Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

CAPÍTULO XXIV – 2ª Parte – livro: Vida de Jesus ditada por Ele Mesmo. Jezeus Cristna e Jesus Cristo. Como se explica a semelhança da revelação cristã com a muito anterior da Índia, contida principalmente nos Vedas.



Irmãos meus: A predicação de Jesus, já vos disse, sofreu alteração desde seu começo, pelo atraso dos homens que mal a compreendiam e pelo próprio fanatismo e ignorância dos apóstolos, quando a obra do Messias foi substituída pela de seus discípulos depois do cruel sacrifício do Gólgota. Não vos deixa compreender assim vossa própria consciência, quando pensais nestas palavras que também vos foram transmitidas: Ama a Deus sobre todas as cousas e ao próximo como a ti mesmo, esta é a lei e os profetas? O principal, o fundamental, a essência do que se me atribui, como dito por mim e repetido por meus apóstolos, não vos instrui do errôneo e contrário à minha missão de todo o conjunto de maravilhosos aditamentos que às minhas palavras se fizeram e aumentaram paulatinamente, por meio da tradição de meu apostolado?

Como se pode manter confusão entre o fim grandioso que a palavra de Deus trazia ao mundo, pela própria boca do Enviado Celeste, e as aparatosas demonstrações do culto idólatra, que mais tarde se constituiu com os reflexos de antigas religiões, com velhos mitos e até com dogmas escolhidos das primitivas tradições sagradas do longínquo Oriente?

No que das palavras de Jesus se diz, o suficiente se conservou do que por ele dito foi realmente para compreender seu espírito, cuja confusão jamais a divina vontade do Pai teria consentido.

É justamente o espírito, queridos irmãos meus, o que de Deus vem, porquanto a palavra é do homem e somente se ajusta ao espírito enquanto a luz da alma a consinta em cada caso, de acordo com a pureza do pensamento e elevação da idéia em cada homem.

Assim, pois, se sempre falei do meu Deus e do nosso Deus, se em cada instante dei provas de minha completa submissão ao Pai, que me enviou e nada disse de nenhum Espírito que não fosse significação do espírito de luz, espírito de graça ou espírito de verdade, não “Espírito de Verdade” e tampouco “Espírito Santo”, como mais tarde se acrescentou, por que se tomam de minhas palavras tão estranhos ensinamentos, formando três Deuses, para virem a ser finalmente um só Deus, dando-me, a mim próprio, culto divino e fazendo do que chamado é em geral Espírito, uma pessoa com o Espírito Santo?

Quando foi dito por Jesus: de seu nascimento de uma virgem, por obra do espírito, de sua essência como segunda pessoa da Divindade e de seus muitos milagres, endireitando aleijados, fazendo caminhar a paralíticos, dando vista aos cegos, ouvidos aos surdos e ressuscitando os mortos, tudo o que referido é já da pessoa de Cristna?

Quando dito foi por Jesus alguma cousa referente à morte dos inocentes (que não sucedeu), mandada por Herodes e que referido se encontra já com relação ao nascimento do mesmo Cristna?

Assim, muitas cousas mais são referidas como procurando semelhanças entre o Filho de Deus, entre o Messias, entre o verdadeiro enviado do Pai para os homens e esse personagem da mais remota tradição da Humanidade; mas nenhuma relação guarda, em verdade, um com outro, a não ser essa eterna intervenção de Deus sob formas diferentes, no meio da vida humana, para seu adiantamento e sua marcha por direitos caminhos.

Não deis importância à forçada semelhança de dois nomes escritos em idiomas diferentes, diversamente pronunciados e habilmente acomodados para trazer confusão entre os crentes, pelos que não o são. Posso portanto assegurar-vos que, se no tempo de minha morte, pouco ou muito tempo depois que ela sucedeu, um adepto do que se chamou Jezeus Cristna o tivesse articulado e meu nome fosse pronunciado por um hebreu cristão, nenhuma aparência de semelhança teria suscitado, existindo maior diferença entre seus nomes que o de Pedro com o de João, o de peixe com o de pássaro.

Assim, portanto, não vos deixeis levar pelas estranhas fantasias que vieram lançar sobre a obra de Jesus as aparências do mito, mediante maliciosas confusões entre o que realmente se disse e se fez em nome do Pai e o que se acrescentou de fabuloso e sobrenatural.

Oh!... Repetir-vos-lo-ei com as mesmas palavras: — Oh!... Não me rechaceis agora vós, porque não me apresento com os característicos da evidência material e com o prestígio de mentirosos milagres!... Não me rechaceis, pois, e abri antes vossos corações aos celestes eflúvios que de Deus vêm, abri vossas almas ao eterno movimento do eterno amor e dilatai vossos espíritos até uni-los com o de vosso Messias e mestre, unido quanto à grandeza que de Deus vem e até Deus alcança, colocando-se assim ao vosso lado e elevando-vos a vós até minha própria altura, para que, em estreita aliança, no Pai nos encontremos, e pelo Pai testemunho tereis do filho, sendo a voz santa da fé sincera a que tal mensagem carne fará com vosso próprio ser. Então, também chegado tereis ao perfeito domínio da mísera natureza humana e próximos vos encontrareis da conquista que no céu vos é reservada ao termo de vossa jornada.