Passa já da hora o vosso despertar espiritual . . . Saiba que a tua verdadeira pátria é no mundo espiritual . . . Teu objetivo aqui é adquirir luzes e bênçãos para que possas iluminar teus caminhos quando deixares esta dimensão, ascender e não ficar em trevas neste mundo de ilusão . . .   Muita Paz Saúde Luz e Amor . . . meu irmão . . . minha irmã

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

33. O GRANDE CONTRASTE – Livro: As Forças do Bem.





Os historiadores da Terra, os esforçados pesquisadores dos fatos ocorridos ao longo dos séculos vividos pela humanidade terrena, só de quando em quando, e mesmo assim muito superficialmente, se têm ocupado do lado espiritual da Humanidade.

Os acontecimentos de ordem material e política têm tido absoluta predominância nos relatos históricos, sendo bastante difícil levantar-se um esquema da evolução espiritual da humanidade terrena através desses relatos. Um exemplo apenas, em apoio do que aí fica: a passagem de Nosso Senhor em corpo humano pela Terra, é citada apenas em linguagem técnica, quando se tem necessidade de citar uma data. Então se diz, em documentos de importância geralmente perante um Tabelião: — No dia tal do ano tal, do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, iniciando a redação do documento. Mas, se desejarmos consultar a História, verificaremos com tristeza que a passagem pela Terra daquela grande figura pouco ou nenhum interesse despertou nos historiadores.

Esta é, infelizmente, a realidade das coisas ainda nos dias que correm, em que somente um reduzido número de Espíritos encarnados se preocupa sinceramente com a personalidade do Divino Mestre.

Agora o contraste: o Divino Mestre não cuida senão do bem-estar e do progresso espiritual dos encarnados da hora presente, assim como sempre cuidou das gerações passadas. E é de tal monta a preocupação do Senhor com o progresso dos seus guiados terrenos, que seus auxiliares mais categorizados, isto é, os Espíritos de maior evolução e luminosidade, estão chefiando falanges de outras entidades menores, sob a direção suprema do Senhor, com o único objetivo de incutir no cérebro dos encarnados a necessidade, a urgência, a inadiabilidade de sua maior preocupação com a felicidade do Espírito.

Tem sido meu empenho, em todos os conselhos anteriores, alertar-vos irmãos meus, em face do que está para vir, e acredito que os leitores destes conselhos tenham de alguma maneira atendido às minhas palavras. Quero dizer-vos hoje, amigos e irmãos que muito prezo, que dias bastante tenebrosos marcarão, em breve prazo, acontecimentos que os historiadores contemporâneos talvez não tenham tempo de registrar. Serão acontecimentos de tal maneira decisivos para a humanidade atual, que muitos chegarão a proclamar como sendo o fim do mundo previsto pelos astrólogos.

Nada disso, entretanto, meus queridos. Tudo pode acontecer, mas pode também deixar de acontecer, nesse esquema de que falei em princípio. Vou tentar descrever o quadro que poderá ou não positivar-se. As vibrações emitidas pelo conjunto dos seres humanos são de um potencial magnético tão acentuadamente grosseiro, que sua condensação nos planos próximos à Terra vem formando uma espécie de figura sinistra, que cresce e se agiganta de século em século, mas que um dia terá de produzir efeitos altamente desastrosos sobre seus emitentes. Poderemos chamar a essa figura, com alguma propriedade, o egrégoro mental¹ da humanidade terrena. Ora, a continuar a emissão desse tipo de vibrações, todas elas impregnadas de espessa materialidade, a figura sinistra completará rapidamente o seu ciclo ideal, e em conseqüência espalhará sobre a face do Planeta toda a maldade acumulada através das vibrações recebidas.

Todo o empenho, por conseguinte, do Divino Mestre, mediante a Grande Cruzada de Esclarecimento presentemente em execução em todo o mundo terreno, é expor aos Espíritos encarnados esse perigo iminente, e obter que eles próprios se esforcem por evitá-lo, o que somente dos encarnados depende. O que devem eles fazer então? Apenas isto: tratarem de retirar seus pensamentos da materialidade grosseira de que vivem cercados, com o que diminuirão a onda vibratória que tem ajudado a formar e aumentar a figura sinistra do egrégoro da Terra e, dedicando-se concomitantemente à meditação e à oração, projetarem no campo magnético vibrações luminosas que, tal seja a sua densidade, poderão destruir completamente ou reduzir de muito os efeitos maléficos que ameaçam a tranqüilidade dos seres encarnados.

É necessário esclarecer convenientemente certa mentalidade humana que refere a existência de certos fenômenos como sendo castigos do Céu. Absolutamente, irmãos meus, não existem esses castigos. O Céu, assim designado ainda entre vós o plano espiritual peculiar aos Espíritos Puros, o Céu não castiga ninguém. Os fenômenos assim designados, e que têm caído sobre a Terra em forma de cataclismos, são originados e alimentados pela soma de vibrações grosseiras emitidas pela mente dos encarnados, as quais se acumulam, condensam-se, e, quando seu peso se tornou superior à capacidade de resistência do plano em que se egregoraram, rompe-se a resistência, e eis que se projetam sobre as próprias fontes emissoras na ânsia de as destruir.

É isto meus queridos, o que as Forças do Bem, sob a direção do Nosso Divino Mestre, intentam evitar mediante a emissão de bons pensamentos. Será isto difícil? De maneira alguma.

Claro está, por conseguinte, que os conselhos que este vosso irmão mais velho vos traz, como parte do plano elaborado no Alto para tentar reduzir, ou mesmo anular os efeitos daquilo que acabo de descrever, não constituem nenhum benefício por mínimo que seja, nem para o meigo Rabi da Galiléia, o Senhor do Mundo, nem tampouco para os seus mensageiros empenhados na Cruzada.

Todo proveito, todo benefício, irmãos meus, é exclusivamente vosso, dos vossos Espíritos. Sabeis perfeitamente que amanhã, um amanhã que não sabemos quando virá, tereis de abandonar família, riqueza, patrimônio e tudo mais que à Terra pertence, e regressar aos planos donde partistes para a Terra, não importa quando. Isto é o que mais certo podereis ter, o inevitável, quando muito adiável, segundo o curso aplicado à vossa presente encarnação. Pois se assim terá de acontecer, irmãos queridos; se essa é irrevogavelmente a lei da vida terrena, por que não aceitar e pôr em prática, desde já, essas medidas acauteladoras do vosso bem-estar e tranqüilidade?

Não são Nosso Senhor nem seus enviados, os beneficiários da aceitação destes conselhos; os únicos beneficiários sereis vós mesmos, e numa medida tal, que mais tarde haveis de conhecer. O empenho do Senhor, como vosso maior Protetor e Guia Espiritual, consiste em vos livrar dos horrores de uma tempestade psicológica que pode desabar a qualquer momento, da qual anseia preservar-vos, como vosso verdadeiro amigo que é.

A par do que aí fica, já sabeis do movimento de seleção que se está desenvolvendo por todo o planeta, visando afastar dele todos aqueles que até hoje têm recusado ingressar no caminho do bem e da solidariedade humana. Aqueles que apenas se têm empenhado em contrariar as leis do amor e da bondade, preocupados exclusivamente em perturbar a paz e a tranqüilidade dos seus semelhantes, esses estão sendo definitivamente afastados da vossa convivência, para seguirem o caminho a que fizeram jus.
Estou, entretanto, plenamente convencido de que nenhum dos que estas páginas estudarem será banido da Terra, mesmo que este volume seja lido por algum daqueles infelizes irmãos acima referidos. Eu acredito tão decisivamente nas palavras que aqui vos deixo, pela intensa luminosidade que das mesmas se projetará até nas mentes mais opacidadas, nos Espíritos mais endurecidos, que até mesmo os aparentemente condenados ao desterro ou banimento da Terra, tudo hão de fazer para se modificar, e alcançarão finalmente a redenção. E se isto irá acontecer àquela classe de Espíritos, o que dizer dos amorosos irmãos que se preocupam sinceramente com o desenvolvimento das potências da alma?

Irmãos queridos: não sei se me fiz compreender como desejo, acerca da razão e da origem dos temporais que desde o início destes conselhos venho referindo. Suas causas são exclusivamente terrenas, não havendo forças espirituais capazes de impedir a sua eclosão. É como se acumulásseis pedregulhos sobre os vossos telhados, aumentando o depósito diariamente ou amiúde, com novos seixos. Um dia, quando o peso desses elementos excedesse a resistência do telhado, tudo viria abaixo com estrondo, esmagando-vos ou ferindo-vos seriamente.

Aí fica, numa imagem mais simples, explicado o fenômeno dos chamados temporais, que tanto podem ser psicológicos como reais, verdadeiros temporais arrasadores. Lembrai-vos então do vosso telhado. Começai a retirar os seixos de lá e fazei que vossos amigos e conhecidos façam o mesmo, tratando de os dissolver mediante a emissão diária, constante, permanente, de pensamentos bons, corretos, dirigidos ao Senhor do Mundo.

Que Nosso Senhor vos abençoe hoje e sempre, iluminando-vos o entendimento, é o que sinceramente vós deseja este vosso dedicado — Irmão Tomé.

¹ EGRÉGORO MENTAL: Forma astral gerada por uma coletividade. A respeito das cadeias invisíveis e da formação do ser coletivo a que o ocultismo chama egrégoro, diz G. Pharneg: “O pensamento, a vontade, o desejo são forças tão reais, mais talvez, do que a dinamite ou a eletricidade. Debaixo da sua influência, a matéria astral, que é tão plástica, faz-se compacta e toma forma. O fato está provado por inúmeras experiências. Se, portanto, algumas pessoas se reúnem num local, emitindo vibrações fortes e idênticas, pensamentos da mesma natureza, um ser verdadeiro ganhará vida e ficará animado de uma força, boa ou má, conforme o gênero dos pensamentos emitidos. Em princípio fraco e incapaz de atividade, prestes a dissolver-se se for abandonado a si mesmo, esse ser coletivo vai-se precisando à medida em que as reuniões aumentam; a sua forma torna-se a cada dia mais nítida e ele adquire uma possibilidade de ação cada vez maior. Calcule-se que força terrível não há de ter, ao cabo de 2.000 anos, por exemplo, o egrégoro de uma grande religião! Que poder não há de ter ela para auxiliar os seus adeptos ou puni-los oportunamente! (Dicionário de Ciências Ocultas, Editora O Pensamento, 1927).