Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

terça-feira, 16 de agosto de 2016

CAPÍTULO XXII - TEMPOS DECISIVOS PARA TODOS - Livro: Derradeira Chamada. Psicografado por Diamantino Coelho Fernandes. Ditado pelo Irmão Thomé.




Os tempos de há muito anunciados, tempos de há muito falados e esperados, como de natureza a modificar a situação de toda a vida na Terra, já chegaram e praticamente não foram percebidos senão por uma pequena minoria. Estes destinavam-se especialmente a operar transformações substanciais no pensamento humano, mas apenas conseguiram despertar pequeno número de Espíritos que passaram a dirigir para o Alto suas vibrações até então inteiramente voltadas para as coisas da matéria. Ainda bem que isso aconteceu em varias regiões e latitudes, resultando em reuniões de irmãos encarnados que passaram a dirigir-se a Nosso Senhor Jesus em preces e trabalhos bem orientados. Contudo, os resultados ainda são quase imperceptíveis no Alto, ante a necessidade de que todos os homens e mulheres se decidam a buscar o apoio e as bênçãos do Senhor para os seus trabalhos diários. 

Outros tempos foram então preparados para produzir maiores resultados em beneficio mesmo da iluminação dos encarnados, tempos que já se encontram na própria atmosfera da Terra e não tardam a fazerem-se presentes por toda a parte. Esses tempos devem resolver, e resolverão certamente, as últimas dúvidas que ainda existem em muitos Espíritos encarnados, que até agora fizeram ouvidos moucos a tantas advertências trazidas ao meio terreno com regular frequência em todos os tempos.  
  
Uma das consequências mais imediatas a registrar com a aproximação dos tempos referidos, será certamente a fase de intranquilidade implantada em vários países do globo, em consequência do levantamento de povos insatisfeitos e talvez mesmo raivosos, podendo formar avalanches grandemente destruidoras. Tal situação poderá resultar do esgotamento da paciência dessas populações em face de dificuldades de vida não satisfatoriamente atendidas pelos seus governantes. Essas dificuldades de ordem material poderiam e podem ser remediadas, sanadas até por meio de um pouco mais de compreensão dos responsáveis pelo governo desses Países, reconhecendo nos seus governados o direito cristão de todos ao conforto material que lhes falta, reduzindo alguma parcela dos que tiverem muito em favor daqueles que nada têm. 

Nosso Senhor Jesus pregou exaustivamente em sua passagem pela Terra a necessidade que têm os ricos de amarem os pobres, cedendo a estes um pouco do que lhes sobra, de maneira a implantarem no planeta a felicidade, a paz e o amor acima de tudo. Assim não tem sido, porém, e não mais o será nas condições vigentes na sociedade humana dos dias atuais. Necessário será, portanto, que algo aconteça capaz de abalar os fundamentos dessa sociedade em acelerada decadência, para em seu lugar construir-se nova, mais racional, mais elevada, isto é, espiritualizada. 

Convença-se o homem de não ser dono da menor partícula de quanto o cerca, nem mesmo do seu próprio corpo. Convença-se, ainda, da transitoriedade de sua existência como ser encarnado, podendo anoitecer no corpo e amanhecer bem longe dele, pelo desligamento definitivo. Convencendo-se, pois, da precariedade de tudo quanto supõe lhe pertencer, assim como de sua partida de regresso ao mundo espiritual sem prévio aviso nem consulta, deve o homem encaminhar sua vida terrena no sentido único de sua iluminação espiritual, para que, ao reingressar no plano espiritual de onde proveio, o faça com a consciência tranquila do aluno que alcançou os conhecimentos de que necessitava, pelos quais suportou alguns anos de estudo, senão de internamento na Universidade. 

Os tempos que desta vez se aproximam da Terra, irmãos e amigos meus, serão decisivos para todos os Espíritos que ora perlustram os tristes caminhos deste pobre planeta, um dos menores do seu sistema solar. Serão decisivos, digo bem, porque decidirão em definitivo, quais os Espíritos atualmente encarnados realmente desejosos de alcançarem progresso espiritual, e quais os que terão de ser enviados a mundos inferiores, ou seja, a escolas onde o aprendizado ainda obedece a maiores trabalhos e não menor dose de sofrimento. 

Eu acredito, porém, com todo o meu empenho em reunir a humanidade encarnada naquele só rebanho de que falava o Senhor Jesus, eu acredito que as páginas que venho grafando para os meus queridos irmãos encarnados hão de levá-los a se voltarem já e já para o Divino Mestre, Senhor e Salvador do mundo terreno, e desta maneira amarrarem aquele salva-vidas de que falei no meu livro anterior. 

Em seguida desejo relatar-vos um acontecimento verificado nas regiões superiores do Universo, num mundo ou planeta onde a vida decorre em condições algo semelhantes às da Terra. Este acontecimento esclarecerá um pouco o entendimento de muitos de meus leitores pela analogia que nele encontrarão, com o que conhecem de experiência própria. Encontrava-se em certo momento aguardando a vez de poder falar ao Governador do planeta em referência, um Espírito encanecido no trabalho santo de servir aos seus irmãos planetários, e desejava avistar-se com a mais alta autoridade para cientificá-la de viva voz de tudo quanto havia feito de bom e útil aos seus irmãos, não fossem suas boas ações ficarem esquecidas ou até desconhecidas do Governador. Chegado o dia de sua entrevista, foi a Entidade conduzida à presença do Senhor do Mundo, na satisfação e atendimento que este lhe concedera. Recebido com raras demonstrações de carinho espiritual pelo Senhor e regiamente acomodado no vasto salão destinado às personalidades meritórias, mandou o Governador que um luminoso auxiliar conduzisse à sua presença o Anjo Registrador da Corte Celeste, antes que a palavra fosse dada ao Espírito visitante. Uma vez presente o Anjo Registrador, foi-lhe ordenado que relatasse ao visitante iluminado que ali estava, todos os seus passos, obras e ações levadas a efeito em sua recente peregrinação. O relato então produzido pelo Anjo Registrador era de tal modo preciso, exato, que à margem das ações mais dignas e realmente meritórias da Entidade presente, apareciam aqui e ali nuances produzidas por outra espécie de ações, e com tal fidelidade, que o visitante teve apenas o seguinte gesto: - Prostrou-se genuflexo perante o Senhor do Mundo em que viveu, proferindo do intimo d'alma as únicas palavras que em tal circunstância poderia proferir: - Bendito e louvado sejais, meu Rei e Senhor, pela graça concedida a este pobre Espírito, ainda tão ignorante das vossas leis! Longe estava de supor que meus atos mais recônditos ou insignificantes, eram aqui tão fielmente registrados! Perdoai minha pobre ignorância em pretender relatar-vos aquilo que sabíeis melhor do que eu próprio! E nessa posição respeitosa aguardou a complacência do Senhor, que lhe declarou a seguir, com um gesto de bênção muito carinhoso: - “Meu filho muito amado! Nada se passa no mundo que me foi entregue por Nosso Pai Celestial que não fique registrado nestes arcanos para todos os milênios porvindouros. Todas ações meritórias, contudo, superaram, de muito as menos dignas ou incorretas, e isto é verdadeiramente o que conta em tua vida espiritual. Vai na paz de Deus, e prepara-te para voltares ao plano físico para prosseguires em tua nobre tarefa de fazeres o bem pelo bem, e só o bem – foram as últimas palavras do Senhor”.