Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

terça-feira, 8 de julho de 2014

CAPÍTULO X – 2ª Parte – Livro: Vida de Jesus ditada por Ele Mesmo. A missão de Jesus e a participação dos Apóstolos.



Tem-se dito que o cumprimento das profecias só o é em aparência; pela convenção que se fez dos fatos com elas. Assim também tem-se dito que somente a credulidade em Jesus concebeu o cumprimento das profecias e o acontecido com Jesus. Mas eu digo-vos que, ainda que as profecias não tivessem existido, o humilde carpinteiro de Nazareth destinado por Deus era para a obra da redenção dos homens, para colocá-los no conhecimento do que lhes era preciso fazer para corrigir o passado de erros e de opróbrios que deixaram atrás de si, e para espalhar luz no caminho de seu porvir.

Mas eu digo-vos que as potestades do céu, obedientes aos mandatos daquele que tudo é e tudo pode, estreitas alianças de elevados seres haviam constituído em redor do Divino Mensageiro, para facilitar a grandiosa obra que se lhe encomendara e que vós ainda não compreendeis.

Mas eu digo-vos que tudo quanto há de acontecer, designado com antecipação se descobre no ambiente espiritual, podendo portanto discerni-lo todo o espírito de alguma penetração, ainda que não seja espírito do Senhor, senão espírito das trevas.

Não é portanto a profecia o que chamar se possa um milagre, o qual não existe, senão previsão do que há de acontecer, porquanto designada está já muito antes sua época para todo o acontecimento.

Em minhas visões muitas cousas chegaram certamente ao meu conhecimento que somente haviam de ter lugar no porvir. Assim também acompanhava-me especial dom para o conhecimento dos homens, o qual me serviu para a escolha de meus apóstolos, entre os quais, se certo é que um traidor houve, mais foi ele vítima de circunstâncias, que não soube vencer, que de natural disposição à falsidade e à maldade.

Assim, bem foram escolhidos os que em minha obra santa me deviam acompanhar. Eles foram propriamente os eleitos porquanto, como já vos disse, uma só família com Jesus formaram.

Naqueles dias em que completado havia o número de meus apóstolos e cheios de projetos nos encontrávamos, ao fazer eu, na noite em que chegara e no meio das expansões da conversação, um estudo ligeiro das condições particulares de cada um deles, pus o nome de Pedro a Cefas e alguém chamou-me a mim RABI, que quer dizer Mestre, e desde então as duas denominações prevaleceram. Assim, muitas vezes chamavam-me RABI, mas a Cefas depois sempre lhe chamaram Pedro.

Os habitantes de Nazareth, que, por conhecerem meus pais e meus irmãos, escarneciam de minha filiação divina, alcunhavam-me o Filho do Homem, sendo nisso acompanhados por meus próprios irmãos, que em certa ocasião chegaram até a intentar fazerem-me passar por louco com o auxílio também de minha própria mãe. Assim disse então com energia Jesus: Se certamente ninguém é tido como profeta em sua terra, tampouco faz Deus dádiva de suas graças aos que desconhecem sua luz, ainda que possam discerni-la, e que, enganando-se a si mesmos, surdos e cegos permaneceram ao lado do Messias para não ouvi-lo nem vê-lo, dando demonstração de ignorar o seu elevado ministério; mas do mesmo modo, por não ouvidos, nem vistos e ignorados portanto, lhes aconteceu de passar, quando chegou o tempo da colheita nas sementeiras do Senhor e mal ainda por muito tempo lhes haveria acontecido, se não fora pela ajuda do mesmo labrego a quem desconheceram. O afeto e a dor, nas horas derradeiras, em que de coração verdadeiramente me acompanharam em meus terríveis sofrimentos e até a sinceridade com que afinal a doutrina também foi por eles acolhida e a celeste missão reconhecida, muito remediou do isolamento moral que a princípio me fizeram sofrer os que, pela carne, de minha família eram; mas na balança da divina justiça nada passa sem o equilíbrio de seu peso no oposto prato de suas ações. Certamente na primitiva incredulidade de Maria muito havia do amor materno que queria ocultar a perigosa realidade a seus próprios olhos e desviar-me da rota em que me via colocado. Mas quando a luz, que do alto para os mortais baixa, principalmente veio iluminá-la, ela com sublime resignação aceitou tudo o que o amor de mãe lhe fazia descobrir como perigos e sofrimentos que por seu filho adorado devia passar. Desde muito antes, deixando de lado suas primitivas prevenções, confundido se havia, pelo sentimento, na própria obra do filho, participando afinal de todas as amargas vicissitudes até o desenlace, horrivelmente doloroso, da grandiosa obra da redenção humana. Por fim, de meus irmãos partiu ainda a idéia de fazerem-me passar por louco, mas não já com o propósito de escárnio, mas com o afetuoso desejo de minha salvação, e com tal objetivo desesperados esforços fizeram em meu favor, prejudicando talvez, ainda que involuntariamente, a missão de Jesus. Mas longe vou com isto aqui, entretanto é meu propósito,
ao trazer-vos minhas novas manifestações no mundo da carne, executar o propósito formado e comunicado nos primeiros escritos, propósitos, referentes à doutrina que como Novo Cristianismo alguém entre vós quis definir, embora o ensinamento seja o mesmo e mais que Cristianismo novo ou velho é a palavra do Pai.

Assim, pois, dando como conhecido de vós o que à existência de Deus e da alma se refere, cousa que onde Jesus mora são mais verdadeiras ainda que para vossos olhos a luz, passarei a ensinar-vos o que é a doutrina e o que o porvir encerra para vossas almas, quando tenham deixado, transitoriamente primeiro e definitivamente depois, a habitação terrestre, dando lugar ao dito que muitas moradas tem a casa de meu Pai, que Deus não quer a morte do pecador, senão que viva e se arrependa, porque... no fim, todos serão salvos; como também o do cego de nascimento, e o da vinda de Elias, e muitíssimas outras cousas mais, que foram ditas, porém não recordadas e outras muitas mais ainda que para trazer-vos venho.

Apesar de muito me ajudarem meus apóstolos no ensinamento e divulgação do que lhos encomendara, sua obra era deficiente porquanto, como já vos disse, longe se encontravam da elevação de alma e da inteligência precisa e mais longe ainda encontrava-se seu auditório. A vontade, porém, jamais eles a tiveram de menos, o que principalmente demonstraram ainda depois de minha morte.

Mas a obra da redenção humana a eles não foi encomendada e sim ao Messias, que à sua frente há de encontrar-se ainda durante muitos séculos. Com muitos defeitos, portanto, transmitida vos foi a palavra de Jesus. Mal compreendida, mal conservada, pois que de simples memória foi durante muito tempo e mal transmitida, somente suas cinzas até vós chegaram. Volvê-las ao que foram é agora obra essencial para vosso Messias, dando-lhes ao mesmo tempo o engrandecimento que pede a maior elevação dos homens nas vias do progresso.

Meus apóstolos, tão pobres de instrução como ricos de fé, muito fizeram certamente na sementeira que lhes encarregara em nome do Pai, mas não podiam oferecer de si o que não tinham, isto é, a sabedoria, que acrescentada à fé e aos sentimentos de amor que o Filho de Deus lhes inspirava com sua palavra e com seu exemplo, muita grandeza teriam dado à predicação das doutrinas que reveladas eram à Humanidade por sua mediação. Portanto, entre a gente simples e sem instrução somente sua palavra era escutada e pouco brilho se levantava em volta do chefe da nova missão que lhes era trazida para sua salvação e sucedia que os homens de instrução e os que escreviam, ignorantes permaneciam da nova palavra, nada ficando assim dela escrito com prejuízo do que foi dito de quem o disse, porquanto chegou tempo que fora da tradição nada ficou com a autenticidade das cousas ditas e ouvidas por de quem ditas e ouvidas foram.

Certamente o que verdade é, imperecível também é por toda a eternidade. Portanto, a verdade sempre seu caminho veio percorrendo, muito ganhando em seu progresso com a morte do Messias, como já vos disse, porquanto meus apóstolos se centuplicaram pela grandeza de sua fé e pelo grande auxílio espiritual que receberam sob a direção daquele que a eles mesmos

em vida os dirigira e do céu depois, com mais luz e maiores alianças o continuara fazendo.