Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

CAPÍTULO XXVIII - AS CRIANÇAS ANORMAIS - Livro: Derradeira Chamada. Psicografado por Diamantino Coelho Fernandes. Ditado pelo Irmão Thomé.






A era que o mundo terreno está vivendo, pode ser bem comparada àquela que se verificou em vários outros planetas do mesmo sistema da Terra, quando o momento chegou para a sua evolução à categoria de mundos espiritualizados, ou seja, mundos nos quais a preocupação material, grosseira, teve de ceder lugar à vivência do Espírito e, por conseguinte, a sua predominância sobre as vontades do corpo. 

Bem certo é, no entanto, que semelhantes mudanças planetárias nem sempre podem ser operadas através da reencarnação dos mesmos Espíritos, séculos e mais séculos nesses mundos, sem que tenham registrado e provado seu desejo de progredirem. Em outros mundos deste sistema planetário também viveram, milhares e milhares de almas aferradas exclusivamente ao interesse material, iludidas como muitas dentre os terrenos, acerca de sua destinação para a luz redentora. 

Essas almas recalcitrantes, século após século de tentativas inúteis por parte de seus mentores espirituais, no sentido de fazê-las compreender os verdadeiros objetivos de suas reencarnações, tiveram de ser retiradas do convívio de seus irmãos e companheiros multisseculares, e conduzidas a mundos mais de acordo com suas vibrações espirituais. 

Uma boa parte dessas almas ao fim de certo número de reencarnações nos mundos a que foram conduzidas, e onde se dedicaram com afinco ao progresso de seus Espíritos, conseguiram conquistar a posição deixada no mundo anterior, sendo ao mesmo reconduzidas pela Misericórdia Divina. Mas em que estado essas almas foram retiradas do mundo inferior, onde tiveram três, quatro, e algumas até seis encarnações, irmãos queridos! Os séculos ali vividos em contato com o tipo de vida peculiar a esse mundo, conseguiram produzir nessas almas o efeito da lapidação em vossas pedras de fino lavor. Ali foram aquelas almas, por assim dizer, realmente lapidadas em suas tendências inferiores, de maneira a poderem reingressar no convívio daquelas que faziam parte de sua antiga onda de vida. 

Ora bem, irmãos e amigos muito estimados, o que projetado está para ser realizado em vosso mundo, além de não constituir novidade no vosso sistema planetário, só tem um único objetivo: acordar em todos os encarnados o desejo de se voltarem sem demora para Nosso Senhor, que na hora da tempestade estará com seu escaler de imensas proporções, à disposição de quantos quiserem salvar-se, e que eu e Nosso Senhor só desejamos que sejam todos os Espíritos encarnados à época dos acontecimentos.

Um aviso a mais ainda quero deixar convosco, estimados Irmãos; e é que quando ribombar o trovão aos vossos ouvidos, já será um pouco tarde para ajustar o "salva-vidas" da prece à Nosso Senhor. Nessa hora já deverá ser demasiado tarde para isso, dada a confusão reinante na atmosfera terrestre em virtude da perturbação vibratória produzida pelos próprios fatos. 

Este aviso a mais, queridos irmãos, poderá ser provavelmente o último, quando este volume estiver em vossas mãos. Aproveitai-o pois, dirigindo-vos ainda hoje a Nosso Senhor, que há muitos séculos vos espera. Não deveis perder mais tempo na indagação de se tenho ou não autoridade para vos alertar. Quem o faz é precisamente o Divino Salvador por meu intermédio, no seu grande empenho em que todos se salvem a tempo de evitar o sofrimento maior que poderá vir em seguida à tempestade. 

Muito bem, irmãos e amigos que eu muito estimo, e espero poder receber e abraçar algum dia, que pode estar próximo ou remoto. Espero poder comentar convosco estes momentos em que permaneço em vosso ambiente terreno, no desempenho da missão recebida de Nosso Divino Mestre Jesus. Conhecereis  então amigos meus, todo o empenho que eu venho pondo nestas palavras, redigidas com o coração, com o mais santo e puro dos objetivos: o vosso bem e felicidade exclusivos.

Isto posto, conversaremos um pouco sobre assunto diferente, porém certamente bastante interessante para todos vós. Prometi no início deste livro proporcionar-vos esclarecimentos sobre fatos bem pouco conhecidos entre vós, e passarei em seguida ao esclarecimento de um deles: a razão por que nascem crianças deformadas, isto é, em condições anormais em seu veículo físico.

Ficai sabendo desde já irmãos e amigos, que este fato não se deve em absoluto ao estado fisiológico nem psíquico de seus progenitores, a quem tanto desgosto causa o nascimento de uma criança deformada ou defeituosa. Absolutamente. Este fato ou talvez fenômeno, não é senão uma consequência do comportamento do Espírito em encarnações anteriores, durante as quais terá praticado tais infrações às leis divinas, que ele próprio haja pedido ou aceito uma encarnação a mais em tais ou quais condições, para assim redimir-se das infrações (faltas) praticadas.

O espaço deste capítulo não me permite entrar em detalhes particulares a este respeito, porque o assunto é bastante longo. Entretanto, sempre quero dizer-vos que alguns dos fatos a que me refiro, por exemplo, a cegueira física, proposta ou aceita por Espíritos desejosos da remissão de faltas mais e menos graves, é um meio dos mais comuns de conseguir essa redenção. Observai que os nossos queridos irmãos submetidos a esse tipo de provação, são em regra Espíritos vivos, fortes, valorosos, que possuem rara capacidade de percepção e discernimento, o que os identifica desde logo como irmãos que viveram bastante no passado, muito provavelmente em posições onde se terão excedido em seus poderes ou autoridade. Chegando ao Espaço e verificando o estado de sua consciência, como valorosos que são preferem ou aceitam este mergulho na carne inteiramente privados da luz dos olhos, porém capazes de desenvolverem poderes psíquicos do maior valor. Esta é apenas uma categoria. Há várias outras, muitas outras, para as quais também existe explicação.

Há os sem-braços por exemplo, algo raros, é certo, a quem não desejo sensibilizar de modo algum, para que não me acusem talvez de leviano. Respeito e felicito a esses queridos irmãos pelo heroísmo demonstrado na aceitação de sua presente encarnação, e rogo ao Senhor que lhes fortaleça o ânimo sempre que o sintam algo abatido, pelo desejo que me anima de os receber também em seu regresso ao mundo espiritual, onde, tal seja o seu viver atual, nenhum vestígio restará de seu estado físico de hoje. 

Como existe uma explicação e uma razão para tudo, estes queridos irmãos encontrarão a sua, a qual somente a eles interessa realmente. O maior problema que às Forças do Bem, no Alto se depara, é a escolha dos lares nos quais devem reencarnar os Espíritos determinados a cumprirem encarnações anormais ou simplesmente defeituosas, conhecido como é o estado d'alma dos progenitores em cujos lares esses irmãos aparecem no mundo.

Existe ainda, neste ponto, meus irmãos e amigos, uma forma de evolução para o casal em cujo lar encarnam irmãos nas condições descritas. O fato de nascer em determinado lar uma criança anormal ou defeituosa, salvo raríssimas exceções, em que o fato sucede por culpa visível dos pais, não deve ser tido absolutamente como uma infelicidade para seus progenitores. Estes foram previamente consultados, ou mesmo solicitados a oferecer essa oportunidade a um Espírito que tinha necessidade de reencarnar em determinadas condições, e somente em face de sua plena aquiescência a encarnação foi processada. 

Tal seja, por conseguinte o grau de paciência, afeto e dedicação dos progenitores a essa criança, ajudando-a em seu esforço redentor, uma grande recompensa os aguarda em seu regresso ao plano espiritual. Mas podem existir a par disto, motivos de necessária reaproximação de irmãos porventura desavindos¹, ou outros mais, que a presente reencarnação pode muito bem harmonizar.   

 ¹ - desavindo – em desacordo ou desavença com alguém.