Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

3. DEUS NÃO PREMIA NEM PUNE Livro: As Forças do Bem.



A circunstância de se encontrarem ao mesmo tempo em peregrinação terrena, Espíritos adiantados (já bastante evoluídos), outros menos do que estes e muitos ainda em princípio de sua evolução como seres humanos, é suficientemente explicada pela Lei de Evolução que preside e dirige as sucessivas reencarnações dos Espíritos.

É em virtude desta Lei que se encontram contemporaneamente na Terra estas três categorias de Espíritos, tal qual se encontram cursando o mesmo grupo escolar diversas categorias de alunos, segundo a série em que se acham matriculados.

Dada esta simples explicação, direi das razões da existência ao mesmo tempo em corpos físicos, de diversas categorias espirituais, todas em busca de maiores conhecimentos para a conclusão de seu aprendizado neste pobre planeta. Aqueles que aqui estiveram em sucessivas reencarnações e lograram atingir suas metas, isto é, preencheram o programa com que reencarnaram, continuam suas presentes tarefas, ao mesmo tempo em que vão ministrando luzes e conhecimentos aos que menos sabem, com o que também lucram, ganhando luzes novas para seus Espíritos. Há, entretanto, encarnados na atualidade Espíritos que muito provavelmente daqui serão retirados para outros mundos ou planetas menos evoluídos, devido à resistência em que se têm mantido, em face das oportunidades de evolução que lhes têm sido reiteradamente oferecidas. Guiando-se apenas pelos sentimentos instintivos, esses irmãos nossos se recusam a aceitar ensinamentos que os levariam a elevar suas vibrações mentais até ao nível de moral superior, com o que, em conseqüência, também elevariam o nível moral de sua vida terrena, tendo, porém, já esgotado todas as oportunidades de poderem evoluir na Terra.

Estes Espíritos, uma vez encerrada a presente peregrinação terrena, deixarão para sempre este minúsculo planeta, para irem reencarnar em outro que melhor se ajusta à sua formação espiritual.

Perguntar-me-eis, provavelmente, vós que estas linhas compulsardes, se esta retirada da Terra pode representar uma punição para tais Espíritos. Eu vos responderei que não, absolutamente. O Pai Celestial não pune a nenhum dos seus filhos, por maior que seja a falta por eles cometida. Isto pela simples razão de que para o Pai não existe nenhuma espécie de falta. Cada um possui a faculdade de se conduzir da maneira que desejar, de acordo com o seu livre arbítrio. E devo insistir neste ponto para desmanchar certo preconceito que atribui ao Pai o sofrimento que se apodera dos filhos faltosos, como se fora um castigo do Céu. Não, meus irmãos; Deus não premia nem castiga, porque, sendo Ele a Bondade Absoluta, não se ocupa de tal procedimento, exatamente porque concedeu a cada um dos seus filhos o livre arbítrio, para se conduzirem a seu bel-prazer. O que sucede então, é que a própria Lei se incumbe de premiar ou punir os infratores, segundo atos e atitudes pelos mesmos praticados.
Há no imo de cada ser humano uma centelha divina que registra automaticamente, isto é, independentemente da vontade ou esforço de cada um, todos os atos e atitudes praticados pelo ser, cujas reações têm de se harmonizar com esses atos e atitudes. Assim, todo aquele que pratica uma ação louvável, meritória, para com o próximo, aviva a luz dessa centelha e isto lhe acarreta uma satisfação íntima, um certo bem-estar que redundará num sentimento de felicidade.

Não foi o Pai Celestial quem lhe concedeu essa felicidade. Tal sentimento decorre do avivamento de sua própria centelha, em virtude do bom ato que praticou. Se, ao contrário, o ato tiver sido mau, empalideceu com ele a sua luz interna, que é a sua centelha divina, e com isso deixou de enxergar, provavelmente, um caminho justo, e veio a sofrer alguma decepção ou enfermidade da qual não conseguiu livrar-se. Nesta hipótese, igualmente, não houve interferência do Pai Celestial, que nem tomou conhecimento do fato. A cada um segundo suas obras, é a parábola de Jesus, a ninguém se podendo culpar quando as conseqüências forem contrárias aos desejos de cada um.

Ora bem; então, explicarei a razão do afastamento da Terra de todos aqueles que aqui não podem permanecer. É que, de conformidade com o princípio de que os semelhantes se atraem, muitos dos atuais viventes da Terra persistem na prática de atos e atitudes que muito têm influído para o rebaixamento constante de suas ondas vibratórias, inteiramente incompatíveis com as do meio em que vivem, e que estão sendo elevadas a todo momento pelos Espíritos adiantados que aqui se encontram encarnados.

Em tais circunstâncias, as vibrações inferiorizadas emitidas pelos encarnados endurecidos em face do aprimoramento moral, estão em harmonia com as vibrações de seres que habitam outros mundos inferiores à Terra, e são por estes atraídos, assim como o ímã atrai a limalha de ferro que lhe está próxima.

Os Espíritos que estão sendo atraídos para fora da Terra, irão viver por largos anos (séculos?) nesses mundos inferiores, onde encontrarão oportunidades de se aperfeiçoarem entre seres mais afins com suas próprias vibrações.

Perguntar-me-eis ainda, provavelmente: e esses Espíritos poderão voltar à Terra futuramente? Minha resposta só pode ser esta, meus irmãos, formulada nesta pergunta: Aquele que ficou na estação por haver perdido o trem, ainda poderá alcançá-lo? Respondei vós mesmos.

A Terra também está a caminho de um novo grau de evolução, alcançado mercê da soma vibratória de seus habitantes milenares. E esse novo grau deverá encerrar muitos dos atuais motivos de sofrimento de quantos aqui se encontram nesta hora, e de muitos milhões de outros que devem vir. É mister, por conseguinte, que nenhum passo à retaguarda seja dado pelos homens e mulheres da atualidade, antes, até, que todos se esforcem por alcançar o mais alto nível moral que puderem, para que possam passar no crivo que começou a funcionar desde o princípio do século, e muitos Espíritos já recusou por não poderem passar em sua tela.

Avante, pois, irmãos meus! Jesus, Nosso Grande Salvador, é quem me envia a secundar o que muitos outros disseram, pregaram e exemplificaram, na continuidade de sua luminosa pregação de há vinte séculos. Avante, mais uma vez eu vos digo; elevai vossos pensamentos constantemente para Deus, para que os vossos atos correspondam ao mais elevado sentido do Bem, da Moral e da Justiça. É o que sinceramente vos deseja o vosso — Irmão Tomé


(O Apóstolo de Jesus)