Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

CAPÍTULO LXXVII – Livro: Corolarium – ditado pelo Espírito de Maria de Nazareth ao médium Diamantino Coelho Fernandes. Encerramento da visita ao planeta Saturno. — Asas flutuantes desnecessárias nos mares terrenos. — Zarziel regressando na caravana. — Um festival de música saturnina. — Belo processo de julgamento das composições. — “Vox populi, vox Dei”. — Regresso da caravana.




A visita feita ao planeta Saturno pela caravana de almas do ciclo terreno atingiu os principais objetivos do programa estabelecido no Alto. As observações e informações recolhidas no grande planeta hão de servir e muito, para a implantação na Terra de vários melhoramentos tão necessários à vivência das almas aqui encarnadas. As próprias almas caravaneiras se incumbirão de apresentar aqueles melhoramentos uma vez aqui reencarnadas.

Vamos então retornar a Saturno a fim de acompanharmos a visita das caravaneiras àquele gigantesco planeta. As almas que foram engenheiros na Terra desejaram conhecer de perto o funcionamento das asas flutuantes, e nesse desejo foram gentilmente atendidas pelas almas saturninas, que as acompanharam ao centro de navegação marítima, o local onde se reuniam os maiores transportes de passageiros. Era um local bastante amplo, protegido contra a fúria das ondas, uma espécie de docas de longa extensão e capacidade de ancoramento. Ali chegadas, as caravaneiras iniciaram o exame do interessante dispositivo protetor dos transportes, e verificaram então tratar-se de invenção bastante curiosa, assim a descrevendo nos seus relatórios: — as asas flutuantes da navegação saturnina consistem da junção de seis tubos longitudinais a vácuo, instalados de cada lado dos navios de grande calado, separados entre si por um jogo de molas destinadas a amortecer o impacto das ondas contra o navio. Os jogos de molas são vários de cada lado, colocados a uma distância de três a quatro metros uns dos outros. Enquanto os navios estiverem ancorados, eles podem recolher ou suspender o conjunto das asas flutuantes, apenas as arriando no momento de se movimentarem novamente. Embora de grande eficiência nos “mares de Saturno, permanentemente agitados e muito perigosos, as asas flutuantes não terão utilidade nos mares terrenos, mansos e pacíficos em todas as épocas do ano. Entretanto, a observação feita pelas almas caravaneiras registrou a novidade e a incluiu em seus relatórios de volta à Universidade do nosso mundo espiritual.

Terminada a visita ao centro de navegação que ocupou uma manhã inteira, as caravaneiras regressaram ao Templo para repousar um pouco e pôr em ordem as observações recolhidas nos quase oito dias da visita a Saturno. Tendo sido convidadas pelas almas saturninas para assistir na noite desse dia a um festival de música num dos grandes teatros daquele planeta, as caravaneiras concluíram que aquele festival de música seria o suficiente para encerrarem a visita de estudos e observações que estavam realizando. Assim ocupadas na ordenação de suas notas e observações, foram surpreendidas muito agradavelmente pela presença de Zarziel, desejosa de novo contato com as almas terrenas para uma pequena palestra.

— Bem-vinda sejais, bela alma Zarziel!

— Benditas sejais vós todas, queridas almas terrícolas, neste planeta tão distante do vosso e também meu. Minha vinda aqui nesta tarde tem o objetivo de dar-vos conhecimento de uma grande notícia, que é a seguinte: o meu e vosso querido Jesus acaba de me chamar de regresso ao ciclo espiritual da Terra, assim que me for possível. Ora, como me encontro presentemente desencarnada após uma vivência de cerca de cento e sessenta anos na carne, eu vou aproveitar a vossa caravana e regressaremos juntas. Que me dizeis a respeito?

Oh! estimada Zarziel! Nossa alegria é grande em vos termos em
nossa companhia, de regresso ao nosso mundo espiritual. Nós estamos em véspera de encerrar a nossa visita tão rica de observações e estudos, contando podermos regressar dentro de mais dois a três dias saturninos.

— Muito bem, então, queridas irmãs; eu estarei pronta para regressar convosco. Minhas longas observações e experiência adquirida neste lapso de tempo muito hão de contribuir para o conjunto de estudos que juntas apresentaremos ao Senhor Jesus.
Informada Zarziel do festival de música daquela noite, prontificou-se a comparecer também, adiantando que tal festival seria muito apreciado pelas caravaneiras por sua grande beleza e emoção. Na hora marcada apresentaram-se no Templo as almas saturninas que vieram buscar as caravaneiras, sendo-lhes então apresentada Zarziel, alma já possuidora de grande luminosidade, considerada a mais radiosa do grupo. As saturninas cumprimentaram Zarziel com grande reverência, manifestando-se felizes em tê-la em sua companhia no festival daquela noite. E todas partiram então em direção ao teatro sede do festival. Ali chegadas, todas se acomodaram, reunidas as almas habitantes da Terra e de Saturno, num entendimento da maior harmonia, das quais se irradiavam apenas vibrações do mais puro amor e fraternidade.

O festival não demorou a iniciar-se. Tratava-se de certame periódico, segundo explicaram as almas saturninas. Havendo ali muito gosto pela música em todas as classes sociais, realizavam-se aquelas festividades anualmente, sempre divididas em duas partes musicais. Na primeira parte eram reproduzidas as composições musicais que maior êxito alcançaram desde o último Festival, numa autêntica consagração dos respectivos autores e intérpretes. Na segunda parte eram então apresentadas as músicas e composições, por assim dizer, inéditas, para apreciação e julgamento do público. E como eram estas em número assaz avultado, excedendo algumas vezes a mil, sucedia prolongar-se o festival por uma, duas e mais semanas, até que fossem executadas todas as composições. O público saturnino era apreciador fervoroso da boa música, e ali comparecia atento, quantas noites durasse o festival, para ouvir, apreciar, e apontar a sua composição preferida. O julgamento era procedido da seguinte maneira: — Todas as pessoas presentes ao espetáculo estavam munidas de um voto que as mesmas iam depositando na urna correspondente à composição escolhida cada noite. No término do festival, apuravam-se os votos e eram então proclamadas as composições vencedoras.

Coisa muito semelhante vem sendo realizada nesta cidade brasileira, na qual estou ditando este livro. Pelo menos a dois espetáculos eu assisti, em parte bem semelhantes aos realizados em Saturno. A diferença que encontrei consiste apenas no processo de julgamento. Enquanto aqui se constitui um tribunal julgador das composições apresentadas, em Saturno o julgamento é feito pelo público presente por maioria de votos. Aplica-se em Saturno aquele sábio princípio de que Vox populi, vox Dei, todos aceitando o julgamento do público em seu apurado gosto pela música.

Compareceram assim as caravaneiras durante três noites seguidas, tendo oportunidade de apreciar os fundamentos e a beleza da música saturnina, em seus aspectos seculares — clássica — e atualizada. Apenas não puderam apreciar as conclusões da festividade, a qual durou cerca de dez dias saturninos, como costuma acontecer anualmente. Zarziel, que acompanhou as caravaneiras nas três noites em que compareceram, referiu episódios das festividades anteriores a que sempre comparecia quando no corpo, festividades que empolgavam verdadeiramente a população local. Referiu, inclusive, não ser aquele o único festival de música assim realizado, mas apenas um entre centenas de outros realizados nas demais regiões do planeta, despertando cada qual um interesse semelhante na população regional.

Desta maneira as almas caravaneiras apresentaram fraternais despedidas às suas irmãs saturninas, expressando às mesmas o seu reconhecimento e profunda gratidão, por sua extrema gentileza e inesquecíveis demonstrações de fraternidade e amor, durante tão alegre e feliz permanência naquele grande planeta. Convidaram por fim as queridas almas saturninas a uma visita ao ciclo espiritual da Terra, mostrando-lhes aquele ponto luminoso tão distante no infinito, desejosas de as receber e homenagear condignamente. Este convite, de execução assaz difícil para as almas saturninas, foi contudo aceito com alegria para quando se oferecer oportunidade. Concluídos assim os passos necessários a uma despedida condigna pelas almas caravaneiras, quiseram dirigir-se ao Templo para orar ao Senhor Jesus pela última vez em território saturnino, e empreender viagem de regresso ao ciclo espiritual da Terra. Haviam permanecido quatorze dias em observações e estudos naquele planeta dos mares tempestuosos, e muitos apontamentos, estudos e observações haviam realizado naquele período, reunindo material para uma exposição demorada em sua Universidade no mundo espiritual da Terra. Como haviam adotado de início o método de cada alma tomar os seus apontamentos sobre quanto pudessem observar, uma vez regressadas ao respectivo plano de vida espiritual, haviam de confrontar os apontamentos levantados pela caravana, e deles redigir o relato final sobre cada um dos fatos por todas apreciados. Pareceu-lhes ser este o melhor meio de não perderem detalhes de quanto tiveram oportunidade de observar em Saturno.

Era ainda madrugada nos céus saturninos quando a caravana se fez ao Espaço rumo à Terra, conduzindo alunas e professores da nossa Universidade espiritual, e agora mais o Espírito de Zarziel, após haver encerrado um estágio de quase duzentos anos em Saturno. Uma concentração mental foi sugerida pelo chefe da caravana, para melhor poder a mesma vencer a densidade da bruma que envolve aquele planeta desde grande distância, e juntamente com a concentração, todas emitiram uma poderosa vibração dirigida à Terra, na mentalização do Senhor Jesus. Do mundo espiritual da Terra, a torre de projeção e vigilância emitia vibrações semelhantes em direção à caravana, orientando-a na linha espacial em que deveria manter-se com toda a segurança. Tendo partido de Saturno pela madrugada, gastando algumas horas no percurso, a caravana pousou no plano espiritual da Terra na mesma madrugada, o que é realmente curioso. O fato explica-se, entretanto, face à velocidade da caravana ser algumas vezes superior à da rotação da Terra, alcançando assim o nosso plano espiritual bastante antes de este planeta receber a luminosidade solar.

Descrever então a alegria despertada em nosso plano pela feliz chegada da caravana de almas de regresso de sua visita a Saturno, é tarefa bastante complexa pelo sucesso que o fato produziu. Avisadas as almas do momento aproximado do regresso da caravana, um só pensamento ocorria a todas as almas do plano: trazerem uma bela flor para oferecer às caravaneiras. E assim aconteceu. Tantas foram as flores trazidas ao aeroporto, destinadas às caravaneiras, que impossível se tornou às mesmas recebê-las, tendo sido então deliberado pela Comissão de recepção depositar o enorme volume de flores na praça fronteira, onde as mesmas representariam a homenagem dos habitantes do plano às almas que correram o risco de ir tão longe da Terra em busca de novos conhecimentos. E assim se fez. Todas as flores foram depositadas na praça fronteira ao nosso aeroporto em forma ornamental, por onde haviam de passar as caravaneiras, e aspirarem o seu delicioso perfume.

Uma vez desembarcadas da sua condução, as almas recém-chegadas dirigiram-se ao Templo ali em frente ao ponto de desembarque, onde elevaram uma prece silenciosa ao Criador, pela segurança e felicidade concedida às mesmas no seu trajeto ao longínquo Saturno. A prece, que vem de longos e longos milênios, servindo aos seres espirituais e humanos como o meio mais eficaz de pedir e agradecer favores e graças, a prece é utilizada a cada momento pelas almas do Além, em seus momentos de pedido e agradecimento. Saber pedir por meio da prece é uma grande felicidade, minhas filhas e filhos queridos; mas, sobretudo, saber agradecer pela prece as graças e favores recebidos do Criador, ou das Forças Superiores, é uma felicidade bem maior porque representa nestes casos o pagamento de uma dívida. Aquele, por conseguinte, que já adquiriu o conhecimento do valor da prece e a utiliza em suas necessidades de auxílio do mundo espiritual, e a seu tempo se serve igualmente da prece para agradecer os favores recebidos, esse pode ter a certeza mais absoluta de que o mundo superior está à sua inteira disposição para fornecer novos favores solicitados por meio da prece. Tomai bem nota disto, minhas almas queridas, e utilizai esse meio sempre que precisardes de ajuda espiritual.

Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor nos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.

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