Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sábado, 26 de julho de 2014

CAPÍTULO XVIII – 2ª Parte – Livro: Vida de Jesus Cristo escrita por Ele Mesmo A desgraçada condição humana atrai a comiseração dos espíritos de luz. É necessária a desmaterialização do espírito para libertá-lo da escravidão das paixões. Jesus prossegue sua obra de redenção, dificultada principalmente pela obstinação dos homens em sua materialidade e falta de fé. Eles, não obstante, como espíritos que são, estão destinados à vida espiritual e tudo o que ao espírito se refere deve interessar-lhes.



A desgraçada condição vossa, filha principalmente da cegueira com que vos apegais às cousas terrestres, move-nos a piedade por vós, aos que vivemos já no meio das intensas claridades da alma, que demonstram ante nossos olhos as torpezas que como pesadas cargas de chumbo, oprimem vossos espíritos, impedindo-lhes o vôo para permitir-lhes somente arrastarem-se pelo imundo lodaçal das baixezas próprias dessas capas inferiores, que unicamente por cobardia não haveis ainda abandonado. Vossa teimosia, mais que tudo é, pois, o que vos tem acorrentado ao próprio montão de pó que pisais.

Amigos meus, filhos meus, queridos irmãos meus, refleti com seriedade alguma vez sobre a mísera situação a que vos encontrais submetidos por não quererdes fazer um pequeno esforço de espiritualidade, isto é, um pequeno esforço de vossa personalidade sobre os instintos carnais e tendências mundanas inerentes à vossa natureza terrestre.

Essa desmaterialização é a que vos há de encaminhar para o grandioso destino que vos aguarda e ante o qual, não obstante, perplexidade demonstrais, ou temor e cobardia, em vez de decidido impulso, como devera acontecer. Fugi portanto dessa prejudicial perplexidade e empreendei com valor e confiança a conquista do império que nos céus vos está destinado e cujos caminhos o próprio Filho de Deus vos ensinou, e volve ainda ele sobre seus passos, para guiar-vos pela própria mão.... Chegareis ainda até rechaçá-lo novamente?... Tapareis vossos ouvidos a suas palavras, vossos entendimentos a seus conselhos e vossos corações ao calor intenso de seu sentimento?...

Oh! Não seja, pois, novamente vossa pertinácia e vossa cegueira, causa de profunda pena para o ser que tanto por vós já sofreu, que a vós consagrado vive e em cujo porvir principalmente, fixos estão com empenho seus constantes olhares.

Desprezai a vaidade e orgulho que vos ofuscam, impedindo a vossos sentimentos o confundirem-se com os meus e aos olhares de vossa fé o descobrir-me detrás das singelas palavras, porém cheias de amor e de sinceridade, com que volto agora a me apresentar ante vós.

Se certamente cumpre agora o Messias seu mandato divino em melhores condições das que lhe serviram em sua anterior sementeira e se certamente também o rodeiam com muito maior eficácia as elevadas alianças espirituais de que no princípio vos falou, não deve tampouco olvidar-se a maior clareza de visão e a maior sutileza de exame que passou a ser natural nele, oferecendo-lhe com maior rudeza nos detalhes e mais profunda verdade no fato, a ingratidão, a falsidade, as vergonhosas claudicações, os torpes vícios, a negra teimosia no erro, os ódios fratricidas, as traições nefandas, as horríveis vinganças e os asquerosos desafogos das paixões carnais; todo esse escuro abismo da louca fantasia do homem no erro e no mal, claramente exibido se encontra diante de meus olhares angustiados, tendo adquirido brilho inusitado ante meus olhos os últimos e mais recônditos escaninhos da consciência humana.

Acreditais porventura que no meio da condição vossa, tão longe ainda de vislumbrar a verdadeira luz do espírito, acreditais porventura que a alma de Jesus possa permanecer indiferente e fria? Não, certamente e tampouco o podem os celestes mensageiros que o acompanham no cumprimento de sua sagrada missão.

Só o amor e o perdão traz como armas Jesus, para o cumprimento do que em suas mãos lhe foi confiado, “porque não enviou Deus seu Filho ao mundo para julgar o mundo, senão para que o mundo se salve por ele”.

Mas este é o preceito: “Que a luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas que a luz; porque suas obras eram más”. “Porque todo homem que procede mal, aborrece a luz, e não vem à luz para que suas obras não sejam censuradas.”

Assim portanto, hoje também acontece, com grande pesar para mim, que ausentes vejo de meu lado muitos espíritos que deveriam ter conquistado maior elevação e grandeza e retrocederam entretanto do caminho que com tanta vontade empreenderam.

Volvei, pois, sobre vossos passos, vós os pusilânimes, recordando o que já antes disse: “O céu e a terra passarão; mas minhas palavras não passarão”. “Olhai pois por vós, não aconteça que vossos corações se encham de glutonaria, e de embriaguez, e dos afãs desta vida, e que venha de repente sobre vós aquele dia”... dia de responsabilidades, que para todo o espírito chegará, como os dias da Terra, mas que dentro de si mesmo tem suas limitações, pelo que significa quanto ao que o espírito tem de receber como prêmio ou como castigo, assinalando também uma nova etapa para seu porvir.

Não vos assombre do que em ocasiões dissera com palavras como estas: “Na verdade vos digo que não passará esta geração sem que sucedam todas estas cousas”, porquanto Jesus olhava muitas vezes mais para o ambiente do espírito que para o do homem e apesar de mudado o homem por encarnação diferente, o mesmo espírito discernia freqüentemente. Assim também, seus juízos formados eram, mais para o ambiente espiritual, que lhe resultava mais propício e mais harmônico, que para o da carne.

Portanto sua apreciação de tempo, diferente era por completo da dos homens, pois via-se levado a considerar todas as cousas quase como presentes, tal como com o espírito acontece.

E dizia Jesus aos hebreus, que nele haviam acreditado: “Se vós perseverardes em minhas palavras, verdadeiramente sereis meus discípulos e conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.” Dessas palavras saídas dos lábios de quem chamado foi o Mestre, há de sair luz novamente, porquanto está dito nelas verdade e sabedoria maiores que as que o homem possa produzir.

O próprio saber, na ordem física, de grande proveito para a alma também resulta porquanto é dele, ao lado das boas obras, que a alma vive e não de incentivos puramente materiais. O homem alma é revestido de um corpo pela cadeia de seu astral, como já vos disse e unicamente pelo corpo participa da natureza carnal, para motivo de adiantamento. Toma assim adaptação entre as cousas da Terra para o enriquecimento, com elas, de sua própria pessoa de espírito. Mas vós, em vez de enriquecer dessas cousas o espírito, formais com elas correntes que à Terra o atam e sobre ele exercem pressão para impedimento de seu vôo. Dominar, pois, antes que tudo, o corpo e seus apetites e elevar-se, superior na vontade e no caráter, por cima de tudo o que lhe oferece sua passageira morada da Terra, o primeiro que tudo e o principal deve ser para vós espíritos, desde que, como tais, destinados sois para a vida gloriosa dos espíritos, partícipes da grandeza e da sabedoria do Pai, que até vós manda a seu próprio Filho para vô-lo dizer.


Elevai, pois, constantes orações ao Pai para que ilumine vossas consciências e vos faça ver claramente a verdade do que vos digo e a verdade de minha própria natureza; ante a qual vos obstinais novamente em fechar os olhos entravando os amorosos propósitos do mesmo Pai que brilhantes reflexos fazem brotar do Filho, que com constante empenho vos chama, tendo ele depositado também em vós todo o apaixonado calor de seus sentimentos.