Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

CAPÍTULO XLV - GALARDÃO DE ESPÍRITOS SUPERIORES - Livro: Derradeira Chamada. Psicografado por Diamantino Coelho Fernandes. Ditado pelo Irmão Thomé.




O Senhor Jesus destacou para o solo terreno numerosos de seus mensageiros com a missão de prevenir, de ajudar, assistir e proteger a todos os viventes no momento em que essa ajuda e assistência se tornarem necessárias. Sabe o Senhor Jesus que os Espíritos, por mais elevados que sejam em seu plano de vida no Alto, perdem ao reencarnar noventa e nove por cento de sua capacidade receptiva aos fatos porvindouros, em face do revestimento de carne em que aqui têm de viver. É por essa razão que o Senhor Jesus tanto se tem empenhado há milênios em promover o esclarecimento de seus estimados filhos em estágio na Terra, entristecendo-se profundamente quando vê seus esforços subestimados ou até desprezados. 

Cada mês, cada dia ou semana transcorridos na era presente, constituem um degrau vencido na escada descendente que, partindo do infinito, tem seu pedestal firmado no solo terreno. Cada um de seus degraus vencidos na direção da Terra, significa a aproximação dos acontecimentos a que me venho reportando através das páginas dos meus livros, podendo vós, para uma antevisão, contar os degraus da escada pelos decênios que vos separam. São acaso muitos esses decênios? Bem poucos, infelizmente, ou melhor dizendo, bem felizmente para os vossos Espíritos. 

Partindo do princípio geralmente aceito, porque verdadeiro, de ser a Terra ainda um planeta de lutas e sofrimento para todos os Espíritos nela encarnados, concluiremos que a partida de regresso aos planos espirituais só deve ser encarada como a do presidiário a quem se abriram os portões do cárcere e se lhe entregou o mundo por menagem. Por pior que a liberdade possa parecer a esse presidiário libertado, é claro que ele a recebe como muito melhor do que as limitações impostas ao viver dos cárceres. O caso da partida de todos vós, a seu tempo, de regresso ao vosso plano de vida espiritual, também representa uma volta à liberdade que vos aguarda, dependendo a extensão e durabilidade dessa liberdade, dos elementos positivos que houverdes colhido durante a vossa presente encarnação no ambiente terreno. 

Quereis fazer vós mesmos uma experiência que poderá elucidar-vos um pouco acerca do que no Alto podereis encontrar? Podeis fazê-la hoje mesmo com excelente resultado. Praticai da seguinte maneira: utilizai-vos de uma pequena balança doméstica, dessas que possuem dois pratos ou recipientes. Muni-vos também de certo número de objetos pequenos, de tamanho e peso igual, na falta de pesos autênticos. Esses objetos tanto podem ser caroços de milho como avelãs, castanhas, ou coisas semelhantes. Isto conseguido, sentai-vos calmamente em frente à balança e iniciai um exame dos vossos atos que julgardes bons ou maus. A um ato bom que vos ocorra, colocai um daqueles objetos no prato da balança que escolherdes para pesar os atos bons. Fazei o mesmo a cada ato que vossa consciência vos disser que obrastes mal e, por conseguinte, praticastes um ato mau. Prossegui nesse trabalho até que hajais esgotado vossa lembrança em ambos os sentidos. E no fim prestai bem atenção à posição do fiel da balança. 

Esta experiência, embora aparentemente desprovida de sentido, é, ao contrário, um grande exercício para a vossa consciência, e de valor inestimável para todos vós. A partir daí, um tal sentido do bem e do mal penetrará em todos os vossos atos, que eu quase poderei afirmar desde agora que nenhum ato condenável jamais praticareis, graças ao exercício da balança. 

No Alto as coisas passam-se mais ou menos assim. Com a diferença apenas de que não sereis vós quem colocará os pesos nas conchas da balança. Esta ser-vos-á apresentada com esse trabalho feito, cumprindo-vos apenas tomar conhecimento do resultado. Eis aí, queridos irmãos leitores, um exercido bastante útil para todos e muito fácil de realizar, se vos considerardes verdadeiros juízes de vossos próprios atos. Realizai-o pois. 

Em seguida quero trazer-vos algo que suponho inteiramente novo em matéria de ensinamentos espirituais para quantos se dedicam a esta ordem de estudos. Quero referir-me ao que sucede no Alto aos Espíritos que hajam completado a contento o ciclo de suas reencarnações no ambiente terreno, após vidas e mais vidas transcorridas na Terra. Estes irmãos recebem no Alto homenagens tão belas por sua solenidade, que eu não encontro um termo de comparação com as que aqui se verificam. Não posso sequer compará-las com as de formatura de vossos médicos, bacharéis ou engenheiros, pela enorme inferioridade do respectivo ambiente na Terra. 

Ao passo que, ao recebermos no Alto um ou mais Espíritos que tenham encerrado o ciclo de sua peregrinação de aprendizado terreno, mobilizamos os mais belos e expressivos elementos espirituais, para que bem fixado permaneça na memória de todos eles, o valor de todos os sofrimentos porque hajam passado para ascenderem ao sonhado grau de Espíritos Superiores que alcançaram. Nosso Senhor Jesus, Ele mesmo, preside esta espécie de solenidades, cercado dos demais Grandes Espíritos, fazendo questão de abraçar carinhosamente a todos os assim graduados, designando-os a seguir para ingressarem como trabalhadores qualificados em seu Divino Serviço. Não tenho expressões, repito, que bem retratem toda a beleza de tais solenidades, as quais, para honra e glória dos homenageados, não são tão raras assim, porque se realizam muito frequentemente.

Agora um detalhe do qual deveis tomar nota: - A grande maioria dos Espíritos que ao chegarem no Alto vão sendo agraciados com o galardão de Espíritos Superiores, é constituída de criaturas que passaram humildemente em sua última existência no corpo, algumas até com certas dificuldades de vida, pela ausência já de todo sentimento de ambição em face do seu grau de adiantamento espiritual. Essas criaturas, tendo palmilhado sua última existência com o coração sempre voltado para o lado bom da vida, e solidários sempre, com o sofrimento alheio, viveram com o pensamento mais voltado para o Alto, para Deus e Jesus, do que propriamente para as suas necessidades terrenas. Recebem então, ao regressarem ao seu plano espiritual, aquilo a que fizeram jus para se tornarem finalmente Espíritos Superiores e, ingressarem nas luminosas falanges de servidores do Senhor.

Eu estou bem certo, queridos irmãos leitores, de que se pudésseis recordar em vossa memória física, o espetáculo deslumbrante da consagração a que muitos de vós já assistiram, se isso pudésseis recordar, os vossos atos, os vossos pensamentos, os vossos objetivos todos mudariam imediatamente, no sentido de vos tonardes também Espíritos Superiores ao depositares no túmulo a vossa matéria atual. É possível isso? - perguntar-me-eis. E eu vos respondo que sim, que é absolutamente possível, só dependendo da vossa vontade, da vossa determinação. Ficai certos também, de que vosso esforço nesse sentido receberá o apoio imediato das Forças do Bem que assistem os encarnados por toda a parte, auscultando aqui e ali suas disposições de concluírem definitivamente o curso de aprendizado em que na Terra se encontram. 

Desejo ressaltar contudo, que não só os humildes em certas circunstâncias recebem aquele galardão espiritual. Das demais classes a recebê-lo destacam-se os irmãos que foram médicos em seguidas encarnações em que visaram mais ao tratamento e assistência aos clientes pobres, do que propriamente aos ganhos da profissão. O galardão para estes irmãos abnegados reflete bem o grau de bondade e fraternidade com que ornaram o seu viver terreno. Esses recebem, além do galardão, o beijo do Senhor Jesus.