Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sábado, 1 de junho de 2013

82ª MENSAGEM DE ENSINAMENTOS ESPIRITUAIS - Livro: Nova Ordem de Jesus - Vol II



Ditada pelo Apóstolo Thomé
Em 21-3-1971
Rio de Janeiro - Brasil

IMPONENTES FESTIVIDADES NA PASSAGEM DO SÉCULO XXI – O SENHOR ESTEVE PRESENTE – BOA PARCELA DAS ALMAS ATUALMENTE ENCARNADAS PARTIRÁ ANTES – ALMAS QUE SERÃO ABRAÇADAS PELO SENHOR – BELOS EXEMPLOS DO SERVIÇO DIVINO

OS DIAS FINAIS do século XX ficaram gravados na História da Terra, como jamais se verificou em toda a existência deste pequeno planeta. A passagem do século despertou por toda parte uma alegria jamais sentida pela humanidade terrena, o que se deu em face das esperanças de todos no século XXI. Surgiram festas com alguns dias de antecedência em todas as nações, cidades, vilas e também nos campos, cujas populações depositaram alentadoras esperanças no novo século. Ocorreram importantes fenômenos a revolver numerosas elevações terrenas, oferecendo ao homem extensas áreas de cultura agrícola em toda parte.

O Senhor Jesus acompanhado das Forças Superiores esteve presente no solo terreno para se certificar de que a entrada do século XXI veio proporcionar realmente à população terrena aquelas alegrias tão esperadas após um século de sofrimento e grandes dificuldades para toda população. 

Para chegar, porém, a esses longos dias de festividades algo cumpriu fazer e foi necessário que fosse feito por todos os homens e mulheres. Todos foram informados da necessidade de estabelecerem contato com a Divindade por meio de oração e meditação na hora de se deitarem. Esse contato foi-lhes-á de grande importância, não só no momento passagem do século, como a partir de agora, quando a Terra se encontra em operações transformatórias, e isto tem relação muito estreita com a vida de todas as criaturas de Deus que se encontram na Terra.

Das almas encarnadas no século XX, uma boa parcela não esperou a entrada do novo século em seu corpo atual, e por isso tudo, foram aconse-lhadas ao contato diário com a Divindade, porque, ao deixarem o corpo antes
do fim do século XX, tiveram  oportunidades de presenciar as festividades do plano espiritual. O contato com a Divindade equivale para todas as almas encarnadas ao seu alimento diário para o corpo, tal o efeito produzido nas almas que oram à Divindade.

Já foi esclarecido em palavras anteriores que a oração noturna à Divindade tem o mérito de beneficiar as almas que oram e jamais a Divindade, que não necessita dessas orações. Ela as recebe e transforma imediatamente em luzes para as almas que as produziram, e essas luzes vão acumular-se no diadema espiritual de cada uma. 

Claro fica, por conseguinte, que o hábito das almas entrarem em contato diário com a Divindade é um hábito de interesse próprio, do qual resultará a maior iluminação das almas ao chegarem de regresso ao mundo espiritual. Nunca será demasiado repisar neste assunto para o maior esclarecimento das almas encarnadas, em face de certa crença de que as orações beneficiam a própria Divindade. A verdade é que a Divindade não necessita de orações para si mesma, portanto sendo já Divindade, é sinal de que já atingiu o grau mais elevado do mundo espiritual.

Portanto, as orações que da Terra lhe são enviadas, a Divindade as transforma imediatamente em luzes e bençãos para as almas que oram, as quais se instalam no diadema espiritual de cada uma. 

O Senhor Jesus deseja divulgar através desta Mensagem um assunto inteiramente novo na Terra, o qual muito deverá interessar aos leitores de Suas Mensagens. É o que diz respeito à entrada no mundo espiritual das almas que na Terra se dedicaram com amor ao cumprimento de alguma missão de serviço divino, e regressaram ao mundo espiritual portadoras de grande luminosidade.

Muitas almas vivem presentemente na Terra devotadas ao serviço divino por uma decisão espontânea que elas cumprem com devotamento. Ao chegarem de regresso ao mundo espiritual estas almas logo se destacam entre a multidão de outras almas também recém-chegadas. As Entidades incumbidas da tarefa de recepção logo selecionam as almas portadoras de grande luminosidade, e as reunem à parte para serem apresentadas ao Senhor Jesus que deseja abraçá-las e felicitá-las pessoalmente pela encarnação em que souberam distinguir-se na prática do amor ao semelhante.

Senhor abraça carinhosamente cada uma das almas levadas à Sua presença, e o Senhor, Ele próprio, coloca em cada uma o belo galardão de luzes espirituais a que fizeram jus, o que o Senhor Jesus faz com grande alegria.

Numa das últimas ocorrências desta natureza o Senhor resolveu interrogar algumas das almas ali presentes e assim falou:

– Dize-me, minha filha, em que consistiu o teu devotamento ao serviço divino na Terra, que tão belas luzes produziu?

A alma bastante confusa para responder à pergunta do Senhor, assim começou:

– Senhor Jesus, eu devo declarar que o que eu fiz foi tão simples e natural, que me surpreendo com tão bela retribuição. Eu encontrava diariamente no meu caminho para o trabalho, várias crianças mal vestidas e sem escola, o que seriamente me entristecia. Um dia combinei com meu marido, fundarmos um pequeno grupo escolar bem próximo à residência daquelas crianças, onde eu passei a dar aulas das sete às nove horas da manhã, porque eu entrava na repartição às onze horas. A princípio eram apenas meia dúzia de crianças a frequentar o grupo. O número, porem, aumentou a tal ponto que eu resolvi dar um segundo turno à noite para as crianças maiores. Os dois turnos chegaram a somar vinte e oito crianças, as quais nós supríamos de livros e daquilo que elas não podiam adquirir. Nosso trabalho tornou-se conhecido das autoridades, as quais resolveram oficializar a escola em benefício das crianças. Meu exemplo foi seguido por outras pessoas de boa vontade que fundaram grupos iguais. Foi apenas isso o que eu fiz, Senhor Jesus, e bem pouco foi para merecer tão bela recompensa.

– Minha filha - disse-lhe o Senhor – a grande valia do teu ato reside na espontaneidade de tua iniciativa e do grande bem que da mesma resultou para aquele grupo de crianças que ensinaste a ler e contar. Eu te declaro que entre elas encontram-se alguns Espíritos evoluídos a quem iniciaste nas letras e que se destinam a grandes coisas na Terra. Sem a tua iniciativa eles permaneceriam analfabetos, e certamente perderiam a encarnação. O teu trabalho, pois, foi altamente meritório, minha filha muito estimada.

– E tu, minha outra filha - disse o Senhor dirigindo-se a outra alma do grupo - o que fizeste de bom na Terra para te apresentares assim tão belamente luminosa?

– Eu, Senhor meu, muito pouco fiz no meu entender. Estas luzes que recebi devem representar a generosidade dos meus superiores espirituais. Eu não me dediquei a ensinar a ler as crianças, por falta de aptidões para isso. Minha grande alegria era visitar diversos lares pobres aos domingos de manhã e ensinar as crianças a orar. Eu entendia que as crianças que aprendem a orar aprendem também a firmar a fé nos seus corações, o que as fará afastar-se dos maus atos e maus caminhos. Eu ensinei mais de duas centenas de crianças a amar a Deus e a Nossa Senhora, através da religião, procurando encaminhá-las na fé cristã, o que espero ter conseguido. Tive a satisfação imensa de encontrar, pelos anos afora, crianças que eu ensinei a orar, e desejaram beijar-me a mão em plena rua, já então rapazes e moças feitos. Isto constituiu para mim a maior recompensa que eu podia receber na Terra. Esta vossa recompensa, Senhor Jesus, excede toda a minha expectativa, dada a espontaneidade daquela minha atividade.

– Fala agora tu, filha querida - disse o Senhor dirigindo-se para outra alma do grupo. Em que consistiu a tua atividade benéfica no solo terreno?

– Eu, Senhor Jesus, muito pouco fiz para merecer tão belo galardão. Minha atividade eu a dividia em duas partes: vestuário e alimentos. Era tão grande a pobreza bem perto de minha moradia, que eu resolvi fazer pequenas costuras para as crianças de ambos os sexos, e as levava nos domingos pela manhã aos casebres, acompanhadas de alguns quilos de alimento essencial. Era tão grande a alegria das mães, que as lágrimas lhes molhavam o rosto à minha chegada. Eu seguia um programa semanal, visitando ora um ora outro casebre, sendo recebida pelas crianças com inesquecível demonstração de alegria. Ao todo eu visitava trinta casebres por mês. Minha alegria era tão grande nestas visitas, que isso me compensava de todo o meu trabalho e gastos. Depois adoeci e regressei a este plano, muito preocupada com a situação de toda aquela boa gente.

– Tu foste na Terra, minha filha, uma das muitas mãos da Divina Providência, assim como todas estas nossas queridas irmãs. O Senhor abraçou ternamente todas as almas presentes.

Os que se dedicam com amor ao bem dos necessitados regressam ao Espaço portadores de grande luminosidade.

É pela prática da caridade e da oração que percebemos em tudo a Força Amorosa do Criador.


O contato com a Divindade equivale ao alimento diário para o corpo.