Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

CAPÍTULO LVII - AS CONVENÇÕES SOCIAIS - Livro: Derradeira Chamada. Psicografado por Diamantino Coelho Fernandes. Ditado pelo Irmão Thomé.




O mundo terreno que tão grande se apresenta aos olhos dos seus habitantes, donde quer que se disponham a contemplá-lo, é na realidade um dos menores do Universo em que evoluem seres espirituais em busca de iluminação. É em verdade tão pequeno que só se consegue avistá-lo do Espaço quando atingidas as suas imediações, o que pode suceder a poucas centenas de milhares de quilômetros. Vosso pequeno mundo está, entretanto, destinado a transformar-se num autêntico paraíso, que se denominará provavelmente o "paraíso terrestre", quando dentro de poucos milênios só o habitem Espíritos de elevada categoria. 

A transformação começa a processar-se desde agora conforme venho referindo, devendo acentuar-se notavelmente. Para esse objetivo é que me encontro entre vós, meus estimados irmãos e amigos, assim como milhares de outros enviados do Senhor Jesus se espalham  por toda a superfície da Terra, aconselhando de todas as maneiras os respectivos habitantes. Devo dizer-vos  contudo, que por meio da palavra escrita é este vosso irmão o único a desempenhar-se até ao momento, por falta de instrumentos adequados em outros lugares. Não quer  isto dizer que isso não haja sido providenciado no devido tempo, proporcionando às Forças do Bem o nascimento na Terra de vários Espíritos portadores das necessárias aptidões, ou sejam, faculdades mediúnicas destinadas ao recebimento de mensagem do Alto, tal como as encontrei eu próprio, neste meu velho e querido amigo. Dá-se porém o fato de não terem podido os demais encarnados assim predestinados, encontrar o ambiente apropriado uns, e o descaso de outros no desenvolvimento de tão bela faculdade. De tudo isto resultou ser este vosso Irmão Thomé o enviado do Senhor Jesus a registrar pela palavra escrita o quanto Nosso Senhor desejava dizer urgentemente a todos os seus guiados terrenos.

Espero, em face do exposto, poder ver meus livros correrem pelo mundo em fora, circulando-o se possível em todas as direções, a fim de que não fique um só lar privado destes luminosos conselhos, como o classificou o Senhor Jesus no Prefácio com que distinguiu o meu primeiro volume. Se algum de vós, estimados leitores meus, tiverem ligações de amizade em terras distantes, onde a língua em que escrevo possa ser entendida, muito grato vos ficarei em enviardes um exemplar dos meus livros a esses amigos, para que eles, por sua vez, possam difundir meus conselhos às pessoas de suas relações. Com isto estareis desempenhando uma tarefa verdadeiramente apostolar, cuja recompensa estou certo de que muito vos surpreenderá quando dela tiverdes conhecimento diretamente por Nosso Senhor e Mestre Jesus. 

Não quero ocupar-me demasiado do assunto, embora o mesmo constitua a parte principal de minha missão ao vosso meio, porque espero voltar a ele noutra oportunidade. Por agora desejo ocupar-me de algo de que me recomendou o Senhor tratar ainda no presente volume para que em vossas mãos possa ficar mais um elemento de progresso para vossos Espíritos na presente encarnação. Quero tratar dos meios que podereis utilizar com a maior facilidade para alcançardes um pouco mais de paz e tranquilidade espiritual na Terra, e mais luz para o Espírito. Os meios a que desejo referir-me podem ser descritos como o que chamais em vossa vivência diária, de convenções sociais. 

A idéia das convenções sociais afigura-se uma prática necessária aos encarnados, assim como um código regulador da vida social em que viveis realmente mergulhados. Há ,entretanto, na prática desse código, inconvenientes que devem ser evitados, em face dos prejuízos morais e até materiais que frequentemente acarretam aos seres humanos inconvenientes que apontarei em seguida. Dentre eles desejo mencionar em primeiro lugar o que se relaciona com os prazeres dos sentidos, alimentados e desenvolvidos intensamente pelos jovens do sexo masculino na sua perfeita inconsciência quanto aos perigos a que estão sujeitos. Estão entre tais perigos, por exemplo, o hábito de fumar contraído quase na infância quase sempre pela incúria dos pais ou responsáveis, com o que contraem os jovens não poucas vezes o germe que vai reduzir-lhes a vida terrena alguns anos que lhes seriam preciosos para a sua maior iluminação espiritual. 

Com o hábito do fumo apresenta-se frequentemente o das bebidas alcoólicas ainda que em grau moderado, mas que sendo igualmente contrário à saúde do corpo, colabora muito eficientemente para o aniquilamento progressivo das principais forças do organismo, sendo a virilidade a primeira delas. 

Há, porém, outros inconvenientes produzidos por esses hábitos que em pouco se transformam em vícios. Um deles é, por exemplo, a eliminação progressiva de certas faculdades mediúnicas comuns a todos os encarnados da atualidade, através das quais todos deveriam receber intuições, inspiração e conselhos de que muito carecem ao longo de sua vivência terrena. Anuladas, por conseguinte, aquelas faculdades, poderemos comparar o ser humano em tais circunstâncias a uma bela moradia cujas portas e janelas se cerrassem totalmente ao ar puro indispensável à manutenção da vida e saúde de seus habitantes. Fechadas assim portas e janelas da moradia, não poderiam nela penetrar sequer os amigos invisíveis que sempre vêm ajudar cada um a carregar seu próprio fardo material até quando Deus determinar. Poderá parecer à primeira vista um mal insignificante ou relativamente pequeno o uso do fumo e do álcool, mas compreendestes que o é muito maior.

É em virtude de hábitos ainda tão arraigados entre os habitantes humanos da Terra, que estagiam milhões de almas em planos destinados à sua recuperação mental, por terem palmilhado toda a existência entregues à prática tão desprezível quão prejudicial para a sua felicidade e iluminação espiritual. Para fornecer-vos um sinal apenas desse inconveniente eu vos direi que o perispírito do fumante aparece no Alto impregnado das toxinas deixadas pelo fumo no organismo físico, carecendo de tempo para sua eliminação total. E se, além do fumo o homem como a mulher se entregam também aos prazeres da bebida, esta então como que consolida no organismo as toxinas do fumo, dificultando sobremodo a sua eliminação. Cabe aqui uma sincera recomendação a todos os pais e mães terrenos no sentido de que exponham aos seus filhinhos e dependentes os perigos que esses dois hábitos lhes podem acarretar, inclusive a ocorrência de moléstias incuráveis, como já estão sendo verificadas por cientistas de vários países.

Com a eliminação de tais inimigos da saúde e bem-estar, os encarnados conseguirão em grande maioria ultrapassar a casa dos setenta anos de vida terrena, com real vantagem para a iluminação espiritual que todos vieram buscar no solo terreno. Será isto difícil? - pergunto eu. Nada se torna difícil quando existe uma vontade raciocinada de alcançar um maior bem-estar. 

Nada pode ser considerado difícil de alcançar a um Espírito que veio à Terra, acompanhado de um grupo de amigos espirituais desejosos de o ajudarem em tudo quanto se relacione com o seu progresso espiritual, assim como, em quanto possa resultar em sua maior felicidade e bem-estar enquanto na Terra. Assim pois, a emissão pelo irmão encarnado, de vibrações condizentes com a sua determinação de se libertar desta ou daquela prática que lhe forem prejudiciais, é imediatamente secundada por esses amigos invisíveis mas sempre presentes, e o resultado outro não será senão a vitória completa que aspira realizar. 

Mas há ainda uma circunstância que só de passagem eu posso mencionar, que é a seguinte: todo homem ou mulher que se entrega ao uso do fumo e ou da bebida passam a ser acompanhados por Entidades que a isso igualmente se habituaram no passado e que no Alto não conseguiram libertar-se desse hábito ou vício, e, acompanhando na Terra os encarnados com os quais encontram afinidades, a eles se encostam e muitos males podem vir a causar-lhes sem que suas vitimas possam sequer aperceber-se disso. O assunto é muito sério e eu espero poder continuá-lo futuramente se me for concedida a necessária permissão para isso.