Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sábado, 25 de julho de 2015

I - DOIS GRANDES MARES SE UNIRÃO - Livro: Vida Nova – Ditado pelas “Forças do Bem”, psicografado por Diamantino Coelho Fernandes.





Os acontecimentos em vias de realização no plano físico deste pequeno mundo de Deus, são de molde a preparar o solo e o ambiente terreno para uma vivência de seguramente mais dois mil anos, durante cujo lapso de tempo muitos milhões de seres espirituais aqui encontrarão o meio apropriado para o seu progresso evolutivo. Os seres assim contemplados com reencarnações na Terra, quando este plano físico atingirá por sua vez o mais alto grau na escala dos mundos evoluídos, esses seres podem e devem considerar-se imensamente felizes, para não dizer privilegiados, visto como na lei espiritual não existe uma tal categoria, porque a todos o Pai Celestial concede iguais oportunidades. Quantos dos viventes atuais na Terra gozarão da felicidade de aqui voltarem, é coisa que somente cada um de per si poderá julgar, em face do que aprendeu nos conselhos do bom Irmão Thomé, o enviado de Nosso Senhor a despertar a humanidade.

Vindo por minha vez secundar as palavras daquele luminoso enviado do Senhor do Mundo, desejo abordar um assunto que acredito muito deva interessar a quantos dele puderem tomar conhecimento. Quero referir-me ao que acontecerá muito proximamente na Terra, em conseqüência das transformações a serem operadas, não direi apenas na face da Terra, porque o serão também em profundidade. Para iniciar direi que dois grandes mares atualmente separados se unirão, perfazendo um só oceano, navegável em toda a sua extensão. Essa união se realizará em conseqüência da submersão da grande extensão territorial que presentemente os separa, cujos habitantes estão sendo notificados espiritualmente para se transferirem do local. Como, naturalmente, uma boa parte dessa população não acreditará no aviso espiritual transmitido a seus Espíritos durante as horas de sono, esses irmãos nossos regressarão ao Espaço, encerrando sua encarnação atual.

Não julgueis, leitores meus, que haja nisto algo de indiferença por parte das Forças do Bem para com esses nossos irmãos. Aqueles que encarnaram e vivem na área territorial a ser submersa proximamente, já vieram com essa determinação prévia em seus Espíritos, assim como quantos, tendo nascido em outras regiões, ali se encontrem na oportunidade. Uns e outros serão recebidos e confortados pelas legiões do Senhor do Mundo e fartamente compensados dos dias, meses e anos que deixaram de viver neste plano físico.

Outro fato que terá lugar em conseqüência das transformações a serem operadas na Terra, e que muito há de surpreender ou impressionar a todos, será o aparecimento por emersão de um sexto continente, cuja operação pode dizer-se que se iniciou desde algum tempo. Emergindo dentro em pouco esse novo continente do mundo terreno, todos hão de testemunhar a rapidez com que sua vegetação se apresentará à superfície, podendo ser habitado imediatamente após a emersão. Para que o aparecimento desta nova porção de solo não determine o despertar de ambições por parte das nações próximas, o Senhor do Mundo dará a conhecer, a seu tempo, qual dos países terrenos deverá proceder à sua ocupação e as condições do seu povoamento. E uma vez conhecida essa determinação do Senhor, só resta recebê-la e cumpri-la a quem isto tiver de fazer.

São informações estas que eu vos trago, autorizadas pelo Senhor do Mundo, como vos dar a certeza, a confirmação do quanto escreveu o bom Irmão Thomé a serviço de Nosso Senhor Jesus. Outras e outras novidades ainda se positivarão no cumprimento dos planos de há muito elaborados no Além com vistas ao aprimoramento das condições de vida neste pequeno mundo físico. Não me é permitido, porém, dizer mais nesta oportunidade, porque a outros irmãos invisíveis caberá dizê-lo, para vossa edificação espiritual. Gostaria, entretanto, de palestrar um pouco convosco a respeito do conceito que fareis acerca dos conselhos enfeixados nos dois belos livros do Irmão Thomé, com o objetivo de despertar em vossos corações a necessidade, a urgência mesmo, de vos prevenirdes sem mais tardança para as medidas já em curso na Terra, não vá algum de seus leitores cometer a grave falta de subestimar quanto ali foi dito. Eu sinto-me plenamente autorizado a confirmar palavra por palavra do bom Irmão Thomé, porque tudo quanto escreveu foi antecipadamente visto e aprovado por Nosso Divino Mestre Jesus.

Seria então para lamentar do fundo d’alma que algum dos felizes leitores do Irmão Thomé, fosse por que motivo fosse, se deixasse surpreender pela tempestade desprovido do abrigo necessário, no caso a ligação bem sólida com a graça e a misericórdia de Jesus.

Meus amigos e companheiros milenares desta Escola da Vida que é a Terra! Como vós, eu também palmilhei não recordo quantas milhares de vezes estes áridos caminhos e meus pés tive sangrados em muitas delas, em busca da luz e paz que hoje desfruto nos páramos siderais.

Como vós, eu tive meu corpo chagado pelas urzes dos caminhos, vida após vida, nas lutas que tive de sustentar até comigo próprio, no sentido de perseverar na linha que me traçara de vencer quantas batalhas do Espírito eu tivesse de travar. Que bem dura coisa isto é, sou eu quem vos diz, amigos leitores porque por mais de uma vez estive a pique de fracassar e desistir. A luz, porém, que de dentro do meu ser me iluminava, é que me dava força para prosseguir firme e inabalável em minha caminhada. Graças sejam dadas aqui uma vez mais ao Senhor do Mundo, porque com sua ajuda eu pude cumprir quanto me fora prescrito com vistas à minha redenção espiritual.

Amigos leitores, filhos queridos de minha alma, eu vos digo que o pouco que falta a cada um dos encarnados presentes, nada representa diante do caminho longuíssimo que todos percorrestes em milhares de anos decorridos. Não penseis nem de leve que aqui vos encontrais pela vez primeira a gozar as delicias de um viver puramente material. Não, amigos meus; o mais novo dentre vós não deve contar menos de doze a quinze mil anos de hóspede neste pequeno mundo, afora os incontáveis séculos vividos em mundos inferiores. Eu digo-vos isto com a finalidade de despertar em cada um de vós a noção da própria responsabilidade, responsabilidade que denominarei de um ser verdadeiramente adulto à luz da espiritualidade, para que não vos confundais com a reduzida idade do vosso corpo atual. Assim pois, razão não assiste a nenhum dos seres humanos para subestimar os termos em que lhes foi trazido do Alto o chamamento derradeiro do Nosso Senhor Jesus, o Bem Amado de todos nós. Meditai então em vosso passado longínquo, testemunhas de vista que todos fostes dos fatos mais importantes da história da Terra, embora não vos possais recordar disso em vossa memória física do presente. Lembrai-vos então de que já não sois crianças à luz da espiritualidade, mas atores conscientes e testemunhas presentes ao teatro multimilenar da humanidade terrena. E assim sendo, tempo é de sobra para que vos dediqueis o à única finalidade que vos trouxe a Terra: terminar o ciclo de aprendizes para poderdes ingressar na classe dos instrutores, onde ireis encontrar inúmeros conhecidos e companheiros vossos de antigas eras.

Meditai nisto que aqui fica, porque o fareis já na undécima hora, quando a Escola terrena se prepara para fechar as portas a quantos alunos se recusaram a seguir e assimilar as lições que lhes foram ministradas através de séculos e mais séculos de aprendizado.

Quem vos fala porque muito vos quer é o vosso antigo condiscípulo.

EÇA DE QUEIROZ

Not. biogr. José Maria Eça de Queiroz (1843-1903). Romancista português dos mais ilustres. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, dedicou-se ao jornalismo e à literatura, tornando-se em breve um dos escritores mais apreciados do Ocidente. Suas obras, que são numerosas, despertaram um interesse novo pelo seu estilo original, inconfundível, sendo lidas ainda hoje pelas gerações que se sucedem. Foi sepultado a 9 de novembro de 1903 no Panteão dos Jerônimos, em Lisboa.