Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sexta-feira, 18 de março de 2016

CAPÍTULO II - O FATOR MÁXIMO DA FELICIDADE - Livro: Derradeira Chamada – pelo espírito do Irmão Thomé. Psicografado por Diamantino Coelho Fernandes.






Os acontecimentos previstos e esperados para os anos porvindouros, acontecimentos que virão assinalar o fim de numerosas coisas desagradáveis no meio terreno, não devem ser aguardados nem com temor nem ansiedade. Eles virão e se extinguirão de maneira a promover um passo a mais no progresso do mundo terreno, e por conseguinte só com firmeza de coração devem ser esperados.

Os homens e as mulheres viventes na atualidade terrena, só têm a lucrar com esses acontecimentos uma vez que de antemão se preparam para os receber, assim come se preparariam para receber algo de extraordinário que se anuncia. A preparação para isso todos já a conhecem sabendo-se portanto em que consiste, e que é apenas a ligação espiritual com as Forças do Bem, incumbidas da direção e progresso da humanidade encarnada.

Nosso Senhor e Mestre Jesus determinou a este mensageiro transmitir a todos os leitores deste volume, esclarecimentos inteiramente novos acerca da vida espiritual, ou seja a vida dos Espíritos livres do fardo pesado da matéria carnal. Cumprirei com particular alegria esta agradável incumbência do Senhor, dizendo-vos meus irmãos queridos, que a vida que a todos vos espera a seu tempo, não tem nada de triste nem doloroso, como a muitos se afigura em vida do corpo, pelo fato de dele se despojarem pelo fenômeno chamado morte, e que melhor designado seria se lhe chamassem apenas regresso. E isto porque, na realidade o que se verifica nesses momentos, nada mais é que um regresso autêntico, real, verdadeiro, do Espírito aos planos superiores donde veio, e do corpo ao seio da terra donde recebeu a estrutura física e os alimentos.

Regressando aos planos espirituais que lhe são próprios, o Espírito, encontra-se imensamente mais leve de que durante a sua encarnação, e bem depressa experimenta a posse de faculdades de locomoção, percepção e várias outras que lhe permitem dirigir-se com a rapidez do pensamento aonde o desejar. Claro que semelhantes faculdades não podem ser comuns a toda classe de Espíritos, porém eu estou me referindo aqui àqueles irmãos que desde muito decidiram entrar em contato diário com o Mestre Divino, e dele receberam e recebem diariamente luzes e poderes que se acumulam em seus arquivos espirituais, e lhes serão entregues no instante mesmo de sua partida da Terra, de regresso ao mundo espiritual.

Neste plano a que me refiro, muitos se surpreenderão ao encontrar ambientes em tudo semelhantes àqueles em que na Terra viveram, e, embora de lá tenham partido para o plano terreno, olvidaram por completo o que deixaram. Verificarão que as populações espirituais daqueles planos vivem muito semelhantemente às da Terra, possuindo habitações individuais ou coletivas, segundo a capacidade vibratória de cada um, existindo ali todas as organizações socorristas destinadas à assistência que se tornar necessária aos habitantes do plano.

Estou daqui imaginando que nesta altura de minha narrativa, uma indagação poderá surgir na mente de meus leitores, a respeito do trabalho, da ocupação dos Espíritos viventes no plano ou planos do Além. A essa indagação imaginável eu responderei, antecipadamente, informando que a ocupação, o trabalho, a preocupação de algo fazer é inerente à própria vida, e portanto se trabalha incessantemente em todos os planos do Universo, sabendo-se como realmente o sabem os Espíritos evoluídos, que sem o trabalho constante e bem orientado não haveria progresso.

Assim trabalha-se ininterruptamente em todos os setores, tanto nos planos materiais como espirituais. As Forças do Bem, por exemplo, têm a seu cargo a pesada tarefa de prover a humanidade terrena, no que à Terra se refere de todos os elementos necessários ao progresso desta pequena partícula do Universo, seja no campo puramente material como no científico, no espiritual, atendendo e provendo os seres encarnados de tudo ou do que hajam necessidade e merecimento.

No plano espiritual igualmente, os Espíritos possuidores de maior luminosidade, ou seja de maior evolução, ocupam-se prazerosamente em assistir, orientar e conduzir os menos evoluídos, ajudando-os a galgarem novos degraus na escala que lhes está próxima. Isto os evoluídos fazem por duas razões igualmente importantes: ajudarem os que deles necessitam, como ajudados foram no passado, e com isso resgatam uma dívida moral para consigo mesmos, e, como segunda razão, recebem novos e mais poderosos focos de luz em recompensa de sua ajuda, engrandecendo-se notavelmente na escala espiritual. Devo mencionar porém, que esta é a regra observada em todos os planos espirituais do nosso pequeno Universo. E como toda a regra tem exceções, podereis encontrar ali Espíritos preguiçosos, desleixados, estacionários de anos e mais anos que não sentem disposição de algo fazer dentro da sua filosofia de não quererem contribuir para o progresso de outrem, mas unicamente para o próprio. Esta filosofia contudo é bastante falha, porque não contribuindo para o progresso da coletividade como faz a maioria, nenhuma retribuição recebem e por conseguinte não progridem; estacionam.

Uma simples imagem terrena poderá bem elucidar esta questão. Imaginemos uma oficina de sua propriedade, meu irmão leitor. Cada semana você efetua o pagamento aos operários que trabalharam, que prestaram sua cooperação no andamento da obra correspondente. Lá estiveram entretanto, como costumam estar semanalmente apreciando os outros trabalharem, alguns indivíduos sem disposição e mesmo refratários ao trabalho. No fim da semana eles verificam o quanto os demais receberam pelo que realizaram, porém não participam da folha porque também não tornaram parte no trabalho.

Uns vivem contentes, felizes, em virtude do que produziram, adquirem bens e conforto com o produto de seu esforço, enquanto aquela minoria refratária nada adquire; estaciona no desconforto.

No Espaço as coisas passam-se de igual maneira. Com a diferença de que a paga é feita de luz e bênçãos aos que trabalham, enquanto os estacionários permanecem mergulhados em trevas. São poucos, muito poucos mesmo, felizmente, os que vivem assim. Mas não estão abandonados, estes irmãos. Lá como aqui, também há organizações socorristas compostas de Entidades virtuosas que procuram os setores habitados pelos estacionários e se empenham em despertar neles os sentimentos do trabalho e do progresso espiritual, e conseguem-no ao fim de algum tempo.A seu tempo conseguem as Entidades socorristas encaminhar estes Espíritos para uma nova reencarnação na Terra, a fim de que despertem no ambiente terreno as qualidades e virtudes latentes, face aos trabalhos rudes aqui desenvolvidos.

Os outros porém, aqueles que houverem despertado já essas qualidades através da meditação e da oração ao Senhor, esses só muito raramente pedem para mergulhar novamente na carne, e alguns só o fazem com o objetivo de formarem lares na Terra para receber irmãos e amigos queridos, que vêm desempenhar missão, ou para acompanhar e proteger entes caros que também reencarnam, por necessidade evolutiva.

Vede por este relato, amigos meus, como se desenrola a vida nos planos do Além, inteiramente fora dos vossos olhares, não obstante a vossa presença frequente nesses planos durante as horas de sono. O trabalho é, por conseguinte, o fator máximo da nossa felicidade seja ele realizado neste plano físico em que ora vos encontrais, seja nos mundos incontáveis que formam o Universo infinito. Tudo necessita do trabalho e o trabalho existe para todos. Vede como trabalham na Terra as próprias abelhas na fabricação do mel que não chegam a saborear. Vede o trabalho incansável da formiga, dentro de sua organização sábia e perfeita, como se desdobra dia e noite numa espécie de trabalho sem fim, com a única preocupação de subsistência. Estes são dois exemplos apenas entre milhares de outros que conheceis. Assim trabalha também incansavelmente Nosso Senhor e seus milhares de mensageiros, com a única preocupação do vosso bem-estar e da vossa felicidade espiritual. Aguardemos o próximo capítulo.