Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quinta-feira, 17 de março de 2016

XLVIII - O INTERESSE PRIMORDIAL – Livro: Vida Nova. Ditado por diversos espíritos – Psicografia de Diamantino Coelho Fernandes.





Aqueles dos Espíritos presentemente encarnados na face da Terra que decidirem atender ao chamamento que lhes é dirigido pelos mensageiros de Jesus de Nazareth, no sentido de se prepararem para o dia de amanhã, estarão dando provas de haverem cumprido da melhor maneira sua presente encarnação. Já foi dito em páginas anteriores que de um modo geral todos os homens e mulheres do presente são Espíritos vividos e provados em múltiplas encarnações neste mesmo plano terreno, e portanto já possuidores de um maior ou menor grau evolutivo. Foram por isso escolhidos para viver na Terra na fase atual, embora um grande número tenha iniciado sua atual peregrinação no penúltimo quartel do século passado. Deseja então o Senhor Jesus poder recebê-los de volta ao Espaço dentro em pouco em condições de poder promovê-los a mais elevado plano de vida espiritual, conforme também ficou devidamente explicado na fala de outro mensageiro que me precedeu. Esta promoção, que depende muito mais dos Espíritos encarnados do que da vontade de Nosso Senhor Jesus, é o motivo principal desta Grande Cruzada de Esclarecimento que está sendo difundida de várias maneiras por toda a superfície terrena.

Minha presença neste momento no meio terreno, onde tive a imensa alegria de viver diversas encarnações a serviço do Senhor Jesus, sendo a última no Brasil, este grande e belo país que ficou para sempre gravado em meu coração, é também no sentido de dirigir minha palavra de fé a todos os leitores deste livro, sejam eles nascidos neste grande território iluminado noite e dia pela incidência do Cruzeiro do Sul, como aos filhos de todos os demais países do globo terrestre, dizendo a todos que o destino dos homens e mulheres da Terra é um só e único para todos, qualquer que seja a posição social de cada um no momento presente. O destino de todas as humanidades, tanto das que aqui viveram como da que ainda vive na Terra assim como o daquelas que evoluem em mundos mais e menos adiantados do que este, é igual em seus objetivos multimilenares, pois que consiste no aprimoramento constante de cada partícula dessas humanidades em todos os sentidos, moral e científico, aproximando-se passo a passo da desejada perfeição.

Os mundos que se movimentam no espaço cósmico, tão distantes entre si que mal podem ser enxergados pelos habitantes uns dos outros, abrigam todos eles o seu tipo de seres viventes, ou sejam Entidades espirituais selecionadas segundo a sua categoria e o estado evolutivo de cada mundo em que vão habitar, assim como procedeis em vosso minúsculo planeta com as crianças e os jovens na escolha das escolas em que devem matricular-se. Sendo as encarnações o meio dos Espíritos adquirirem novos e maiores conhecimentos da vida espiritual, elas se repetem tantas vezes quantas forem necessárias em cada mundo, para que os seus habitantes completem os conhecimentos e experiências que neles possam incorporar ao seu patrimônio espiritual.

Nós observamos do Alto a enorme preocupação a dominar os Espíritos encarnados na Terra desde os mais verdes anos, que é a de se tornarem ricos e poderosos mediante a aquisição e posse de bens terrenos, com o abandono daquela que os trouxe a Terra, não apenas nesta mas em todas as suas estadas anteriores. Com a preocupação de enriquecimento, da posse da fortuna terrena, a quase totalidade dos nossos queridos irmãos que lograram ver deferida pelo Senhor Jesus uma nova encarnação, se olvidam por completo do grande objetivo que antes formularam, que era e é alcançarem novas e mais portentosas luzes para enriquecimento do seu belo diadema espiritual. Mas Nosso Senhor compreende bem o fenômeno como peculiar à vida terrena, somente possível mediante a formação do corpo de carne para vivência do Espírito, sem o qual lhe não seria possível manter-se na Terra por tanto tempo. Nosso Senhor sabe perfeitamente disso, mas deseja a partir de agora mais do que no passado, que os homens e mulheres se desprendam um pouco mais dos interesses terrenos, perecíveis, para voltarem seus pensamentos para as coisas do Alto, peculiares ao plano dos Espíritos, ao qual terão de regressar a qualquer momento. Deseja o Senhor Jesus despertar nos seres humanos do presente, o conjunto de células espirituais que existem em todos os organismos humanos, a fim de se voltarem sem mais perda de tempo para o verdadeiro objetivo dos Espíritos encarnados, que é o de se interessarem a fundo pelo seu progresso espiritual, tal como no Alto o conceberam ao se prepararem para descer a Terra.

O interesse de cada um de vós, meus amados leitores, o interesse que eu designarei de primordial em todas as vossas existências de seres encarnados, é um e único através dos milênios: ascensão na escala espiritual. Eu não direi que estejais errados em vossa concepção de seres humanos, nem tampouco que vos encontrareis atrasados em vossa evolução. Não, meus amados irmãos leitores; neste particular as leis espirituais são bastante elásticas para permitir a existência de certa graduação na escala evolutiva de cada ser humano ou espiritual. Direi mesmo que todos vos encontrais na posição justa, correspondente ao máximo que pode cada um de vós adquirir ao longo das existências percorridas. É bem verdade que alguns companheiros de outras eras, que foram vossos condiscípulos durante séculos nesta grande escola terrena, já passaram a outros mundos, a outros planos de vida, mercê da determinação tomada em certa fase de sua última passagem pela Terra, conseguindo galgar de uma só vez os degraus que lhes faltavam, iluminando em conseqüência seus belos Espíritos.

É oportuno, porém, que tomeis conhecimento da situação em que já vos encontrais na Terra como Espíritos de Deus em busca de luzes e experiência, para que possais imprimir desde agora, desde o momento em que estas linhas vos caírem sob os olhos, o impulso definitivo ao vosso progresso moral e espiritual. Esse impulso está por assim dizer completamente definido através das páginas deste livro, não sendo necessário rememorá-lo aqui. Contudo, sempre vos direi algo a respeito. Sempre vos direi que a melhor maneira de imprimirdes uma diretriz realmente proveitosa à vossa encarnação atual, será firmardes em vossa mente o princípio de que sois presentemente na Terra nada mais do que um viajante desembarcado numa pequena ou grande cidade para tratar de interesses ocasionais. O viajante ali desembarcado dispõe-se a cuidar do assunto que tem em vista, e por isso se movimenta, repousa e se levanta com a preocupação de bem realizar os objetivos determinantes de sua viagem, sem, no entanto, se esquecer de sua morada em outra cidade desse ou de outro pais, à qual regressará tão logo haja concluído os seus negócios. Sabeis todos vós que a imagem é verdadeira, uns de experiência própria e outros pela sua dedução. Sabereis então que o viajante não esquece um instante sequer a sua procedência, a sua cidade na qual deixou outros interesses, sua família terrena, parentes amigos e conhecidos, mantendo viva a idéia de que voltará a eles tão logo termine a tarefa que o levou até onde se encontra. Pois, meus amados irmãos leitores, em vossa presente encarnação verifica-se uma situação que eu direi perfeitamente idêntica. Todos vós que vos encontrais na Terra podeis considerar-vos, antes de tudo, viajantes a serviço de interesses grandiosos porque da máxima importância para vós. Como viajantes procedentes de outro plano de vida, todos vós deixastes no local de procedência um lar estabelecido há milênios por vós mesmos, onde vos esperam alegremente de regresso não poucos parentes bastante caros ao coração, entre eles alguns que foram vossos pais, filhos ou irmãos ao longo da vossa existência milenar, e que, embora não recebam correspondência vossa como sucede com a família dos viajantes terrenos, com eles vos correspondeis espiritualmente, muito mais do que podereis supor. Durante o sono do vosso corpo vossos Espíritos se afastam em virtude das leis espirituais e se dirigem aonde desejem e lhes seja possível, encontrando-se então com aqueles entes queridos que permanecem no Alto, os quais acompanham de lá aos que na Terra se encontram e oram fervorosamente por vós.

Se, por conseguinte, nada mais sois que autênticos viajantes pela superfície terrena a tratar dos vossos interesses espirituais, deveis firmar nisto todos os vossos pensamentos construtivos, a fim de poderdes melhor aproveitar a presente viagem. Meditai então, queridos irmãos, sobre os objetivos que possam haver determinado o pedido que fervorosamente fizestes todos vós a Nosso Senhor Jesus, de nova existência terrena, a fim de apurardes algo que muito vos interessa no Alto. Esse interesse não pode ter sido em absoluto a construção na Terra de uma grande fortuna de bens materiais, porque da mesma nada ou muito pouco resultaria de útil para os vossos Espíritos. Podereis ter apresentado, provavelmente, a Nosso Senhor, planos de construção na Terra, de uma grande ou pequena indústria destinada a dar trabalho remunerado a muitos outros irmãos encarnados, prometendo ao Senhor remunerá-los de maneira justa, equitativa. Podereis ter apresentado a Nosso Senhor, planos de construção abundante na Terra de escolas destinadas a outros irmãos a encarnarem posteriormente, reconhecendo insuficientes as então existentes, e para que nelas se abrissem ao conhecimento as mentes de quantas crianças tivessem ensejo de as frequentar. Este é em verdade, um dos mais valiosos planos que podem ser elaborados por Espíritos desejosos de baixar à Terra, sempre aprovados e ajudados do Alto pelo Senhor. Podereis, enfim, ter apresentado a Nosso Senhor Jesus, um plano longamente arquitetado no Alto, visando à maior felicidade e bem-estar de uma nação, se as circunstâncias vos elevarem à sua direção. Um plano desta natureza é sempre recebido pelo Senhor com grande alegria, meus queridos irmãos. Tem acontecido porém, vezes inúmeras, infelizmente, que o planejador, uma vez autorizado a reencarnar e conduzido pelas Forças Superiores à chefia duma nação, ou esquece a promessa feita ao Senhor de promover a felicidade e o bem-estar dos seus governados, ou sobrepõe a essa promessa a sua própria felicidade e bem-estar terrenos, só muito mais tarde, por ocasião do seu regresso ao mundo espiritual, se inteirando de sua falência na Terra. Em casos desta espécie, que não são poucos infelizmente, o Espírito que houver falhado no cumprimento de sua promessa, ao regressar à sua morada no Alto é conduzido à presença do Senhor Jesus para testemunhar em Sua presença o que efetivamente realizou do quanto prometera realizar. Depois... tais sejam as contradições existentes entre a promessa e a realidade, alguns séculos ou milênios podem decorrer antes que essa Entidade venha a conseguir uma nova encarnação, mas jamais na situação de governante.

Este Espírito que vos fala no presente capítulo, teve a felicidade rara de receber de Nosso Senhor a aprovação total de atos praticados quando ocasionalmente se encontrou à frente da direção deste grande e belo país, atos estes que me dispenso de citar por serem todos do vosso conhecimento. Nascendo em terra brasileira como filha de um santo que foi o vosso grande e inolvidável imperador, e dele recebendo os mais belos ensinamentos cívicos e religiosos, coube-me a fortuna de o substituir no governo ocasionalmente, tendo praticado então o mais belo ato de toda a minha vida a 13 de maio de 1888, o qual ainda hoje recordo com grande emoção. Libertar do cativeiro uma geração inteira de irmãos nossos, porque filhos de Deus como nós, foi um ato que justificou e me compensou toda a minha existência, meus queridos irmãos leitores. Vós todos encontrareis oportunidades de praticar atos capazes de receberem também de Nosso Senhor sua divina aprovação. Aproveitai então essas oportunidades antes que elas vos fujam, e enriquecei vossa aura espiritual com seus reflexos, e vereis a seu tempo quão acertados andastes em os praticar.

Minha tarefa está finda com a exortação que vim trazer-vos por determinação do Nosso Divino Mestre e Senhor. Aqui me despeço desejando que cada um de vós possa libertar-se a si mesmo do seu cativeiro de maus pensamentos se for o caso, e marchar resolutamente na direção do Senhor e receber também o seu justo prêmio por isso. Atenderei a cada um em Espírito, no Alto, se de mim necessitardes, e me subscrevo afetuosamente aquela que foi
PRINCESA ISABEL

Not. biogr. Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gonzaga de Bragança — 1846-1921 — Princesa Imperial do Brasil. Filha do imperador D. Pedro II e da imperatriz  Teresa Cristina de Bourbon, nasceu no Rio de Janeiro em 29 de julho de 1846. Consorciou-se com o conde d’Eu, Luiz Philipe Gastão de Orléans, de cujo enlace nasceram três filhos: D. Pedro de Alcântara Luiz Philipe, príncipe do Grão Pará (1875), D. Luiz Maria Philipe (1878), e D. Antônio Gastão Francisco Luiz (1881).
No dia 25 de maio de 1871, a princesa Isabel, então na regência do império, na ausência de D. Pedro II, em viagem pela Europa, sancionou a lei que declarava livres os filhos de mulheres escravas, que o povo apelidou Lei do Ventre Livre. Regente pela segunda vez em 1875 e pela terceira vez em 1887, a princesa Isabel promulgou a 13 de maio de 1888 a chamada Lei Áurea, que aboliu para sempre a escravidão no Brasil. A 17 de novembro de 1889, com a proclamação da República, a princesa Isabel embarcava com toda a família imperial brasileira para a Europa, onde desencarnou em 1921.
Notas sobre seus descendentes No exílio o primogênito renunciou à sucessão, de acordo com a Constituição do império, revogada pela República. Com a morte de D. Luiz em 1920, esse pretenso direito teria sido transferido a seu filho mais velho, D. Pedro Henrique, nascido em 1909. Do casamento de D. Pedro de Orléans e Bragança com a condessa Dobrzensky de Dobrzenicz em 1908, nasceram os filhos: D. Isabel em 1911, D. Pedro Gastão em 1913. D. Maria Francisca em 1914, D. João em 1916, e D. Teresa em 1919.