas encarnadas à época em que viessem a ser postos em prática. Tais planos envolviam um programa de trabalho árduo a ser desenvolvido ao longo de alguns séculos a fim de que os frutos esperados se não perdessem.
Embora bastante reduzido o grupo de Entidades que se propunham a executar o referido plano, foi o mesmo aceito pelos Dirigentes Espirituais após haverem-no submetido à apreciação do Senhor Jesus.  O mundo terreno vivia, na época, completamente imerso num emaranhado de crenças religiosas, principalmente a parte ocidental, numa mistura de religião, comércio e de outra natureza, que realmente necessitava de melhor coordenação por parte das organizações religiosas.

Isto passou-se há perto de quatro séculos, por conseguinte não faz muito tempo e os registros históricos estão aí para serem consultados por quem necessitar de maiores detalhes. Reencarnadas as Entidades referidas, com o apoio indispensável de outras muitas que permaneceram para esse fim no plano espiritual, foi dado início ao trabalho assim preparado no Alto, tendo os seus executores reencarnado em países diferentes com o propósito louvável de se tornarem em seus respectivos países arautos da idéia por eles concebida no plano espiritual. 

E para melhor poderem atuar no meio próprio, quase todos se tornaram também religiosos, ascendendo rapidamente a altos postos, em virtude de sua capacidade intelectual. Com o que certamente não haviam contado as Entidades já então reencarnadas, fora evidentemente a reação contrária de quantos aqui se encontravam à frente das organizações religiosas, em face da profunda reforma a que os novos religiosos se propunham, sinceramente empenhados em imprimir nova e melhor direção aos ensinamentos a serem ministrados às almas encarnadas.

Travaram-se por isso grandes batalhas intelectuais, primeiro entre os baluartes dos dois lados, às quais aderiram intelectuais destacados, uns pró e outros contra as novas idéias religiosas. Pode mesmo dizer-se que o assunto empolgou as elites intelectuais dos países do Ocidente, tendo dado causa a não poucos procedimentos caracterizados por medidas violentas e perda de liberdade para certo número de bons batalhadores da grande causa.

Os tempos, porém, não esperam, e com eles se consumiram mocidade, madureza e entusiasmo no âmago das Entidades encarnadas, portadoras das grandes idéias de reforma dos ensinamentos e práticas religiosas na Terra, sobretudo em sua parte ocidental. Consumidas assim as suas encarnações, regressaram aquelas Entidades ao Alto portadoras de um mínimo do quanto pretendiam realizar na Terra, em face das reações que tiveram de defrontar. 

As sementes lançadas, contudo, não se perderam de todo em meio à incompreensão principalmente das camadas populares, porque aqui e ali sempre lograram germinar nos corações melhor preparados. Passaram-se novos tempos e outras Entidades desceram à Terra inteiramente afinadas com as idéias semeadas pelos seus antecessores, sendo hoje de notar que algum progresso foi alcançado nessa matéria, se bem que muito já tenha sido deturpado até aos dias presentes. 

Verificamos todos nós do Alto, ao apreciarmos o panorama religioso do Ocidente, que grande empenho é posto de uma e outra parte do ensino cristão, em se negar a existência do Espírito a dirigir a pessoa humana, e sua sobrevivência a esta, uma vez encerrada a vida do corpo. Nega-se, por conseguinte, a existência e funcionamento de uma lei imutável a dirigir os destinos de todos os seres viventes no Universo, em virtude da qual as almas encarnam, desencarnam e voltam a reencarnar em busca de luz, perfeição e progresso. 

É falho por conseguinte o ensino religioso que não admitir e proclamar a existência do Espírito no Universo, subordinado à lei evolutiva que preside a sua reencarnação nos diversos mundos, para neles adquirir conhecimentos e experiência de que tanto necessita. Vemos assim com melancolia, inteligências das mais brilhantes da Terra ainda aferradas à idéia de há muito superada da existência única, finda a qual a alma ou  ingressa no céu imaginário para toda a eternidade, ou segue em direção a outros planos de sofrimento que eu me recuso a citar. Não, absolutamente meus queridos; as coisas passam-se em verdade de maneira bem diferente dessa que tão obstinadamente propagais. Não só não existem as penas eternas para as almas faltosas ou menos afortunadas moralmente, como também o céu de que falais é mera ficção. 

Gostaria de poder conduzir-vos desde agora para, em minha companhia, testemunhardes o equívoco dos vossos ensinamentos religiosos, certa como estou de que no vosso regresso vos apressaríeis em reformá-los totalmente.  O ensino religioso que se faz mister adotar em todo o mundo terreno deve assentar primeiramente na obediência aos princípios doutrinários trazidos pelo meigo Nazareno de há dois mil anos, princípios fundamentados na lei do amor e da fraternidade. Esta lei não foi criada pelo Senhor Jesus, como a alguém possa parecer em face de ser trazida por Ele à Terra; esta lei é universal, reina e impera em todos os planos adiantados do Universo, mediante cuja prática vivem muitas e muitas humanidades evoluídas. Trata-se, portanto, de uma lei criada por Deus para ser cumprida em todos os mundos, por ser aquela capaz de implantar a felicidade, a paz, e o verdadeiro amor em todos os corações.  Esta é, por conseguinte, a lei a ser ensinada na Terra a todas as almas encarnadas como verdadeiro ensinamento religioso. 

A segunda lei que deverá constituir o segundo ensinamento religioso pelas organizações que a isso se propõem, é a lei das reencarnações, aquela que permite às almas regressarem à Terra para animar novos corpos, após um estágio mais ou menos longo no Alto ou Espaço, como quiserdes, ao término de cada uma delas. Isto é muito fácil de explicar, meus filhos queridos. 

Sabendo-se que as almas (Espíritos) são criadas absolutamente ignorantes até de si mesmas, necessitando, portanto, de percorrer toda a imensa escala de aprendizado nos diversos planos ou escolas disseminados na imensidão do Universo, não poderiam as almas assim criadas adquirir o volume de conhecimentos e experiências de que todas necessitam em apenas uma vida terrena. 

E sabendo-se que o espaço de tempo realmente útil à alma encarnada se inicia praticamente aos vinte e cinco anos, tempo não haveria absolutamente para que daí até à desencarnação a alma pudesse adquirir aquilo de que tanto necessita e veio buscar na Terra. É necessário, por conseguinte, meus queridos, reverdes a base dos ensinamentos que ministrais aos vossos seguidores à guisa de religião, a fim de não incorrerdes vós próprios em ato de responsabilidade perante os vossos Dirigentes Espirituais ao regressardes por vossa vez ao plano a que pertencerdes. 

Os dois pontos que venho de citar devem ser estudados, porque são fundamentais ao ensino religioso na Terra. As almas que estão descendo à Terra e bem assim as que se preparam para descer mais adiante, são em sua grande maioria almas bastante evoluídas, e talvez se recusem a aceitar os ensinamentos que vêm sendo ministrados, os quais não correspondem mais às realidades da época. 

Em continuação é preciso admitir e mesmo ensinar às crianças e aos adultos o princípio do intercâmbio espiritual entre as almas encarnadas e as desencarnadas, como um dos fatores do progresso moral e intelectual da humanidade encarnada. É preciso ensinar às almas encarnadas que a circunstância de haverem concluído o seu período de vida no corpo e por isso regressado ao seu plano espiritual, não consiste absolutamente no seu fim, no seu desaparecimento como ser inteligente que já era antes de haver encarnado. 

Com este ensinamento desenvolvido nos termos que lhe são próprios, ficarão as almas encarnadas cientes de que um dia também se transportarão deste para o seu plano de vida espiritual, no qual se reunirão àquelas que lhes foram caras na Terra como parentes e amigos, mas que não morrerão absolutamente porque continuarão a viver a sua vida eterna, infinita,  juntamente a milhares de outras que conheceram e amaram em encarnações precedentes.  

Ora bem, pois. Se tudo isto que digo é real, porque acontece, não por vontade dos Espíritos, como possa alguém imaginar, mas em virtude de uma Lei de Deus à qual todos nós estamos sujeitos, não há como negar ou condenar a prática do intercâmbio com o mundo espiritual, como fonte insuperável que é de muitos e preciosos ensinamentos para todos vós, almas encarnadas. O que é necessário ter em conta é a autoridade espiritual das Entidades com as quais se deve travar relações de intercâmbio, para não virem os encarnados a se deixar ludibriar por falsos mentores. Há, porém, o meio infalível de afastar possíveis impostores de se fazerem passar por Espíritos de Luz. A chave para isso está ao alcance de todos e consiste apenas da elevação de uma prece sincera ao Senhor Jesus, rogando-lhe permissão e proteção, para o trabalho que pretenderem realizar com elementos categorizados do mundo espiritual e essa proteção ocorrerá no mesmo instante.

Nenhuma Entidade mistificadora resiste aos efeitos de uma prece sincera ao Senhor, quando se tem em mente a realização de um trabalho sério com assistência ou patrocínio de Entidades invisíveis.

Resolvi tornar o assunto supra para tema deste capítulo, meus queridos filhos e filhas, pela necessidade e urgência de se proceder a uma reforma substancial em torno dos ensinamentos religiosos na Terra. Existe já uma corrente de pensamento filosófico digna dos nossos aplausos, pelo fundo de verdade em que baseia os seus ensinamentos. É a corrente espiritualista, à qual eu me filiei em minha última estada na Terra, após ter sido monja em pelo menos duas outras encarnações. Ao regressar ao Alto, após aquelas duas encarnações anteriores, eu pude verificar que bem pouco útil havia sido a minha  vida, pelo nada ou quase nada que consegui realizar em favor dos demais. Enquanto na última existência vivida entre vós, eu dediquei todos os meus pensamentos e esforços à causa espiritualista, tanto pela pena como pela palavra, pelo conselho sempre ministrado em todas as oportunidades. Ao regressar ao meu plano de vida no Além, tive a satisfação imensa de constatar o acerto dos passos dados em favor da difusão da chamada Doutrina dos Espíritos, aquela que consegue realmente esclarecer as almas encarnadas acerca do seu futuro, e consolá-las em seus momentos dolorosos. É para lamentar, e muito, pois, o fato de haver na Terra organizações ditas religiosas que combatem denotadamente o ensino espiritualista como arte do demônio, quando o seu chefe Supremo é o Senhor Jesus, que incentiva e abençoa todo o trabalho empreendido no esclarecimento das almas encarnadas.

Um fenômeno interessante que no Alto se verifica entre as almas chegadas da Terra, é precisamente quanto ao grau de esclarecimento de que são portadoras. Enquanto as que foram adeptas de religiões infensas ao espiritualismo, se apresentam assustadas em face da multidão de desencarnados que as cerca, apreensivas com o que aprenderam a denominar de fantasmas, as almas espiritualizadas sentem-se desde logo muito felizes e à vontade, por se encontrarem cercadas de outras almas espiritualizadas, que aprenderam a compreender desde a Terra.

Ressalta deste fato a diferença existente entre um e outro ensinamentos religiosos ministrados na Terra, proporcionando um, o espiritualista, a imediata compreensão e até familiaridade com Entidades que aprenderam a estimar e até a venerar em suas organizações espiritualistas, onde muitas vezes as ouviram dissertar sobre as leis espirituais. Enquanto as outras almas, embora seguidoras da mesma doutrina do Senhor Jesus, foram ensinadas a repudiar como demônios os Espíritos de Deus, e ao encontrarem-se com eles no Alto, recordam-se dos ensinamentos recebidos e ficam preocupadas. Mas acontece em breve o seguinte a estas almas: constatando o erro dos ensinamentos religiosos que lhes foram ministrados na Terra, como que se revoltam contra eles, e aderem imediatamente à teoria espiritualista das reencarnações sucessivas, como o único meio de chegar cada alma à perfeição e à luz espiritual.  

Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha  própria que eu vos ofereço de todo o coração.