Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quarta-feira, 27 de março de 2013

43ª mensagem de ensinos espirituais - Livro: Nova Ordem de Jesus


Ditada pelo Apóstolo Thomé
Em 7-11-1970
Rio de Janeiro – Brasil

O CABO DE SEGURANÇA DAS ALMAS QUE PARTEM DA TERRA – NECESSIDADE DA SOLIDARIEDADE HUMANA – A LEI DAS COMPENSAÇÕES E O TRABALHO REMUNERA DO – EFEITO DAS VIBRAÇÕES DOS TRABALHADORES EM FAVOR DAS EMPRESAS – A LEI DA JUSTIÇA

DIAS DE GRANDE PROJEÇÃO HISTÓRICA na vida do planeta se aproximam, durante os quais se processarão acontecimentos do maior valor para o progresso de todas as almas presentemente encarnadas. A vida terrena está a caminho de lograr certos melhoramentos materiais que hão de repercutir de maneira notável no aceleramento do progresso espiritual das almas que aqui se encontram.

A Terra, igualmente, está necessitando de ingressar numa fase evolutiva a que tem incontestável direito como planeta habitado por alguns bilhões de almas que aqui se encontram para progredir espiritualmente. Já foi dito e repetido que a fase de transição deverá assinalar a partida do solo terreno de alguns milhões de almas atingidas pelos acontecimentos, porém esse fato só as beneficiará, e muito, em seu regresso ao mundo espiritual.

Uma circunstância apenas se faz necessária para que as almas que desencarnarem mais ou menos inesperadamente alcancem o benefício que lhes está destinado ao deixarem a Terra: é que se encontrem em ligação com a Divindade por meio da oração e meditação diárias. Esta ligação tem efeito muito semelhante a existência de um cabo de segurança amarrado a cada um dos passageiros de um navio que sossobrasse em pleno oceano, jogando todos os passageiros no mar. Assim largados em pleno mar, estando cada qual amarrado pelo cabo de segurança, fácil será de os socorrer e recolher pelos barcos socorristas. 

Aqueles, entretanto, que não dispusessem dessa ligação providencial poderiam correr o risco de afundar para sempre. A imagem se aplica, pois, à necessidade da ligação diária entre as almas encarnadas e a Divindade, não apenas na previsão do que possa acontecer-lhes, como também na proteção de que todas necessitam ao longo de sua vivência terrena.

O Senhor Jesus deseja tornar este assunto o mais claro possível para a compreensão de todos os leitores de Suas Mensagens, e todos se decidam à ligação com a Divindade no seu exclusivo interesse. Já é bastante significativo o número de homens e mulheres que adotaram o hábito da oração diária ao deitar, hábito do qual hão de colher os mais belos frutos.

Já foi dito igualmente e repetido, que nem a Divindade nem o Senhor Jesus necessitam da oração das almas encarnadas, visto como a mesma se destina exclusivamente a beneficiar aquelas que oram. O Senhor Jesus deseja, porém, que os homens e as mulheres se disponham a orar diariamente à Divindade, e que o façam com verdadeira devoção, porque desse hábito resultará um tal acúmulo de luzes espirituais que todas as criaturas se bendirão ao constatá-las no seu regresso da Terra. 

Eis aí o motivo fundamental da recomendação do Senhor para que todas as almas orem fervorosamente pelo menos uma vez ao dia, porque o farão no seu próprio e exclusivo benefício.

Em seguida o Senhor tratará de outro assunto estreitamente ligado ao progresso espiritual das almas encarnadas: a necessidade da solidariedade entre todas as criaturas. Esta solidariedade deve ser entendida no sentido da ajuda que cada qual possa prestar ao semelhante quando a mesma se torne necessária, de maneira a estabelecer-se um pensamento geral de simpatia, ajuda e entendimento entre as almas encarnadas como verdadeiras irmãs que são perante a Divindade.

Ao contrário do que hoje ainda acontece, em que determinadas pessoas se aproveitam do esforço alheio ao seu serviço, remunerando esse esforço tão parcamente que seus servidores mal conseguem viver com os seus. Aparentemente, mas só aparentemente as pessoas que assim procedem, são beneficiadas mas não é assim visto como a Mente Divina fá-los-á voltar à Terra na condição de humildes servidores a fim de serem por sua vez explorados nos seus esforços. 

Tudo aconselha, por conseguinte, que os empregadores estudem cada um os seus servidores e tratem de os remunerar com justiça a fim de poderem merecer a aprovação da Mente Divina. Funcionará, então, a Lei das Compensações, dando a cada um aquilo a que fizer jus pelo seu trabalho e merecimento, ajudando substancialmente cada um dos filhos da Terra em seus empreendimentos. 

Este princípio deve ser observado atentamente por todas as pessoas, empregadores ou empregados, fazendo cada qual com elevação e espírito de justiça aquilo que lhe competir fazer em harmonia com as leis divinas.

No mundo espiritual encontram-se numerosíssimas almas que dirigiram na Terra diversos tipos de organizações em que predominava a preocupação de pagar o mínimo possível aos seus servidores, para que restasse o máximo para o engrandecimento da organização. Resultou ao cabo de muitos anos de atividade, que os dirigentes dessas organizações se transferissem para o mundo espiritual em obediência à lei natural. Verificaram nessa ocasião e ainda hoje, que a preocupação que mantinham, por ser de efeito exclusivamente material, não lhes grangeou luzes nem mérito para o Espírito, porque sendo o engrandecimento de suas organizações puramente material, todo ele ficou na Terra para benefício de terceiros, tendo os seus construtores regressado por assim dizer, paupérrimos de luzes espirituais. 

Examinando eles próprios do Alto o registro de suas organizações, apenas constataram um fato do qual lhes resultou algum benefício: foi o fato de terem criado ou dirigido organizações que ofereceram trabalho remunerado aos seus servidores. Encontraram então nesse registro todos os casos em que tiveram ao seu serviço auxiliares de grande merecimento por seu elevado espírito de cooperação, aos quais entretanto remuneraram tão parcamente que os mesmos viviam em grandes dificuldades de sobrevivência.

O Senhor Jesus convida todos os homens de responsabilidade nos vários tipos de organizações de trabalho na Terra a meditar calmamente neste assunto, certos de que hão de colher ensinamentos e conclusões que muito lhes servirão ainda na Terra. Sabendo-se que cada uma das organizações de trabalho existentes na Terra é acompanhada muito de perto por Entidades do mundo espiritual, à semelhança dos Protetores individuais, é da própria conveniência dessas organizações adotar um tipo de procedimento justo, equitativo, para com seus servidores, certos de que o pensamento reunido dos mesmos em favor da prosperidade da empresa pode influir, e muito, pelo progresso da mesma.

Do mesmo passo, o pensamento dos servidores de uma empresa, desgostosos ou revoltados em face da falta de justiça, pode levar uma empresa a caminhos difíceis, e até à ruína. A explicação do fenômeno é a seguinte: se determinado número de pessoas a serviço de uma empresa se sentem satisfeitos com a sua remuneração e espírito de justiça mantido por seus chefes, a vibração assim emitida por essas pessoas se reúne, e como seja de natureza benéfica, vai influir em favor da prosperidade da empresa junto à sua administração, na criação e melhoramento de seus produtos, os quais se impregnarão desse espírito benéfico junto aos consumidores.

negócio tende a prosperar porque seus produtos são recebidos com aquela força benéfica do conjunto vibratório dos seus operários ou servidores.

Agora o reverso da medalha. Se acontecer laborarem contrariados os servidores ou obreiros de uma empresa em que predomine a incompreensão do problema operário, e conseqüentemente o salário minguado, insuficiente à manutenção justa de cada um com o seu grupo familiar, esta insatisfação estará presente e se manifestará a todo o momento, do que resultará a formação de um conjunto de vibrações negativas que, além de não contribuir para a prosperidade da empresa, como que a amarrará a um círculo de dificuldades constantes, capazes de a aniquilarem.

Devem por isso os industriais e negociantes estudar, no seu maior interesse, a situação existente em suas organizações em relação ao estado psicológico
dos seus servidores, chegando possivelmente a conclusões dignas de algum retoque no sentido de transformarem de negativas em positivas as vibrações dos mesmos em favor de suas empresas. O fato é que um trabalho realizado com alegria por criaturas satisfeitas, tranqüilas, se projeta de tal maneira em favor da empresa, que passa a representar uma força mais ou menos poderosa segundo o respectivo volume.

É por isto aconselhável um estudo acurado da situação de todas as organizações terrenas, com vistas a eliminação de quanto possa estorvar ou minimizar o seu progresso. Quem isto fizer poderá contar desde logo com a certeza de que ao partir da Terra ver-se-á envolvido em ondas e ondas de luzes e bênçãos emitidas por aqueles servidores que deixaram na Terra. E isto, podem estar certos, vale mais, muito mais mesmo do que toda a fortuna material que teriam podido acumular se outra tivesse sido a sua forma de proceder em relação as pessoas que foram seus servidores dedicados.

A Lei da Justiça, uma das mais belas dentre as leis divinas, envolve e ilumina constantemente milhares de almas que aportam ao mundo espiritual após uma vilegiatura terrena em que souberam reconhecer nas suas irmãs que as ajudaram e serviram, o direito a uma remuneração condigna que lhes permita viver tranqüilamente. 

Suas preces se dirigem então àqueles milhares de almas em reconhecimento do seu espírito de justiça.

Considerai o quão firme deve estar o vosso “cabo de segurança” à Divindade prevenindo-vos dos acontecimentos à vista.