Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sexta-feira, 13 de março de 2015

Capítulo XXVIII - Livro: Elucidário – pelo espírito de Paulo de Tarso através do médium: Diamantino Coelho Fernandes. Novo ensino religioso - O problema alimentar - Alimentação concentrada cientificamente preparada - A instrução, outro grande problema - Um professor de religião vindo do Alto - As duas primeiras aulas - Os Espíritos não morrem nunca



As circunstâncias em que a Terra se encontra, com sua população já bastante preocupada com o problema alimentar, é que determinaram as modificações a serem operadas em sua superfície, tal como foi projetado há muitos séculos. Isto prova que estas circunstâncias não estão sendo agora consideradas pelas Forças Superiores para inspirarem as providências, mas foram previstas de longa data em face do crescimento anual da população terrena.

O problema, aliás, não existe apenas na Terra porque é comum a todos mundos habitados e requer em todos eles soluções muito semelhantes às que foram preparadas para implantar neste mundo terreno. O problema alimentar será solucionado concomitantemente pela qualidade e quantidade dos alimentos a serem utilizados pela população. Pela qualidade, com o aparecimento de outros tipos de alimentação concentrada cientificamente preparada, aos quais aludi em capítulo anterior. Estes alimentos concentrados oferecerão aos seres humanos uma alimentação completa, mais eficiente do que o uso da carne na alimentação atual. Pela quantidade, com a ampliação das áreas de cultura agrícola, onde se desenvolverá notavelmente produção de legumes de grande teor alimentício, alguns ainda desconhecidos do homem. Desta maneira será solucionado por alguns séculos ou talvez milênios o grande problema alimentar de vários milhões de almas a reencarnar na Terra.

O outro grande problema terreno também em vias de solução dentro de alguns anos é o da instrução envolvendo a educação em geral. O processo atual, por excessivamente materializado, retira aos alunos toda idéia de que são seres espirituais provindos de outro plano para progredir na Terra, com o que se embotam suas melhores tendências espirituais, para só admitir o corpo como centro e causa da sua existência. Resulta deste ensinamento errado, palmilharem os Espíritos encarnados os longos caminhos terrenos preocupados exclusivamente com sua existência material, ignorando quase todos que essa existência é apenas mais uma dentre muitas outras que aqui viveram nas mesmas condições. Em face desta verdade constatada desde muito no Alto, é que se tornou necessário modificar verticalmente o tipo de instrução ministrada às crianças e aos jovens, preparando-os carinhosamente para uma vivência espiritual através do corpo, a fim de que todos possam firmar no íntimo de seus corações o conceito de que são Espíritos em tarefa de aprendizado na Terra, objetivando unicamente o aperfeiçoamento moral e a prática de ações meritórias aos olhos das Forças Superiores.

Efetivamente, se ensinardes às crianças desde os primeiros anos que seu corpo é apenas uma roupagem de carne de que o Espírito carece para permanecer na Terra, mas que elas, as crianças, não são o corpo que fala e se move, se alimenta e dorme, que elas são a inteligência que conduz e movimenta o corpo, a inteligência que estuda, pensa e raciocina, exatamente por serem Espíritos encarnados naquele corpo, se isto ensinardes às crianças desde o berço, estareis contribuindo decisivamente para despertar nelas as excelentes qualidades do Espírito, suas tendências e aptidões. Um tipo de ensino baseado nestes princípios imprimirá um extraordinário impulso à evolução de todos os homens e mulheres na direção de suas metas espirituais, reduzindo ao mesmo tempo suas enormes preocupações de enriquecimento, considerado geralmente como o grande objetivo da vida humana. É necessário reconhecer e proclamar bem alto que os seres humanos são apenas Espíritos em tarefas de serviço na Terra, e por conseguinte a preocupação número um em todos eles deve consistir na aquisição de novas e maiores luzes espirituais, único patrimônio que podem conduzir ao deixarem o solo terreno, uma pequena ou grande fortuna que jamais se apagará.

A propósito relatarei aqui um episódio registrado na vida de um ser humano há vários séculos quando o progresso da Terra se encontrava ainda bastante atrasado. Esse ser humano costumava entregar-se diariamente por alguns momentos a um tipo de meditação que ele considerava de grande utilidade para pensar nos seus negócios, conforme dizia. Terminada a refeição da noite ele acomodava-se confortavelmente, cerrava os olhos e assim se entregava à sua meditação por meia hora ou algo mais. Recomendava antes que o não incomodassem nesses momentos, o que todos obedeciam. Na verdade porém, aquele homem não meditava, porque adormecia todo aquele tempo. O fato é que se sua intenção era meditar nos seus negócios, e essa era a idéia do Espírito, este se desprendia e seguia a rota dos interesses materiais a que estava ligado. Numa daquelas meditações o Espírito foi atraído por um pequeno grupo de outros Espíritos que o convidaram a visitar no Espaço uma escola infantil, já que ele mantinha à sua custa na Terra uma escola para os filhos dos seus obreiros, que eram cerca de meia centena. Disseram-lhe então os amigos no Espaço que ele prestaria um assinalado serviço à Providência Divina se concordasse em acrescentar aos deveres das crianças um pouco de espiritualidade traduzida em conselhos e ensinamentos de grande valor para elas em sua vida terrena. Ele apreciou muitíssimo o ensino ali ministrado às crianças, cujos Espíritos emitiam vibrações de contentamento ao fim da aula.

Estava tudo muito bem, declarou o Espírito do homem que meditava. Gostaria em verdade de instituir na escola, que mantinha na Terra, também aquele tipo de ensinamentos; havia, porém, esta grande dificuldade: quem e onde buscar o professor, dada a falta de pessoa assim capacitada na localidade onde vivia. Não fosse essa a dificuldade, esclareceu um dos amigos presentes, acrescentando que ele próprio se materializaria para cumprir essa tarefa e iria ministrar aqueles ensinamentos em sua escola. Declarou ainda que faria isso sem que as crianças chegassem a perceber a sua manifestação. Desejava apenas que se fizesse silêncio à sua entrada, que seria igual à de qualquer outro professor, e ele daria as aulas duas vezes por semana. Assim combinado, assim se fez.

O negociante compareceu pessoalmente à sala de aulas da escola e avisou em palavras impregnadas de bondade, que havia contratado um professor muito longe dali, para dar aulas de religião das quais as crianças necessitavam para melhor se relacionarem com a Divindade. Informou que as aulas de religião seriam apenas duas vezes por semana, porém, requeriam esta condição, sem a qual o professor não voltaria: silêncio absoluto.

As crianças demonstraram-se contentes com a novidade e prometeram manter rigoroso silêncio. Tudo assim convenientemente preparado, todas as crianças ansiavam pela chegada do dia em que iriam receber a primeira aula de religião.

Este dia chegou finalmente e com grande alegria para todos. Estava presente à hora convencionada o comerciante e alguns dos seus auxiliares que manifestaram desejo de assistir àquela primeira aula.

O professor, entretanto, só o negociante o conhecia. A ninguém ele dera conhecimento do assunto tratado no Espaço. Quatro horas da tarde. Hora de encerramento das aulas na escola. Solicitado silêncio pela professora às crianças e atenções voltadas para a entrada da sala à espera do professor de religião.

Ei-lo que aparece, cumprimenta com um aceno de cabeça às crianças e aos presentes e se coloca em frente ao quadro negro, olhando serenamente aquele grupo de crianças que o fitavam embevecidas. E assim principiou sua aula inicial em palavras bem claras, perfeitamente audíveis em toda a sala:

 “Meus filhos! Venho hoje à vossa escola para vos ensinar a amar a Deus sobre todas as coisas. Mas também quero ensinar-vos a amar a todas as outras crianças porque todas as crianças são filhas de Deus, embora os seus pais na Terra sejam diferentes. Isto é um pedaço da religião que todos necessitais de conhecer. A religião nos ensina que todos os seres humanos, os homens, as mulheres e as crianças, são filhos de Deus, de um só Deus, do mesmo Deus, que é o Pai Espiritual de todos nós. A religião nos ensina, por conseguinte, a olharmos para todas as pessoas como se irmãos fossem de pai e mãe, porque sendo também filhas de Deus, são igualmente nossas irmãs”.

“Desejo ensinar-vos agora a vos dirigirdes diariamente a Deus e a Jesus que é o seu representante na Terra, para agradecerdes a proteção recebida cada dia, e pedir nova proteção para o dia seguinte. Isto se faz ajoelhando junto ao leito na hora de deitar, de mãos postas e o pensamento em Deus, para que Ele receba a vossa oração e vos lance a Sua bênção. Fazei isto todos vós a partir de hoje.”

Esta foi em síntese a primeira aula de religião ministrada pela Entidade materializada, com uma duração de cerca de cinco minutos. Terminada que foi, a Entidade cumprimentou a escola com novo aceno de cabeça e dirigiu-se para a saída. O grupo de crianças ficou como que magnetizado. Elas entreolhavam-se sem proferir palavra. Assim permaneceram alguns instantes até que a professora, ela própria também magnetizada, indagou do negociante mantenedor da escola:

- Quem é este professor, Senhor. . . ?
- Este professor foi-me recomendado por um amigo, como um grande professor de religião, declarou o negociante.

- Pareceu-me realmente extraordinário – acrescentou a professora, olhando pela janela a estrada que levava à escola, e voltando-se para o mantenedor da escola, exclamou:

- Mas, extraordinário! O professor saiu daqui há poucos momentos e ainda não apareceu na estrada! Eu vejo a estrada desde a escola e ele não apareceu!

- Falaremos a respeito desse professor oportunamente - disse-lhe o mantenedor, acalmando-a.

Chegado o dia da segunda aula, tudo ocorreu como na primeira. O professor ingressou na sala, cumprimentou a todos com o aceno de cabeça e postou-se no seu lugar em frente ao quadro negro. A atenção das crianças assim como o silêncio eram completos. Só a professora o olhava com visível curiosidade. O professor iniciou com estas palavras a sua segunda aula:

“Meus filhos, a quem muito estimo em meu coração! Para a nossa aula de hoje, eu vou falar-vos do vosso Espírito. Ficai sabendo que todos vós, meninos e meninas, tendes um Espírito. Direi melhor esclarecendo-vos que todos vós sois Espíritos. E sendo Espíritos, já tivestes muitas vidas na Terra animando outros corpos que não esse que possuís agora. E sendo Espíritos, já regressastes ao Espaço outras tantas vezes a fim de lá descansardes e vos preparardes para voltar à Terra em outro corpo. Hoje vós sois crianças apenas porque vosso corpo atual ainda está crescendo, mas logo será adulto, e então vosso Espírito encontrará meios de manifestar as qualidades e aptidões que já possui. Ficai sabendo então que esta não é a primeira vez que nascestes na Terra e que sois crianças. Todos vós já fostes grandes, tivestes um lar vosso, tivestes filhos que também criastes e educastes. Agora sois novamente filhos e haveis de crescer e construir novos lares, porque isso faz parte da lei da vida.

“Estais presentemente nesta escola para aprenderdes a lidar com as coisas da Terra, para o que se torna indispensável saber ler e escrever corretamente. Depois desta escola vosso Espírito vos guiará aonde tiverdes de ir, sempre com o objetivo de aprimorardes os vossos conhecimentos e a vossa moral. É necessário, entretanto, que procureis ver em todas as outras crianças e em todas as pessoas, criaturas filhas de Deus como vós próprias, e por isso merecedoras da vossa amizade e respeito. Quando vossos corpinhos de hoje se tornarem velhinhos e imprestáveis ao seu uso pelos vossos Espíritos, eles, os corpos, morrerão, serão sepultados no seio da terra. Vós porém, filhos meus, vós não morrereis nunca, porque os Espíritos não morrem jamais. A vida do Espírito é eterna, infinita. Quando, pois, os vossos corpos se tornarem imprestáveis ao uso deles pelo Espírito, vós os abandonareis e regressareis ao mundo espiritual, onde tendes estado muitas vezes nos intervalos das vossas encarnações, e onde encontrareis todas as pessoas que foram vossos parentes e muitos conhecidos que partiram da Terra antes de vós.

“O que então eu quero deixar bem claro ao vosso entendimento é isto: os Espíritos não morrem nunca. A vida do Espírito é uma sucessão de encarnações e desencarnações neste pequeno mundo terreno. Por isso é preciso que procureis aprimorar as vossas boas qualidades e orar constantemente a Jesus para que vos abençoe, guie e proteja nesta nova vida que estais iniciando. Amai, portanto, a Deus e a Jesus de todo o vosso coração e amai aos vossos amigos e conhecidos como se irmãos vossos também fossem, filhos dos vossos pais. Esta é a lei da vida, e portanto, a lei de Deus.”

O professor despediu-se e se retirou como da primeira aula. Os ouvintes, crianças e adultos manifestaram-se maravilhados com esta segunda aula, ministrando ensinamentos jamais ouvidos na localidade. A professora sentiu-se um tanto enciumada em face dos ensinamentos dados aos seus alunos, e que ela se sentia incapacitada para dar. Resolveu por isso tomar as suas notas com o objetivo de se preparar para ministrar futuramente aulas semelhantes para as novas turmas de alunos.


O mantenedor da escola mostrava-se radiante e continuava as suas meditações diárias, durante as quais muito ouvia e aprendia no Espaço. As aulas de religião continuaram naquela escola duas vezes por semana durante algum tempo.

terça-feira, 10 de março de 2015

Capítulo XXVII - Livro: Elucidário – pelo espírito de Paulo de Tarso através do médium: Diamantino Coelho Fernandes. Nada acontece por obra do acaso - A realidade que se aproxima - Condições para nova reencarnação neste plano -Redenção de um Espírito após uma série de encarnações em que foi imperador, pirata, mercenário e por fim religioso



As coisas que acontecem ao longo dos séculos e dos milênios, em todos os mundos em rotação permanente no espaço cósmico, obedecem invariavelmente a estudos e planificações realizados com uma grande antecedência pelas Forças Superiores, incumbidas da direção da vida em cada um desses mundos. Nada acontece por obra meramente do acaso, ainda porque o acaso também não existe. A vida dos seres humanos foi planificada de há muito, conseqüentemente, de tudo quanto está para se positivar na Terra em dias muito próximos nada deve surpreender aos seres humanos porque, não apenas estão sendo despertados a respeito, como também seus Espíritos já encarnaram perfeitamente cientificados de tudo quanto está para acontecer. Como, entretanto, quase todos os homens e mulheres olvidaram os fatos registrados em sua memória espiritual, ao mergulharem no seio materno para a construção do corpo físico no qual se locomovem, tornou-se necessária à vinda de emissários de Jesus a despertá-los para a realidade que se aproxima. Esta realidade consiste nas operações transformatórias de uma grande parcela da superfície terrena, adaptando-a às necessidades de uma população maior e mais refinada dos hábitos e sentimentos, necessitando por isso de grandes adaptações do que ora existe. Lucrará com isso também o planeta, que passará de sua presente condição à condição de mundo espiritualizado ostentando uma população de Espíritos muito mais evoluídos que os atuais, de cujas vibrações o planeta grandemente se beneficiará.

Isto não significa absolutamente que os atuais habitantes da Terra não possam a ela voltar, após o necessário estágio que irão fazer no seu plano espiritual, ao deixarem seus corpos atuais. Acredito sinceramente que a grande maioria dos homens e mulheres da atualidade terrena, aqui voltarão, se nisto se interessarem realmente. Eu digo isto porque conheço bem de perto as condições da grande maioria dos irmãos encarnados, dos quais unicamente dependerá o seu regresso ou não à vivência nesta pequena esfera, após a sua transformação em mundo espiritualizado. Para isso conseguirem, necessitarão apenas de harmonizar suas vibrações com aquelas emitidas pelos habitantes do futuro na Terra, todas do mais alto nível, para que não venham destoar desse conjunto. Imaginai uma grande orquestra constituída por elementos realmente preparados a executar cada um a sua parte numa execução harmoniosa, entre os quais um ou outro, por falta de preparação, desafinassem o conjunto. Está claro que esses elementos assim despreparados não poderiam fazer parte dessa orquestra até que se preparassem convenientemente.

Pois o conjunto populacional dos habitantes da Terra, será constituído em verdade de Espíritos selecionados no Alto pelo Grande Regente da orquestra que deverá transformar num conjunto da mais perfeita harmonia, as vibrações emitidas pelos habitantes deste pequeno planeta. Não vejais, porém, dificuldades insuperáveis na aquisição das condições exigidas pelas Forças Superiores dos novos habitantes deste mundo terreno de que ora me ocupo. Nada disso estimados irmãos leitores. As condições para essa nova vivência na Terra todos vós as possuís desde muito para alguns e recentemente adquiridas por outros. Necessitais apenas de evidenciá-las mediante a concentração da vossa vontade em alcançar esse novo degrau que tendes à frente, perseverando em vos manterdes em contato com as Forças Superiores pela maneira que conheceis, a fim de que vossos nomes possam ir sendo anotados entre os daqueles que já se encontram registrados ou já estão descendo à Terra.

A verdade, filhos meus, é a seguinte: ao deixardes a Terra pelo encerramento da vossa presente encarnação, todos vós tereis de permanecer em algum lugar do Universo, seja um plano espiritual e portanto em Espírito, ou um mundo físico, onde continuareis vosso aprendizado que é infinito. Se, por meio de uma determinação exclusivamente vossa, preferirdes voltar à Terra quando este pequeno planeta já deverá constituir um autêntico paraíso, podereis realmente voltar a reencarnar aqui, seja neste país ou seja em outro, o que é mais certo, e aqui desfrutar as vantagens dessa nova encarnação. Ao contrário disso, se nada fizerdes em tal sentido, de certo permanecereis em algum ponto do plano espiritual, onde, aliás, vivem muitos milhões de almas orando e trabalhando pelo próprio engrandecimento. Está por conseguinte em vossas mãos decidir acerca do vosso futuro próximo, e eu só desejo que opteis livremente a respeito.

Em seguida relatarei uma pequena história de algum modo relacionada com o que acabo de escrever. É a história de um Espírito que viveu na Terra algumas encarnações, adquirindo aqui um bom cabedal de experiência e um belo foco de luz espiritual. Regressando ao Espaço ao fim de uma dessas encarnações optou pela sua permanência ali, para descansar um pouco - declarou - antes de empreender novo destino. Como no Alto a verdade de cada um é soberana, assim sucedeu àquele Espírito. Ele repousou o quanto lhe aprouve enquanto passava em revista os fatos registrados em sua última peregrinação terrena. A certa altura desejou relacionar-se com a vida universal em seus numerosos detalhes, desejoso de ilustrar-se o quanto possível, e recolheu-se à grandiosa biblioteca do seu plano, onde mergulhou, por assim dizer, lendo, estudando, anotando quanto lhe pareceu interessante. Voltando páginas sobre páginas da História da Terra, riquíssima como se encontra de acontecimentos lamentáveis, promovidos pelas gerações que aqui viveram, e demasiado pobre, paupérrima, de fatos grandiosos, aquele Espírito deparou com o registro relacionado com uma de suas existências em que fora grande, poderoso entre os seus contemporâneos. A leitura que ia prosseguindo como se transformava num verdadeiro espelho de sua própria vida, tendo ele então deixado de ver aquele registro histórico para ver-se a si mesmo no centro dos acontecimentos. Estes, lamentavelmente, não eram de natureza a causar-lhe entusiasmo, porque as conseqüências o abatiam, humilhavam, reduziam, na constatação que fazia do quanto fora impensado, orgulhoso, ambicioso e violento para com seus contemporâneos mais fracos. Teve por efeito dessa recordação, de interromper a leitura que vinha fazendo profundamente interessado na História da Terra. Deixou a biblioteca e mergulhou no seio da Natureza, num recanto absolutamente silencioso, onde apenas o borbulhar de uma fonte cristalina lhe chegava aos ouvidos em repouso. Entregou-se nesse lugar aprazível às suas meditações. Sentiu-se transportado a um passado de vários séculos em que fora elevado pelos homens à chefia de um grande império na Terra, prometendo promover a felicidade dos seus súditos e a grandeza incomparável dos seus domínios. Desfechou com tal propósito quantos conflitos lhe pareceram úteis, não levando em conta o número de vidas humanas sacrificadas nem o de bens destruídos. Lutou, lutou muito, e como era rico o seu império, a vitória lhe sorria invariavelmente. Os domínios do império cresceram, ampliaram-se a um limite jamais sonhado pelo grande imperador. Como tudo, porém, tem o seu limite no plano físico, um dia fatídico raiou e com ele a derrubada de todos os castelos de cartas do imperador. A sorte das armas fora-lhe contrária em sua última batalha, e o grande imperador, senhor absoluto de uma grande parcela da população terrena, via-se em mãos do inimigo, irremediavelmente aprisionado. Com o fim de conseguir a liberdade ofereceu ao inimigo tudo o que possuía, fortuna, castelos, o próprio império. Nada disto convinha ao inimigo. O valor maior consistia na propriedade de sua própria pessoa, porque, prisioneira e bem guardada, nenhum perigo oferecia jamais a nenhum país vizinho. Seu império foi assim ocupado pelo inimigo, seus castelos, seus bens e fortuna mudaram de mãos enquanto o antigo grande imperador descansava bem guardado por seus vencedores.

Nosso irmão reviveu assim mentalmente todos os fatos e acontecimentos em que fora parte ativa numa de suas passadas encarnações, sentindo ao fim um justificado abatimento moral. Ele que já podia ostentar um tão belo diadema de luzes espirituais, contava no seu passado fatos que tanto o entristeciam. Resolveu então prosseguir no exame de suas recordações em torno de suas diversas existências verdadeiramente punitivas ou cármicas, em decorrência do muito que fizera antes. Foi homem do mar num navio pirata, daqueles que todos conheceis de há bem poucos séculos. No decorrer de uma abordagem foi ferido mortalmente e caiu ao mar sem possibilidade de socorro. Assim transtornado, os peixes se banquetearam no seu cadáver sem meios de poder impedi-lo. Permaneceu após, anos e anos nesse local impossibilitado de abandoná-lo, onde sofreu moralmente, duramente. Certo dia lembrou-se de orar a Deus pedindo clemência e logrou ser socorrido e conduzido ao Espaço onde repousou confortavelmente. Passado algum tempo nessa situação onde procurava reunir seus pensamentos, alguém que dele se aproximou, gritou-lhe ao ouvido: vamos para a Terra! Recebendo a ordem e sem poder analisá-la partiu com aquele alguém, sentindo-se em breve construindo novo corpo no seio materno de quem não conhecia. Nasceu e cresceu então no meio de uma família paupérrima onde a fome morava continuamente. Convidado a entrar na vida militar onde havia comida bastante, ingressou num exército mercenário como havia muitos antigamente. Sua profissão seria, pois, batalhar em troca da alimentação e de algumas moedas muito estimadas. Teve por isso de lutar permanentemente como era da profissão. Teria portanto de contar também com o pior, como de fato aconteceu. Caindo prisioneiro com alguns companheiros, viu-se com eles passado a fio de espada como a maneira que os vencedores encontravam de não despender ração com os prisioneiros. Aquele Espírito regressou, pois, uma vez mais ao Espaço numa situação de causar dó, sem que tivesse podido adquirir algumas onças de luz também nessa última viagem a Terra.

Outras e outras recordações ainda se apresentavam ao Espírito de quem tratamos, durante os longos momentos, dias talvez, em que esteve entregue às suas meditações. Entre elas surgiu uma, pelo menos, que lhe proporcionou momentos de alegria. Foi uma encarnação em que ingressou no serviço religioso, e de tal modo se dedicou às suas tarefas, que desejou partir numa caravana missionária junto aos aborígines da América, com a elevada finalidade de os conquistar para a santa doutrina de Jesus. Nesta sua existência muito se empenhou de todo o coração, conseguindo ser ouvido pelos nativos, embora com resultados bastante precários. Distinguiu-se, porém, de tal modo no desempenho dessa tarefa, pregando e exemplificando a doutrina cristã, que ao regressar ao seu plano espiritual constatou com justificada alegria haver conseguido, realmente, cumprir uma existência bastante útil aos trabalhos do Senhor neste pequeno mundo terreno.

Posteriormente viveu aquele Espírito outras vidas particularmente felizes no solo terreno servindo como podia ao Senhor Jesus, a quem verdadeiramente se afeiçoara. Nosso Senhor então, com o desejo de recompensá-lo, ofereceu-lhe o governo de uma grande nação da Terra, se isto lhe aprouvesse, para que pudesse apagar completamente a mancha que ainda restava de quando se encontrara à frente do grande império muitos séculos antes. O nosso estimado irmão aceitou por se tratar de uma tarefa de reabilitação espiritual, mas rogou de joelhos ao Senhor que da mesma o retirasse instantaneamente quanto estivesse na iminência de levar a efeito algum procedimento em desacordo com a vontade do Senhor. Aquele nosso irmão retornou então a Terra, sendo conduzido pelas circunstâncias ao governo de poderosa nação, onde os seus melhores momentos, conforme referiu mais tarde, eram aqueles em que se recolhia ao sagrado aposento que mantinha, e orava ao Senhor para dar conta dos seus atos e rogar inspiração para os que tivesse de praticar.


Foi realmente modelar a sua administração como chefe que foi durante muitos anos de uma grande nação latina. Ao desencarnar, cercado da admiração e do amor dos seus governados, nosso estimado irmão foi recebido no Alto pelo Senhor Jesus, que o felicitou vivamente pela correção de sua última existência terrena, somada ao grande bem e felicidade que havia proporcionado aos seus governados. Um belo galardão foi então colocado pelo próprio Senhor Jesus no peito daquele estimado irmão inteiramente redimido.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Capítulo XXVI - Livro: Elucidário – pelo espírito de Paulo de Tarso através do médium: Diamantino Coelho Fernandes. Tal como no mundo terreno - Grande estrondo assusta a população - Caravana de curiosos partiu para o local – Alta cordilheira projeta-se no lago - Operação dirigida pelas Forças Superiores - Acontecimentos semelhantes esperados na Terra para breve





Aconteceu certa vez, milênios decorridos, estar a população de um determinado mundo na expectativa de acontecimentos surpreendentes, em face de certos avisos nitidamente percebidos, de que o seu mundo iria acabar, desintegrando-se na imensidade do infinito. Essa expectativa da maior ansiedade para toda a população prolongava-se já desde muitos anos, fazendo com que, com o decorrer do tempo, ela fosse abrandando, diluindo-se até ficar em parte esquecida pelas gerações mais recentes.

Os avisos difundidos, contudo, eram verdadeiros porque realmente algo teria de acontecer àquela esfera dentro de um período maior ou menor. Havia sido planejada pelas Forças Superiores uma grande modificação nas condições de vida na referida esfera, tal como está acontecendo ao mundo terreno, e era imprescindível prevenir sua população acerca dos fatos em perspectiva. O estado evolutivo da grande maioria dos habitantes daquele mundo era um pouco inferior ao da atual população da Terra, havendo por conseguinte uma grande dificuldade em fazê-los compreender o real objetivo dos avisos difundidos por toda a sua superfície. Foi deliberado anunciar-se o próximo fim daquele mundo em vez das modificações a operar na sua estrutura, por ser a notícia que mais fundo calaria no coração dos habitantes, levando-os à prática de atos preparatórios de sua partida pela morte de todos, e isto ajudaria bastante o trabalho de recuperação das almas que viessem a desencarnar. Assim deliberado, assim se fez. Apareceram por toda a parte Entidades reconhecidas pela maioria da população, anunciando-lhes, em palavras perfeitamente audíveis, o próximo fim daquele mundo pela desintegração lenta, havendo por isso a maior conveniência em que a população inteira se preparasse para o acontecimento, porque estava escrito que ninguém permaneceria em sua superfície.

Estes avisos lograram impressionar profundamente os habitantes da esfera em referência, por serem difundidos por Entidades nela veneradas por todos como homens que muito se destacaram por seus feitos em benefício de todos, a maioria dos quais eram venerados como mestres, instrutores e santos, para mencionar títulos designativos de fácil compreensão dos leitores. Os homens do governo, os líderes da população, os seus clérigos e quantos possuíam uma parcela de autoridade, passaram a promover reuniões públicas onde compareciam algumas das Entidades espirituais incumbidas de preparar a população para aceitar o fim do planeta com demonstrações de tranqüilidade e fé na sua salvação como almas que eram, e por isso sua existência era infinita, eterna, e dali seriam retiradas para outros planos onde nada lhes faltaria. O assunto era exposto pelas Entidades e pelos promotores daquelas reuniões com muita propriedade, sendo aceito sem reservas por todos os ouvintes, e levado por estes para seus lares e daí propagado aos que não podiam comparecer.

Em resultado da excelente pregação que era difundida por toda a parte, foram desaparecendo gradativamente da população em peso, todas as idéias malsãs até então existentes, para dar lugar à consolidação da idéia mater em todas as mentes, a respeito da necessidade de entendimento sincero entre todos, mútuo auxílio e cooperação fraterna como preparação necessária à perfeita salvação de todos.

Citavam as Entidades espirituais em seus avisos a necessidade absoluta de que todos deixassem naquele mundo toda espécie de ambições de grandeza e prepotência sobre os demais, porque tais sentimentos, por demasiado densos, impediriam as almas de se elevarem do solo, o que resultaria na sua desintegração juntamente com a esfera em que viviam. Esse plano de trabalho havia sido longamente meditado no Alto, devendo a sua aplicação atingir todos os objetivos visados, em beneficio de quantas almas teriam de ser preparadas, cientificadas, e por fim conduzidas ao espaço sideral.

Concluída a campanha preparatória em seus mínimos detalhes ao longo de muitos anos, meio século talvez, foi dado início aos trabalhos transformatórios do planeta em referência para introduzir em seu solo condições julgadas necessárias ao bem-estar dos seus habitantes. Esses trabalhos foram iniciados no centro do planeta por meio da colocação de elementos apropriados à produção dos efeitos esperados em sua superfície, em grande parte muito semelhantes aos que se processarão nesta vossa pequena esfera.

Lá, como aqui, havia grandes áreas inteiramente inaproveitáveis pela população, as quais necessitavam de ser revolvidas em profundidade. Para esse fim é que os trabalhos fundamentais eram iniciados no centro do planeta, e daí dirigidos técnica e cientificamente às regiões por eles visadas. E eu me permito relatar-vos o que sucedeu em determinada região nas condições citadas. Tratava-se de longa cordilheira bastante pobre de vegetação, desprovida de qualquer utilidade para a população, visto não ser sequer utilizada para pastagem do gado de qualquer espécie. Tal cordilheira marginava um lago imenso que, por sua localização em região desabitada, nenhuma utilidade oferecia também aos habitantes dessa esfera. Foram por este motivo incluídos, tanto a cordilheira como o lago imenso, no plano transformatório do mundo em referência. Certa madrugada a população distante desta região acordou assustada com o estrondo que todos ouviram e sentiram estremecer o solo em derredor. O que terá sido, o que terá acontecido, será então o fim do mundo, todos se indagavam, preocupados, decidindo reunir-se uma vez mais em prece de socorro para todos. Vinte e poucas horas mais tarde um novo grande estrondo abalava fortemente o solo, sem contudo causar qualquer efeito na região habitada. É que o epicentro do acontecimento se encontrava a muitos e muitos quilômetros de distância. Passados os primeiros dias após o fato, e nada mais se ouvindo nem sentindo, os habitantes dessa região se acalmaram e voltaram aos seus trabalhos normais. Concluíram que embora o seu mundo tivesse sofrido um grande abalo repetido, não tinha acabado, uma vez que tudo continuava em paz à sua volta.

A curiosidade que é humana e universal, e se manifesta a mesma em todos os planos ou mundos do Universo, contribuiu decisivamente para o esclarecimento do fenômeno que acabo de referir. Uma caravana de curiosos se constituiu entre os habitantes da região que ouviu e sentiu os dois grandes estrondos, e partiu em direção à região em que se localizava a cordilheira e o lago imenso, desejosos de identificar o fenômeno ocorrido naquela direção. Partiu a caravana de curiosos preparados para uma longa excursão, munidos, portanto, do que necessário fosse para a sua manutenção e vivência por largo período de tempo. Partiram na caravana alguns homens melhor preparados técnica e cientificamente para apurar e registrar o que quer que fosse em relação ao que fora ouvido e sentido em sua localidade. Esses homens, aparentemente movidos por mera curiosidade, não teriam decidido só por si tão longa caminhada se não tivessem a incentivá-los no plano invisível as Forças Superiores para que fossem tomar conhecimento dos fatos que a todos tanto preocuparam. Partiram assim verdadeiramente decididos a observar e registrar os efeitos do fenômeno, para elucidação de toda a região em que viviam, quiçá do resto do planeta.

Decorridas aproximadamente umas três semanas do vosso calendário, a caravana regressava com alvoroço, a relatar o que vira, observara e documentara no local de sua excursão. Declaravam então os membros daquela caravana que não mais existiam as montanhas altíssimas que formavam a longa cordilheira dantes situada à margem do lago imenso que para nada servia, por se encontrar inteiramente encurralado entre montanhas. Repetiam os excursionistas, verdadeiramente eufóricos, o que haviam observado e documentado fotograficamente. Não mais existiam, nem a longa cordilheira nem o lago. Aquela, impulsionada pela força do tremendo terremoto, projetara-se sobre as águas do lago, aterrando-o quase de maneira completa, havendo agora uma planície gigantesca em processo de decantação. Verificaram os excursionistas que o deslocamento da cordilheira fez aflorarem das muitas nascentes a preciosa linfa que procurava encontrar caminho por entre os destroços das montanhas arremessadas em direção ao lago. E concluíram que a antiga região absolutamente inútil à população do planeta, seria de agora em diante, possivelmente, uma região fértil que era necessário aproveitar de imediato.

E assim se fez. Na região antes descrita, reunindo a cordilheira de montanhas altíssimas e o lago imenso, existem desde então extensos campos de grande fertilidade na produção de alimentos, tendo-se edificado em seus arredores um volumoso núcleo populacional, graças às operações transformatórias empreendidas pelas Forças Superiores no mundo referido.

Este é um fato apenas entre muitos outros que se registraram em numerosas regiões daquele planeta, todos coroados do mais completo êxito, tal como previsto fora no plano longamente meditado e pacientemente elaborado pelos Dirigentes Superiores desse plano de vida física.

Não necessitarei de dizer que o plano foi igualmente coroado de êxito na parte que diz respeito à condução das almas aí desencarnadas por efeito dos acontecimentos citados. Se na região que acima descrevi o processo telúrico não alcançou nenhuma vida humana pelo fato de ter ocorrido em local inteiramente desabitado, é preciso esclarecer que outros fatos semelhantes se verificaram em locais mais ou menos povoados, em cidades inclusive, onde a colheita de almas necessitou de grande atenção e esforço para que nenhuma se transviasse. Muito ajudou o êxito deste tipo de operação espiritual, a circunstância da quase totalidade das almas viventes ter-se preparado para esperar o fim do planeta, purificando o quanto possível seus sentimentos e atos, com o pensamento firmado na sua própria salvação espiritual. Esta circunstância permitiu às Forças Salvadoras aplicarem sua força magnética atrativa, atraindo desta maneira as almas em sua vivência física, para o plano de vida espiritual respectivo.

Este breve relato, além de produzir em todos vós um grande desenvolvimento em vossos conhecimentos espirituais, serve para elucidar-vos acerca do que deve acontecer ao vosso pequeno mundo em tempos muito próximos, também necessitado de algumas transformações estruturais. Também se operarão na Terra deslocamentos em várias regiões por meio de processos telúricos, com objetivo idêntico ao registrado no planeta de que falei: aumentar as áreas de produção de alimentos para atender às necessidades de uma população algumas vezes maior do que a atual. Se, por efeito desses processos, houver desencarnação de almas, como, aliás, está previsto, todo socorro já está providenciado para que nenhuma se desvie do caminho do Senhor, onde serão carinhosamente recebidas quantas tiverem encerrada sua vivência na Terra. Com a vantagem seguinte: como compensação do abalo porventura recebido em conseqüência dos fatos que provocaram sua desencarnação, as almas que assim partirem da Terra encontrarão a esperá-las um belo foco de luz espiritual como jamais terão imaginado, foco que se incorporará definitivamente ao seu diadema espiritual.

Eis aí caros leitores, um elemento a mais para vosso estudo e meditação sobre a grandiosidade da sabedoria divina, manifestada em todas as suas atividades envolvendo seres humanos e espirituais.


Louvores sejam dados, pois, ao Nosso Divino Mestre e Senhor Jesus por sua dedicação imensa e incontido amor aos seus guiados deste pequeno mundo que é a Terra.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Capítulo XXV - Livro: Elucidário – pelo espírito de Paulo de Tarso através do médium: Diamantino Coelho Fernandes. Nada ocorrerá para o vosso mal - Um surto de felicidade – O fenômeno da morte: não há o que temer - A faculdade psicográfica - Nosso Senhor necessita de mais obreiros na Terra - Deixai brilhar a luz interna



A graça e a misericórdia divina envolvem  toda a superfície do globo terrestre, cercando-o da proteção que se faz necessária em face dos trabalhos que nele se processam, com vistas à implantação das modificações em curso. Envolvidos estão igualmente pela graça e misericórdia divinas todos os homens e mulheres viventes na Terra, para que nada lhes aconteça fora do que foi previsto pelas Forças Superiores, em conseqüência do andamento dos trabalhos transformatórios do solo terreno.

O trabalho que de outra parte está sendo realizado pelos mensageiros de Jesus, através da pregação que todos estamos desenvolvendo por meio da palavra escrita e falada, constitui em verdade uma parte muito importante do plano já em plena execução, porque destinado a implantar no coração dos encarnados a idéia de que nada ocorrerá para o mal ou sofrimento de cada um, mas para a sua felicidade. Poderão alguns leitores argumentar que os homens e as mulheres, viventes na Terra, prefeririam não ser incomodados pela ação transformatória do planeta, e prosseguirem fruindo cada um a sua existência na carne até ao esgotamento da vitalidade orgânica, como acontece a milênios de milênios talvez, em vez de serem arrancados à vida terrena pelos acontecimentos anunciados.

Eu responderia a esse argumento aprovando-o inteiramente se fossem normais as condições da vida terrena, no prosseguimento de um passado multimilenar. Sucede entretanto, conforme vem sendo longamente explicado pelos mensageiros de Jesus, que os tempos que se aproximam foram preparados para operar transformações profundas na estrutura do planeta, visando adequá-lo às necessidades da nova e mais adiantada civilização que já se encaminha para a Terra. Essa nova civilização é constituída de Espíritos bastante adiantados, que virão implantar no meio terreno certas descobertas que hão de contribuir para tornar a vida terrena menos dolorosa do que a atual, com o que se implantará também na Terra um surto de felicidade e bem-estar ainda desconhecido pelos viventes atuais.

Esclarecerei ainda aos meus estimados irmãos leitores, que a circunstância de virem a ser conduzidos para o Alto numerosos irmãos que desejariam permanecer por mais tempo no solo terreno, não deve ser absolutamente recebida como infelicidade para nenhum deles, porque em verdade o não é. Todos nós temos a mais firme certeza de que, ao contrário disso, todos os irmãos que vierem a interromper sua vivência na Terra por efeito dos trabalhos em curso, irão verificar pessoalmente ao reingressarem no seu plano de vida espiritual, que cumpriram integralmente a sua existência terrena, tal como a encontrarão anotada em seus registros espirituais. E para alegria sua verificarão também que a vida espiritual na qual reingressaram, é muitas vezes mais tranqüila e feliz do que aquela que viviam na Terra.

Já foi dito por outras Entidades como eu a serviço do Senhor, que a Terra pode ser comparada a um velho edifício que necessita de reparos urgentes, a fim de nele se poderem instalar inquilinos possuidores de determinadas condições para sua permanência na Terra. Tornou-se então necessária a introdução de reformas e melhoramentos de vulto nesse edifício, sem que se possa desocupá-lo inteiramente, como sucede em regra aos vossos edifícios terrenos.

Executar-se-á porém a obra por partes, de maneira a desalojar o menor número de moradores. Estes, que vierem a ser desalojados em virtude dos trabalhos em curso, serão, figuradamente, os que virão a ser conduzidos para o Alto e lá instalados em meio ao maior conforto pelos servidores do Senhor, de há muito destacados para esse serviço. Não há, pois, motivos para temor nem pânico, meus queridos irmãos encarnados. Apenas se recomenda a todos os viventes terrenos que cooperem no seu próprio bem-estar, preparando-se espiritualmente, elevando o pensamento diariamente ao Senhor Jesus, para que Ele saiba onde se encontram os seus guiados terrenos sinceramente preocupados com a sua felicidade espiritual.

Porque os demais, os irmãos encarnados que entenderem desprezar este conselho, seja por que motivo for, esses, quando o seu momento chegar, poderão ser conduzidos como autênticos objetos materiais, uma vez que seu Espírito se recusou a receber as instruções que a todos foram dadas pelos mensageiros de Jesus. Esses irmãos rebeldes ou desleixados, se me permitem o termo, serão conduzidos como se objetos fossem, portanto inconscientemente, o que lhes tornará menos agradável a viagem.

Porque, estimados leitores, é preciso que todos entendam esta grande verdade: a morte só tem sido um fato desagradável para aqueles que se entregaram de corpo e alma, por assim dizer, aos prazeres materiais da vida, descurando inteiramente o seu lado espiritual. A morte, direi ainda com toda a verdade, é muito mais triste e desagradável para os que ficam do que para aqueles que partem. Para os que ficam cerra-se uma espécie de cortina atrás do ente que partiu, o qual só poderá ser visto por aqueles que forem partindo a seu tempo. Mas para quem parte, se levar em seu coração o sentimento nele cultivado durante os anos em que permaneceu na carne, da fé na misericórdia divina e do amor ao semelhante, apoiado numa consciência límpida, tranqüila, de que nenhum débito moral haja contraído em sua vivência terrena, para estes, a morte é uma espécie de prêmio do maior valor, que esse irmão verá transformado em claridades para o seu Espírito. Não há pois que temer a respeito da morte, meus caros irmãos leitores.

Com o andar dos tempos, com o progresso dos conhecimentos que estão sendo difundidos na Terra a respeito da vida espiritual, todos hão de verificar que este fenômeno que tanto impressiona ainda os terrenos, se transformará num fato simples, natural, assim numa espécie de viagem que em nada poderá causar tristeza aos que ficarem. Estes já saberão bem claramente que o seu ente querido que desencarnou, o fez por haver cumprido o prazo de sua permanência na carne, e foi continuar o seu trabalho evolutivo num plano em que o corpo físico não é necessário por não ter nenhuma utilidade.

Ao demais, desenvolver-se-á também na Terra o conhecimento peculiar a todos os encarnados, da maneira de se comunicarem com os seus parentes e amigos do plano espiritual. Esta faculdade a todos concedida, já nos tempos presentes, possibilita aos que partiram comunicar-se com os que ficaram, se isto desejarem, tornando a vivência terrena bastante mais agradável que atualmente, para quantos ainda ignoram os meios destas comunicações.

Para exemplificar eu vos apresentarei o caso deste meu intermediário, bastante elucidativo. Graças à faculdade psicográfica que soube cultivar e desenvolver, e também ao merecimento decorrente de sua dedicação a este grande serviço que nos presta, a mim que dele me utilizo para escrever este livro, e a outras Entidades que fizeram o mesmo, este estimado irmão está perfeitamente informado a respeito dos seus entes queridos que se encontram no plano espiritual, assim como de um certo número de irmãos que se tornaram amigos em sua presente existência terrena.

O Senhor Jesus, sempre desejoso de recompensar da melhor maneira a todos os seus servidores, tem determinado a vinda freqüentemente ao lar deste irmão que me serve de intermediário, dos seus entes mais queridos, sucedendo mesmo já ter mandado consultá-lo acerca de quem desejaria ele receber em determinado dia de suas concentrações mentais semanais. Isto sucedeu bem recentemente, tendo o aparelho optado pela vinda de sua progenitora. Ela compareceu, redigiu sua mensagem de amor e agradecimento ao Senhor, inteiramente feliz por mais essa bela oportunidade que o Senhor lhe concedia. Acompanhando aquela Entidade compareceram também os demais familiares do mundo espiritual, transformando o lar deste meu querido irmão e amigo, no radioso prolongamento do plano espiritual em que ora vivem no Alto.

Este fato pode repetir-se no lar de cada um de vós, leitores meus, já nos dias que correm, se assim o desejardes. Bastará para isso que vos determineis a tanto, começando por vos dirigirdes de coração a Jesus, pedindo-lhe a inspiração que vos conduzirá à prática deste intercâmbio espiritual. Isto pode ser conseguido de qualquer destas duas maneiras: o desenvolvimento da mediunidade psicográfica, que todos possuem, ou da mediunidade incorporativa também muito fácil de desenvolver quando o Senhor o determinar.

Ficai certos, entretanto, que Nosso Senhor jamais recusará atender pedidos de qualquer de vós, desde que formulados com sinceridade e não por espírito de curiosidade ou especulação. Nosso Senhor necessita de mais obreiros na Terra, que serão novos apóstolos, para seus intermediários na transmissão de conselhos da maior utilidade para todos. Se vos sentirdes possuidores da elevação espiritual necessária ao desempenho de tão elevada função, qual seja a de vos tornardes um autêntico canal cósmico a serviço do Senhor, se assim vos sentirdes no íntimo dos vossos corações, colocai então vossos joelhos em terra, elevai o vosso pensamento ao Senhor Jesus e dizei-lhe com toda a unção:- “Senhor Jesus: estou aqui desejoso de ingressar no teu serviço; utiliza os meus préstimos da maneira que eu possa melhor servir; faze de mim um obreiro da tua seara, que eu desejo servir-te até ao fim da minha vida!”

Este oferecimento feito de coração puro, eu vos afirmo, será recebido pelo Senhor Jesus com demonstrações do maior agrado em seu magnânimo coração. O Senhor que procura atentamente descobrir dedicações em meio de todos os viventes na Terra, exultará ao receber oferecimentos deste tipo, partidos espontaneamente de quantos assim se manifestem. Este tem sido em todos os tempos o primeiro passo de seus servidores terrenos, conduzindo-os à situação em que todos hoje se encontram de verdadeiros luminares da espiritualidade. Um oferecimento feito ao Senhor Jesus nos termos do que aí fica ou semelhantes, denota imediatamente aos olhares do Divino Mestre a existência de uma luz interna em quem o faça, a qual se esforça em brilhar e crescer para vencer a treva em que se encontra mergulhada, que são as vibrações materiais do corpo físico. Um oferecimento deste tipo coloca essa luz interna em plena ligação com as Forças Superiores, as quais se incumbirão de tratar de desenvolvê-la, com o mesmo carinho com que alguém se empenharia em aproveitar a chama de seu último fósforo, numa ilha deserta ou local desprovido de recursos. Esse alguém trataria de resguardar das correntes aéreas a luzinha do seu último fósforo, de maneira a conservar aceso o fogo indispensável ao preparo de alimentos que de outra maneira não poderia ingerir. Semelhantemente, em outro sentido, é claro, procedem as Forças Superiores quando uma luzinha se lhes depara tentando brilhar no íntimo de cada ser humano. Cuidados especiais são dedicados a esse ser humano no sentido de que essa luzinha se desenvolva, se amplie, com estes dois objetivos: a sua utilização em favor de muitos milhares de outros irmãos que necessitam de despertar também a sua própria luz, e a redenção de uma alma encarnada pelo seu ingresso definitivo no serviço divino.


Eis porque eu aqui vos afirmo, estimados leitores, que um oferecimento feito de todo o coração ao Senhor Jesus para serdes recebidos como dedicados obreiros de sua seara, será recebido com especial agrado em seu coração, e quem o fizer terá imediatamente a prova disto. Um passo neste sentido, dado por qualquer de vós, irmãos leitores, qualquer que seja a condição social, idade, sexo ou cor, equivalerá a vos inscreverdes desde logo numa categoria especial de filhos de Deus na Terra, constituída pelo que poderei denominar Espíritos amadurecidos para o serviço divino. As Forças Superiores regozijam-se com a descoberta de almas desta categoria onde quer que se encontrem, e se desvelam em assisti-las e ajudá-las em seu luminoso objetivo. E eu vos felicitarei por isso, quando algum dia nos encontrarmos no Alto.

Capítulo XXIV - Livro: Elucidário – pelo espírito de Paulo de Tarso através do médium: Diamantino Coelho Fernandes. Reforma em profundidade das condições atuais - Uma grande novidade - Novos ascendentes mediúnicos surgirão na Terra -O homem do futuro poderá alar-se e permanecer no espaço -Um combustível revolucionário - Novo produto vegetal de grande eficiência alimentar



Para atender às necessidades evolutivas de um número incontável de almas que estagiam nos diversos planos do mundo espiritual, em grande maioria já possuidora de conhecimentos adquiridos como vós outros, neste mundo terreno, o Senhor deliberou, em harmonia com as Forças Superiores do Universo, empreender uma reforma em profundidade das condições atuais desta pequena esfera. Essa reforma, já estais disso informados, consiste inclusive na modificação das condições topográficas do solo terreno, com vistas, sobretudo, à ampliação, de suas áreas de produção de alimentos para atender às necessidades de uma população bem maior que a atual.

Um empreendimento de tal porte não se projeta facilmente no decorrer apenas de algumas dezenas de anos, mas requer um estudo demorado que pode durar séculos, como aconteceu ao plano transformatório já em curso na profundidade do solo terreno. São tão importantes as modificações em curso desde algum tempo, que é de esperar-se que seus efeitos venham a ser registrados por toda a parte, abrangendo os quatro pontos cardeais. E como esses efeitos telúricos devem atingir numerosas vidas humanas, conduzindo aos planos do Além alguns milhares de almas presentemente encarnadas, Nosso Divino Mestre, em harmonia, também, com as Forças Superiores que o cercam e assessoram, decidiu empreender uma grande Cruzada de Esclarecimento, a qual está em plena execução através da palavra falada e escrita em vários países. Seria recebida no Alto com especial agrado por parte das Forças Superiores e do Senhor Jesus, uma campanha empreendida pelas organizações espiritualistas de todo o mundo junto aos seus adeptos, no sentido de os preparar espiritualmente para receberem sem terror nem pânico os acontecimentos que se registrarem à sua volta, mas recebendo-os como fatos naturais que em nada os prejudicarão. Digo que esses acontecimentos em nada prejudicarão as pessoas que os testemunharem, porque realmente assim será. Em que poderiam esses fatos prejudicar as pessoas ou almas encarnadas viventes na Terra? Na perda, por exemplo, de alguma propriedade que porventura possa vir a ser destruída pelos fatos? Na perda de algumas vidas de entes queridos possivelmente atingidos pelos movimentos telúricos? Na perda da própria vida, ceifada dessa maneira?

Eu responderei a essas interrogações esclarecendo que o fato de algumas vidas humanas virem a ser interrompidas por efeito das transformações pelas quais irá passar o planeta, não constitui nenhuma espécie de prejuízo para elas próprias, porque tudo foi preparado de antemão no sentido de serem recebidas no Alto com o maior conforto e carinho, todas as almas que vierem a interromper sua vivência terrena pelos motivos apontados. As propriedades ou bens, que forem atingidos por esses acontecimentos, nada representarão de útil para as almas que partirem, porque nos lugares a que serão conduzidas irão encontrar outras propriedades e bens bastante superiores aos que deixaram na superfície terrena.

E quanto aos entes queridos que permanecerem, esses encontrarão à sua disposição tudo quanto necessitem para prosseguir na estrada da vida, que poderão sentir apenas a saudade dos que partiram, como vem acontecendo, aliás, desde o princípio do mundo. Neste particular eu desejo antecipar-vos uma grande novidade. Esta é que, com a transformação em curso no solo do planeta, também virão à Terra algumas modalidades mediúnicas que permitirão aos viventes terrenos comunicar-se com os seus queridos do mundo espiritual, o que atualmente ainda constitui privilégio de alguns apenas. A vivência nesta esfera caminha para oferecer aos encarnados condições existentes desde muito em planetas mais adiantados, habitados igualmente por Espíritos encarnados, os quais se distinguem dos terrenos de hoje pela posse de ascendentes mediúnicos ainda raros na Terra. Aqueles que estão reencarnando, porém, já são portadores de vários daqueles ascendentes que lhes permitirão ver e ouvir os seus maiores do Espaço, consultá-los em seus problemas terrenos quando necessário, assim como se comunicar de viva voz com os entes queridos que partiram. Disto se deduz, por conseguinte, que os planos elaborados há cerca de dois milênios no Alto sob as vistas do Senhor do Mundo são de molde a fazer da vivência terrena um pequeno paraíso, onde os Espíritos encarnados se sentirão imensamente felizes em permanecer.

Já foi dito por outros mensageiros do Senhor e aqui o repito, que os desentendimentos humanos que tantos processos guerreiros suscitaram desde longos milênios entre os seres que têm povoado a Terra, estarão definitivamente encerrados. É provável que uma outra espécie de lutas venha a implantar-se no planeta com o advento da civilização que se aproxima, lutas que poderão travar-se no campo da ciência, tão largo, rico e vasto como não podeis fazer dele a menor idéia nos dias presentes. Se eu vos disser que o homem terreno do futuro próximo poderá alar-se no espaço a seu bel-prazer com toda a segurança, aí permanecendo por espaço de dias ou mesmo semanas, estarei dizendo-vos meia verdade, porque realmente as descobertas que surgirão na Terra, trazidas por muitas das crianças que estão chegando, são de molde a impressionar seriamente os viventes.

E de que maneira poderão os homens de amanhã alar-se pelo espaço que circunda a Terra, e mesmo além da sua atmosfera? -gostaríeis de perguntar-me. Eu vos elucidarei em linhas gerais, dizendo-vos que isso acontecerá em conseqüência de dois princípios que aqui se estabelecerão brevemente: alimentação e combustível.

Efetivamente surgirá na Terra um princípio alimentar que independerá os seres humanos dos elementos atuais de sua alimentação, eliminando cerca de noventa por cento do que constitui a alimentação humana. Surgirá um produto vegetal de grande eficiência alimentar pelo potencial de vitaminas que contém, o qual o homem poderá conduzir no bolso do colete para dele se servir cada doze horas para se alimentar convenientemente. Munido desse produto maravilhoso, porque é realmente uma autêntica maravilha, o homem poderá empreender as excursões que imaginar sem cuidados alimentares.

Outra grande novidade a surgir na Terra, igualmente trazida pelos Espíritos que estão chegando em corpos de crianças nos vossos lares, será um combustível já em uso em outros planetas, o qual virá revolucionar totalmente a indústria de motores. Essa novidade no campo da mecânica permitirá ao homem elevar-se do solo e penetrar além da atmosfera terrena com todas as facilidades e segurança, podendo então se aproximar e pousar mesmo em planeta do sistema solar da Terra, lá permanecer determinado período e regressar ao solo terreno quando lhe aprouver. As demais condições para isso são puramente acessórias. Os elementos fundamentais para as viagens espaciais residem nestes dois elementos, que são: alimentação e combustível. Cientistas da Terra já se preocupam com a descoberta de algo neste terreno, graças ao funcionamento de sua mente intuitiva, porque a idéia flutua no espaço em torno da Terra. Quem, no entanto, virá efetuar a sua descoberta serão os novos cientistas que estão reencarnando, que já os trazem em sua bagagem espiritual.

Estes são alguns apenas dos elementos que devem constituir o progresso da vida terrena dos próximos cem anos, durante cujo período aqui se encontrarão encarnadas Entidades da mais elevada categoria espiritual, vindas algumas delas de planetas bem mais adiantados que a Terra, a convite do Nosso Divino Mestre Jesus, a fim de implantarem nesta pequena esfera alguns dos elementos de progresso existentes naquela em que vivem. Este intercâmbio espiritual é muito comum em todas as esferas, sempre com o objetivo de levar às menos evoluídas elementos existentes nas mais adiantadas. O Senhor Jesus por sua vez também tem concordado em contribuir para o adiantamento de esferas de categoria inferior à da Terra, enviando às mesmas várias Entidades de elevada categoria espiritual com o objetivo de lá implantarem e desenvolverem melhoramentos necessários à vida dos seus habitantes.

Para exemplificar eu vos direi que data de menos de um século a encarnação numa daquelas esferas de categoria inferior à da Terra, de cerca de uma dezena de abnegados servidores do Divino Mestre, com o objetivo de nela implantarem alguns dos seguintes melhoramentos: eletricidade tal como existe na Terra, tratamento da água por substância química, e aplicação motorizada aos seus veículos de transporte. As Entidades que se prontificaram a levar estes melhoramentos à esfera em que ainda se encontram, têm lutado seriamente pela implantação dos mesmos, no que têm sido coroadas de êxito, segundo vêm informando ao Senhor Jesus em suas visitas periódicas, aproveitando os momentos de repouso do corpo naquela esfera.

Uma das dificuldades maiores a vencer, segundo informaram ao Senhor, foi a falta de determinado material para os seus trabalhos no campo da física, o qual tiveram de produzir inicialmente. Verifica-se desta maneira que a implantação de um melhoramento na superfície de um planeta requer invariavelmente a produção de outros, acessórios, resultando daí uma notável ampliação do melhoramento fundamental. Informaram ainda as Entidades emigradas à esfera em referência, que a água ingerida pelos habitantes da mesma era de tal modo poluída, que dois terços dos falecimentos aí ocorridos apresentavam esse fenômeno como causa mortis. Nos últimos vinte e cinco anos, porém, segundo a mesma informação, esta quota foi reduzida a apenas trinta por cento graças ao tratamento químico da água. Nos lugares mais povoados que são as cidades principais, a quota de desencarnações por motivo da insalubridade da água foi reduzida a pouco mais de dez por cento, o que bem atesta o valor das Entidades que o Senhor Jesus emprestou ao Governador do planeta em causa.

Vê-se por este pequeno relato como se desempenham em todos os mundos do Universo os seres espirituais mais evoluídos, levando sua cooperação, que é o resultado de suas experiências, a impulsionar o progresso de planetas menos evoluídos, no sentido de proporcionar aos seres que neles habitam, condições menos penosas de vida. É o espírito de cooperação espiritual em ação plena, ajudando aos que necessitam, a fim de que eles possam participar também dos benefícios já alcançados por quantos têm a dita de viver em mundos mais adiantados. Nosso Senhor Jesus, cedendo algumas Entidades do seu pequeno mundo para levarem àquele em que ora se encontram, alguns melhoramentos essenciais à vida e bem-estar de irmãos nossos menos evoluídos, só está retribuindo graças anteriormente recebidas de planos mais adiantados do que a Terra, onde viveram também por largos tempos alguns cientistas aos quais muito deve o progresso da Terra.

Em verdade aqui viveram bem recentemente algumas Entidades que muito fizeram em favor do progresso terreno, provindas de plano bem mais adiantado para esse fim. Não lhes citarei os nomes, mas facilmente as identificareis vós mesmos, se meditardes em torno das principais descobertas que tanto vieram impulsionar o progresso terreno.

Tais Entidades constam já da História contemporânea da Terra, e já se aprestam para aqui voltarem com a missão de implantar outros melhoramentos. No campo da física, por exemplo, devem surgir já  algumas novidades a serem recebidas muito gratamente pela população. É provável que o tipo alimentar a que me referi em princípio deste capítulo venha a surgir em definitivo dos estudos e experiências a serem empreendidos pelas Entidades supramencionadas.


Vedes assim, estimados leitores, uma demonstração a mais acerca do perfeito entendimento existente entre os dirigentes de todos os mundos do Universo, e também uma nova afirmação da interdependência de todos eles. É maravilhoso constatarmos a existência deste elevado espírito de cooperação e interdependência, a dizer aos seres humanos que procedam da mesma maneira, ajudando-se mutuamente para maior e mais completa felicidade de todos.

Capítulo XXIII - Livro: Elucidário – pelo espírito de Paulo de Tarso através do médium: Diamantino Coelho Fernandes. Um esforço que não deve perder-se - Outro ângulo dos fatos em perspectiva - Detalhe da vida espiritual ainda pouco conhecido: a chegada no Além - Um fato que não deve repetir-se - A ação das forças do mal



Os Espíritos que receberam do Senhor do Mundo a graça de virem à Terra para viverem a fase atual do planeta, a fase preparatória dos magnos acontecimentos que hão de transformar substanciosamente as condições de vida dos seus habitantes futuros, esses Espíritos devem considerar-se felizes em poderem testemunhar o que vem por aí. Tendo estado na Terra em várias épocas, como agora, em busca de mais luz e experiência para a construção do seu progresso espiritual, os Espíritos que na Terra se encontram, já são possuidores de certo nível evolutivo, o bastante para que possam compreender e assimilar quanto lhes vieram dizer os mensageiros de Jesus ao ouvido espiritual.

Seria para lamentar, e muito, se este esforço que faço para permanecer em Espírito num ambiente saturado da materialidade mais grosseira, assim como sucede a numerosos outros mensageiros de Jesus, seria para lamentar, repito, se o nosso esforço viesse a perder-se pelo seu não aproveitamento pelos irmãos encarnados. Isto não acontecerá todavia, ou só acontecerá numa percentagem mínima, para o bem e felicidade da grande maioria que o está recebendo com vivo interesse. O nosso empenho em traduzir de toda maneira as advertências que estão sendo feitas a todos os homens e mulheres, é devido à necessidade de que toda a população terrena se encontre prevenida para o que possa acontecer à volta de cada ser humano. Por isso é que estamos repetindo conselhos e advertências já feitas, seguindo o velho conceito de que as coisas muito importantes devem ser ditas e repetidas para que jamais se esqueçam.

Segundo o que vem sendo observado do Alto por mensageiros especializados, as vibrações emitidas por um grande número de seres humanos que tiveram a ventura de tomar conhecimento do assunto através dos livros de Thomé, já representam uma vontade decidida de seguir fielmente os conselhos e ensinamentos divulgados por aquele dedicado servidor de Jesus. Isto quer dizer que muitas mentes humanas passaram a funcionar também no plano espiritual, na ligação procurada com as Forças Superiores, tal como nos manda recomendar o Senhor Jesus. Nosso desejo e nosso esforço constante são no sentido de que aumente diariamente o número de encarnados que assim procedam, porque o farão no seu exclusivo bem e felicidade espiritual. Nós que nos empenhamos neste trabalho de divulgação pela palavra escrita, participamos da alegria e felicidade que aguardam no Alto todos os homens e mulheres que resolveram dar atenção às nossas palavras e se preparam para mais alto merecimento.

Nosso Senhor acaba de me determinar que chame a atenção dos leitores para um outro ângulo dos fatos que devem verificar-se bem proximamente no solo terreno. Refiro-me ao que se relaciona com o lado moral de quantos se encontram na Terra. Será de grande valor para todos a circunstância de que se encontrem preparados para deixar a Terra de um momento para outro, embora isto só possa verificar-se muito mais tarde, pelo esgotamento natural da vitalidade orgânica de cada um. O fato de terem os encarnados recebido na mais alta conta os conselhos e ensinamentos divulgados por este e outros livros, já terá produzido no Espírito de cada um, um efeito moral apreciável, traçando possivelmente um roteiro moral que sem eles não teriam seguido.

Esta circunstância terá produzido também no Espírito de cada leitor o desejo de um novo impulso no caminho da sua redenção espiritual. E quando, a seu tempo, os irmãos leitores aportarem de regresso ao respectivo plano espiritual, hão de constatar maravilhados, quanto estes conselhos e ensinamentos serviram para o cumprimento na Terra de quanto no Alto haviam prometido realmente cumprir.

Em seguida eu referirei um detalhe da vida espiritual ainda pouco conhecido dos viventes atuais na Terra, e de grande vantagem para todos em que o conheçam desde agora. Quero referir-me então ao que no Alto sucede muito freqüentemente aos desencarnados que ali aportam na ignorância de como se encaminharem em seu novo estado, e não encontrem de pronto quem os possa guiar ou aconselhar. Poderão estas palavras causar certa surpresa a irmãos relacionados com os ensinamentos espíritas divulgados na Terra, certos como estão de que, possuindo cada ser humano o seu guardião ou protetor espiritual, eles estarão presentes à desencarnação de seus guiados ou protegidos e os encaminharão ao respectivo destino. Esta regra, como todas as demais, tem suas exceções que convém conhecer. Acontece muito freqüentemente, como disse, que aquelas Entidades não se encontrem presentes ao ato desencarnatório, por motivos superiores ou necessários mesmo, e o desencarnado pode vir a encontrar-se como em pleno deserto, ou cercado por outra espécie de Entidades desejosas de se divertir com ele. Isto pode acontecer em virtude de uma destas duas razões: ou por ter sido mal ouvido na Terra aos conselhos ministrados pelos seus guardiões ou protetores incumbidos de os assistir em sua vivência terrena, ou por entenderem em sua alta recreação, que deviam viver a vida a seu modo, apesar dos conselhos recebidos durante o sono do corpo ou por inspiração diária. Seus guias ou protetores podem ter desistido da tarefa que vinham desempenhando abnegadamente junto a estes irmãos encarnados, no uso de um direito que as leis espirituais a todos conferem, podendo dar-se então que no momento de desencarnarem esses irmãos não encontrem, ou talvez não enxerguem, quem os receba e encaminhe ao seu plano de vida. Nestes casos é que se torna imprescindível saber cada um como proceder a fim de não vir a cair em mãos de quem possa transformá-los em seus escravos por tempo indeterminado, e obrigá-los à prática de quanto por sua livre vontade seriam incapazes de praticar.

No sentido de evitar situações como esta é que desejo instruir os meus estimados leitores, esclarecendo-os acerca de como proceder. Eu acredito sinceramente que o fato de um irmão encarnado ter adquirido e estudado este livro, já revela por si mesmo um certo grau de entendimento e compreensão acerca das coisas relacionadas com a vida espiritual. Pelo menos isto nos dá a esperança de que esta leitura será capaz de impedir que o leitor venha a encontrar-se na situação acima descrita. Mal nenhum existe, porém, em que eu divulgue nestas linhas a maneira de proceder na situação descrita, servindo esta divulgação inclusive para que o irmão leitor elucide por sua vez alguém que necessite de a conhecer. Direi então que o processo a utilizar por quantos possam vir a encontrar-se em má situação ao aportarem no mundo espiritual, seja em que plano for, é, em primeiro lugar, a concentração mental no Senhor Jesus, procurando entrar em comunicação direta com o Divino Salvador. Em seguida, a elevação de uma prece com verdadeira unção, atrairá instantaneamente algum dos emissários do Senhor a tomar conhecimento da situação e providenciar o socorro. É este o processo ou a fórmula capaz de remediar a situação aflitiva em que alguém possa vir a encontrar-se ao deixar a Terra na ignorância do caminho a seguir.

Já tem acontecido a almas que partiram da Terra em situação de grande perturbação espiritual, como sucede não raro a quantas desencarnam em meio de lutas guerreiras ou mesmo individuais, chegarem ao espaço com todos os sentidos perturbados e por isso incapazes de se darem conta da própria situação. Em muitos destes casos, certa classe de Espíritos afeitos à prática do mal apoderam-se dessas almas, retiram-lhes a consciência de si mesmas e a memória, e passam a utilizá-las como auxiliares escravizados na prática de malefícios aos irmãos encarnados, malefícios que aquelas almas, conscientemente, seriam absolutamente incapazes de praticar. Essa situação pode durar muito tempo, anos e anos, até que algum fato possa vir a libertar aquelas almas do jugo dos Espíritos do Mal.

A propósito eu relatarei um fato só, que poderá elucidar-vos melhor. Desencarnou há tempos no Brasil - no primeiro quarto do século XX - um jovem oficial do Exército em conseqüência de haver tomado parte ativa num movimento revolucionário, no qual recebeu ferimentos mortais. Foi recolhido e tratado convenientemente, mas não desejava sobreviver, tal havia sido o seu empenho na deflagração do movimento fracassado. Seu Espírito encontrava-se por isso envolvido numa nuvem de ódio àqueles que podiam cantar vitória, preferindo o jovem oficial deixar o mundo a ver-se curado para enfrentar novamente a vida que arriscara. Nesta situação verificou-se a desencarnação. Seu Espírito encontrou-se então livre do corpo bastante ferido, porém incapaz de se traçar um rumo devido à nuvem de ódio que o cercava. Ele foi recolhido em tal situação por uma poderosa falange de malfeitores que imediatamente o submeteram aos serviços de sua equipe, retirando-lhe antes a consciência e o uso de seus conhecimentos. Este irmão prestou a seguir àquela falange de malfeitores todos os serviços que lhe foram ordenados durante vários anos, até que se tornou possível às falanges do Bem encontrar uma oportunidade de o libertarem. Isto se verificou por intermédio de uma organização espiritista da Terra, aonde uma de suas vítimas foi conduzida pelas Forças Superiores para o necessário tratamento espiritual. Confirmando-se uma vez mais o ditado que “pela vítima se vai ao algoz”, foi fácil às Forças Superiores identificarem aquele irmão escravizado às falanges do mal e retirá-lo dali, a fim de o recuperarem também. Isto foi feito, sendo-lhe restituída um pouco mais tarde à posse da consciência de si mesmo e dos conhecimentos adquiridos, o que levou o nosso jovem irmão a dedicar-se desde então ao serviço de esclarecimento dos irmãos encarnados, salvando quantos lhe seja possível salvar de cativeiro semelhante ao que ele próprio sofreu na inconsciência de sua existência de filho de Deus.

Este relato é verdadeiro, estimados leitores, e os fatos passaram-se como disse, no primeiro quartel do século XX. Apenas omiti nome e detalhes que não estou autorizado a divulgar. Fatos semelhantes têm sucedido em todos os tempos sem que tenha sido possível impedi-los.

Isto deve ser previsto em várias circunstâncias, mas há o meio de evitá-los por quantos se preparem devidamente enquanto na vida terrena. O recurso infalível em todos os casos é a prece, como sabeis, contanto que o irmão desencarnado esteja preparado para utilizá-lo.

As forças do mal ainda são numerosas, infelizmente, e os malefícios que conseguem causar aos irmãos encarnados contam invariavelmente com a cooperação, senão com a direção mesma de irmãos encarnados que assim se afundam numa espécie de pantanal, aonde virão a encontrar-se após a morte do corpo.

Tivessem estes irmãos a noção exata do que irão encontrar ao deixarem na Terra os seus despojos, e as conseqüências que hão de viver em relação aos males de que foram autores contra irmãos que nada lhes fizeram, estou bem certo de que mudariam de rumo e passariam desde agora a empenhar-se na prática do bem, e exclusivamente do bem. Desta maneira estes irmãos dados à prática da chamada magia negra receberiam em seu Espírito ainda na Terra uma tão grande messe de bênçãos e luzes, que os conduziriam em seu regresso ao mundo espiritual, a situações de paz e felicidade de que jamais puderam fazer idéia.

O Senhor Jesus, que me recomendou tratar deste assunto para vosso conhecimento ainda na Terra, deseja que cada um dos leitores exercite praticar a concentração mental e a prece diária, não apenas para o maior bem-estar de sua vivência terrena, como e especialmente para adquirir a faculdade de conduzir-se no mundo espiritual por seu próprio discernimento.

Eis, pois, amigos leitores, desde agora em vossas mãos a chave, por assim dizer, que abre todas as portas à felicidade que há tantos séculos buscais nas numerosas encarnações vividas neste pequeno mundo de Deus. Eu me sentirei igualmente feliz se tiver a ventura de constatar que minhas palavras foram dignas da vossa atenção, como me atrevo a afirmar ao fim do presente capítulo.


Ficai, pois, na paz do Senhor, que vos observa, inspira e dirige em mais uma de vossas numerosas existências terrenas.