Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

30. CRUZADA DE ESCLARECIMENTO – Livro: As Forças do Bem.



A maioria dos seres humanos viventes na Terra, na hora que passa, é constituída de Espíritos que já alcançaram relativo grau de evolução, através de suas inúmeras vidas vividas neste planeta. Essa maioria de Espíritos, relativamente evoluídos, assumiu compromissos ao reencarnar desta vez, e que não pode deixar de cumprir.

Assim como os Espíritos desencarnados, vivendo no Espaço, isto é, nos planos espirituais que lhes são próprios, têm tarefas constantes a desempenhar e as desempenham realmente, também aqueles que aqui se encontram reencarnados as têm igualmente, e ai de quantos se não esforcem em lhes dar cumprimento. A reencarnação de um Espírito de Deus não consiste unicamente no seu ganha-pão de cada dia para a manutenção do corpo. Paralelamente, o ser humano tem deveres a cumprir, deveres que pediu fervorosamente a Jesus quando ainda no Espaço, e que, uma vez reencarnado, olvidou por completo.

E quais são esses deveres? — perguntar-me-eis. Esses deveres consistem aliás de muito pouco para com terceiros, e de bastante para com vós próprios. Para com terceiros, que são os vossos semelhantes, esses deveres cingem-se ao espírito de fraternidade e amor para com eles, ajudando os que puderem ajudar, mas envolvendo-os sempre em sentimentos de fraternidade, cada um em suas orações diárias. Poderá dizer-me algum de vós que essas orações diárias não existem, seja por alegada falta de tempo, seja por julgadas desnecessárias. Aos que de tal maneira se desculparem perante sua consciência, eu direi que estão incorrendo em grave falta, primeiro para com eles próprios, e depois para com nosso meigo Nazareno.

Efetivamente, um ser humano já possuidor de um relativo adiantamento espiritual não pode absolutamente deixar de orar regularmente todos os dias, pelos motivos já apontados em capítulo anterior. Posso afirmar com toda a verdade que a oração se faz ainda mais útil ao Espírito encarnado do que o alimento para o corpo. E isto porque àquele que ora nada jamais faltará, porque a própria magia da oração produz o milagre de atrair tudo de bom para ele, inclusive o alimento indispensável à manutenção do corpo. Ao passo que, os que julgarem dispensável a oração, podem ser comparados ao viajor que segue pela estrada de olhos vendados, e cairá fatalmente no precipício, mais cedo ou mais tarde. E se esse precipício não surgir durante a presente encarnação, senti-lo-á, apenas cerrados os olhos do corpo pelo fenômeno da morte. Nesses casos, que existem infelizmente em número regular, é tal a profundidade em que se sentem jogados os recém-desencarnados, que certamente tudo dariam, inclusive a própria vida, se possível lhes fosse recomeçar a encarnação que acabaram de perder.

Para dizer estas coisas com toda esta clareza aos meus irmãos encarnados, para tentar incutir em sua memória física os sérios compromissos espirituais de cada um, foi que Nosso Senhor nos enviou à Terra, a este que ora vos fala e a milhares de outros como eu que se espalham por toda a superfície terrena, considerando que não há mais tempo para doutrinação nem catequese. Tempo não há senão para aqueles que, ao lerem estas palavras, sintam no coração toda a vibração deste último chamado à meditação e à prece, e se decidam imediatamente por ambas, hoje mesmo, para que possam contar já este dia em sua marcha para a luz espiritual que aqui vieram buscar. Felizes serão os que assim decidirem, porque iniciaram, por assim dizer, a sua proteção contra o temporal que se aproxima, como a Terra jamais conheceu em todas as épocas. Os que assim decidirem, bem cedo saberão agradecer a Nosso Senhor este aviso do Céu, que outra coisa não é o objetivo de minha missão. Os que assim decidirem, repito ainda uma vez, muito mais cedo do que possam esperar, se encontrarão transformados em novos apóstolos do Senhor, a pregar o mesmo que eu hoje prego, junto aos irmãos ainda adormecidos, que serão todos quantos costumam aguardar os acontecimentos para tomarem deliberações.

Benditos, pois, todos os meus leitores que decidirem meditar seriamente no que aí fica, e passarem a comunicar-se diariamente com Nosso Senhor Jesus Cristo, que não está longe, absolutamente, mas muito próximo dos filhos que o chamarem pela oração.

Irmãos meus, amigos meus: poderá parecer insistência desnecessária o que venho repetindo através destas páginas. Eu vos asseguro porém, que não é tal. O que vos parecer insistência, recebei-o como o ardente desejo de um verdadeiro amigo, que se empenha em resguardar seus irmãos de situações e percalços muito e muito desagradáveis, situações e percalços que não podem ser descritos por antecipação. Bastar-me-á dizer-vos de todo o coração que se Nosso Senhor me enviou até vós, se me confiou esta pesada tarefa de despertar a memória de todos vós encarnados, neste alvorecer de singulares acontecimentos a se produzirem no plano físico, se o Nosso Divino Mestre aqui me enviou, foi exclusivamente pelo seu imenso desejo de vos despertar do sono da carne em que vos encontrais mergulhados, para a vida e a felicidade do Espírito, que sobrevive à morte do corpo. Este é o grande, o único objetivo destas palavras que vos são dirigidas de todo o meu coração, e que eu desejo penetrem no vosso.

Se um argumento a mais ainda fosse necessário para que cada um dos meus queridos leitores pudesse receber como ouro puríssimo tudo quanto neste livro tenho escrito, se um novo argumento ainda fosse necessário para sua convicção, eu lhes diria que a aceitação destes conselhos só aproveita, única e exclusivamente, a quantos resolverem pô-los em prática. Minha situação pode ser comparada à de um professor contratado para lecionar sua especialidade a determinada classe de alunos. Sua tarefa consiste em lecionar a matéria com proficiência e dedicação, interessando-se vivamente pelo aproveitamento dos alunos em geral, e de cada um em particular. Seu salário, ele o recebe, quer a classe progrida ou não, visto como os mais interessados no conhecimento da matéria devem ser realmente os alunos, os únicos que da mesma hão de tirar proveito na vida prática. O professor cumpre o seu dever funcional lecionando, e o moral interessando-se particularmente pelo progresso de cada um de seus alunos. Mas, se apesar de tudo isso, os alunos fazem pouco caso do que ouviram, quem serão os prejudicados: o professor que tanto se empenhou, ou os alunos que desdenharam as aulas? Respondei vós mesmos, queridos irmãos.

Esta Cruzada representa, por conseguinte, um grande esforço de esclarecimento dos irmãos encarnados, conclamando-os à realidade da vida espiritual que é eterna, enquanto a vida física alcança pouco além de sete decêndios. E se eu vos disser que há no plano espiritual Entidades que não desejam de maneira alguma reencarnar novamente, preferindo ocupar-se dos afazeres peculiares a esse plano de vida, estarei dizendo-vos uma grande verdade. São Espíritos que após numerosas encarnações em que enfrentaram lutas, sofrimentos e até privações, rogaram a Nosso Senhor lhes permitisse continuar sua evolução no Espaço, e jamais voltarem à vida enclausurados na carne, tal como presentemente vos encontrais. Vede, por esta informação, quão desagradável se torna a vida na face da Terra para os Espíritos que já possuem uma noção mais positiva da vida espiritual.

Longe de mim, irmãos queridos, a menor intenção de censura a qualquer de vós. O que desejo frisar é que o apego que muitos têm à Terra, ou melhor dizendo, à vida terrena, é apenas uma conseqüência do seu esquecimento de um notável patrimônio espiritual deixado no Além. Procurai praticar a meditação diária, e Nosso Senhor, que está percorrendo todos os lares terrenos, no afã de salvar os filhos que quiserem salvar-se, far-se-á presente em vosso próprio lar, para vossa maior edificação.


Aqui se despede uma vez mais o vosso dedicado — Irmão Tomé.

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